5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
5.1 Ufac: Políticas de Ingresso e Permanência
A Ufac, lócus desta pesquisa, é a única universidade pública do estado do Acre. No momento de sua criação e implantação não existia até então nenhuma instituição de ensino superior no Estado. Refletir sobre a criação da U Ufac, seu contexto histórico, as peculiaridades locais e as necessidades regionais daquele momento, é algo que só podemos fazer com maior amplitude na medida em que observamos as bases orientadoras do próprio surgimento da universidade no Brasil21, ou seja, quando compreendemos que seu ideário principal era o fortalecimento do status/poder/localização social das classes que se formavam ao redor do modelo econômico erguido no Brasil no início do século XX.Nesse sentido,
A UFAC têm sua origem relacionada às mudanças ocorridas na Amazônia e em particular no Estado do Acre a partir de 1964, como também, aos anseios da elite acreana para que seus filhos pudessem dar continuidade em seus estudos em Rio Branco” (HAGE ET AL. 2006, p. 23).
Dessa forma, a história de mais de meio século da Ufac, a sua organização e constituição da docência foram solidificando-se sob a organização engendrada de tais inspirações. De acordo com Hage et al. (2006), antes de assumir a configuração de
universidade, sua trajetória teve início em 1964 com a criação da Faculdade de Direito (Lei Estadual n° 15 de 08/09/1964) e, em seguida, da Faculdade de Ciências Econômicas (Lei Estadual n° 195 de 13/09/1968). No ano de 1970, foram implantados os cursos de Letras, Pedagogia e Matemática (Licenciatura Plena) e Estudos Sociais (curta duração).
Ainda em 1970, por meio da Lei Estadual n.º 318, de 03 de março de 1970, oficializou-se a criação do Centro Universitário do Acre (CEU), transformado, posteriormente, em 1971, em Fundação Universidade do Acre, através da Lei Estadual n° 421 de 22/01/1971. Em 05 de abril de 1974, foi federalizada, por meio da Lei n.º 6.025, passando a denominar-se Universidade Federal do Acre, regulamentada pelo Decreto n.º 74.706, de 17 de outubro de 1974.
Algo que nos chamou atenção até aqui, foram os primeiros cursos a serem implantados: inicialmente, a faculdade de Direito e, em seguida, de Ciências Econômicas. Isso confirma-nos quais eram as intenções que tinham ao pensar o projeto de universidade no Acre. Não diferente das demais universidades no Brasil, evidenciaram um ensino voltado para as elites, para formação de profissionais liberais ou para o grupo de dirigentes e excluíam, dessa forma, a maior parte da população do acesso ao nível superior.
No percurso de criação da Ufac, ocorreram vários acontecimentos importantes que estão engendrados com a configuração organizacional e pedagógica desta instituição. Na década de 1960, com o golpe militar, o país na administração dos militares, novos rumos foram idealizados para os Estados da região Amazônica e, particularmente, para o Estado do Acre. Como argumentam Hage et al. (2006, p. 23),
No final dos anos 1960, tendo os militares assumido a direção do Estado brasileiro, e fomentado uma política de internacionalização do país, a Amazônia, entendida como um “espaço vazio” que precisava ser ocupado e integrado ao cenário econômico nacional e internacional, passa a ser discutida em fóruns nacionais e estrangeiros. Nessa conjuntura, devido à disponibilidade de recursos financeiros, foram estabelecidas novas diretrizes quanto ao desenvolvimento da região, criados vários órgãos federais, construídas rodovias e implantados projetos em conformidade com os planos nacionais de desenvolvimento (PND), com a finalidade de diversificar a economia, até então essencialmente extrativista.
Essas transformações contribuíram de forma significativa na dinâmica de desenvolvimento dos estados da região Norte, provocando inclusive, o crescimento desordenado da cidade de Rio Branco, capital do Estado do Acre. Assim, um fator que muito contribuiu para a implantação da universidade no Estado do Acre e que se tornou um dos elementos importantes de que as autoridades locais lançaram mão para pedir sua federalização “[...] foi o tema bastante em voga na época de que a educação promove o
progresso. Por isso, entre os motivos alegados para a criação da universidade no Acre, estava o de promoção do desenvolvimento do Estado” (HAGE ET AL. 2006, p. 23).
Diante da necessidade de profissionais para atuar no mercado de trabalho que estava se desenvolvendo, a implantação da Ufac no Acre, veio para contribuir com o desenvolvimento do Estado, não somente na formação de mão de obra especializada, mas em todas as áreas. Apesar dos propósitos dos dirigentes do estado, na implantação da Ufac, irem no sentido de “recursos humanos” qualificados para o desenvolvimento socioeconômico do Estado.
Nesse sentido, assim como ocorreu no percurso histórico da educação superior no Brasil, sempre tivemos profissionais comprometidos com uma educação voltada para a emancipação e democratização da sociedade no percurso histórico da Ufac. Assim sendo, a Ufac faz parte não só do desenvolvimento econômico do Estado Acre, através da formação de profissionais de excelência, mas, colabora, também, com a produção do conhecimento, de modo a contribuir na formação de cidadãos conscientes e comprometidos com o desenvolvimento social.
Em 1977, procedeu-se uma reforma universitária da Ufac e os cursos de graduação do campus foram vinculados a uma estrutura de departamentos, extinguindo-se as antigas faculdades, na tentativa de alcançar mais dinamismo à integração do ensino, da pesquisa e da extensão, os quais passaram a constituir-se como atividades fins da universidade (HAGE ET AL. 2006).
No bojo dessas modificações, incluía-se ainda, a preocupação em diversificar a sua área de atuação, dando ênfase a programas e atividades que focalizavam os reais e prioritários problemas da região, não somente como centro polarizador de cultura e formador de recursos humanos, mas, sobretudo, como agente detector e revelador de soluções alternativas para o equacionamento das causas originárias desses problemas que afetam diretamente a sociedade acreana, tanto na origem econômica, como social e cultural (HAGE ET AL. 2006).
A partir do ano de 2003, por meio da Resolução nº. 08 do Conselho Universitário, os cursos do Campus Sede, localizado na cidade de Rio Branco, passaram a ser vinculados a seis centros acadêmicos: Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas (CCJSA), Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), Centro de Ciências da Saúde e do Desporto (CCSD) e Centro de Educação, Letras e Artes (CELA) (PDI/UFAC, 2015). No Campus Floresta, localizado na cidade de Cruzeiro do Sul, os
cursos passaram a ser vinculados a dois centros acadêmicos: o Centro Multidisciplinar (CMULTI), e o Centro de Educação e Letras (CEL).
A partir do processo de democratização na educação superior, com abertura a novos públicos historicamente excluídos do processo civilizacional, surgiu a necessidade de outros modelos de educação superior que se afirmam pela ruptura com o paradigma tradicional de universidade e a Ufac, para acompanhar essas novas exigências, precisou modificar a sua estrutura organizacional. O último PDI da Ufac 2015-2019, “exprime a missão e a visão de futuro da Ufac, bem como a filosofia de trabalho e as diretrizes acadêmicas que orientarão suas ações no horizonte de cinco anos” (PDI, 2015, s. p.).
A Ufac apresenta, conforme preconizado em seu Estatuto, como um de seus princípios institucionais, a “Defesa do direito de oportunidade, considerando-se as diferenças individuais” (PDI, 2015, p. 16). Defende o direito acadêmico para que todos tenham condições para o convívio humano e profissional e para isso estabelece que sua missão deve ser “Produzir, sistematizar e difundir conhecimentos, com base na integração ensino, pesquisa e extensão, para formar cidadãos críticos e atuantes no desenvolvimento da sociedade (PDI, 2015, p. 18).
Ainda no ponto de vista dos valores que traduzem as crenças nas quais a Ufac acredita, estas promovem a reflexão que orienta a atitude de seus servidores, influenciando seu comportamento no dia a dia da instituição: “Inovação; Compromisso; Respeito à Natureza; Respeito ao Ser Humano; Efetividade; Pluralidade; e, Cooperação” (PDI, 2015, p. 18). Nesse sentido, firma para cada um dos seus valores o seguinte:
Inovação: Primar pela trajetória da aprendizagem, proporcionando um
ambiente de criatividade e inovação criando espaço para a mudança e readequação. Compromisso: Possuir liberdade e autonomia acadêmicas, fomentando a consciência coletiva de compromisso com o bem-estar social.
Respeito à Natureza: Adotar e vivenciar práticas sustentáveis que protejam o
meio ambiente. Respeito ao Ser Humano: Respeitar incondicionalmente os direitos humanos. Efetividade: Contribuir ativamente com ações que promovam a eficácia dos objetivos e a eficiência na gestão, atendendo à sociedade. Pluralidade: Conhecer e respeitar os diferentes pontos de vista, promovendo uma consciência global que valorize a tolerância, o respeito mútuo e as diferenças. Cooperação: Cooperar com indivíduos, instituições e entidades para o desenvolvimento da universidade e da sociedade (os grifos são nossos) (PDI, 2015, p. 18-19).
Inferimos, anteriormente, que a universidade herdou um modelo pedagógico tradicional sustentado por uma visão paradigmática monocultural, com a exclusão de múltiplos setores da população do direito a uma educação superior de qualidade e de excelência, como por exemplo, das pessoas com deficiência. Essas estruturas da educação superior, de acordo com as diretrizes pautadas no PDI, não são mais obstáculos para os
caminhos que a Ufac vem se direcionando, através da autonomia acadêmica, ao respeito ao ser humano, da pluralidade de pensamentos, na promoção de uma consciência global, valorizando a tolerância, o respeito mútuo e as diferenças.
Sobre a inclusão de pessoas com deficiência, o PDI apresenta em um de seus objetivos estratégicos “Reforçar as atividades voltadas à educação especial/inclusiva [...]” (PDI, 2015, p. 21) e especifica na descrição do objetivo “Possibilitar o acesso e a permanência de estudantes com deficiência no âmbito da instituição, de acordo com as exigências legais” (PDI, 2015, p. 21). Para tanto, a Ufac aderiu às políticas públicas de inclusão social, visando o ao acesso e permanência desses indivíduos historicamente alijados.
Em 05 de julho de 2010, por meio da Resolução nº. 36 do Conselho Universitário, a Ufac aderiu ao ENEM como processo de seleção para ingresso nos cursos de Licenciatura em Filosofia e em Música, bem como para as vagas remanescentes do Edital Vestibular 2011. Posteriormente, por meio da Resolução n.º 16 do Conselho Universitário, de 26 de maio de 2011, foi realizada a adesão integral ao ENEM. Com a criação do PNAES e, posteriormente, da Lei de Cotas a nível nacional, a Ufac, no ano de 2013, para o ingresso dos estudantes nos cursos de graduação, passa a reservar aos cotistas 25% (vinte e cinco por cento) do total de vagas em cada curso e para o ingresso em 2014, 50% (cinquenta por cento) do total das vagas (PDI, 2015).
Nesse sentido, para desenvolver as políticas públicas de inclusão social educacionais, em 29 de novembro de 2012 a Ufac criou a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), por meio da Resolução nº 99 do Conselho Universitário.
A Proaes é responsável pelo planejamento e execução de uma política de assistência estudantil voltada à promoção de ações afirmativas de acesso e inclusão social que busquem garantir a igualdade de oportunidades aos estudantes, atuando diretamente no fortalecimento do programa de bolsas e auxílios, no atendimento do restaurante universitário e na moradia estudantil (PDI, 2015, p. 14).
A Proaes tem como finalidade promover ações afirmativas de acesso e inclusão social que buscam garantir a igualdade de oportunidades aos estudantes (REGIMENTO GERAL DA UFAC, 2013).
No bojo das políticas de expansão da educação superior, a Ufac também expandiu- se, aumentou o número de cursos de graduação e, por conseguinte, o número de matrículas. Atualmente, em relação à graduação, a Ufac oferta 47 (quarenta e sete) cursos presenciais e 1 (um) em EaD. Dos cursos de graduação presencial, 22 (vinte e dois) são de licenciatura e 25 (vinte e cinco) de bacharelado, dos quais 36 (trinta e seis) são
oferecidos no Campus Sede (Rio Branco) e 11 oferecidos no Campus Floresta no município de Cruzeiro do Sul. (UFAC EM NÚMEROS, 2017).
Também são ofertados cursos de licenciatura na modalidade presencial por meio do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR), implementado em 2009 pelo Governo Federal, com adesão efetivada pela Ufac em dezembro de 2012 e as atividades iniciadas no segundo semestre de 2013. O número de matrículas cresceu para 6.264 no 2º semestre de 2017 (UFAC EM NÚMEROS, 2017). A Ufac impulsionada pelas políticas de inclusão e acessibilidade, apoiada pelo Programa Incluir, criou em abril de 2008, vinculado à Proaes, o Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI), homologado por meio da Resolução nº. 10 do Conselho Universitário, de 18 de setembro de 2008, com a finalidade de executar as políticas e diretrizes de inclusão e acessibilidade de estudantes e servidores com deficiências da Ufac, a contemplar também aqueles com Transtornos Globais de Desenvolvimento, Altas Habilidades/Superdotação22 (PDI, 2015).
No ano de 2017, de modo geral, a Ufac concedeu as seguintes bolsas e auxílios estudantis, conforme discriminados na tabela 1.
Tabela 1: Números de bolsas e auxílios concedidos em 2017
UNIDADE DISCRIMINAÇÃO QUANTIDADE
PROAES
Auxílio deslocamento intermunicipal 90
Auxílio Moradia Estudantil 50
Auxílio Moradia – Mobilidade 11
Auxílio passe livre 570
Auxílio Creche 65
Auxílio SBPC 80
Auxílio Conune 39
Bolsa Tutoria 90
Bolsa Pró-PCD (em substituição ao Auxilio PAED) 70 Bolsa Pró-Inclusão 150 Bolsa Pró-Estudo 300 Bolsa Promaed 79 Bolsa Pró-Docência 16
Bolsa Pró-estudo Mobilidade 11
Bolsa ações Proaes 40
Bolsa Protaed – Tutoria para apoio ao estudante com deficiência, Transtornos Globais do Desenvolvimento e com Altas Habilidades ou Superdotados
16
Bolsa Pró-Acessibilidade 4
22 Sobre o NAI ver o subitem 5.2
Bolsa Observatório de Discriminação Racial do Estado do Acre
8 Bolsa Life 15 PROGRAD Bolsa Monitoria 1.675 Monitoria Acadêmica 88 Bolsa PET 98 Bolsa PIBID 88
Bolsa PIBID – CAPES 750
PROEX
Bolsa Incentivo ao Esporte 260
Bolsa Extensão 288 Bolsa Pró-Esporte 227 Bolsa Coral 82 Bolsa Pró-Cultura 645 PROPEG Bolsa PIBIC/CNPQ 81 Bolsa PIBITI/CNPQ 13 Bolsa PIBIC/Ufac 218
Bolsa PIBIC/CNPq – Ações Afirmativas 04 Bolsas Iniciação Científica – PIBIC/Ufac 251
Fonte: elaborado pela autora com base nas informações do site Ufac em Números (2017).
A partir da tabela 1 podemos identificar as bolsas e auxílios, que integram a assistência estudantil vigentes na Ufac. Com base nas informações, podemos afirmar que as políticas de acesso e permanência da Ufac constituem um processo em construção, pois continuam fortemente vinculadas às ações provenientes do PNAES, principalmente, concernente à concessão de bolsas.
Na pesquisa realizada por Maciel, Lima e Gimenez (2016), em algumas Instituições Federais e Estaduais de Educação Superior sobre as “Políticas e permanência para estudantes na educação superior”, os autores apontaram que:
[...] a Assistência Estudantil, a partir do PNAES/PNAEST nas IES públicas, teve o papel de mobilizar recursos a fim de garantir a permanência mediante os programas de apoio ao estudante, caracterizado por ações institucionais das próprias universidades ou por meio de políticas, programas e ações do MEC. No caso das universidades pesquisadas (UFMS, UFMT, UFGD, UNEMAT e UEMS), as ações de permanência estão relacionadas à assistência estudantil, uma vez que essas IES atendem às determinações previstas nas normas do PNAES/PNAEST, documentos com orientação central para atender estudantes com vulnerabilidade econômica. (MACIEL; LIMA; GIMENEZ, 2016, p. 759). Com base nas informações dessa pesquisa, é possível concluir que em outras universidades públicas do país as ações destinadas à permanência dos estudantes seguem as orientações do PNAES e do PNAEST, ações que já representam um avanço. No entanto, corroboramos com Maciel, Lima e Gimenez (2016, p. 759):
O destaque com relação à ausência de programas específicos que envolvam ações sistematizadas e individualizadas por curso ou com base em necessidades específicas dos estudantes, ressalta a necessidade de
investimentos por parte das IES, com o objetivo de conhecer o perfil dos seus estudantes.
Reafirmamos que as ações orientadas pelo PNAES é um grande avanço no fortalecimento de políticas públicas no processo de permanência do estudante em vulnerabilidade social, pois como destaca os estudos de Borsato (2015), a Assistência Estudantil, no período anterior ao PNAES/PNAEST, ficou marcada pelas ações pontuais, muitas das quais dependiam, para sua realização, das parcerias estabelecidas com as fundações de apoio ou empresas, como é o caso da Bolsa-Alimentação e do Auxílio Moradia. Em virtude dos escassos recursos, a oferta de vagas era bem reduzida, não atendendo às demandas dos estudantes. As poucas ações implementadas eram focalizadas em atender o público com menor renda familiar e, nas IES em que existia a função de assistentes sociais, o trabalho desses era fazer a seleção dos estudantes para preenchimento das poucas vagas ofertadas.
Dando continuidade as ações da Ufac, a partir do ano de 2011, com a adesão integral ao Sistema de Seleção Unificada (SISU), a instituição passou a ter acesso a recursos de programas federais para implantação de políticas de permanência como as mencionadas na tabela 1. Nesse sentido, Maciel et. al. (2015), também confirmam que já houve avanços nas conquistas sociais.
Por outro lado, embora a trajetória estudantil e seus desdobramentos ao longo da história tenham contribuído para o debate da inclusão, expansão e permanência, muitas lacunas ainda necessitam ser identificadas e analisadas. A Ufac neste momento de mudanças rápidas e radicais vem reestruturando-se para atender aos anseios, expectativas e necessidades daqueles que são, de fato, o objetivo central da universidade.
A Ufac tem atualmente no Estado do Acre 3 (três) Câmpus e 4 (quatro) núcleos, conforme localização na figura abaixo.
Figura 1: Mapa da Localização da Ufac no Estado do Acre
Fonte: Ufac em Números (2017).
A expansão da Ufac demonstrada no presente mapa é resultado das ações de adesão ao Reuni. A adesão ao Reuni foi realizada em duas chamadas. Na primeira chamada, em 29 de outubro de 2007 (para implantação do programa no 1º semestre 2008), das 54 IES federais existentes ao final de 2007 no país, 53 aderiram ao programa. A segunda chamada ocorreu em 17 de dezembro de 2007 (para implantação do programa no 2º semestre de 2008). A Ufac faz parte das IFES que aderiram ao REUNI. O campus Floresta é resultado dos benefícios deste programa, bem como, o campus sede, que obteve avanços através do fortalecido e ampliação de seus espaços acadêmicos.
Como parte da política da Ufac para melhoria da qualidade do ensino na instituição, a Ufac, em 2016, implanta por meio da Prograd, a “Escola de Formação à Docência no Ensino Superior (ESFOR)”, que atuou nos anos de 2016 e 2017. Surgiu por indicação daqueles que participaram do Planejamento Estratégico e se configurava como um Projeto Estratégico que objetivava promover ações de formação continuada voltadas ao desenvolvimento profissional dos docentes da Ufac (SITE UFAC/ESFOR).
Na continuação, de acordo com o PDI (2015), as políticas de inclusão que a Ufac desenvolve ocorrem por meio da Proaes. No Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI), uma coordenadoria vinculada à Proes é responsável pela execução da política de inclusão e
acessibilidade de estudantes com deficiência. Diante disso, no item a seguir iremos conhecer as ações do NAI na promoção das condições de acesso e permanência aos estudantes com deficiência, bem como caracterizar os estudantes com deficiência da Ufac.
5.2 O Núcleo de Apoio a Inclusão (NAI) frente aos estudantes com