6.2 Análise de riscos e controle interno
6.2.1 Investimento inicial previsto e custo final
Os investimentos iniciais e finais para as obras da Copa de 2014 no Brasil e para a Copa de 2014 na África do Sul podem ser vistos na Tabela 20, seguidos do resumo comparativa das ações adotadas por Brasil e África do Sul com a literatura (Quadro 34).
Tabela 20 – Custo previsto x custo final (Brasil/África do Sul) Custo inicialmente previsto Custo final Brasil US$ 3,0 bilhões US$ 9,0 bilhões África do Sul US$ 2,5 bilhões US$ 3,0 bilhões Fonte: elaborado pelo autor
Quadro 34 – Comparativo das ações dos países com a literatura
Ações Brasil África do Sul
Arima (1994) Auditoria interna S N
Auditoria externa N N
Imoniana (2003) AMBCO S S
PROCM S S
SIFCO S S
GesPública Riscos internos Riscos externos b,c,d,e,f – b,d,e,f – COSO Medidas a adotar diante do risco R,A R,A Fonte: elaborado pelo autor
Quanto aos megainvestimentos do governo federal do Brasil e do governo na- cional da África do Sul, observa-se que a atuação do sistema de auditoria interna fei- ta pelo TCU no Brasil (complementada pelo trabalho dos TC Estaduais) mostrou-se efetiva e mesmo transparente. Na África do Sul, não foi possível obter informações sobre aspectos da atuação do sistema de auditoria interna. O resultado contábil foi publicado no Relatório Anual do Ministério de Esportes e Lazer da África do Sul edi- ção 2010/2011, que presta contas sobre a Copa do Mundo de 2010 no país, indican- do o desempenho financeiro, demonstração do patrimônio líquido e fluxos de caixa bem como o resumo das principais práticas contábeis.
No entanto, no quadro sobre lições aprendidas constante do relatório publica- do pelo Ministério de Esportes e Lazer da África do Sul, havia uma informação que pôs em cheque o sistema de controle interno, gestão de riscos e auditoria do Tesou- ro Nacional, que deve obedecer à Lei de Gestão de Finanças Públicas da África do Sul (Lei n.º 1 de 1999): “Projeções de fluxo de caixa apresentadas pelas cidades e municípios não eram consistentes na maioria com a respectiva despesa mensal real.
Deveria ter sido estabelecido antes do início do projeto os sistemas de contabilidade e de auditoria adequados” (trad. livre nossa).
De acordo com o quadro do modelo de avaliação desta dissertação, observa- se ausência de auditoria externa em ambos os países. Os riscos seriam internos, com destaque para recursos humanos. E foi classificada em processos internos (c) a decisão da presidenta Dilma de baixar o Decreto federal de 14 de janeiro de 2010, que dava carta branca ao COL para:
(...) aprovar as atividades governamentais referentes à Copa do Mundo Fifa 2014 desenvolvidas por órgãos e entidades da administração federal direta e indireta ou financiadas com recursos da União, inclusive mediante patrocínio, incentivos fiscais, subsídios, subvenções e operações de crédito (...).
Essa delegação da gestão do enorme montante de dinheiro público foi teme- rária e agravou-se quando o nome do presidente do COL e presidente da CBF, Ri- cardo Teixeira, foi envolvido em escândalos de suborno, assim como o presidente da CBF, José Maria Marin, presos na Suíça.
A África do Sul recebeu no critério “auditoria interna um “N”, pois reconheceu a falha na implantação de sistemas de contabilidade e auditoria adequados, o que permitiu inconsistências na apresentação de contas até hoje não esclarecidas.
Os itens a seguir inciam-se com a análise-resumo em forma de quadro, para facilitar a organização da análise, que vem e, seguida de cada quadro. O quadro traz sempre os mesmos itens que estão sendo avaliados em cada constructo, por isso se entende que deva ser inserido no início.
6.2.2 Estádios deficitários
Em relação aos estádios deficitários em ambos os países, a Tabela 21 traz a soma do custo inicial e final das obras e o total de prejuízo até o momento. No Qua- dro 35, observa-se a análise comparativa das ações adotadas por Brasil e África do Sul com a literatura.
Tabela 21 – Custo inicial, custo final e prejuízo
Estádios deficitários Custo inicial todos Custo final todos Prejuízo
Brasil 6 R$ 6,1 bilhões R$ 8,3 bilhões R$ 10 mi
África do Sul 6 US$ 1,0 bi US$ 1,89 bi
Fonte: elaborado pelo autor
Quadro 35 – Comparativo das ações dos países com a literatura
Ações Brasil África do Sul
Arima (1994) Auditoria interna S S
Auditoria externa N* N
Imoniana (2003) AMBCO S S
PROCM S S
SIFCO S S
GesPública Riscos internos Riscos externos a,b,e,f – a,b,e,f – COSO Medidas a adotar diante do risco E,R,A E,R,A Fonte: elaborado pelo autor
(*) As auditorias que ocorreram em relação à malversação de verbas e problemas estruturais em estádios e outras obras foram pontuais e partiram de denúncias, que foram então investigadas pelo Tribunal de Contas da União e TC estaduais.
Metade dos estádios reformados ou construídos para o Mundial nos dois paí- ses são deficitários. O valor inicial e final alocado para a construção e reforma de to- dos os doze estádios no Brasil e dos dez estádios na África do Sul pode ser visto no resumo abaixo – também se observa o número de estádios deficitários (“elefantes brancos”) e os prejuízos após a realização do torneio nos dois países.
6.2.3 Turismo
Em termos de atividade turística em ambos os países, a Tabela 22 traz o nú- mero de turistas esperado para assistir à Copa tanto no Brasil como na África do Sul e o número de visitantes estrangeiros que efetivamente aportaram em cada país. No Quadro 36, observa-se a análise comparativa das ações adotadas por Brasil e África do Sul com a literatura.
Tabela 22 – Estrangeiros esperados e estrangeiros que efetivamente vieram Estrangeiros esperados Estrangeiros que vieram
Brasil 600.000 1 milhão
África do Sul 309.000 450.000
Quadro 36 – Comparativo das ações dos países com a literatura
Ações Brasil África do Sul
Arima (1994) Auditoria interna – –
Auditoria externa – –
Imoniana (2003) AMBCO S S
PROCM S S
SIFCO S S
GesPública Riscos internos Riscos externos – – a,c,f a,c,f COSO Medidas a adotar diante do risco E, R,C E,R,C Fonte: elaborado pelo autor
Cada país anfitrião esperava que fosse proporcionado o melhor tratamento possível pela população, autoridades, comércio, serviços entre outros aos estrangei- ros. A resposta segundo pesquisas oficias e informais, feitas por portais na internet, com os próprios turistas e segundo a opinião da mídia nacional e internacional, foram positivas em ambos os países.
No quadro do modelo de avaliação, observa-se que alguns itens não se apli- cavam (auditoria interna/externa), os riscos externos relacionavam-se aos recursos humanos e outros riscos, como desinteligências entre torcedores, enquadrados co- mo socioculturais (c), políticos (a), como manifestações que poderiam ferir ou mesmo atrasar o deslocamento aos estádios, e ambientais (f), incluindo-se aí intempéries, doenças contagiosas. Segundo o COSO, o objetivos seriam Evitar (E), Reduzir (R) e Compartilhar, não havendo espaço para pensar na possibilidade de simplesmente Aceitar (A).
6.2.4 Mobilidade urbana
Entendendo-se mobilidade urbana como a possibilidade de deslocamento de pessoas e mercadorias no domínio urbano para permitir realizar satisfatoriamente ati- vidades rotineiras em tempo ideal, de maneira confortável e segura, bicicletas e ciclo- vias, táxis, calçadões, ônibus, metrô, ferrovias, caminhões, barcos (em regiões ribeiri- nhas como no Amazonas), rodovias, aeroportos a constituem. Ainda que na visão ofi- cial alguns desses itens não estejam incluídos, o valor informado pelo governo brasi- leiro para o investimento destinado a mobilidade urbana foi de R$ 8,9 bilhões em julho de 2013, um ano antes da realização do Mundial (PORTAL BRASIL, 2013).
Em junho de 2015, o portal G1 na internet, que pertence às Organizações Glo- bo, trouxe um resumo do legado da Copa por cidade-sede. Um ano após a Copa no Brasil, em termos de mobilidade urbana, em sete cidades-sede as obras estavam atrasadas, em quatro estavam incompletas e em apenas uma – o Rio de Janeiro – fo- ram concluídas (SEVERIANO et al., 2015).
A África do Sul designou como “transportes” as várias frentes de investimento que correspondem ao que no Brasil foi denominado como mobilidade urbana, e in- cluiu portos. Assim, os valores investidos em infraestrutura em transporte público e sistema de fundos, rodovias, aeroportos, navegação, ferrovias e táxis, alcançou um total de R11,7 bilhões (ZAR) ou US$ 1,41 bilhão (dólares americanos).
No Quadro 37, observa-se a análise comparativa das ações adotadas por Brasil e África do Sul com a literatura.
Quadro 37 – Comparativo das ações dos países com a literatura
Ações Brasil África do Sul
Arima (1994) Auditoria interna – –
Auditoria externa S* –
Imoniana (2003) AMBCO S S
PROCM S S
SIFCO S S
GesPública Riscos internos Riscos externos b,e,f c c c COSO Medidas a adotar diante do risco E,R E,R Fonte: elaborado pelo autor
(*) As auditorias externas foram raras e pontuais, realizadas a partir de denúncia.
Os visitantes não tiveram maiores problemas de mobilidade urbana no Brasil. As indicações eram claras, havia transporte público de qualidade e suficiente em quantidade. Ainda assim, houve torcedores chegando atrasados para os jogos.
No entanto, muitas obras previstas não saíram da prancheta, como o projeto do “trem bala” que iria ligar o Aeroporto de Viracopos a São Paulo e ao Rio de Janei- ro sem ter ao menos o traçado definido. A implantação do Veículo Leve sobre Tri- lhos (VLT) foi frustrada em várias cidades, quer em razão de fraudes, como em Cuiabá (MT); o VLT ligando o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek à Asa Sul, em Brasília, iniciado em 2009 mas suspenso em 2011 pela Justiça do Distrito Federal por fraude de licitação; o VLT de Cuiabá – cujo projeto original da Linha
Rápida de Ônibus foi fraudado – ainda não teve os trilhos instalados e tinha pronta apenas uma das 32 estações em meados de 2015.
De acordo com o quadro do modelo de análise, verifica-se que os riscos inter- nos novamente incluem recursos humanos, parceiros/fornecedores e outros. Entre os riscos externos apenas aspectos socioculturais (c), como fraude. Do COSO se aplicam as medidas Evitar (E) e Reduzir (R).
6.2.5 Sustentabilidade
No esforço de sustentabilidade, o governo brasileiro disponibilizou R$ 1 mi- lhão para as cidades-sede darem destinação aos resíduos gerados na Fan Fest, es- tádios e arredores; 700 catadores urbanos foram contratados no país; em alguns es- tádios, 20% do material de construção e até 90% do total de resíduos de construção foram reciclados, houve redução de 67% de consumo de água e economia de 13% estava prevista no consumo anual de eletricidade entre outras ações. Não foi possível traduzir em valores monetários essas medidas.
Na África do Sul, as medidas em termos de sustentabilidade incluíram desde redução de consumo de água (mictórios sem água, por exemplo), na produção de lixo (com embalagens mínimas e recicláveis; luz (apenas a arena Port Elizabeth ti- nha energia verde alimentando a rede municipal); minimizar impactos negativos so- bre a biodiversidade etc. Também não houve auditorias previstas, que r para monito- ras as ações planejadas, quer para avaliar o retorno em termos financeiros.
O Quadro 38 traz a análise comparativa das ações adotadas por Brasil e Áfri- ca do Sul com a literatura.
Quadro 38 – Comparativo das ações dos países com a literatura
Ações Brasil África do Sul
Arima (1994) Auditoria interna – –
Auditoria externa – –
Imoniana (2003) AMBCO S S
PROCM S S
SIFCO S S
GesPública Riscos internos Riscos externos a,b,c,e,f c,f a,b,c,e,f c,f COSO Medidas a adotar diante do risco E,R,A E,R,A Fonte: elaborado pelo autor
No Brasil, as ações visando à sustentabilidade foram incorporadas pela União e governos estaduais e municipais e pela população. Em São Paulo, os resíduos ficaram a cargo de 700 catadores contratados. Painéis solares, certificação LEED, emissão de carbono, entre outras medidas receberam avaliação positiva.
Na África do Sul, os veículos utilizados pela Fifa e demais organizadores estavam adequados às normas Euro II, obrigatória na Comunidade Europeia. As recomendações de uso de energia renovável não foram implantadas por falta de fundos e por questões culturais. Embalagens de lanches nos estádios eram recicláveis, feitas de papel-toalha. Água da chuva foi reaproveitada em apenas três estádios. Em termos de biodiversidade, 361.000 árvores foram plantadas. A maioria das ações que não lograram êxito tiveram como explicação a falta de fundos.
O quadro do modelo de avaliação permite verificar que os riscos internos se enquadravam em vários dos critérios propostos pela GesPública: recursos financei- ros, recursos humanos, processos internos, parceiros/fornecedores e outros riscos. Os riscos externos resumiam-se a problemas socioculturais e ambientais. As reco- mendações do COSO resumiram-se nos dois países a Evitar (E), Reduzir (R) e Acei- tar (A).
6.2.6 Saúde pública
Várias ações foram preparadas no Brasil em termos de saúde pública. Na Eu- ropa, instituições da área de saúde preveniam os viajantes sobre possíveis enfermi- dades que poderiam contrair, bem como poderiam trazer doenças de seus países para os brasileiros, por isso se deu muita atenção à imunização.
Na África do Sul, medidas preventivas e orientação aos turistas destacavam água e alimentos, para evitar males como diarreia do viajante, intoxicação alimentar, hepatite A etc., comum nesse país..
O Quadro 39 traz a análise comparativa das ações adotadas por Brasil e Áfri- ca do Sul com a literatura.
Quadro 39 – Comparativo das ações dos países com a literatura
Ações Brasil África do Sul
Arima (1994) Auditoria interna – –
Auditoria externa – –
Imoniana (2003) AMBCO S S
PROCM S S
SIFCO S S
GesPública Riscos internos Riscos externos a,b,d,e,f – c,f – COSO Medidas a adotar diante do risco E,R E,R Fonte: elaborado pelo autor
As medidas profiláticas deveriam partir inicialmente do país de origem dos vi- sitantes, como é a exigência no Brasil de mostrar atestado de vacinação quando o viajante se dirige a países sabidamente problemáticos em termos de doenças con- tagiosas. Um exemplo foi a preocupação do Centro de Prevenção e Controle de Do- enças Infecciosas, o European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC), sediado em Estocolmo, na Suécia, que orientava os turistas da União Europeia em visita ao Brasil especialmente em razão da Copa do Mundo sobre as principais en- fermidades a que estariam sujeitos e formas de prevenção. O risco de visitantes tra- zer vírus ao Brasil era grande, por isso a medida profilática era imunização. Muito pouco porém se falou sobre esse aspecto na mídia em geral e mesmo em ações que partissem do governo visando à prevenção do povo brasileiro.
Na África do Sul, por sua vez, os turistas foram orientados a preocupar-se com doenças transmitidas por água e alimentos. Diarreia do viajante, intoxicação alimentar, hepatite A, febre tifoide, cólera eram as doenças co maior probabilidade de ocorrer entre os viajantes. Doenças contraídas pelas vias respiratórias, como gripe, sarampo, catapora, tuberculose, meningite meningocócica etc., são facilitadas pela aglomeração de turistas. Doenças transmitidas por insetos e carrapatos e malária podem ocorrer em algumas províncias. O risco de transmissão da raiva existe em todas as regiões. Além disso, acidentes com mamíferos (cães, gatos, morcegos etc.), animais silvestres, contato com solo úmido contaminado com urina de animais. Acidentes com animais selvagens poderiam também ocorrer.
O quadro do modelo de avaliação permite verificar que os riscos internos pro- vinham de falta de recursos financeiros e humanos (a,b), sistemas de informação (d). Entre os riscos externos estavam questões socioculturais como falta de higiene
(c) e ambientais, entre eles contatos com os animais domésticos, silvestres ou sel- vagens. As recomendações COSO restringiam-se a Evitar (E) e Reduzir (R).
6.2.7 Segurança
Os efetivos no Brasil treinados para garantir a segurança não foram quase acionados. Houve poucas brigas e apreensões de drogas, alguns turistas sofreram furtos e as manifestações não chegaram a causar maiores tumultos. As projeções do Ministério da Justiça e do Ministério da Defesa no início de 2014 era de aplicar R$ 360 milhões em ações de segurança para o Mundial.
A África do Sul ampliou o efetivo para cuidar da segurança dos visitantes nos estádios, com maior número de policiais e agentes de segurança, aumento do número de pessoal e serviços de emergência. Não se obtiveram dados sobre valo- res investidos.
No Quadro 40, observa-se a análise comparativa das ações adotadas por Brasil e África do Sul com a literatura.
Quadro 40 – Comparativo das ações dos países com a literatura
Ações Brasil África do Sul
Arima (1994) Auditoria interna – –
Auditoria externa – –
Imoniana (2003) AMBCO S S
PROCM S S
SIFCO S S
GesPública Riscos internos Riscos externos a,b,c,d,e,f – a,c,f – COSO Medidas a adotar diante do risco E,R E,R Fonte: elaborado pelo autor
As questões ligadas à segurança podem ser vistas por duas óticas. Ocorrên- cias com e entre torcedores. E ocorrências potenciais causadas por grupos organi- zados que tentariam desestabilizar o clima de festa e mesmo impedir a realização do Mundial.
Durante a Copa no Brasil, 197 torcedores foram detidos, entre eles chilenos, argentinos e alemães foram maioria. Em Várzea Grande, na Grande Cuiabá (MT),
vinte torcedores foram trancafiados em um banheiro e tiveram todos os pertences roubados por assaltantes armados (COSTA, 2014).
Houve manifestações durante todo o período do torneio, embora com peque- no número de participantes; e truculência policial foi denunciada. A Agência Brasilei- ra de Inteligência (Abin) preparara-se para lidar com ações terroristas, de ataques de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e greves de categorias estratégicas.
Na África do Sul, houve manifestação do lado de fora do Estádio Ellis Park de funcionários que trabalhavam na segurança, que reivindicavam valores não pagos pela organização do evento. Embora não se tenha obtido material publicado pelo go- verno sul-africano nem pela mídia sobre ações de segurança, sabe-se que o gover- no da África do Sul cooperou com o Brasil no planejamento de estratégias de segu- rança do Mundial de 2014, entregando um relatório com medidas adotadas na Copa de 2010 naquele país, segundo reportagem da Fox Sports (ÁFRICA DO SUL..., 2013).
O quadro-modelo deste estudo mostra que todos os riscos internos classifica- dos pela GesPública que servem de critério para esta avaliação poderiam ocorrer: recursos financeiros e humanos, processos internos, sistemas de informação, par- ceiros/fornecedores e outros riscos. Entre os riscos externos incluíram-se questões políticas (que poderiam provocar manifestações populares), socioculturais e ambientais (como enchentes e outras intempéries).