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COMANDO E CONTROLE NA FORÇA AÉREA BRASILEIRA

No documento INSTITUTO MEIRA MATTOS (páginas 70-80)

CAPÍTULO 2 – COMANDO E CONTROLE NAS FORÇAS SINGULARES

2.3 COMANDO E CONTROLE NA FORÇA AÉREA BRASILEIRA

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22 HF (high frequency) ou alta frequência é um nome alternativo para onda curta de rádio. As ondas curtas representam importante papel nas transmissões de rádio devido a característica do comprimento de onda, as transmissões em ondas curtas se propagam até grandes distâncias através de saltos por deflexão nas camadas da ionosfera.

Segundo a Doutrina Básica da Força Aérea Brasileira (FAB), Comando e Controle “é o exercício da autoridade e da direção que um comandante tem sobre as forças a seu comando, para o cumprimento da missão designada” (BRASIL, 2005, p. 17). A mesma doutrina afirma que “um efetivo sistema de C² é primordial na capacidade de ação da Força Aérea” (BRASIL, 2005, p. 17), embasando a necessidade de um sistema que apoie o exercício de comando no combate aéreo.

Por seu turno, o Manual de Comando e Controle na Guerra, MCA 500-3, do Comando da Aeronáutica (COMAER), destaca que “o C² atua em todos os níveis da guerra e envolve o aspecto psicológico da tomada de decisão, a metodologia utilizada na abordagem desse ciclo, as comunicações e as informações” (BRASIL, 2000, p. 19).

Dentro dessa premissa, os Sistemas de Comando e Controle da Aeronáutica, consoante o MCA 500-3, tratam do estado de desenvolvimento dos equipamentos de comunicações e informática utilizados na gerência dos processos, dos meios e do homem no teatro de guerra aérea, capazes de monitorar a situação do combate aéreo, saber reconhecer as mudanças e conseguir adaptar-se a elas.

Na estrutura do COMAER se destacam dois pontos principais para onde convergem as funções de C² na condução da atividade aérea militar brasileira, no ambiente do século XXI: o Centro de Comando e Controle de Operações Aéreas (CCCOA) e o Comando de Operações Aeroespaciais. O CCCOA, do Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), é responsável pelo C² do braço armado da FAB - ou seja, de todas as unidades operacionais. Conforme a Doutrina Básica da FAB, o CCCOA tem como atribuições:

I - prestar assessoria ao Comandante-Geral no planejamento, na supervisão, na coordenação e no controle da execução de Operações Aéreas Militares; II - planejar, executar e controlar as operações aerotáticas e aeroestratégicas;

III - planejar, supervisionar e controlar os meios em alerta, excetuados os da Defesa Aeroespacial;

IV - operar o Posto de Comando Operacional do COMGAR;

V - coordenar, supervisionar e controlar os exercícios dos comandos subordinados ao COMGAR (BRASIL, 2005, p. 8).

Uruguay (2012) sublinha que o desenvolvimento da atividade de C² dentro da FAB obteve um grande impulso no ano de 2002, com a criação do CCCOA subordinado ao COMGAR, por conseguir promover a adaptação da estrutura da FAB

às novas exigências impostas pelo cenário das Operações Aéreas. A nova estrutura de C² aéreo passou a promover maior agilidade e segurança na troca de informações entre os elos táticos. Assim, estava materializado o embrião do atual Sistema de Comando e Controle da Força Aérea Brasileira (SisC²FAB), despontando ferramentas para agilizar e automatizar o C² aéreo, como o sistema data-link, conhecido como link BR-1 e o link BR-2.

Essas inovações proporcionam ao COMGAR – e, mais especificamente, ao CCCOA e seus elos de C² - a cultura do uso sistematizado da computação em suas tarefas. Tal fato, agrega inúmeros benefícios ao controle do espaço aéreo nacional, como maior controle da disponibilidade de tripulantes, de aeronaves e dos meios de detecção, possibilitando o emprego eficiente do Poder Aéreo.

O segundo ponto focal é o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), que entrou em operação em 2017. Trata-se de um Comando Operacional Conjunto permanentemente ativado, responsável pelo planejamento, coordenação, execução e controle das operações aeroespaciais. Esse novo comando abarca as atividades de defesa aérea e antiaérea desenvolvidas pelo antigo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), sendo um importante órgão de C² em ações de emprego da Força Aérea.

A Doutrina Básica da Força Aérea Brasileira destaca o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), cuja missão é realizar a defesa do Território Nacional contra todas as formas de ataque aeroespacial, a fim de assegurar o exercício da soberania do Espaço Aéreo Brasileiro (BRASIL, 2005). De forma geral, o SISDABRA é um sistema de C² que organiza todas as unidades de caça, artilharia antiaérea, reconhecimento eletrônico e reabastecimento em voo (REVO) do Brasil, em prol da defesa contra qualquer ameaça aeroespacial. Ou seja, o Sistema realiza o C² de todos os Grupos de Artilharia Antiaérea do Exército e da FAB, da maioria dos Esquadrões de aeronaves de ataque e dos aviões tanque, em prol da defesa aeroespacial (URUGUAY, 2012). Conforme a Doutrina Básica da Força Aérea Brasileira, em tempo de paz, o SISDABRA integra-se ao COMAER, com subordinação direta ao COMGAR e tem por atribuições:

a) propor a política, a estratégia e a doutrina para a defesa aeroespacial nacional

c) exercer o controle operacional das Forças alocadas, empregando os meios de forma integrada, segundo as prioridades designadas pelo Comandante-Supremo em tempo de conflito;

d) coordenar e controlar toda a circulação aérea, geral e operacional militar, no Espaço Aéreo Brasileiro;

e) colaborar com os Comandos dos Teatros de Operações, que estejam localizados em regiões fora do Território Nacional, para a defesa do espaço aéreo neles incluído, por solicitação daqueles Comandos e autorizado pelo Comandante-Supremo;

f) executar a Vigilância do Espaço Aéreo Brasileiro;

g) controlar as Ações de Guerra Eletrônica, compreendendo as atividades de Medidas de Proteção Eletrônica e de Controle de Emissões;

h) supervisionar as informações relativas ao assunto Objetos Voadores Não Identificados (BRASIL, 2005).

Outro sistema de C² da FAB é o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) conduzido pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), com sede na cidade do Rio de Janeiro e localizado no Aeroporto Santos Dumont. O DECEA gerencia o espaço aéreo do Brasil por meio de seus múltiplos órgãos Regionais, destacando-se entre eles os Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo (CINDACTA), que têm a incumbência de manter seguro e confiável o fluxo do tráfego aéreo nas áreas sob sua jurisdição.

Bernabeu (2009) analisa que o referido sistema de C² aéreo é composto pelos CINDACTA I, abrangendo os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal; o CINDACTA II na área da Região Sul do Brasil; o CINDACTA III do sul da Bahia até o Maranhão na Região Nordeste, abrangendo ainda, a área oceânica, que separa o Continente Sul-americano da África e Europa; e o CINDACTA IV na Região Amazônica. Cada CINDACTA é composto por Destacamentos de Controle do Espaço Aéreo que operam radares de proteção ao voo, de detecção e comunicações. O mesmo autor (2009) revela que o CINDACTA IV faz parte de um sistema maior, conhecido como Sistema de Proteção e Vigilância da Amazônia (SIPAM/SIVAM, conforme pode ser visto na figura 11). Esta infraestrutura de C² aéreo amazônico, foi concebida para o controle do tráfego de aeronaves, vigilância das fronteiras e a defesa aérea da região Amazônica, além de monitorar os possíveis focos de queimadas, as ações de desmatamento, à qualidade das águas, dentre outras ações voltadas à proteção ambiental.

Figura 12 - Sistema de Proteção da Amazônia

Fonte: site Censipam23.

Dessa maneira, aproximadamente 8,5 milhões de km² do território nacional são cobertos por uma extensa rede de radares e estações de comunicações que garantem ao Brasil permanente vigilância de seu espaço aéreo. Cabe enfatizar que a área de responsabilidade do SISCEAB, perante a OACI (Organização da Aviação Civil internacional) é bem maior, atingindo os 13 milhões de km², uma vez que abrange também a área oceânica, até o meridiano 10°, quase às costas da África.

Conforme Silva (2015), o Comando da Aeronáutica decidiu, em 1998, dotar as aeronaves A-29 Super Tucano, bem como as R-99A (atual E-99, de Alerta Aéreo Antecipado – AEW) e R-99B (atual R-99, de Sensoriamento Remoto) da Embraer com uma linha de equipamentos voltados para comunicações por data link. Tal iniciativa originou a criação do Sistema de Comunicações por Enlace Digital da Aeronáutica (SISCENDA), conduzido pela Comissão para Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA).

Assim, o SISCENDA, no escopo do SIVAM, desenvolveu o protocolo Link-BR1, um dos primeiros sistemas de Enlace de Dados Táticos (EDT)24 nacionais. O SIVAM, _____________

23 Disponível em http://www.sipam.gov.br/>. Acesso em 08 de outubro de 2017.

24 Os sistemas de EDT apresentam-se como uma importante ferramenta de apoio aos Sistemas de C². Ainda, são capazes de acelerar os ciclos OODA de tomada de decisão ao suprirem as Forças Táticas no campo de batalha com informações precisas e atuais, contribuindo decisivamente para a elevação da consciência situacional dos diversos atores destes cenários de emprego tático.

segundo Almeida (2002), é um Sistema de Sistemas (SoS) no qual o Link-BR1, parte integrante do sistema de telecomunicações, tem a função de compartilhar informações coletadas pelos sensores das aeronaves R-99 e E-99 com os Centros Regionais de Vigilância (CRV) em solo ou mesmo com outras aeronaves R-99 e E-99 em voo.

Dessa maneira, o Link BR1 torna possível elevados níveis de consciência situacional em operações militares, ao integrar dados e informações compartilhados por diversos meios, como os radares, ARP25, aeronaves e satélites. Com base em conceitos de EDT, a interoperabilidade é reforçada pela padronização dos equipamentos de radiocomunicação, pela forma de onda carregada nos rádios e pelos algoritmos de criptografia e salto de frequência. Portanto, os sistemas de EDT disponibilizam informação para construir um quadro comum, para apoiar operações conjuntas, a fim de permitir uma melhor realização das missões em toda a gama de operações militares.

Silva (2015) analisa que na busca pela interoperabilidade tecnológica e pela modernização dos ativos relacionados às estruturas de C², o tema EDT na FAB evoluiu, em 2011, para o desenvolvimento do Link-BR2. Este sistema, além de atender às necessidades próprias da Aeronáutica Brasileira nos seus cenários de emprego exclusivos, também atende às necessidades do MD e das demais FA no tocante à interoperabilidade em cenários de emprego conjunto.

O mesmo autor (2015), infere que o Link-BR2, de acordo com a figura 12 propicia a aquisição, a integração e o emprego de um sistema de enlace de dados (data link). “O que antes se restringia a interações de comunicação por dados entre aeronaves de um mesmo modelo, por exemplo o F-5, com o Link-BR2 diferentes aviões, tais como o F-5M, o A-29 e o E-99, podem trocar dados entre si, de forma segura e durante o voo” (SILVA, 2015). Assim, o sistema tem a possibilidade de abranger a comunicação de dados em tempo real com meios da Marinha - como as aeronaves AF-1/1A e os meios navais de superfície - e os meios do Exército, por exemplo, o sistema de defesa antiaérea.

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25 Aeronave remotamente pilotada por meio de uma estação de pilotagem remota, um enlace de comando e controle e equipamentos de lançamento e recuperação.

Figura 13 – enlaces de C² do Link BR-2

Fonte: site Plano Brasil Defesa e Geopolítica26.

Cabe ressaltar que o C² via data link proporciona inúmeras vantagens sobre os tradicionais métodos de troca de informações entre aeronaves e estações de superfície. Dentre outras, Almeida (2002) destaca as comunicações seguras por meio de dados codificados e não por voz, e a capacidade de transmissão de informações coletadas por aeronaves equipadas com sensores de grande raio de alcance para aeronaves sem radar, como o A-29 ou aviões de combate F-5, que demandem surtidas eletrônicas silenciosas, ou seja, sem o emprego de seus sistemas eletrônicos ativados, incluindo radares.

Na estrutura do DECEA encontra-se, também, uma organização militar vocacionada para o C² de grande mobilidade que é o 1º Grupo de Comunicações e Controle (GCC). O Manual de Comando e Controle na Guerra, MCA 500-3, do COMAER (BRASIL, 2000), define que o GCC tem a missão de instalar, operar e manter um escalão avançado de C² para operações aerotáticas em áreas onde a cobertura radar for insuficiente para manter o controle de determinado setor de interesse militar e outras operações aéreas. Dessa forma, o controle, as comunicações e o alarme aerotático fornecidos pelo 1º GCC, suprem eventuais falhas de detecção e ligam áreas remotas com os usuários dos centros de controle e operações.

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26 Disponível em <http://www.planobrazil.com/link-br2-fab-realiza-segundo-workshop-sobre-o-tema/>. Acesso em 09 de outubro de 2017.

O Esquadrão de Comunicações do 1º GCC fornece equipamentos e operadores, que permeiam toda estrutura de C² tático para atender exercícios e operações, reais ou de treinamento. Dentre suas diversas possibilidades, Peçanha (2010) destaca os sistemas e processos de transmissão de voz e dados, nas faixas de frequências de HF, VHF, UHF e ligações satelitais nas Banda C e Banda X, com sistemas digitais que permitem criptografia de voz e de dados.

Destacam-se também, redes dedicadas a esquadrões de voo desdobrados em locais distantes, para que estes, por sua vez, possam receber dados de alvos, trajetória de voo, pontos de reabastecimento e escolta, e informações de inteligência. Ainda consoante Peçanha (2010), o Esquadrão também fornece informações meteorológicas, auxílio à navegação aérea e estabelece Posto de Comunicação e instalações climatizadas, além de Torre de Controle de Tráfego Aéreo, que podem ser instalados em quaisquer localidades, proporcionando meios para o planejamento e controle das operações de Unidades Aéreas e de Aeronáutica deslocadas.

No que tange ao C² estratégico, o COMAER possui uma rede de dados própria, a Intraer, na qual deposita informações de toda ordem e em diversos formatos. Na visão de Batista (2014), dentre as diversas informações que são inseridas na Intraer, tem-se aquelas de ordem pessoal e financeira, voltadas para a Administração da FAB, o que é feito por intermédio do Sistema de Informações Gerenciais de Pessoal (SIGPES). Adicionalmente, conforme as atividades exercidas pela Organização Militar envolvida, ocorre a inserção de informações sobre equipamentos e aeronaves, mediante o uso do Sistema Integrado de Logística de Material e de Serviços (SILOMS).

A referida rede de C² tem sua infraestrutura e uso regulados pela NSCA 7-1 - Norma de Sistema para Uso da Rede de Dados do Comando da Aeronáutica - INTRAER (BRASIL, 2012), sendo o resultado da integração das redes das OM pertencentes ao COMAER, restrita a seu público interno. Segundo a referida norma, ao se conectar nessa rede, toda OM se torna um provedor de acesso para seus usuários, da mesma forma que passa a fornecer informações para as demais Organizações, mediante sistemas específicos, sites ou serviços diversos.

Dessa forma, a Intraer oferece uma variada quantidade de informações para seus usuários. Sua característica atual evidencia o uso de extensas redes de

computadores, que proporcionaram significativos ganhos em velocidade e em volume de dados processados, o que ampliou as capacidades do C² estratégico na FAB.

Assim, na realidade do combate aéreo contemporâneo, destaca-se o cenário descrito na minuta da Estratégia Nacional de Defesa de 2016, no qual, para a evolução da Força Aérea Brasileira, “é fundamental o desenvolvimento do repertório de tecnologias e de capacitações que permitam à Força Aérea operar em rede, não só entre seus próprios componentes, mas, também, com o Exército e a Marinha” (BRASIL, 2016, p. 52).

Portanto, os sistemas de C² permitem a FAB explorar de forma efetiva o espaço aéreo nacional e assegurar controle de operações aéreas em todo território brasileiro. Ainda, consoante a nova END (2016), a FAB busca ampliar sua capacidade de C² por intermédio de novos sensores radares e novas tecnologias de comunicações com foco na maior interoperabilidade. Além de proporcionar uma variada gama de serviços de apoio à navegação aérea, ao controle do espaço aéreo, a condução das operações militares aéreas e às atividades administrativas do COMAER.

Tabela 3 – Principais sistemas militares de Comando e Controle

MARINHA DO BRASIL

1. Sistema de Identificação Automática;

2. Sistema de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélites;

3. Sistema de Informação Sobre o Tráfego Marítimo; 4. Sistema de Identificação e Acompanhamento de

Navios a Longa Distância; e

5. Sistema Integrado de Radiogoniometria.

EXÉRCITO BRASILEIRO

1. Sistema de Comando e Controle do Exército;

2. Sistema Estratégico de Comando e Controle do Exército;

3. Sistema de Comando e Controle da Força Terrestre; 4. Sistema Estratégico de Comunicações;

5. Sistema Tático de Comunicações; e

6. Sistema de Monitoramento e Vigilância de Fronteiras. 1. Sistema de Comando e Controle da Força Aérea

FORÇA AÉREA BRASILEIRA

2. Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro; 3. Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro; 4. Sistema de Proteção e Vigilância da Amazônia; e 5. Sistema de Comunicações por Enlace Digital da

Aeronáutica.

CAPÍTULO 3 – O MINISTÉRIO DA DEFESA E A GOVERNANÇA

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