III JOÃO DE CASTILHO: A FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE UM MESTRE PENINSULAR.
III.II ) JOÃO DE CASTILHO E A SUA DESCONHECIDA FORMAÇÃO.
III.II.I SEVILHA E A DOCUMENTAÇÃO REFERENTE A “CASTILLO”.
Apesar do que se tem vindo a relatar, continuamos com algumas relutâncias quanto ao percurso formativo do mestre Castilho. As hipóteses colocadas pelos autores, quanto a mim não tem sido conclusivas, facto que se explica pela ausência de documentação que clarifique o problema, ficando a generalidade dos autores pela questão formal, de uma análise difusa de influências não claramente provadas. Porém, e de forma sintética, ajuízam os historiadores297, que João de Castilho terá começado a sua atividade
arquitetónica na zona cantábrica (afirmação sem base documental)298,
passado pelo estaleiro dirigido por Simón de Colónia, em Burgos, e como referimos anteriormente, não existe qualquer informação documental que coloque João de Castilho junto do mestre Colónia ou no estaleiro burgalês, mas terá sido, segundo a historiografia, na fábrica da catedral hispalense que adquiriu reputação arquitetónica e dali decorre a sua transição para o nosso território.
Um dos argumentos esgrimidos pelos historiadores para atestar a presença de João de Castilho na cidade de Sevilha é o instrumento testamental do mestre da catedral Alonso Rodríguez, - de 19 de Junho de
297 CORREIA, Vergílio, Obras III, Coimbra, 1953, pp.171 e 177: citando GESTOSO Y PÉREZ,
J. Ensayo de un Diccionario de los artifices que florecieron en esta Ciudad de Sevilla, I, Sevilla 1899, p.185. DIAS, Pedro, Os portais manuelinos do Mosteiro dos Jerónimos, Coimbra, 1993, p.32.
298 Recordemos que esta é tese de María Eola de Sá no seu primeiro livro dedicado ao mestre
Castilho e que deste espaço geográfico teria transitado para sul. Contudo, no seu mais recente livro, menciona que João de Castilho, terá na realidade começado a trabalhar na zona cântabra, mas muito cedo terá rumado a terras inglesas e aí recebeu uma larga formação e adquirido um vasto conhecimento de arquitectura. EALO DE SÁ, María, El Arquítecto Juan de
1506299 (doc.1) -, onde surge o nome de um Juan Castillo juntamente com o
de Pero Millán (imaginário) e de Lope Rodrigues. Segundo revela o testamento, todos eles são fiadores do mestre Rodriguez pela execução de um serviço, tendo recebido cada oficial, o montante de 1500 maravedis, conforme se pode ler na passagem documental: “Mando a Lope Rodrigues e a Pero Millán e a Juan Castillo, mis fiadores, a cada uno dellos 1.500 marauedís, por el servicio que me an fecho porque rueguen a Dios por mi ánima.”300.
Outro argumento documental utilizado pela historiografia é-nos fornecido pelo trabalho de José Gestoso y Perez301. No ensaio de recolha
documental de cariz onomástico, o autor menciona que no livro de pagamentos (de 1507) das obras da catedral de Sevilha, há um entalhador que dá pelo nome de Juan Castillo. O nome surge a par de outros, como Francisco de Segovia, Ximon Rodríguez, Pedro Millan, Andrés de Palencia Pedro Rodríguez, Pedro de Trillo (segundo a transcrição do autor). Este dado foi sem sombra de dúvida, um argumento de peso para a historiografia nacional, desde Vergílio Correia, o primeiro salientar a presença deste Juan aparentemente homónimo do nosso mestre após recolha efetuada junto do livro de Gestoso, até ao trabalho de Rafael Moreira, todos procuraram criar um fio condutor sevilhano para atividade de João de Castilho. Não obstante, não temos a certeza de que não se trate de uma questão de homonímia, tal como
299 fls. 455 a 456, 1506, Junio, 19 - Testamento de Alonso Rodríguez. Documento transcrito pela primeira vez por LÓPEZ MARTÍNEZ, Celestino, Arquitectos, escultores y pintores vecinos
de Sevilla, Sevilla, 1928. pp. 171-172. 300 Idem, ibidem.
301 GESTOSO Y PÉREZ, José, Ensayo de un diccionario de los artífices que florecieron en
Sevilla desde el siglo XIII al XVIII inclusive, I vol, Oficina de la Andalucía Moderna, Sevilla,
1899, pp. 185-186. Na entrada do ensaio dedicada ao entalhador Juan Guarnizo (pp. 185-186) podemos ler-se o nome de Juan Castillo: “En un fragmento del libro de Fábrica de la Cat. de
los años 1507-8, que hallamos en el Leg. 10 de Diversos en el Arch alto de la Contaduría y que hemos colocado dentro del Lib. de Fáb. de 1507, aparece trabajando con los entalladores siguientes: Francisco de Segovia. - Ximon Rodríguez - Pedro Millan - Andrés de Patencia- Pedro Rodríguez -Pedro de Trillo - Juan Castillo. Creemos que serían hábiles en su oficio y también escultores ó imagineros, pues entre ellos se cita al eximio Pedro Millán - Arch de la Contaduría de la Cat.”
as que habitualmente existem nos estaleiros de alguma dimensão, pelo que não podemos deixar de interrogar os dados documentais referentes a Sevilha.
Da leitura testamental de Alonso Rodriguez retemos que o entalhador Juan Castillo terá prestado um serviço ao mestre da catedral, não se sabendo que tipo de serviço, porém a presença deste entalhador e seu respetivo pagamento, referido num instrumento desta natureza, vem revelar, presumimos nós, que existe uma empreitada fora da obra catedralícia, uma relação profissional ou pessoal fora do âmbito da obra catedralícia, assinalando-se que é um pagamento pessoal e não da fábrica da Sevilha (no testamento é possível observar como Alonso Rodriguez cobra os seus trabalhos ao cabido de Sevilha), por outro lado também revela uma relação interpessoal relativamente próxima entre estes oficiais e o respetivo mestre.
Como se referiu anteriormente, não sabemos que tipo de serviço se trata, tão pouco sabemos se era relacionado com a prática de arquitetónica, o que sabemos é que Alonso Rodriguez, ao tempo da lavra do seu testamento, teve ou tem nesse momento sob a sua alçada outras obras para além da grande fábrica de Sevilha, como é o caso da Igreja de Santiago em Alcalá de Guadaíra, a igreja de Santa María de Carmona, a cabeceira da igreja de la Assunción de Aroche, em Huelva, assim como o primeiro plano, embora frustrado, da igreja de Nuestra Sra. de Sta. Maria de Arcos de la Frontera302 e
também terá sido da sua responsabilidade a construção da abóbada meridional da igreja de San Miguel em Jerez303. Apesar destas de obras
estarem estudadas, não nos foi possível localizar qualquer documento que menciona-se o nome de Juan Castillo.
302 RODRÍGUEZ ESTÉVEZ, J.C., “El maestro Alonso Rodríguez”, ALONSO RUIZ, B. (Coord), Los últimos arquitectos del gótico, Madrid, ed. M. Fernández-Rañada, 2010, p.297.
303 ROMERO BEJARANO, Manuel: “Los maestro mayores de la Catedral de Sevilla y su actuación en el entorno constructivo de la misma: Alonso Rodríguez y Diego de Riaño en la parroquia de San Miguel de Jerez de la Frontera”, La Piedra Postrera. Simposium
Internacional sobre la catedral de Sevilla en el contexto del gótico final, Tomo II, Sevilla, 2007,
No entanto, será nas nóminas da grande fábrica de catedral de Sevilha que voltamos a encontrar o nome do entalhador Juan Castillo304 (doc.2). Entre
1507/1508305, mais especificamente entre a semana de 16 de Outubro e a
semana de 25 de Dezembro, surge-nos sistematicamente o nome de Juan Castillo e o seu respetivo pagamento, tal como o cargo que ocupa no estaleiro durante estas semanas.
Da leitura destes fólios é possível retirar algumas ilações quanto a este Castillo, nomeadamente quanto ao cargo que ocupa dentro do estaleiro; a hierarquia que ocupa dentro do mesmo grupo; os trânsitos efetuados entre grupos e os salários usufruídos ao longo das semanas (gráfico nº1), o que é particularmente relevante para se poder asseverar a sua importância relativa no contexto do estaleiro sevilhano e também para saber se tal estatuto é coincidente ou de algum modo concomitante com o estatuto de mestre que João de Castilho vai assumir em Braga.
Primeiramente, observamos que não existe uma consistência onomástica, ou seja, ao longo dos diversos fólios surge-nos sob a menção de Castillo ou Juan Castilho e não Juº de Castyllo como acontece na documentação portuguesa306. No entanto, ao longo das onze semanas de
304 Sobre esta temática vide: FALCÓN MÁRQUEZ, Teodoro, La Catedral de Sevilla. Estudio
arquitectónico, Sevilla, 1980; RODRÍGUEZ ESTÉVEZ, Juan Clemente, “Los Canteros de la
Obra Gótica de la Catedral de Sevilla (1433-1528)”, Laboratorio de Arte, Vol. 1. Núm. 9, 1996, pp. 49-71; JIMÉNEZ MARTÍN, Alfonso, “Las fechas de las formas. Selección crítica de fuentes documentales para la cronología del edificio medieval”, La catedral gótica de Sevilla.
Fundación y fábrica de la obra nueva. Sevilla, Universidad de Sevilla, 2006, pp.15-113;
RODRÍGUEZ ESTÉVEZ, Juan Clemente, “La Construcción de la catedral de Sevilla”,
Arquitectura en Construcción en Europa en época Medieval y Moderna, Universitat de
Valencia, 2011, p.103-147.
305 Archivo de Catedral de Sevilla (ACS) - Fabrica, Libros de Mayordomia, nº22, papeles sueltos, fl.1-11v. Estas nóminas, ou folhas de pagamento semanal, são os únicos papéis de referentes ao século XVI que se conservam da catedral hispalense, porém, são bem ilustrativas quanto ao valor despendido semanalmente por cada indivíduo, as personagens envolvidas e respetivos cargos que ocupam.
306 Arquivo Municipal de Vila do Conde (AMVC) – N.I 16, fl 365v- 368v (ass 368) 2 de Julho 1513. Realizando uma comparação onomástica é visível que no testamento de Alonso Rodriguez e nas nominas de Sevilha surge de forma coerente a menção a Juan Castillo e não
pagamentos a este Castillo, a nomenclatura laboral é sistematicamente de assentador, com exceção em dois momentos: o primeiro refere-se ao pagamento de 27 de Novembro307 (tabela nº 1 e doc. nº 2), onde aparece
integrado no grupo dos oficiais entalhadores308 (doc. nº2) e a segunda
alteração laboral surge-nos na última semana de pagamento (1 de janeiro de 1508), onde surge como peão (doc. nº 2, fol.12v).
É sabido que os estaleiros tardo-medievais são de alguma forma organizações voláteis, porém existem padrões inalterados, quer isto dizer que a primeira alteração que se verifica bem aceitável (assentador/entalhador), mas a sua presença como peão já nos coloca algumas dúvidas. Esse transitar é demasiado abrupto, atendendo que nas semanas anteriores onde o Castillo/Juan Castillo aparece entre os trabalhadores qualificados e especializados e que sem razão, aparente, passa para o último escalão da hierarquia do estaleiro. Face a este cenário, estamos claramente perante indivíduos distintos que partilham o mesmo nome, a não ser que qualquer
Juan de(l) Castillo (João de Castilho), conforme surge na documentação portuguesa e ao longo de toda a sua vida.
307 Idem, fl. 8.
308 Entenda-se este grupo como sendo um grupo especializado dentro do estaleiro, sendo das suas mãos que saem os trabalhos mais complexos, delicados e de um forte pendor ornamental e escultórico, como capiteis, chaves de abóbadas, medalhões, guirlandas, etc... cf. DU COLOMBIER, Pierre, Les Chantiers des Cathédrales, Paris, Picard, 1992; CAILLEAUX, Denis, La cathédrale en chantier: la construction du transept de Saint-Etienne de Sens d'après
les comptes de la fabrique, 1490-1517, Paris, Editions du Comité des travaux historiques et
scientifiques, 1999.
Figura nº 1 -Primeira assinatura realizada por João de Castilho em Portugal a 2 de Julho 1513. Contrato para as obras da Igreja Matriz de Vila do Conde.
acção menos recomendável de Juan de Castillo tenha obrigado o mestre da Catedral a destituí-lo do estatuto de alguma especialização que já detinha e a integra-lo no estatuto mais baixo do estaleiro.
Na realidade, o apelido Castillo é comum neste período. Existe na cidade de Sevilha uma família de oficiais de arquitetura que dá pelo apelido de Castillo309, e entre os diversos membros deste clã surge um canteiro com o
nome de Juan Castillo. Além disso, a documentação, embora mais tardia, faz referência a um Juan del Castilho a trabalhar, em 1528, na cidade sevilhana (após passagem por Granada onde pode ter trabalhado nas obras reais) e em 1532 a trabalhar nas obras do Ayuntamento da cidade, conforme aparece nas respetivas nóminas310. Em relação ao este Juan de Castillo nada mais se sabe
sobre a sua atividade anterior.
Caso o Juan Castillo das nóminas de catedral de Sevilla, seja o que transita para Portugal, conforme é apontado pela historiografia e que poucos anos mais tarde trabalha em Braga, leva-nos a questionar qual será a sua experiencia de desenhar e dirigir um estaleiro de tal envergadura, visto nunca se ter conhecido qualquer obra da sua autoria. Questiona-se igualmente o facto de sem qualquer experiência anterior reconhecida fosse contratado pelo encomendador de Braga para a posição de mestre, para mais com a responsabilidade de lançar as estruturas essenciais da construção como, de facto, são as abóbadas. De alguma forma não se torna impraticável esta evolução estatutária - porém não de um modo tão rápido - visto que assume o cargo de assentador, mas nunca de mestre maior ou aparelhador e mesmo dentro do grupo de assentadores, nunca ocupa a liderança do grupo, essa posição é ocupada por Juan Herrera, ficando Juan Castillo, grosso modo, em
309 MORENO MENDOZA, A. Los Castillo, un siglo de arquitectura en el Renacimiento
andaluz, Universidad de Granada, 1989.
310 MORALES MARTÍNEZ, Alfredo, ”El ayuntamiento de Sevilla: maestros canteros, entalladores e imagineros”, Laboratorio de Arte, nº 4, Universidad de Sevilla, Sevilla, 1991, p. 68. Na entrada onomástica que o autor realiza indica que: CASTILLO, Juan del: Con tal nombre se cita a un cantero a lo largo de 1528. A fines de junio de 1532 y hasta septiembre vuelve a aparecer en las nóminas, indicándose que vino de Granada. Cabe suponer que, paralizadas las obras en 1530, dicho artista se trasladase a la mencionada capital andaluza, de donde regresaría al reactivarse la construcción del Cabildo.
último lugar destes oficiais, o que nos reforça a ideia de uma hierarquização, não só pecuniária, mas também de experiência de ofício. Sobre a figura de Juan de Herrera sabemos que, em 1512, tomou o cargo de aparelhador da obra da catedral de Sevilha, o que demonstra a progressão passando por diversas fases de aprendizagem311.
Sabemos que João de Castilho, em 1511, é o mestre da capela da catedral de Braga312 (doc. 4), tendo as obras começado anteriormente
(possivelmente entre 1509/1510) e se conjugarmos com as nominas de Sevilha 1507-1508, onde o tal Juan Castillo assume a posição de assentador, verifica-se uma ascensão rápida no ofício da arte da cantaria. Perante tal colocamos a interrogação: será que D. Diogo de Sousa iria requisitar os préstimos de um oficial que nunca tenha dirigido e construído, pelo menos que se conheça, um edifício sob o seu risco?
Por aquilo que temos vindo a expor, é para nós evidente questionar a identidade do mestre que vem para Portugal e principalmente qual a possibilidade de ser o mesmo profissional que trabalha em Sevilha anteriormente. Do nosso ponto de vista, para além das questões onomásticas, o desconhecimento da aquisição do estatuto profissional de mestria e como terá realizado o trânsito para as obras portuguesas, há ainda outra questão que é particularmente importante e reveladora e que envolve as formas arquitetónicas. É que o trabalho realizado em Portugal por João de Castilho, quer em Braga quer em Vila do Conde (as obras mais próximas cronologicamente de Sevilha), não encontram eco ou qualquer paralelo com o que se realizou na catedral de Sevilha sob a mestria de Alonso Rodriguez, nem com as restantes obras que o mestre de Jerez teve sob a sua alçada. Podemos referir que o vínculo estético arquitetónico produzido por João de
311 RODRÍGUEZ ESTÉVEZ, Juan Clemente, Los Canteros de la Catedral de Sevilla – del Gótico al Renacimento, Diputacion de Sevilla, 1998, pp, p.310-311. Em 1507 surge como
assentador usufrui, de um pagamento de 50 maravedis por jornal, ganhando a mesma quantia aparelhador que Gonzalo Rozas.
Castilho encontra um paralelismo, não com Sevilha e com a presença de Alonso Rodriguez, mas com outros pontos do território de Castela313.
A este propósito recuperemos as palavras de Vila Jato, embora seguindo na esteira de Camón Aznar314, es un tanto forzado este rápido
desplazamiento de sur a norte de Juan del Castillo hasta Braga, para hacerse cargo de unas obras como las de la Se315, acrescentando ainda que, nas
obras levadas a cabo por João de Castilho, a autora não reconhece qualquer relação com o mundo sevilhano, mas sim con los epígonos del gotico en Toledo316, onde Enrique Egas317 tomou a sua formação junto do mestre Juan
de Guas318. Com esta ideia presente, Vila Jato, tal como Camón Aznar319,
sugerem que João de Castilho, antes de ingressar no estaleiro bracarense, tenha passado algum tempo em Santiago de Compostela sob ordens de Enrique Egas.
313SILVA, Ricardo J. Nunes da, “João de Castilho, “Os abobadamentos pétreos na arquitectura tardo-medieval do ciclo bracarense – a influencia do Norte de Espanha (Burgos).”
Convergências - Revista de Investigação e Ensino das Artes. Escola Superior de Artes
Aplicadas - Instituto Politécnico de Castelo Branco, nº1, 2007 (http://convergencias.esart.ipcb.pt/artigo/18); Idem, “João de Castilho: Entre o Paradigma da Arquitectura Tardo Gótica e a Arquitectura do Renascimento em Portugal”, Actas do Encontro
Aprendizes de Feiticeiro - Investigações de Doutoramento dos cursos do Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Editora Colibri, 2009; Idem, “Os
arquitectos e a arquitectura tardo-gótica em portugal”, I Congresso Internacional: Arquitectura
y Poder: El Tardogotico Castellano Entre Europa y América, Universidade da Cantábria,
Santander 2010 (prelo).
314 CAMÓN AZNAR, J., La arquitectura plateresca. Madrid, CSIC, 1945.
315 VILA JATO, Maria Dolores - "El Hospital Real de Santiago y el arte portugués", Anales de la Historia del Arte, Homenaje al Profesor Dr. D. José Mª de Azcárate, 1994, p. 302.
316 Idem ibidem.
317 Conforme salienta Begoña Alonso Ruiz, Enrique Egas era um dos principais arquitetos do
reino tinha o cargo de (...) maestro mayor de la sede primada de Toledo y maestro de los
monarcas castellanos desde que se hace cargo de la obra de San Juan de los Reyes tras la muerte de Juan Guas en 1496. Cf. ALONSO RUIZ, 2014, p.63.
318 AZCÁRATE RISTORI, J. Mª, "La obra toledana de Juan Guas", Archivo Español de Arte, T.
XXIX, 1956.
Efetivamente, a intuição demonstrada por Camón Aznar e Vila Jato pode agora ser comprovada documentalmente, aliás como poderemos ver mais adiante.
Tabela nº 1 - Cargo desempenhado e respetivos pagamentos a Juan Castillo entre 16/10/1507 e 01/01/1508 (nóminas da catedral de Sevilha).
Gráfico 1 - Salários semanais entre os meses Outubro de 1507 e Janeiro 1508 (nóminas da catedral de Sevilha).
Data Fólio Cargo Pagamento Notas
(16/10/1507) Fl.1 Assentador 259 mr. Designado por Castillo (23/10/1507) Fl.3 Assentador 225 mr. Designado por Juº castillo (30/10/1507) Fl.4 Assentador/Compinero 220 mr Designado por Castillo (06/11/1507) Fl.5 Assentador 202 mr. Designado por Castillo (15/11/1507) Fl.6 Assentador/Compinero 270 mr. Designado por Castillo (20/11/1507) Fl.7 Assentador 270 mr. Designado por Juan Castillo (27/11/1507) Fl.8 Entallador 225 mr. Designado por Juo Castillo
(04/12/1507) Fl.9 Assentador 207 mr. Designado por Juo Castillo
(18/12/1507) Fl.10 Assentador 225 mr. Designado por Juo Castillo
(25/12/1507) Fl.11 Assentador 180 mr. Designado por Juo Castillo
(01/1/1508) Fl.12vº Peão 66 mr. somente a o nome Castillo.
360 300 259 225 220 202 270 270 225 207 225 180 66 138
III.II.II) ORGANIZAÇÃO DE ESTALEIRO – LEITURA DA EVOLUÇÃO