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A primeira escola envolvida na investigação, doravante denominada de Escola 1, atende a crianças do Pré-escolar (5 anos) ao 5o ano. Em 2014, atendeu a um total de 322

alunos, em nove turmas distribuídas nos períodos matutino e vespertino.

A estrutura física está organizada da seguinte forma: sete salas de aula; sala da secretaria com banheiro; sala de professores com banheiro; sala da direção; sala de informática; sala de almoxarifado, sala de recursos psicopedagógicos com materiais diversificados, incluindo computadores e notebooks; biblioteca; cantina; minidepósito; três banheiros masculinos; e três femininos. Há também pequena área calçada destinada aos eventos escolares. No ano de 2010, realizou-se pequena reforma, com alargamento de todas as portas das salas de aula; construção de rampas e do piso, na sala de recursos; além de pintura em toda a escola, que foi refeita durante o segundo semestre de 2014.

No início de 2013, a escola adquiriu uma tenda fixa para desenvolver as atividades do Programa Mais Educação, uma vez que não tem uma quadra. Passou, então, a ofertar atividades diversificas, no contra turno escolar, aos alunos inscritos para cada

modalidade. Observou-se que tais atividades são bem planejadas e ministradas pelos monitores sem envolvimento dos professores regentes e sem muito rigor de acompanhamento, por serem consideradas extracurriculares e optativas, organizadas nos macrocampos: acompanhamento pedagógico; educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza e da educação econômica. De acordo com o PPP de 2014 da escola, a cada ano, são escolhidas seis atividades no universo dessas possibilidades, sendo que uma obrigatoriamente deve compor o macrocampo acompanhamento pedagógico.

Como recursos didático-pedagógicos, a escola possui uma coleção de DVDs; variedade de livros paradidáticos (literatura infantil e infanto-juvenil); mapas; globos; televisor; aparelhos de DVD; máquina de tirar cópias; aparelhos de som microsystems20;

projetor multimídia; computadores que são usados diariamente pelos professores como subsídios auxiliares a uma prática pedagógica voltada para atender às necessidades dos alunos e, consequentemente, possível melhoria na aprendizagem.

A escola recebeu laptops em 2013, na proporção de um laptop educacional do Prouca para cada aluno do EF e, desde então, seus professores participam da referida formação e têm encontros semanais com a tutora, além dos encontros presenciais regulares com as formadoras da Secretaria Municipal de Educação de Gurupi (Semeg) e das atividades no ambiente virtual do curso. Durante o período da investigação-ação, as professoras das oito turmas de EF estavam envolvidas nas atividades com o uso desse computador portátil.

Sobre a formação docente para o uso das TDIC, o Progitec, elaborado no segundo semestre de 2014, informa que, desde meados de 2012, as escolas da rede municipal promovem encontros semanais para que a equipe de professores tenha uma visão mais

20Aparelho pequeno, que pode ser facilmente transportado, para compartilhar som por meio de leitor de música com USB direto e entrada de áudio, além de reproduzir CD, tanto de MP3 como no formato CD- R/RW.

ampla da integração saudável da tecnologia e do cotidiano da sala de aula. Ainda segundo o Progitec, a escola

entende o papel das tecnologias educacionais como um conjunto de ferramentas disponíveis para o aperfeiçoamento do processo ensino- aprendizagem. Assim, a Escola utiliza as tecnologias para dar suporte à criação, ao gerenciamento e à indicação de sistemas educacionais utilizados em diferentes ambientes de aprendizagem. (ESCOLA 1, 2014, p.2)

Assim, a incorporação das TDIC foi oficialmente realizada, conforme discurso apresentado nos documentos escolares, após a integração dos laptops do Prouca.

Quanto às docentes desta escola, que participaram da investigação-ação, doravante denominadas P1 e P2, respectivamente, são licenciadas, mas possuem características distintas.

P1 é habilitada em Letras (Português e Inglês), tem 8 anos de experiência na regência de turmas do EF e atualmente trabalha em duas escolas. Na escola em questão, trabalha no turno vespertino, com uma turma de 5o ano, mas cumpre carga horária

semanal total de 40 horas-aula (h/a). Em relação à adesão ao Prouca, P1 esclarece que, quando começou a formação (2o semestre de 2013), estava na segunda fase do EF, por

isso não participou. No início de 2014, retornou para a primeira fase do EF e só então começou a participar da formação Prouca. Declara que, muitas vezes, se sente perdida, pois “tem muito recurso lá que nem sei como é que mexe [...] tenho que perguntar às outras que fizeram” (Entrevista, P1). P1 declara que sua experiência anterior com o uso de computadores é muito pequena. Durante um período, quando estava na segunda fase do EF, uma vez por semana levava os alunos ao Laboratório de Informática (Labin) para atividades complementares como, por exemplo, pesquisar no Google e responder a questionários.

Já P2 é habilitada em Pedagogia; tem 4 anos de experiência na regência de turmas do EF; e também trabalha em duas escolas. Na escola em questão, trabalha no turno vespertino com uma turma de 3o ano, mas tem carga horária semanal total de 40 horas-

aula (h/a). Sobre a adesão ao Prouca, P2 informou que o fez motivada pelo interesse em adquirir conhecimentos e aprender a manusear os laptops, pois não sabia o que fazer com eles, antes da formação. Informou, ainda, que não usava nenhuma tecnologia digital, antes do Prouca, pois trabalhava em escola rural, que não contava com tais recursos.

Na entrevista inicial, as duas professoras (P1 e P2) manifestaram interesse em aprender mais com a tecnologia. Mas, enquanto P1 afirmava não ter bom domínio dos laptops do Prouca, P2 deixou subentendido que os utilizava sem problemas.