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CAPÍTULO V – METODOLOGIA DA INVESTIGAÇÃO

5.3. PROCESSO DE RECOLHA DE DADOS

5.3.2. Intervenientes

Para obtenção de dados foi necessário recorrer a vários intervenientes que são parte integrante no processo de criação de empresas spin-offs e que estão interligados quer com o meio académico, quer com o meio empresarial.

A investigação empírica realizada no âmbito deste trabalho implica o conhecimento da actividade sobre esta temática no seio da Universidade. E, sendo a Universidade um dos principais intervenientes no processo e, fonte única de acesso a informação tão específica e escassa, tornou-se necessário efectuar vários contactos com os diversos organismos e responsáveis pelos vários departamentos que integram as Universidades ao nível da transferência de tecnologia e da Propriedade Intelectual.

Gabinetes de transferência de tecnologia – OTIC/GAPI

As mais de duas dezenas de OTIC ligadas a Universidades e Institutos Politécnicos constituem entre si uma rede de informação apoiando-se mutuamente na busca das melhores respostas aos problemas que vão surgindo no desenvolvimento das suas actividades. Esta rede tem, simultaneamente acesso a redes internacionais onde a troca e partilha de informação constituem uma mais-valia de interesse mútuo.

Para que o objectivo deste estudo pudesse ser posto em prática e tendo em conta que os dados da criação e existência de empresas spin-offs académicas não se encontra facilmente a não ser no seio das próprias Universidades, foi fundamental iniciar os contactos com as várias OTIC das Universidades escolhidas e os seus responsáveis de forma a obter os dados pretendidos, conhecer os seus modos de actuação e as suas características.

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Apresentamos um quadro com todas as OTIC que fazem parte do universo nacional.

Tabela 7 – Lista das OTIC nacionais

OTIC Sigla OTIC Sigla

Instituto Politécnico de Viana do Castelo OTIC-IPVC Universidade da Madeira TECMU

Instituto Politécnico de Beja OTIC IPBEJA Universidade de Aveiro UATEC

Instituto Politécnico de Castelo Branco OTIC IPCB Universidade de Coimbra OTIC UC

Instituto Politénico de Leiria OTIC Leiria Universidade de Évora OTIC-EU

Instituto Politéncico de Portalegre OTIC-INOVAA Universidade de Lisboa TTC

Instituto Politécnico de Setúbal OTIC-IPS Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro OTIC UTAD

Instituto Politécnico de Tomar OTIPT Universidade do Algarve TransferTECH

Instituto Politécnico do Porto POLITIC Universidade do Minho OTIC-MINHO

Universidade Católica Portuguesa Escola

Superior de Biotecnologia TRANSMED Universidade do Porto OTIC@UP

Universidade da Beira Interior UBIACTIVA

Universidade Lusíada de Vila Nova de

Famalicão OLC

Universidade Técnica de Lisboa OTIC UTL Universidade Nova de Lisboa OTIC UNL

Fonte: ADI

No que diz respeito à gestão da Propriedade Intelectual denota-se o pouco grau de utilização da mesma ao longo dos últimos anos, associado não apenas a reduzidos níveis de investimento em I&D, mas também à fraca promoção do sistema de P.I. Sistema em que as empresas não apostam muitas vezes por desconhecimento dessa mesma realidade. As insuficiências existentes ao nível da difusão da informação e da assistência técnica, foram os principais factores catalisadores da criação de Redes de Promoção do uso da Propriedade Industrial, os denominados GAPI.

Esta intervenção dos GAPI destina-se a empresas com modelos de negócio baseados no conhecimento e inovação, start-ups de base tecnológica, empreendedores e instituições do ensino superior e do sistema científico, com objectivos específicos de promoção de uma cultura de empreendedorismo entre jovens e mulheres, criação de novas empresas de base tecnológica, apoio no desenvolvimento sistemático da inovação empresarial inovação e sensibilização para a importância da gestão da P.I. enquanto fonte de vantagens competitivas.

Os GAPI 2ª Geração desempenham também as seguintes actividades: disseminação de informação sobre mecanismos de transferência de conhecimento; aquisição de competências em avaliação de tecnologias e de activos intangíveis; dinamização de

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actividades de suporte ao enforcement e de sensibilização das PME e das grandes empresas para a PI, através de instrumentos especialmente concebidos para o efeito. Estes organismos estão interligados com o INPI e a Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI) fazendo a ponte entre as invenções nascidas da investigação universitária o sistema de protecção das mesmas.

No anexo X constante na página 200 apresenta-se o mapa da rede GAPI 2.0 e seus intervenientes bem como o esquema das relações existentes entre estes organismos e os sistemas de ciência e tecnologia (C&T) e P.I.

Estes gabinetes estão ligados com organismos públicos, como é o caso do INPI e da Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI). Com recurso às tecnologias de informação e de comunicação, reforça-se a ligação em rede destes gabinetes ao INPI, potenciando o acesso a diferentes fontes de informação nacionais e internacionais, nos domínios da Propriedade Industrial e da Inovação. Assim, os GAPI estão presentes no circuito nacional e internacional no que diz respeito à inovação e P.I.

Incubadoras de Empresas/Parques de Ciência

As incubadoras são associações ou instituições que dão apoio aos empreendedores na criação e instalação da sua empresa.

Uma incubadora de empresas é uma estrutura disponibilizada a empreendedores, especialmente criada para abrigar e auxiliar na criação e fortalecimento de empresas. Está particularmente configurada para estimular, agilizar e favorecer a transferência de resultados de pesquisa para actividades produtivas. O seu objectivo é auxiliar o nascimento de novos negócios, oferecendo diversos serviços desde espaço físico, apoio nas várias áreas de negócio, entre outros.

Os projectos spin-off, como não podia deixar de ser, estão intimamente relacionados com estas organizações, porquanto a maior parte destas empresas está ou esteve incubada em parques de ciência ou incubadoras, que por sua vez estão aglutinadas às Universidades ou fazem parte delas. Existem fortes indícios de cooperação e de redes de apoio às empresas

spin-off por parte de Parques de Ciência e incubadoras de empresas a nível nacional.

Com o intuito de obter uma parceria e colaboração na difusão do inquérito foram contactados: O Madan Parque de Ciência (Universidade Nova de Lisboa), o IPN (Universidade de Coimbra), a Tecminho (Universidade do Minho), a UATEC

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(Universidade de Aveiro) e o Parque de Ciência UPTEC e UPIN (Universidade do Porto), organismos representantes das Universidades escolhidas para este estudo.

O Madan Parque foi fundado em Dezembro de 1995, tendo como associados a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, a Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, a Câmara Municipal de Almada e o Instituto de Desenvolvimento de Novas Tecnologias (UNINOVA). Desde Outubro de 2002 que conta também com o apoio da Câmara Municipal do Seixal.

O Instituto Pedro Nunes - Associação para a Inovação e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia criado em 1991 por iniciativa da Universidade de Coimbra. Apresenta-se como uma instituição de direito privado, de utilidade pública, sem fins lucrativos. Actua em três áreas que se reforçam e complementam: I&D tecnológico, consultadoria e serviços especializados; incubação de ideias e empresas e formação especializada e divulgação de ciência e tecnologia.

Já a Tecminho fundada em 1990, é uma associação de direito privado sem fins lucrativos, que têm como promotores a Universidade do Minho e a Associação dos Municípios do Vale do Ave.

A sua criação teve como objectivos constituir-se como uma estrutura de interface desta universidade, promovendo a sua ligação à sociedade, contribuindo para o desenvolvimento regional através da melhoria de competitividade das organizações e aumento das competências dos indivíduos.

O UPTEC- Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto criado em 2007, é um espaço de valorização mútua de competências entre os meios universitário e empresarial, que procura tirar partido de uma real proximidade potenciadora da interligação destes dois meios, propícia a criação de um ambiente favorável à inovação e à instalação de empresas de base tecnológica avançada.

O UPTEC assume-se assim como mais uma estrutura capaz de valorizar o tecido sócio- económico da região, permitindo concentrar um conjunto de “start-ups” e Centros de I&D privados em torno da Universidade do Porto.

A UPIN - Universidade do Porto Inovação é o gabinete de transferência de tecnologia da Universidade do Porto.

Criada em 2004, a UPIN está sob a tutela do Pelouro para a I&D, Inovação e do Instituto de Recursos e Iniciativas Comuns da Universidade do Porto (IRICUP e da Reitoria da

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Universidade do Porto. Com o objectivo de apoiar a cadeia de inovação da Universidade, a UPIN encontra-se estruturada em três áreas funcionais que são o apoio à I&D e inovação, valorização das actividades de I&D e empreendedorismo e interface entre Universidade e empresas.

Por último, a incubadora de empresas da Universidade de Aveiro (IEUA) é uma unidade funcional que incentiva e promove o empreendedorismo académico e impulsiona a criação de novas empresas de base tecnológica pela comunidade académica.

Através desta estrutura, a Universidade de Aveiro promove a formação de empresas, em especial de spin-offs das suas Unidades de Investigação, ou de base tecnológica, relacionadas com as suas competências científicas e tecnológicas.

Criada em 1996, a IEUA nasceu da aspiração da Universidade de Aveiro enriquecer o tecido produtivo com as suas competências. A gestão está desde 1999 a cargo da grupUNAVE, interface da Universidade de Aveiro com o tecido empresarial.