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CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

No documento Anais Completos (páginas 197-200)

Ao discutirmos os desafios da inclusão em nossas escolas, abrimos um leque de possibilidades, mas precisamos direcionar as reais possibilidades de sucesso, e evitar os fracassos, a inclusão em todas as suas dimensões é uma realidade muito bem vinda, as diferenças nos unem e fortalecem, são nessas relações que a sociedade se forma e se mobiliza sempre na busca constante de um mundo melhor, menos intolerante, menos preconceituoso e acima de tudo respeitando a todos e a todas como parte de um todo.

É preciso ter um olhar organizacional para a escola, entende-la como uma instituição que presta um serviço, independentemente de ser público ou não, os profissionais envolvidos precisam mudar sua postura e começarem a aprender a se posicionar como um agente de mudanças que prestam um serviço e esse serviço está diretamente ligado

a formação de futuros cidadãos e profissionais de tantas outras áreas, pertencentes a uma sociedade em constante transformação, um novo posicionamento se faz urgentemente necessário, tomar para si a responsabilidade de sua escolha profissional parando de só achar que os órgãos públicos é que são os responsáveis pelo desenvolvimento e desempenho satisfatórios.

Está chegando um momento de crucial mudança nas relações, sem dúvida ao pagarmos os impostos queremos serviços de qualidade e os setores públicos são responsáveis por esta qualidade, só precisamos rever algumas posturas e encarar as escolhas que já foram feitas em termos profissionais e assumir o inesperado de uma profissão feita de muitos desafios, frustrações, dedicação, amor, perseverança, esperança e mais do que nunca de união.

O fortalecimento de uma equipe poderá ser um grande diferencial nos caminhos de ensino aprendizagem de uma instituição escolar ou não. Pessoas sempre serão o grande argumento para as atitudes que precisam ser tomadas, são elas a base do reconhecimento e sucesso de todos os envolvidos no processo. Aprender a compartilhar e argumentar, refazer, reavaliar comportamentos e habilidades poderá transformar um grupo de trabalho em uma equipe com resultados positivos e inovadores.

E neste contexto de inclusão observar estas práticas poderá se tornar um diferencial nas relações aluno- professor-escola, encontrar no outro apoio e retribuir ajudando, com certeza facilitara o trabalho e acrescentara um diferencial humano e intelectual a todos os envolvidos.

A conexão e criação de uma rede formada por uma equipe pedagógica, que realmente apresente um trabalho em equipe, dividindo, somando, multiplicando saberes e experiências, compartilhando problemas e soluções, procurando o equilíbrio entre frustrações e realizações, poderá tornar os ambientes escolares menos desgastantes e muito mais produtivos e realizadores de projetos inclusos envolvendo toda a comunidade escolar.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, 21 dez. 1996. Disponível em: <http://http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/leis/L9394.htm>. Acesso em: 10 fev. 2017.

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: e o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 2. reimp. Rio de Janeiros: Elsevier, 2004.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à pratica educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. LEITE, Sérgio Antônio da Silva. (Org.). Afetividade e práticas pedagógicas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2011. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA, Portal. Declaração de Salamanca. 2011. Disponível em: <http://portal. mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf MEC>. Acesso em: 06 fev. 2017.

PERRENOUD, Philippe. 10 Novas competências para ensinar. Porto Alegre: ArtMed, 2000.

PREFEITURA MUNICIPAL DE GRAVATAÍ. Secretaria Municipal de Educação. Teoria & fazeres: caminhos da educa- ção popular. Gravataí: SMED, 2004. v. 10: Educação Especial.

RIBEIRO, Amélia Escotto do Amaral. Pedagogia empresarial: atuação do pedagogo na empresa. Rio de Janeiro: Wak, 2007.

CONTEXTO

Lucas Morais Silva

Universidade do Oeste de Santa Catarina [email protected]

Daniéla Souza

Universidade Federal de Santa Catarina [email protected] Eixo temático: Teoria e prática educativa

Pôster

Resumo

O presente trabalho do curso de Pós-graduação stricto sensu em Educação pela UNOESC (Universidade do Oeste de Santa Catarina) que através dos estudos realizados na disciplina Docência e processos educativos busca levantar indagações e pautar aspectos gerais sobre a relação do docente no processo de evasão e fracasso escolar principalmente na escola pública de Educação Básica. Na medida em que se questionam os motivos e complicadores de que possam contribuir para os indicies de evasão e fracasso escolar é que se precisa refletir e discutir ações que possam garantir a qualidade da Educação Básica no Brasil. Essa temática percorre um caminho que pouco se modificou ao longo dos anos. A sociedade em geral deve compreender que estes temas envolvem um amplo e complexo processo de reflexões que muitas vezes preconiza e põem em questão a participação do professor nesta interface. É nesta acepção que foi desenvolvido um estudo teórico baseado nas leituras e textos trabalhos em momentos de estudo acadêmico com abordagens gerais, perspectivas e contextos referente ao tema, tendo em vista a relativização da evasão e fracasso escolar com a prática docente e os desafios encontrados neste processo. A abordagem do assunto é de suma importância, bem como, os resultados esperados para a reflexão da realidade, fazendo-se necessário um estudo sistematizado e aprofundado, estimando contribuir para a melhoria da qualidade educacional.

Palavras-chave: Evasão. Fracasso escolar. Professor.

INTRODUÇÃO

O presente artigo retoma os tópicos desenvolvidos em aula proferida na disciplina Docência e processos educativos. Dentre as abordagens que nortearam o estudo deste semestre destaca-se principalmente a reflexão sobre oito textos, os quais oportunizaram a discussão das várias faces da docência na realidade atual do ensino

público. O texto parte de um tema gerador e desafiador o qual se possibilita refletir e questionar aonde o professor se encaixa no contexto de evasão e fracasso escolar.

Segundo dados de pesquisas que foram divulgados no início de dezembro de 2017, referentes aos resultados do Censo Escolar de 2014-2015 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP, 2014-2015), que é um órgão vinculado ao Ministério da Educação, apontam que 40% dos jovens entre 15 e 17 anos que estão fora da escola a deixaram por “desinteresse”, devido à “chatice da escola”, e perante a “necessidade pragmática” de buscar emprego, num distante segundo lugar (17%). Observa-se que neste âmbito, a formação escolar não se caracteriza como um objetivo de prioridade na vida desses adolescentes, que consequentemente integram os indícies de evasão.

Por ocasião da divulgação desses dados, vários jornais da grande imprensa brasileira repercutiram a notícia, que trouxe à discussão um dado importante (mesmo que não de todo inesperado) para a reflexão acerca da evasão escolar.

Nesse contexto, se propõe o debate a partir de algumas perguntas instigadoras que refletem sobre a temática no processo da Educação Básica, como: o professor é mesmo um dos agentes responsável pelo fracasso escolar? Qual é sua influência na questão de evasão? O aluno realmente procura o aprendizado para tornar-se um agente ativo? Para subsidiar a necessária reflexão de tal discussão, neste trabalho apresentam-se breves considerações teóricas acerca do processo de Evasão e Fracasso escolar diante as possíveis relações professor e aluno.

Observa-se que para contribuir com melhorias da conjuntura existente se faz necessário ampliar os conhecimentos respectivos às causas e consequências que este desafio traz a sociedade, desenvolver novas estratégias pedagógicas e de planejamento no sentido de possibilitar um ensino que ofereça a interação e compromisso dos professores e alunos para qualificar e efetivar a Educação Básica diante o sistema público de Educação, e isso pode se caracterizar um bom início.

Neste sentido, acredita-se na importância do desenvolvimento de pesquisas mais aprofundadas que sirvam de base para novas perspectivas de atuação do professor em relação ao processo de evasão e fracasso escolar, tendo em vista que diariamente as instituições de ensino enfrentam inúmeras dificuldades de propor condições de resolução efetiva de tal situação, muitas vezes imposta pelo próprio poder público em relação ao sistema educacional que “falha” e pouco investem nas políticas públicas educacionais desde o início da formação docente ao aprofundamento do estudo de temáticas voltadas a realidade social da Educação.

No documento Anais Completos (páginas 197-200)

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