• Nenhum resultado encontrado

THE IMPORTANCE OF SUPERVISED INTERNSHIP IN THE BUSINESS ADMINISTRATION PROFESSIONAL FORMATION

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

3.1 Análise dos dados das entrevistas

Os dados das entrevistas foram analisados através do cruzamento de informações coletadas nas duas empresas, com o intuito de encontrar padrões de repetição assim como pontos que fogem às respostas obtidas.

A maior parte dos entrevistados afirmaram que todas as competências foram desenvolvidas em algum grau, a competência VII estabelecida pelo Conselho Nacional de Educação – CNE, “VIII - desenvolver capacidade para realizar consultoria em gestão e administração, pareceres e perícias administrativas, gerenciais, organizacionais, estratégicos e operacionais. ” foi apontada como um ponto a ser desenvolvido durante o programa de estágio.

Acredita-se que esta competência será desenvolvida ao longo da carreira do administrator, pois ao se formar os administradores são considerados como juniores e vão agregando conhecimento e maturidade ao longo de seu desenvolvimento profissional, onde é esperado que se tornem mais preparados para prestar consultoria e níveis mais elevados em pareceres e perícias.

Os gestores entrevistados deixaram explícito que um estagiário recém efetivado é uma mão de obra semipronta, pois já se encontra totalmente aderente a cultura da empresa, até porque permanece nela, mas tem alguns pontos a serem desenvolvidos em suas atribuições e responsabilidades. Além das competências exigidas pelo CNE, o mercado espera dos profissionais algumas competências como: negociação, comunicação, adaptabilidade e flexibilidade em relação a diversas áreas da companhia.

A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO Ingrid Custódio Matheus de Oliveira NA FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE ADMINISTRAÇÃO Larissa Corrêa Gouvêa Matheus Silva da Costa Miriam Nóbrega Pacheco

Rev. Augustus | ISSN: 1981-1896 | Rio de Janeiro | v.25 | n. 50 | p. 130-144 | mar./jun. 2020. 141

Foi apontado pelos gestores e responsáveis pelo programa de estágio, a capacidade do recém-formado em Administração de permear na estrutura da empresa como um todo de forma consistente. Resultado este foi percebido conforme demonstra o gráfico abaixo, em que 40% dos ex-estagiários entrevistados foi efetivado em uma área diferente da que atuavam antes, mostrando sua flexibilidade e adaptabilidade para o mercado de trabalho e que é considerado como um recurso que a companhia quer aproveitar.

Figura 1: Efetivação de ex-estagiários

Fonte: Autores (2020).

3.2 Proposta de melhoria no processo de Estágio Supervisionado com base nos resultados da pesquisa

Ao final das entrevistas, foram percebidos alguns pontos de melhoria que se repetiram em todas as respostas dos ex-estagiários, foram eles: feedback formal por parte dos gestores e falta de acompanhamento por parte dos responsáveis pelo programa de estágio e gestores. Na maioria das respostas, o feedback aparecia como algo informal ou sem tanto fundamento e críticas construtivas, tanto técnicas quanto comportamentais, para que o estagiário se desenvolvesse. Em relação ao acompanhamento, todos afirmaram uma necessidade e falta de mentoria e conversas sobre desenvolvimento de carreira para que estes possam adquirir um norte e serem impulsionados em sua carreira, tendo profissionais mais experientes para que possam auxiliá-los neste processo.

Também foi citado pelas gestoras a falta de acompanhamento dos estagiários que se encontram fora da matriz, sendo um ponto de atenção e melhoria nos programas de estágio

A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO Ingrid Custódio Matheus de Oliveira NA FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE ADMINISTRAÇÃO Larissa Corrêa Gouvêa Matheus Silva da Costa Miriam Nóbrega Pacheco

Rev. Augustus | ISSN: 1981-1896 | Rio de Janeiro | v.25 | n. 50 | p. 130-144 | mar./jun. 2020. 142

em empresas com atuação em outros estados. Tendo como solução, a utilização da internet e ferramentas digitais para que o contato seja maior e uma sensação de proximidade estimulada. O Estágio Supervisionado tem como intuito uma integração de três partes: o aluno, a empresa e a faculdade. A faculdade foi citada pela maior parte dos entrevistados como não oferecer tantos conhecimentos que possam vir a ser aplicados pelos estagiários dentro da empresa, sendo a prática mais importante. Como ponto de melhoria é necessário que a faculdade também se insira de forma mais ativa no desenvolvimento dos alunos, a fim de participar na preparação destes para o mercado de trabalho, influenciando não somente na teoria, mas também com situações práticas.

4 CONCLUSÃO

O artigo tem como finalidade expor o impacto do estágio na vida profissional dos estudantes de administração. Através das entrevistas realizadas, é possível concluir que o estágio possui um impacto positivo na vida dos futuros profissionais de administração, pois proporciona ganhos de experiência, conhecimento prático, desenvolvimento de competências comportamentais previstas no CNE e habilidades, além disso, amplia network e auxilia na introdução no mercado de trabalho.

A medida que os avanços tecnológicos ganham cada vez mais espaço em quaisquer segmentos do mercado global, entender o dinamismo das inovações e formas de gestão se torna condição essencial para que uma instituição de ensino seja capaz de atender os anseios da sociedade e formar profissionais capazes de lidar com as mais diversas situações. No caso dos administradores, assim como em outros cursos de graduação, o entendimento acerca do mercado de trabalho tem seu início a partir de um processo de estágio. Por este motivo, esta transição entre a vida acadêmica e o mercado produtivo deve ocorrer de forma a contar sempre com o respaldo da instituição de ensino e da organização.

O período em que os estudantes começam a procurar estágio é assolado por diversas dúvidas acerca do que será necessário desempenhar e qual será o nível de exigência na nova empreitada. Embora possua em sua grade curricular a disciplina Estágio Supervisionado, é importante que a direção do curso também se movimente no sentido de elucidar do que se

A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO Ingrid Custódio Matheus de Oliveira NA FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE ADMINISTRAÇÃO Larissa Corrêa Gouvêa Matheus Silva da Costa Miriam Nóbrega Pacheco

Rev. Augustus | ISSN: 1981-1896 | Rio de Janeiro | v.25 | n. 50 | p. 130-144 | mar./jun. 2020. 143

trata o processo de estágio - etapa tão importante na vida de qualquer estagiário de administração.

Através das informações obtidas, é possível entender quais as principais necessidades dos estudantes que estão em processo de estágio. Questões como horário das disciplinas podem ser tratadas com o intuito de melhorar a relação do aluno e aumentar a flexibilidade para que estes consigam desempenhar um papel satisfatório e alinhado entre a vida profissional e acadêmica.

Os autores deste trabalho sugerem que no decorrer da graduação temas como estágio e mercado de trabalho se façam mais presentes, não ocorrendo somente no período em que o aluno curso a disciplina Estágio Supervisionado, desta forma, o alinhamento com a realidade do mercado de trabalho tem a possibilidade de se tornar mais sólido e efetivo.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, M. I.; PIMENTA, S. G. Estágios supervisionados na formação docente. São Paulo: Cortez, 2014.

BRASIL. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei nº 540/2007. Altera dispositivos das Leis nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977, Lei nº 8.212 e 8.213, ambas de 1991, para dispor sobre estágios. Brasília, DF: Câmara dos Deputados, 2007. Disponível em:

https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=8DAE748FA79CE A52325DF2A7AB6EDD20.proposicoesWebExterno2?codteor=445003&filename=Tramitacao- PL+540/2007. Acesso em: 21 out. 2018.

BRASIL. Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes; altera a redação do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, e a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996; revoga as Leis nos 6.494, de 7 de dezembro de 1977, e 8.859, de 23 de março de 1994, o parágrafo único do art. 82 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o art. 6o da Medida Provisória no 2.164-41, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2008. BRASIL. Lei nº 5.692/71, 11 de agosto de 1971. Fixa Diretrizes e Bases para o ensino de 1° e 2º graus, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1971.

BRASIL. Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977. Dispõe sobre os estágios de estudantes de estabelecimento de ensino superior e ensino profissionalizante do 2º Grau e Supletivo e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1977.

A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO Ingrid Custódio Matheus de Oliveira NA FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE ADMINISTRAÇÃO Larissa Corrêa Gouvêa Matheus Silva da Costa Miriam Nóbrega Pacheco

Rev. Augustus | ISSN: 1981-1896 | Rio de Janeiro | v.25 | n. 50 | p. 130-144 | mar./jun. 2020. 144

BRASIL. Ministério da Educação. Parecer CFE N.º 45/72, de 12 de janeiro de 1972. A

qualificação para o trabalho no ensino de 2.º grau. O mínimo a ser exigido em cada habilitação profissional. Brasília, DF: [s. l.], 1972.

CNE (Brasil). Resolução nº 4, de 13 de Julho de 2005. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração, bacharelado, e dá outras providências. Brasília, DF: MEC, 2005.

FLEURY, M. T. L.; FLEURY, A. Construindo o conceito de competência. RAC, Revista de Administração Contemporânea, [S. l.], v. 5, p. 183-196, 2001.

OLIVEIRA, S. R.; PICCININI, V. C. Uma análise sobre a inserção profissional de estudantes de administração no Brasil. RAM, Rev. Adm. Mackenzie, São Paulo, v. 13, n. 2, p. 44-75, 2012. TREVISAN, M.; WITTMANN, M. L. Estágios extracurriculares e a formação de administradores.

In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM

ADMINISTRAÇÃO, 2., 2002, Salvador. Anais [...]. Salvador: Associação Nacional de Programas de Pós-graduação em Administração, 2002.

____________________ Recebido em 25/11/2019 Aceito em 12/02/2020

Rev. Augustus | ISSN: 1981-1896 | Rio de Janeiro | v.25 | n. 50 | p. 145-153 | mar./jun. 2020. 145

INVERSÃO DO GOLEADOR NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA