5. Conclusão 76
5.4 Análise das fraquezas e forças da dissertação 81
Considera-se que o presente trabalho de investigação se reveste de forças bem como de fraquezas que merecem ser aqui mencionadas.
Quanto às forças deste trabalho de investigação podemos considerar que, independentemente dos resultados obtidos, esta investigação tem a virtude principal de, pelo menos no contexto português, fomentar a exploração e discussão da utilização das tecnologias de videoconferência no Ensino Superior. Este trabalho pode constituír-se como ponto de partida ou mesmo como inspiração para investigações futuras que se venham a realizar e que estejam enquadradas dentro da mesma problemática.
Outro aspecto positivo foi a aceitação do artigo "Videoconference Technologies in the Portuguese Public Higher Education : Best Practises and Trends" para apresentação na Conferência Internacional IAMCR 2010 que se baseia inteiramente neste trabalho de investigação. O reconhecimento da importância desta investigação por parte da comunidade científica internacional é um aspecto extremamente positivo e que culminou na apresentação desta
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investigação no dia 21 de Julho de 2010 na secção temática "Media Education Research” desta Conferência Internacional.
Na sequência da participação nesta conferência surgiu igualmente um convite para a submissão de um artigo relativo a esta dissertação no OBS Journal83. O Observatorio (OBS) e-
journal é uma publicação académica interdisciplinar open-access na área dos estudos comunicacionais e é gerido pelo Lisbon Internet and Networks Institute (LINI)84. Este convite foi
aceite e será publicado no próximo trimestre.
Num âmbito mais restrito e de carácter menos científico, esta investigação foi também mencionada nas Jornadas RCTS – Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade 2010 realizadas nas instalações do Laboratório de Engenharia Civil de Lisboa/Fundação para a Computação Científica Nacional e que se constituíu como o maior encontro português da comunidade técnica e administrativa de Ensino Superior. A menção a esta investigação foi devidamente autorizada pelos organizadores destas Jornadas e pela instituição (Universidade do Porto) que promoveu a apresentação85 onde se inseriu esta referência à investigação.
No que diz respeito às fraquezas encontradas nesta investigação estas estão associadas sobretudo à baixa taxa de participação das trinta e sete instituições públicas portuguesas de Ensino Superior registadas na Direcção Geral de Ensino Superior do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. De facto, vinte e nove destas instituições públicas portuguesas de Ensino Superior não participaram nesta investigação nas componentes de recolha de dados em que seria necessário a sua colaboração, nomeadamente, nas Tabelas de Registo dos sistemas de videoconferência e Recolha Estatística da Análise de Tráfego de IP. Este facto limita muito a verificação das hipóteses desta investigação ao nível do panorama generalizado do Ensino Superior público português.
As instituições públicas portuguesas de Ensino Superior que nunca confirmaram a disponibilidade em colaborar, que nunca concretizaram a disponibilidade demonstrada inicialmente para colaborar ou que simplesmente se recusaram em colaborar nesta investigação foram:
● Universidade Aberta ● Universidade de Aveiro ● Universidade do Algarve86
● Universidade da Beira Interior ● Universidade de Lisboa
● Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro ● Universidade do Algarve
83http://obs.obercom.pt 84http://www.lini-research.org
85 Apresentação “Salas de Videoconferência Imersiva HD”: Disponível em: http://jornadasrcts.fccn.pt/AgendaDetalhe09_109150000
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● Universidade Nova de Lisboa ● Universidade dos Açores ● Universidade Técnica de Lisboa ● Instituto Politécnico da Guarda ● Instituto Politécnico de Bragança ● Instituto Politécnico de Leiria ● Instituto Politécnico de Lisboa ● Instituto Politécnico de Portalegre ● Instituto Politécnico de Setúbal ● Instituto Politécnico de Coimbra ● Instituto Politécnico de Santarém ● Instituto Politécnico de Tomar
● Instituto Politécnico de Viana do Castelo ● Instituto Politécnico de Viseu
● Instituto Politécnico do Cávado e do Ave ● Instituto Politécnico do Porto
● Academia da Força Aérea ● Academia Militar
● Escola Naval
● Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna ● Escola Superior de Tecnologias Militares e Aeronáuticas ● Escola do Serviço de Saúde Militar
As instituições que não participaram nesta investigação nestas componentes referidas representam assim cerca de 78% do total das instituições públicas portuguesas de Ensino Superior.
Outra limitação muito importante nesta investigação diz respeito ao número de indíviduos que responderam aos vários Inquéritos disponibilizados durante esta investigação. De facto, entre os inquéritos em suporte papel e os inquéritos em suporte online foram abordados cerca de quarenta estudantes sendo que apenas vinte e dois estudantes (quinze no suporte de papel e sete no suporte online) responderam aos inquéritos, representando 55% dos respondentes. Essa limitação é ainda mais evidente nos inquéritos em suporte online com apenas 23% dos estudantes abordados a aceitarem colaborar na investigação.
Finalmente, outra limitação considerável desta investigação diz respeito às Listagens de Utilização do Sistema de Agendamento (SAG) da FCCN e à sua real eficácia na representação da utilização dos sistemas de videoconferência das várias instituições públicas portuguesas de Ensino Superior que decidiram registar neste sistema o(s) seu(s) sistema(s) de videoconferência. A colocação de dados neste sistema é totalmente dependente da colaboração das várias equipas
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técnicas de videoconferência de cada uma das instituições públicas portuguesas de Ensino Superior que nem sempre optam ou necessitam deste sistema central da FCCN para realizar a marcação de videoconferências. A própria FCCN tem consciência destas limitações e, no momento da realização desta investigação, está a desenvolver algumas melhorias técnicas e actualizações que podem permitir melhorar a eficácia deste sistema e incentivar as várias instituições a utilizarem este sistema de forma massiva de modo a que se consigam obter dados realmente representativos da utilização dos vários sistemas de videoconferência existentes nas instituições públicas portuguesas de Ensino Superior.