Homens que dizem que algo não pode ser feito não deveriam interromper aqueles que estão tornando esse algo possível. Provérbio chinês
Estamos habituados a ligar crença e fé a questões religiosas. Na verdade, em termos bem práticos, crença, fé, auto-sugestão, autoconfiança, são facetas
de uma mesma questão e essenciais para qualquer pessoa conseguir realizar seus objetivos. É sob esse sentido prático que vamos abordar este tópico e esperamos mostrar de maneira clara o seu real significado para o triunfo na vida.
Todos os anos, na véspera de Natal, o noticiário da televisão mostra exemplos de pessoas bondosas que cum- prem um ritual de sair pelos bairros miseráveis, distribuindo brinquedos e algumas iguarias natalinas. As pessoas be- neficiadas então lutam desesperadas para apanhar o seu quinhão e, com seus pacotes nas mãos, dizem que estão felizes, que foi muito bom e que no próximo ano ali estarão novamente para buscar as oferendas.
Estar ali novamente em busca das doações! Essa é a visão de futuro que essas pessoas têm! Isso é o que elas jogam para o seu subconsciente e isso é o que elas colherão. A sua crença de um futuro bom não vai além de esperar pelas esmolas. Essa é a programação das suas mentes.
Se houver esperança no futuro, haverá poder no presente. É essencial ao ser humano ter uma visão positiva a respeito do seu futuro. O sucesso é a conseqüência natural para aqueles que são capazes de formar essa imagem em suas mentes. Como já dissemos antes, o pequeno intervalo de 15 centímetros que separa suas orelhas pode ser seu maior aliado ou seu pior inimigo. Se você usá-lo com a crença de que pode, será um vencedor. Se fizer o contrário, será um perdedor.
O que é a crença? Usualmente, empregamos o verbo crer com algumas conotações distintas. Costumamos dizer: creio que tal coisa vai acontecer em tal momento ou de tal maneira, no sentido de formulação de uma hipótese. Outras vezes empregamos esse verbo quando estamos opinando, emitindo um juízo provável, expressando um estado de inteligência e raciocínio.
Crer, porém, pode significar também ter fé, acreditar profundamente, mesmo sem provas. A fé pode ser o fundamento das nossas esperanças, a realidade daquilo que esperamos. Assim, a fé poderia então ser encarada de duas formas distintas, como:
• O apoio, o sustentáculo de nossas esperanças.
• A força capaz de forjar dentro de nós uma realidade subsistente, que se nos apresenta tão certa e real como se, de fato, já estivéssemos vendo com os nossos próprios olhos.
Para o nosso estudo, essa segunda forma de fé é a mais importante, pois é a que pode transformar nossos sonhos em realidade, uma vez que sua força,
Se houver Se houverSe houver Se houver Se houver esperança no esperança noesperança no esperança noesperança no futuro, haverá futuro, haverá futuro, haverá futuro, haverá futuro, haverá poder no presente. poder no presente.poder no presente. poder no presente.poder no presente.
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a nossa convicção, nos leva a encontrar caminhos para agir em direção ao que queremos. Essa é a mola propulsora de nossas vidas.
A fé é parte integrante e fundamental de todo nosso processo de aprendizado e vida. Porém, de forma geral, notamos que as pessoas usam muito pouco esse poder que possuem.
Tem-se fé no médico que diagnostica; no farmacêutico que avia uma receita; no professor que diz que a Terra é redonda, mas não se tem tanta fé na própria capacidade de gerar ação visando a modificação de condições de vida. Parece que é muito mais fácil acreditar que o homem dominará o espaço sem fim, do que acreditar que somos capazes de comandar nossas vidas e assumir que somos os únicos responsáveis pelo que nos acontece. Não nos cremos senhores de nosso futuro. E por que isso acontece?
A resposta não parece muito fácil, mas talvez seja pelo fato de não querermos assumir a responsabilidade pela nossa vida. É muito mais cômodo acreditar que o que nos acontece é uma questão de sorte, azar ou destino, do que encarar a vida como causa e efeito, plantio e colheita, conseqüência de nossos atos, palavras e, acima de tudo, pensamentos e crença.
Já se conhece há muito tempo a força e o poder que tem a fé. Como nos disse Jesus, “se tivermos uma fé como um grão de mostarda, poderemos mover uma montanha”.
Muitas vezes já ouvimos a seguinte frase: “Se você acha que pode ou se você acha que não pode, em ambos os casos você está certo”. Isso pode parecer contraditório, mas é a pura verdade. O que vai de fato acontecer é aquilo que você acha que pode acontecer. O importante é ter fé, é não duvidarmos em nossos corações, é acreditarmos com todas as forças da nossa alma.
Tudo é possível a quem tem fé, porém qualquer resquício de dúvida, por mais escondido que esteja, quebrará a força da fé. Essa é a maior dificuldade que encontramos. Estamos habituados à verificação dos sentidos e do intelecto e estes nos mostram as impossibilidades da matéria. O que acontece então é que, conscientemente, proclamamos a nossa fé aos quatro ventos, mas no nosso âmago duvidamos daquilo que apregoamos. Na verdade, cremos da boca para fora. Acreditamos muito mais na impotência da matéria do que na onipotência do espírito. Aí reside nossa fraqueza. Dominemos isto e seremos capazes de dominar nossas vidas.
Tenhamos fé como um grão de mostarda, ou seja, uma fé viva, capaz de transformar nossas vidas, e teremos nossas vidas transformadas como quisermos. Tenhamos uma fé viva, incondicional e nenhuma sombra de dúvida, e seremos capazes de nos transformarmos de larvas em borboletas.
Conta-se que o povo de uma cidade do Nordeste procurou o pároco local movido pelo desespero da seca. O pároco então convocou a todos para a missa do domingo, prometendo que iria chover, mas alertou para a necessidade de se ter uma fé absoluta. No domingo, perguntou aos fiéis na missa: “Vocês acreditam
mesmo que vai chover? Têm mesmo muita fé?”Todos responderam positiva- mente e o padre completou: ”Então por que não trouxeram o guarda-chuva?” A crença não existe pela metade. Ou se acredita de fato ou não se acredita.
Se entendermos corretamente o adágio “Quem espera sempre alcança”, verá que ele quer dizer “quem crê não desiste, porque sabe que mais cedo ou mais tarde obterá o que almeja”. Esse adágio, hoje, tem má reputação, porque muita gente o interpreta no sentido de “deitar-se e esperar que caia do céu”.
Antigamente, quando alguém desejava uma coisa e não tinha a mínima crença que podia consegui-la, usava a frase definitiva: “Isso é para ver com os olhos e lamber com a testa”. Hoje já não se usa essa frase, ou se trocou por coisas como “É muita areia para o meu caminhãozinho”. O fato é que a crença em conseguir as coisas continua sendo uma arma pouco usada, apesar de ser o grande caminho. Certamente é mais cômodo conformar-se com o que se tem. A maioria das pessoas, infelizmente, passa a vida toda nessa condição.
Como já vimos, pelas leis da física o besouro não poderia voar. Muita gente sabe disso, menos o próprio besouro. Como ele não sabe disso, segue voando e contrariando as leis da física. A crença que você tem em você mesmo é o que manda, é o que interessa. Não precisa da crença dos outros. Ainda que ninguém acredite em você, se você acreditar, como o besouro, chega aonde quer. Falamos na necessidade e na vantagem de crer. Mas crer em quê? Crer em você mesmo, na sua capacidade de se desenvolver e realizar; crer no me- canismo e na força do seu sistema mental (consciente e subconsciente); crer nos seus sonhos e na possibilidade da sua realização; crer no que você faz; crer nas pessoas; crer que o Universo é a seu favor e não contra você.
Geralmente as pessoas não acreditam nos seus projetos, sonhos, etc., porque não acreditam nelas mesmas, ou seja, não se crêem capazes ou mere- cedoras. Então, a base para qualquer tipo de crença depende de, primeiro, acreditar em si mesmo, trabalhando sua autoconfiança e sua auto-estima. Nessa tarefa poderá contar, também, com a força da auto-sugestão.
Nada há de mágico ou místico no poder da crença. Quem crê com firmeza, faz com que a mente trabalhe imaginando meios e modos de fazer. E se você acredita que será bem-sucedido, os outros acreditarão em você. A crença desen- cadeia a força para realizar. A crença no sucesso é o ingrediente básico, absolu- tamente essencial para todo aquele que se realiza.
Quando se trata das suas realizações, não vale a máxima de São Tomé, “ver para crer”. É exatamente o contrário: é preciso crer para ver. Quando você crê, as coisas acontecem, porque tudo principia na mente. Quem prefere primeiro ver para depois crer, nunca chega lá. Recebemos da vida só o que dela espe- ramos. Quem crê primeiro leva muita vantagem, embora possa parecer que seria o contrário. Tudo o que você é capaz de imaginar, de visualizar, é capaz de realizar. É o tamanho da sua esperança que determina o que você consegue, não
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sua origem e outros fatores. Expectativas limitadas geram apenas resultados limitados. Lembre-se sempre de que o seu único limite é aquele que você mesmo fixa na sua mente. Lembra a experiência da pulga presa no vidro?
É preciso crer no que você faz. Ninguém pode conseguir exprimir-se convincentemente por meio de palavras e atos que não sejam compatíveis com sua crença. Não é possível sugerir a alguém, por palavras ou atos, uma coisa na qual não se acredita. Ninguém consegue “vender o seu peixe” se não acredita nele com convicção.
Os imigrantes nos Estados Unidos, no Brasil e em outros países, costu- mam vencer mais do que os nativos. Isso parece pouco lógico, mas é a verdade. Os imigrantes chegam ao país com a crença de que ali não existem os problemas que enfrentavam nos seus países de origem. Então põem-se a lutar e, quando percebem que ali também existem problemas, já venceram. Moral da história: fica para trás quem se liga nas dificuldades e problemas; vai para a frente quem ignora os problemas e dificuldades e focaliza os resultados. Segue adiante quem usa a “ignorância seletiva” do besouro, e luta sempre.
Você fez teste de QI (Quociente de Inteligência) e não obteve uma pon- tuação elevada? Fez outros testes e não se saiu muito bem? Não se preocupe, muita gente boa, de sucesso, de grandes realizações, passou pelas mesmas experiências. Não perca tempo pensando se você pode ou não pode fazer tais e tais coisas. Lembre-se do caso do besouro: se ele pudesse pensar e tivesse consciência de que não pode voar, nunca teria saído do chão.