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AVALIAÇÃO DOS ALUNOS

No documento Aprovado pelo Conselho Geral Transitório (páginas 112-116)

1. Princípios orientadores

O processo de avaliação dos alunos encontra-se já regulamentado através de vários diplomas em vigor. Para além destas regulamentações, torna-se necessário acrescentar algumas normas, tendo em consideração as várias lacunas existentes, bem como as matérias legais que remetem para os regulamentos internos de cada escola a responsabilidade de estabelecer regras próprias. Neste sentido, seguem-se os complementos ao processo de avaliação dos alunos.

2. Processo de avaliação na Educação Pré-escolar

O educador de infância deve elaborar um dossiê para cada criança, onde constarão os dados relevantes do seu desenvolvimento global:

a) Ficha de inscrição com os seus dados biográficos;

b) Fichas de avaliação trimestral (Natal, Páscoa e final de ano); c) Fichas de diagnóstico e de observação

d) Relatórios

e) Registos significativos que a educadora e a criança considerem pertinentes f) Registo de autoavaliação.

1. Nos dias calendarizados no inicio do ano para a realização das reuniões de pais para entrega das avaliações, será dado conhecimento aos pais e encarregados de educação, por escrito, o processo evolutivo do seu educando durante o período anterior.

2. No ano de transição para o 1º Ciclo, no final do segundo período, a criança elaborará a sua auto avaliação em formulário próprio e igual a todos os jardins de infância do agrupamento.

3. No final do último ano de permanência no jardim de infância, será entregue uma avaliação descritiva do desenvolvimento da criança em todas as áreas de conteúdo previstas nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar.

3. Processo de avaliação no Ensino Básico e Secundário

3.1. Critérios de Avaliação

1. Compete ao Conselho Pedagógico, no início do ano letivo, e de acordo com as orientações do currículo e outras orientações gerais do Ministério da Educação e Ciência, definir os critérios de avaliação para cada ciclo e ano de escolaridade, sob proposta dos Departamentos Curriculares.

2. Os critérios referidos no ponto anterior são operacionalizados pelo Professor Titular de Turma no 1.º Ciclo do Ensino Básico e pelo Conselho de Turma nos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e no Ensino Secundário, no âmbito do Plano de Turma.

3. É da competência de cada professor disciplina entregar os critérios de avaliação específicos da sua disciplina, ao respetivo diretor de turma.

4. A divulgação dos critérios de avaliação junto dos alunos é da competência do Professor Titular de Turma no 1.º Ciclo e dos professores de cada disciplina nos restantes ciclos e no Ensino Secundário.

5. Os critérios de avaliação são divulgados junto encarregados de educação pelos Professores Titulares/Diretores de Turma.

3.2. Avaliação sumativa interna

1. No 1.º Ciclo do Ensino Básico, os resultados da avaliação sumativa interna, materializam-se de forma descritiva e qualitativa em todas as áreas curriculares, com exceção das áreas disciplinares de Português e de Matemática no 4.º ano de escolaridade, a qual se expressa de uma forma quantitativa utilizando uma escala de 1 a 5.

2. Nos 2. e 3.º Ciclos do Ensino Básico os resultados da avaliação sumativa interna materializam-se de forma quantitativa utilizando uma escala de 1 a 5, em todas as disciplinas.

3. No Ensino Secundário são atribuídas classificações na escala de 0 a 20 valores em todas as disciplinas constantes dos planos de estudo.

3.3. Processo de avaliação

1. No 1.º Ciclo do Ensino Básico o processo de avaliação é conduzido pelo Professor Titular de Turma, em articulação com o Conselho de Docentes, previsto no Capítulo III, do presente Regulamento Interno. 2. Nos 2.º,3.º Ciclos e no Ensino Secundário o processo de avaliação é conduzido pelo Conselho de Turma 3. O processo de avaliação envolve ainda:

a) Os alunos, através da sua autoavaliação, exceto nos 1.º e 2.º anos de escolaridade; b) Os encarregados de educação.

c) Os Serviços de Psicologia e Orientação [SPO] e dos Serviços de Apoio Especializado [SAE] 3.4. Participação dos alunos.

1. A participação dos alunos no processo de avaliação faz-se através da sua autoavaliação.

2. Para o efeito, os alunos preenchem uma ficha de autoavaliação, período a período, ou módulo a módulo nos Cursos Profissionais, numa das aulas de cada disciplina, que fica à guarda dos respetivos professores.

3.5. Participação dos encarregados de educação

1. A participação dos encarregados de educação no processo de avaliação dos alunos faz-se pelo preenchimento de uma ficha global de avaliação e de acompanhamento.

2. Esta ficha é remetida, antes do final de cada período, pelo Professor Titular/Diretor de Turma aos encarregados de educação através dos alunos.

3. A sua devolução ao Professor Titular/Diretor de Turma pode ser feita de duas formas: a) através do aluno;

b) pessoalmente pelo encarregado de educação.

4. Estas fichas devem integrar o processo individual do aluno;

5. No caso dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e no Ensino Secundário as referidas fichas devem ser apresentadas nos conselhos de turma de avaliação pelo diretor de turma.

3.6. Participação dos Serviços de Psicologia e Orientação e dos Serviços de Apoio Especializado

1. A participação dos Serviços de Psicologia e Orientação - SPO ou dos Serviços de Apoio Especializado - SAE em reuniões de avaliação deverá estar sujeita a uma solicitação prévia do Professor Titular/Diretor de Turma, ou dos próprios, ao Diretor, e deve limitar-se àquelas reuniões onde existam alunos que foram ou estão a ser acompanhados. Nestas reuniões, o seu papel será o de facultar, auscultar e explicitar informação que considere pertinente e relevante para o processo de avaliação, devendo existir um maior enfoque em matérias como o potencial e/ou necessidades específicas de aprendizagem e consequente proposta de estratégias de diferenciação pedagógica no sentido de desenvolver o potencial de aprendizagem e, progressivamente, permitir ultrapassar/diminuir as dificuldades específicas de cada aluno. Outros dados a fornecer deverão ser ponderados sobre a sua importância na situação em que se encontra o aluno e tendo sempre como pano de fundo o sentido de confidencialidade inerente ao trabalho desenvolvido.

2. As informações não deverão ter um caráter decisório sobre a progressão ou retenção do aluno.

3. Em caso de simultaneidade de reuniões, fica ao critério de cada elemento dos SPO ou SAE estabelecer prioridades de acordo com a complexidade dos casos em acompanhamento. Para as reuniões em que não possa estar presente facultará a informação por escrito.

3.7. Provas de avaliação escritas

1. Os enunciados dos testes escritos têm de ter referenciadas as cotações de cada questão e das respetivas alíneas, sempre que a avaliação seja quantitativa.

2. Os testes escritos são realizados em folhas timbradas adquiridas na Papelaria da Escola, exceto se o professor prever a resposta no próprio enunciado.

3. Os testes devem ser corrigidos e entregues no mais curto espaço de tempo possível e jamais poderão ser entregues no período seguinte.

4. Jamais se poderá realizar um teste escrito sem que tenha sido feita a correção e a entrega do teste escrito anterior.

5. A entrega dos testes só deverá ser feita pelo professor durante uma das aulas da disciplina em questão. 6. Quando por motivo(s) justificado(s) não for possível ao professor entregar pessoalmente os testes aos

alunos, deve entregá-los ao diretor de turma que se encarregará de os entregar.

3.7.1. Marcação das provas de avaliação escritas

1. Nos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico e no Ensino Secundário a marcação dos testes escritos para todo ano deve ser feita na 1ª reunião do Conselho de Turma, sempre que possível.

2. Os professores devem marcar as datas dos testes de avaliação escritos no mapa do livro de ponto da turma.

3. É da responsabilidade do diretor de turma garantir a marcação equilibrada dos testes ao longo do período, cumprindo, sempre que possível, o disposto no número 4 e 5 deste ponto.

4. Não deve haver mais do que 3 testes escritos por semana, sendo estes, sempre que possível, em dias alternados.

5. Não deve haver 2 testes num mesmo dia.

6. Em casos excecionais, sempre no interesse da maioria dos alunos, e com autorização do diretor de turma, poderão realizar-se 2 testes no mesmo dia, ou quatro por semana.

3.7.2. Classificação das provas de avaliação escritas

1. No 1.º Ciclo do Ensino Básico a classificação das provas de avaliação é qualitativa em todas as áreas disciplinares e em todos os anos de escolaridade, com a exceção das áreas disciplinares de Português e de Matemática do 4.º ano de escolaridade em que a classificação é qualitativa e quantitativa.

2. Nos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico, a classificação obtida em cada teste tem de ser apresentada em termos qualitativos e quantitativos, até às décimas, segundo uma escala, de aplicação uniforme por todos os professores do agrupamento.

3. No Ensino Secundário, a classificação obtida em cada teste tem de ser apresentada em termos quantitativos, até às décimas, segundo uma escala, de aplicação uniforme por todos os professores do agrupamento.

3.7.3. Escala qualitativa

1. A escala qualitativa, de uso generalizado a todos os ciclos do Ensino Básico, reporta-se aos seguintes intervalos quantitativos e exprime-se como se segue:

a) 0 – 19 Muito Insatisfatório; b) 20 – 49 Não Satisfaz; c) 50 – 69 Satisfaz; d) 70 – 89 Satisfaz Bastante; e) 90 – 100 Excelente. 3.7.4. Escala quantitativa

1. A escala quantitativa a ser utilizada nas áreas disciplinares de Português e de Matemática do 4.º ano de escolaridade e nos 2º e 3º ciclos do ensino básico compreende pontos percentuais de 0 (zero) a 100 (cem) e exprime-se nos seguintes intervalos:

a) 0 – 19 Nível 1; b) 20 – 49 Nível 2; c) 50 – 69 Nível 3; d) 70 – 89 Nível 4; e) 90 – 100 Nível 5.

2. A escala quantitativa a ser utilizada no ensino secundário compreende valores de 0 (zero) a 20 (vinte) valores.

3.7.5. Fraudes

1. Durante a realização das provas escritas de avaliação (testes) é expressamente proibido aos alunos a utilização de quaisquer estratégias para copiar, com recurso aos colegas ou a quaisquer outros mecanismos.

2. Aos alunos que infringirem o disposto no ponto anterior, em flagrante, ser-lhes-á apreendido e anulado o teste em causa, e ser-lhes-á atribuída a classificação de 0 (zero) valores/pontos na prova de avaliação em causa.

3. A verificar-se a situação referida no número anterior, não há lugar à realização de um momento de avaliação alternativo de qualquer tipo.

3.8. Planos de acompanhamento pedagógico no Ensino Básico

1. Sempre que um aluno apresente dificuldades em qualquer momento do seu percurso de aprendizagem, em qualquer disciplina ou área disciplinar é aplicado um plano de acompanhamento pedagógico pelo professor titular de turma no 1.º Ciclo ou pelo Conselho de Turma nos 2.º e 3.º Ciclos, contendo estratégias de recuperação que contribuam para colmatar as insuficiências detetadas.

2. Os planos referidos no ponto anterior são traçados, realizados e avaliados, sempre que necessário, em articulação com outros técnicos de educação e em contacto regular com os encarregados de educação.

3.9. Condições de aprovação, transição e progressão

As decisões de transição e de progressão do aluno para o ano de escolaridade seguinte ou para o ciclo subsequente são definidas por legislação própria e revestem caráter pedagógico sendo tomadas sempre que o professor titular de turma, no 1.º ciclo, ou o conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos e secundário, considerem: 1. Nos anos terminais de ciclo, que o aluno adquiriu os conhecimentos e desenvolveu as capacidades

necessárias para progredir com sucesso os seus estudos no ciclo subsequente.

2. Nos anos não terminais de ciclo, que o aluno demonstra ter adquirido os conhecimentos e desenvolvido as capacidades para transitar para o ano de escolaridade seguinte.

4. Período de acompanhamento extraordinário nos 4.º e 6.º anos de escolaridade

1. Os alunos internos do 4.º e 6.º ano de escolaridade que, após as reuniões de avaliação de final de ano, já com o conhecimento e com a ponderação dos resultados da 1.ª fase das provas finais, não obtenham aprovação, de acordo com o estipulado no artigo 13.º, bem como os alunos a que se refere a alínea b) do n.º 6 do artigo 10.º, do Despacho Normativo 24-A/2012, de 6 de dezembro, podem usufruir de prolongamento do ano letivo.

2. O período de acompanhamento extraordinário decorre entre a realização das reuniões de avaliação referidas no n.º 1 e a realização da 2.ª fase das provas finais e visa colmatar deficiências detetadas no percurso escolar dos alunos.

3. Cabe ao Diretor do Agrupamento assegurar a organização e gestão do período de acompanhamento extraordinário previsto no presente artigo.

5. Acesso ao Processo Individual do Aluno

1. Os docentes, os alunos, os encarregados de educação, e os Técnicos dos SPO ou dos SAE podem consultar o processo individual de um aluno, mediante solicitação ao Professor Titular/Diretor de Turma, que regista em documento próprio esta consulta, devendo respeitar-se o seguinte:

a) No caso dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e no Ensino Secundário, os professores podem fazê-lo desde que integrem o Conselho de Turma a que o aluno pertence.

b) Os alunos só podem consultar o seu próprio processo.

c) Os encarregados de educação só podem consultar o processo individual dos seus educandos. d) Os Técnicos dos SPO e SAE podem consultar qualquer processo individual.

e) No requerimento de consulta os interessados assumem o compromisso de guardar o dever de sigilo e garantir a preservação e a autenticidade dos documentos que constituem o dossiê.

f) A consulta é feita individualmente para garantir a confidencialidade e o eventual extravio. 5.1. Acesso ao Processo Individual do Aluno por outras entidades

1. Os titulares dos órgãos de gestão e administração da escola e os funcionários afetos ao serviço de gestão de alunos e de ação social escolar têm acesso ao processo individual do aluno sem qualquer formalismo; 2. Médicos escolares, outros profissionais que trabalhem sob a égide do diretor podem ter acesso ao

Processo Individual do Aluno, mediante autorização do Diretor do Agrupamento.

3. Os serviços do Ministério de Educação e Ciência com competências reguladoras do sistema educativo, podem ter acesso ao Processo Individual do Aluno, após comunicação ao Diretor do Agrupamento.

5.2. Outros casos

Qualquer outro caso não previsto nos números anteriores será devidamente apreciado e decidido pelo Diretor e com prévia apresentação do pedido por escrito.

5.3. Dever de Sigilo

As informações contidas no Processo Individual do Aluno referentes a matéria disciplinar e de natureza pessoal e familiar são estritamente confidenciais, encontrando-se vinculados ao dever de sigilo todos os membros da comunidade educativa que a elas tenham acesso.

No documento Aprovado pelo Conselho Geral Transitório (páginas 112-116)