• Nenhum resultado encontrado

Construir uma rede nacional moderna de transporte multimodal

No documento REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU (páginas 83-88)

84 O desenvolvimento dum conjunto do território guineense torna indis-pensável uma rede nacional mo-derna de transporte multimodal. A Guiné-Bissau dispõe dum potencial económico importante no conjun-to do seu território. Portanconjun-to, a vi-são 2025 prevê o desenvolvimento de novos pólos económicos repar-tidos no conjunto do país e apoia-se na valorização do apoia-seu potencial agrícola e agro-industrial, haliêuti-co, turístico e de mineração. A construção desta nova carta eco-nómica supõe, no entanto, o de-senvolvimento duma rede nacio-nal de infra-estruturas modernas para ligar os diferentes pólos e in-terconectar as zonas de produção às de transformação, comerciali-zação ou exportação. Esta rede de infra-estruturas permitirá igual-mente reforçar os intercâmbios comerciais da Guiné-Bissau com os mercados regionais, especial-mente da Guinée-Conakry, Mali e Senegal Enfim, favorecerá o de-senvolvimento de serviços de transportes eficazes ao serviço das populações urbanas e rurais da Guiné-Bissau.

Esta nova rede de infra-estruturas será formada ao redor de cinco corredores principais de

desenvol-vimento. Um primeiro corredor que atravessará o país de oeste a leste ligará a capital Bissau a Bafatá, servida por um corredor norte-leste para o sudeste da Guiné, a ligar assim ao Senegal e à Guiné. Um terceiro corredor de Bissau a pas-sar por Farim para o Senegal per-mitirá igualmente ligar ao merca-do de Diaobé, bem como trans-portar fosfatos de FArim ao porto de Bissau. Um quarto corredor liga-rá Bissau a Casamance ao sudoes-te do Senegal a passar por Ca-cheu. Enfim, um quinto corredor ligará Bissau, Bolama, Buba e Ca-cine e será igualmente ligado ao primeiro corredor a permitir assim desenvolver o sul do país. Esta re-de fará então a junção entre as principais pequenas cidades, prin-cipais aeroportos e aeródromos e as regiões fronteiriças do Senegal e da Guiné e do Mali. A rede fluvi-al e marítima permitirá ligar as pe-quenas cidades do lado oeste do país, bem como as Ilhas Bijagós.

Dois programas permitirão construir esta nova rede de infra-estruturas.

Figura 8: Principais corredores da Guiné-Bissau (projectos)

85 Fonte: Análises do Grupo de Desempenho

86

Programa 18: Reformas e fortalecimento institucional do sector de transportes.

As reformas institucionais favore-cem o desenvolvimento dos servi-ços de transporte no conjunto do território. O desenvolvimento das infra-estruturas e dos serviços de transporte na Guiné-Bissau supõe a implementação de reformas ade-quadas. Portanto, um quadro pro-pício deverá ser definido pelas Parcerias Público-Privadas para favorecer o desenvolvimento de infra-estruturas básicas de trans-portes (auto-estradas, portos, ae-roportos...). Para além disto, o âm-bito de negócios deve incentivar os investimentos privados nos sec-tores de transportes e favorecer uma prestação diversificada de serviços de transporte privado (ro-doviário, aéreo, fluviomarítimo).

Enfim, as políticas deverão favore-cer a protecção e a segurança dos transportes e estar harmoniza-das com as normas em matéria de livre circulação de bens e pessoas nas comunidades regionais das quais a Guiné-Bissau é membro (UEMOA /CEDEAO). Neste contex-to os estudos realizados com o apoio dos parceiros no desenvol-vimento já permitiram identificar uma série de reformas necessárias.

Trata-se aqui de implementar de forma diligente e em conjunto com todos os actores envolvidos.

Para além disto, as capacidades institucionais do país no sector dos transportes deverão ser reforça-das. A Direcção Geral das Estradas e Transportes Terrestres serão assim reformada e reforçado o acom-panhamento estatístico do sector.

Para além disto, a implementação do esquema director das infra-estruturas de transportes será um vasto empreendimento que deve-rá ficar a cargo das estruturas adequadas, particularmente os órgãos dedicados.

Programa 19: Implementa-ção do esquema director de infra-estrutura de trans-portes.

Um importante programa de de-senvolvimento rodoviário será rea-lizado segundo as prioridades de-finidas no quadro do esquema di-rector das infra-estruturas de trans-portes. Nos próximos 10 anos a Guiné-Bissau deve construir os seus corredores de desenvolvimento, a saber, as infra-estruturas rodoviá-rias, marítimas e ferroviárias que permitirão ligar entre si de maneira óptima os nove pólos económicos e com os principais mercados ex-teriores. A caixa 01 mostra uma série de projectos prioritários já de-finidos, bem como estruturas rodo-viárias, pistas rurais, terminais de

87 passageiros e transporte público urbano em Bissau ou estruturas im-portantes (pontes, viadutos, túneis, barragens, cais...). Para além disto, serão tomadas medidas para re-forçar a gestão do Porto de Bissau (concessão da gestão), moderni-zar com novos equipamentos, pla-near e construir a sua extensão, bem como melhorar as suas vias de acesso com dragagens mais regulares. Como são limitadas as possibilidades de extensão do Por-to de Bissau, serão realizados estu-dos para a construção de novos portos em Pikil e Buba. Para além disto, será implementado um gui-ché único de comércio exterior para o trâmite electrónico de au-torizações, permissões, certificados ou outros documentos alfandegá-rios para os organismos competen-tes do Estado, a facilitar e agilizar

assim as operações de importa-ção e exportaimporta-ção. As vias fluvio-marítimas de navegação e as in-fra-estruturas portuárias de cabo-tagem nacional serão igualmente reabilitadas. Para fluidificar o trá-fego aéreo e o dotar de vias inter-nacionais de acesso mais eficien-tes, as capacidades aeroportuá-rias serão reforçadas futuramente se os estudos confirmarem a sua viabilidade para a construção dum novo aeroporto. O esquema director de transportes permitirá identificar e planear o conjunto destes investimentos, bem como outros projectos e investimentos requeridos. O Estado guineense empenhar-se-á plenamente em implementar o referido esquema com o apoio do conjunto dos seus parceiros.

88

b. Garantir um serviço acessível e de qualidade em energia

No documento REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU (páginas 83-88)