• Nenhum resultado encontrado

3.1.4 LISTA COMENTADA E DISCUTIDA DOS PRINCIPAIS GRUPOS

No documento 11.1 Novas áreas de proteção propostas (páginas 44-49)

TAXONÔMICOS

Da Ordem Hexanchiformes, a única espécie representada na região costeira do Brasil é Notorynchus cepedianus, que foi pela primeira vez registrada no Brasil no estado de São Paulo em águas rasas do litoral sul por Sadowsky (1970). Registros da espécie no Rio Grande do Sul (Vooren e Lessa, 1981; Vooren e Betitto, 1984; Carneiro e Vooren, 1986; Araújo e Vooren, 1995) e Santa Catarina (Kotas et al. , 1995; Gonzales e Magenta, 1999) e São Paulo (Gomes et al., 1997) foram também realizados.

Representantes da ordem Squaliformes possuem poucos representantes costeiros ou oceânico-costeiros no Brasil. Das cerca de 18 espécies registradas na costa brasileira, apenas os representantes do gênero Squalus, que compreende espécies típicas de regiões de talude continental podem, eventualmente aventurar-se sobre a plataforma continental (Calderón, 1994). As espécies registradas na região costeira no Brasil são: Squalus cubensis, S. megalops e S. mitsukurii. Além desses, é conhecida a ocorrência de Echinorhinus brucus em águas da plataforma continental do Rio Grande do Sul (Barcellos e Pinedo, 1980). Em face da situação taxonômica caótica não é possível fazer estimativas sobre o número de espécies que ocupam a plataforma continental costeira.

Os Squatiniformes, cações-anjo (gênero Squatina), apresentam espécies cuja distribuição envolve tanto o talude continental quanto a plataforma continental costeira (Vooren e da Silva, 1991). No Brasil estão representados por quatro espécies (perfazem 4,9% dos peixes cartilaginosos costeiros). Três delas, S. argentina, S. guggenheim e S. occulta ocorrem na costa sul (Vooren e da Silva, 1991). Dessas espécies, S. guggenheim foi registrada pela primeira vez por Vooren e Silva (1991) e Squatina occulta (Vooren e Silva, 1991) constitui-se na única descrição de espécie nova, realizada no Brasil pelos mesmos autores. S. argentina e S. guggenheim ocorrem desde o litoral do Rio de Janeiro (Fagundes Netto e Gaelzer, 1991; Paes et al., 1998) até o Rio Grande do Sul (Araújo e Vooren, 1986; Vooren et al., 1990), com registros em toda a região entre estes estados (Tomás, 1989; Tomás et al., 1989; Gonzalez, 1995; Kotas et al., 1995; Haimovici, 1996; Gadig, 1998; Kotas, 1998). Já S. occulta apresenta uma distribuição restrita aos estados de Santa Catarina (Kotas et al., 1995) e Rio Grande do Sul (Boeckmann e Vooren, 1995b; 1996; Sunyé e Vooren, 1997), embora exista um registro em São Paulo (Gadig, 1998). Registra-se, ainda, a ocorrência de Squatina dumeril, apenas na região Norte, em profundidades superiores a 400 m (Gadig, 1994). É aqui mencionada por ser conhecida a sua distribuição sobre a plataforma continental, desde os EUA até o norte da América do Sul (Compagno, 1984).

Apenas dois representantes da ordem Orectolobiformes são conhecidos no Brasil, ambos associados à região costeira, Ginglymostoma cirratum (cação- lixa) é conhecido sobre a plataforma continental de toda a costa, com maior

abundância nas regiões Norte (SUDENE, 1976; Lessa, 1986), Nordeste (Rosa, 1987; Bezerra et al., 1991) e parte da Região Central (Gadig, 1994 , Queiroz e Rebouças, 1995). Ocorre na plataforma de ilhas oceânicas como Fernando de Noronha, Atol das Rocas, Abrolhos, Trindade, Parcel do Manuel Luiz e bancos costeiros do Nordeste (Hazin et al., 1997; Castro, 1999). Ocorreria a partir do Estado do Amapá (Gadig, 1994) com o limite sul conhecido em Cananéia, São Paulo (Sadowsky, 1967); a freqüência no sudeste é baixa e rara no sul.

O tubarão-baleia, (Rhincodon typus) habita tanto a região costeira como a oceânica. Os registros no Brasil são raros e só mais recentemente várias citações foram publicadas, muitas delas de espécimes observados na plataforma continental, incluindo animais avistados em mergulhos e mesmo encalhados (Galzer, 1985; Alecrim-Santos et al., 1988). R. typus apresenta uma maior abundância na região sudeste (Gadig, 1994; Siqueira et al., 1995; Soto e Castro-Neto, 1995). R. typus foi registrado nas costas dos estados de Ceará, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os tubarões da ordem Lamniformes estão representados no Brasil por 12 espécies (Gadig, 1996), das quais uma de hábitos costeiros (Carcharias taurus) e cinco costeiro-oceânicas Carcharodon carcharias Carcharias taurus, Odontaspis ferox, O. noronhai, e Cetorhinus maximus, representando 30% dos Lamniformes brasileiros e 4,9% do total de elasmobrânquios costeiros. C. taurus e C. maximus são espécies de ocorrência conhecida apenas no sul do Brasil, com limites norte de distribuição no Estado do Rio de Janeiro (Sadowsky, 1970; Tomás e Gomes 1989; Britto e Vooren, 1997). Carcharodon carcharias é mais comum no sudeste, e sua ocorrência na região foi relacionada ao fenômeno da ressurgência (Gadig e Rosa, 1996). Gadig (1994) cita 3 registros de Carcharodon carcharias para o estado do Ceará, e Arfelli e Amorim, (1993); Antero Silva, (1993) para São Paulo e Rio Grande do Sul.. Carcharias taurus, Odontaspis ferox, O. noronhai, Cetorhinus maximus embora possuam hábitos costeiros, podem ser capturados em áreas próximas do talude continental. C. taurus ocorre nos estados do Rio de Janeiro (Di Beneditto, 1997), São Paulo (Sadowsky, 1971; Sadowsky et al., 1986;), Paraná (Charvet, 1995), Santa Catarina (Piske et al., 1993) e Rio Grande do Sul (Vooren e Lessa, 1981; Antero Silva, 1993;. Já O. noronhai foi registrado nos estados de São Paulo (Sadowsky et al., 1986; Gadig, 1998) e Rio Grande do Sul (Araújo e Teixeira, 1993); Sadowsky et al. (1984) e Amorim (1992) registraram esta espécie em águas das regiões sudeste e sul. Um exemplar de O. ferox foi capturado no estado do Rio Grande do Norte (Menni et al., 1995), porém, é algo raro. C. maximus ocorre nas regiões sudeste e sul do Brasil (Tomás e Gomes, 1989) onde capturou-se quatro exemplares no estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Tubarões da ordem Carcharhiniformes são, os mais abundantes em número de indivíduos e espécies, já que deste grupo fazem parte algumas famílias numerosas e abundantes, sobretudo tropicais e subtropicais. A mais numerosa família de tubarões no Brasil é Carcharhinidae, representada por 21 espécies (52,5% dos Carcharhinifomes brasileiros). São oito os Carcharhinidae costeiros e mais oito oceânico-costeiros (19,7% dos elasmobrânquios costeiros do Brasil). O gênero Carcharhinus possui 15 espécies no Brasil (Gadig, 1998), sendo quatro estritamente costeiros e sete oceânico-costeiro (ambos somam

13,6% do total da fauna costeira do Brasil). A maioria tem distribuição ampla na costa brasileira,

As 15 espécies costeiras da Família Carcharhinidae são dividas entre os gêneros Negaprion (1 espécie), Isogomphodon (1), Galeocerdo (1), Rhizoprionodon (2) e Carcharhinus (10). Nas áreas costeiras do Brasil, o tubarão limão (N. brevirostris), segundo Bezerra et al. (1991) e Gadig (1994; 1998), foi registrado poucas vezes no sudeste e nenhuma no sul, ocorrendo nos estados do Amapá, Pará, Ceará e Bahia; esta espécie é mais comum em regiões insulares. Isogomphodon oxyrhynchus apresenta uma distribuição restrita a região norte, com uma maior abundância no estado do Maranhão (Lessa, 1986; Stride et al., 1992); Compagno (1984) cita um registro desta espécie em Valença (BA), porém, devido a restrição desta à área, atribui-se um caráter duvidoso à ocorrência neste local (Lessa et al., 1999). O tubarão tigre, Galeocerdo cuvier, pode ser encontrado em toda a costa brasileira (com algumas incursões para o talude continental e águas oceânicas), com uma maior abundância na região nordeste (Sadowsky, 1971; SUDENE, 1976).

As espécies do gênero Rhizoprionodon são R. porosus e R. lalandii, que apresentam distribuições semelhantes, sendo encontrados também, em toda a costa brasileira (Sadowsky, 1971; Vooren e Lessa, 1981; Lessa, 1986, Ferreira, 1988; Stride et al., 1992; Gadig, 1994; Charvet, 1995; ETEPE, 1995; Kotas et al., 1995; Queiroz e Rebouças, 1995; Hazin et al., 1997a; Lessa, 1997; Louro, 1997; Di Beneditto et al., 1998; Gadig, 1998).

As 10 espécies de Carcharhinus apresentam uma distribuição bastante ampla no Brasil. C. acronotus ocorre entre os estados do Amapá e São Paulo (Lessa, 1986; Bezerra et al., 1991; Gadig, 1994; Hazin et al., 1995; Queiroz e Rebouças, 1995; Rosa e Gadig, 1995; Di Beneditto, 1997; Almeida, 1998). C. acronotus é mais comum na plataforma continental do Norte (Lessa, 1987; Stride et al., 1992). C. brachyurus é encontrado apenas nas regiões sudeste e sul (Sadowsky, 1967; Gadig, 1998). C. brevipinna pode ser encontrado nos estados da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do sul (Sadowsky, 1971; Carneiro e Vooren, 1986; Tomás et al., 1989; Charvet, 1995; Queiroz e Rebouças, 1995; Kotas et al., 1997). C. falciformis é uma espécie tipicamente oceânica e de regiões insulares, porém ocorre em menor número nas áreas costeiras próximas ao talude, em todas as regiões do Brasil (SUDENE, 1976; Sadowsky et al., 1986; Gadig, 1994). Gadig (1998) registrou a ocorrência de C. isodon no estado de São Paulo, porém, é uma espécie bastante rara em capturas brasileiras. Já C. leucas espécie típica de áreas litorâneas, ocorre em todo o Brasil chegando até a penetrar em água doce (Sadowsky, 1971; SUDENE, 1983; Lessa, 1986, Soto e Castro-Neto, 1993); C. limbatus distribui-se ao longo de toda a costa brasileira (Sadowsky, 1971; Lessa, 1986; Barletta e Correa, 1991; Gadig, 1994; Gonzalez, 1995; Queiroz e Rebouças, 1995; Vaske Jr. et al., 1995; Kotas et al., 1997). C. obscurus está presente também em toda a costa brasileira (Vooren e Lessa, 1981; SUDENE, 1983; Carneiro e Vooren, 1986; Sadowsky et al., 1986; Bezerra et al., 1991; Gadig, 1994; Louro, 1997; Motta et al., 1997). C. obscurus jovens são aparentemente mais comuns em regiões costeiras na costa Sul do Brasil (Motta et al., 1997). C .perezi é mais comum no Nordeste, onde tem distribuição associada às formações recifais e outros substratos consolidados no Parcel Manuel Luiz (Motta et al., 1999); Atol das Rocas, Fernando de

Noronha e Arquipélago de Abrolhos (Gadig, 1994). Na costa Central é encontrado na Ilha de Trindade (F. S. Motta, Instituto de Biociências, Unesp, com. pessoal). Distribui-se nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste (Lessa, 1986; Sadowsky et al., 1986; Bezerra et al., 1987; Gadig et al., 1989; Queiroz e Rebouças, 1995). C. plumbeus ocorre em todo o litoral brasileiro (Vooren e Lessa, 1981; Sadowsky et al., 1986; Bezerra et al., 1987; Gadig, 1994; Charvet, 1995; Hazin et al., 1995; Kotas et al., 1995; Queiroz e Rebouças, 1995; Di Beneditto, 1997). C. porosus distribui-se no Brasil até o estado do Paraná (Sadowsky, 1971; Lessa, 1986; Rosa, 1987; Barletta e Corrêa, 1989; Gadig, 1994; Araújo et al., 1995; Lessa et al., 1995; Vaske Jr. et al., 1995; Kotas et al., 1997; Almeida, 1998). C. porosus é mais comum na plataforma continental do Norte.

Os pequenos tubarões da família Scyliorhinidae não possuem representantes estritamente costeiros no Brasil, mas pelo menos duas espécies do gênero Schroederichthys e duas do gênero Scyliorhinidae podem nadar eventualmente sobre a plataforma continental (Gomes e Tomas, 1991; Ficher e Vooren, 1995; Gadig et al. 1996).

A Família Triakidae, no Brasil é representada pelos gêneros Galeorhinus (G. galeus - única espécie) e Mustelus (cinco espécies) com representantes na plataforma continental. Galeorhinus galeus, único representante do gênero no Brasil, é habitante do talude e são conhecidos alguns casos da sua presença em águas rasas do Rio de Janeiro, limite norte de sua distribuição no Atlântico ocidental (Vooren e Betitto, 1984; Gomes et al., 1997). Essa espécie é uma das mais estudadas e sua presença no Brasil é fruto de migração invernal, constituindo parte da população do Uruguai e Argentina (Ferreira e Vooren, 1991; Vooren, 1993). É abundante no inverno no Rio Grande do Sul. (Vooren e Lessa, 1981; Carneiro e Vooren, 1986; Vooren et al., 1990; Araújo e Vooren, 1995) e em Santa Catarina (Kotas et al., 1995).

Das cinco espécies gênero Mustelus registrados no Brasil, dois são costeiros (Mustelus higmani e Mustelus fasciatus) e os demais (Mustelus canis, M. schmitti e M. norrisi) são costeiro-oceânicos, associados ao talude continental e mesmo a águas mais profundas (Vooren et al., 1990; Gadig, 1994; Ficher e Vooren, 1997). M. fasciatus restringe-se ao sul do Brasil ocorrendo apenas no Rio Grande do Sul (Vooren e Lessa, 1981; Vooren e Betitto, 1984; Araújo e Vooren, 1995) e possívelmente em Santa Catarina (Kotas et al., 1995). M. schmitti é uma espécie abundante na região sul (Louro, 1997), em pescarias demersais (Vooren e Lessa, 1981; Vooren et al., 1990; Capitoli et al., 1995; Haimovici, 1996), Santa Catarina (Kotas, 1998), no Paraná (Barletta e Corrêa, 1989) e São Paulo (Tomás et al., 1989; Gadig, 1998). M canis é a espécie com a mais ampla distribuição dentre os Mustelus brasileiros, com conhecidos registros no Nordeste (Gadig, 1994; Boeckmann et al., 1997), Sudeste (Tomás et al., 1989; Vianna e Amorim, 1995; Gadig, 1998) e Sul (Barcellos, 1961; Vooren e Lessa, 1981; Barletta e Corrêa, 1989; Kotas et al., 1995; Louro, 1997). M. higmani apresenta uma distribuição em águas tropicais costeiras das regiões Norte, Nordeste e Sudeste do Brasil (Gadig, 1994; Bezerra et al., 1991; Queiroz e Rebouças, 1995; Faria, 1998; Gadig, 1998). M. norrisi apresenta poucos registros no Brasil, a grande maioria, na costa do estado de Pernambuco (Guedes et al., 1989; Gadig, 1994). Gadig (1994) relata que embora alguns autores tenham citado a ocorrência desta espécie no

sudeste do Brasil, a presença desta na região é duvidosa. Na plataforma continental a distribuição de M. norrisi não é bem esclarecida, constando registros de material procedente do Rio de Janeiro, Vitória e Penambuco, todos examinado por autores estrangeiros e deposistados em coleções no exterior (Compagno, 1988; Heemstra, 1997).

Os tubarões-martelo, família Sphyrnidae, gênero Sphyrna, distribuem-se ao longo de todo o litoral brasileiro em seis espécies, das quais três costeiras (menor porte - máximo 1,5 m, S. media, S. tiburo e S. tudes) e três oceânico- costeiras (maior porte- no mínimo 3 m, S. lewini, S.mokarran e S. zygaena) (Sadowsky, 1965; Gadig, 1994). As espécies de menor porte são mais abundantes no Norte (Maranhão) (Lessa, 1986; Stride et al., 1992) e Nordeste (Rosa e Gadig, 1994). Quanto às espécies maiores, Sphyrna lewini ocorrem neonatos e jovens durante o verão na faixa costeira do Sudeste, quando fêmeas adultas se aproximam para o parto. Idêntico padrão aparece em estudos conduzidos no Maranhão com a presença de jovens em baias e reentrâncias (Lessa et al., 1995). A espécie apresenta uma distribuição bastante ampla, sendo a mais abundante do gênero, ocorrendo em toda a costa, da região norte ao sul do Brasil (Sadowsky, 1971; SUDENE, 1976; Vooren e Lessa, 1981; Lessa, 1986; Barletta e Corrêa, 1989; Kotas et al., 1995; Queiroz e Rebouças, 1995; Hazin et al., 1997b; Louro, 1997; Lessa et al., 1998). Pode, também, ser capturada em regiões oceânicas ou próximas ao talude continental e em bancos oceânicos. S. mokarran, o maior representante da família, é aparentemente comum nas listagens faunísticas do Norte e Nordeste (Lessa, 1986; Queiroz e Rebouças, 1995; Gadig, 1994), com registros também no Sul e Sudeste (Sadowky, 1965; Amorim et al., 1995; Charvet, 1995; Kotas et al., 1997). Sphyrna zygaena é mais comum na costa Sul, com adultos distribuídos na região oceânica e jovens em praias desprotegidas (Motta et al., 1999); ocorre nas regiões sudeste (São Paulo) (Sadowsky et al., 1986; Kotas et al., 1997; Gadig, 1998) e sul (Vooren e Lessa, 1981; Barletta e Corrêa, 1989; Araújo e Charvet, 1995) e Nordeste com registros no Piauí (Barbosa, 1989 apud Gadig, 1994), Ceará (Rocha, 1948 apud Gadig, 1994), Paraíba (Gadig, 1994), Pernambuco (Miranda-Ribeiro, 1961 apud Gadig, 1994) e Alagoas (Gilbert, 1900 apud Gadig, 1994). S. media foi registrada por Bezerra et al., (1991) e Gadig (1994) na plataforma entre os estados do Amapá e Rio Grande do Norte, na Bahia (Queiroz e Rebouças, 1995) e em São Paulo (Gadig, 1998). S. tiburo ocorre na região costeira entre os estados do Amapá e Rio Grande do Norte (SUDENE, 1976; Lessa, 1986; Bezerra et al., 1991; Gadig, 1994; Almeida, 1998), Paraíba (Rosa, 1987), Pernambuco (Guedes et al., 1989), Sergipe (Araújo et al., 1995), Bahia (Queiroz e Rebouças, 1995) e ainda em São Paulo (Sadowsky, 1971; Gadig, 1998). S. tudes apresenta é registrada desde o Amapá até São Paulo (Lessa, 1986; Bezerra et al., 1991; Stride et al. 1992; Gadig, 1994; Gonzalez, 1995). Tabela 3. 1 - Espécies de tubarões costeiros do Brasil segundo a sua ocorrência: endêmica - END (espécies que comprovadamente fazem parte da fauna da região), rara - RAR (espécies que ocorrem em menos de 5% nas capturas), freqüente pouco abundante - FPA (espécies que ocorrem entre 5 e 20% nas capturas), freqüente abundante - FAB (espécies que ocorrem em

mais de 20% das capturas) e migratórias - MIG; e seu “status” populacional: declínio nas capturas - DEC, risco de declínio - RDEC e desconhecido - DES.

ESPÉCIES CATEGORIA STATUS

Notorynchus cepedianus RAR, DES

Squatina argentina FPA, END, DEC

Squatina guggenheim FPA; END; DEC

Squatina dumeril RAR DES

Squatina occulta FAB, END, DEC

Ginglymostoma cirratum FAB; DES

Rhincodon typus RAR, MIG DES

Cetorhinus maximus RAR; RAR; MIG DES

Carcharias taurus FPA; DEC

Carcharodon carcharias RAR; DES

Galeorhinus galeus FAB, MIG DEC

Mustelus canis FAB; DES

Mustelus fasciatus FPA; END; DEC

Mustelus higmani FAB; RDEC

Mustelus norrisi RAR; DES

Mustelus schmitti FAB; END DEC

Galeocerdo cuvier FAB; DES

Isogomphodon oxyrhychus FAB; END; RDEC

Rhizoprionodon lalandii FAB; DES

Rhizoprionodon porosus FAB DES

Negaprion brevirostris FAB; DES

Carcharhinus acronotus FAB DES

Carcharhinus brevipinna FAB DES

Carcharhinusbrachyurus RAR; MIG DES

Carcharhinus falciformis FAB; MIG DES

Carcharhinus isodon RAR; DES

Carcharhinus leucas FAB; DES

Carcharhinus limbatus FAB; MIG DES

Carcharhinus obscurus FPA; MIG DES

Carcharhinus plumbeus FAB; MIG DES

Carcharhinus perezi FAB; DES

Carcharhinus porosus FAB DES

Sphyrna media RAR; DES

Sphyrna mokarran FPA DES

Sphyrna lewini FAB; MIG DES

Sphyrna tiburo FAB; DES

Sphyrna tudes FAB; DES

Sphyrna zygaena FAB; MIG DES

No documento 11.1 Novas áreas de proteção propostas (páginas 44-49)