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CONCLUSÃO DA ANÁLISE

No documento Contabilizando saberes (páginas 38-46)

Diante dos dados acima, foi possível enxergar que no que se refere ao orçamento proposto com o realizado, o que foi previsto na Lei orçamentária, em nenhum momento chegou a ser realizado, contudo, a execução do orçamento se manteve a todo momento equilibrada, em nenhum momento as despesas foram maiores que as receitas, o que mostra o cuidado que a gestão teve para não executar gastos acima do disponível para pagamento.

No que se refere a comparabilidade de um período ao o outro, foi identificado que exceto no resultado orçamentário, que teve o melhor resultado em 2011, todos as outras análises, receitas e despesas obtiveram um crescimento constante, a cada exercício houve uma evolução.

Quanto a qualidade da gestão durante o período analisado, podemos atestar a esta gestão que foi desenvolvido um bom trabalho, e que refletiu de forma positiva ao Estado da Paraíba.

Durante os quatros períodos abordados o equilíbrio orçamentário se manteve.

9 CONSIDERAÇÕES FINAIS

No decorrer da elaboração do trabalho, procurou-se efetuar uma análise da execução orçamentária do Estado da Paraíba no período de 2011 a 2014, avaliando a primeira gestão orçamentária do Governador Ricardo Vieira Coutinho.

Conclui-se o estudo de modo que as expectativas sob os objetivos proposto no mesmo, foram alcançados. Foi visto que ao decorrer do presente trabalho os valores orçados e realizados de cada período, concluindo que em nenhum momento, o que foi previsto na lei orçamentária fora realizado, fato este que não desvaloriza a gestão, evidencia a desenvoltura do Governador mediante arrecadação abaixo do esperado, ainda assim o mesmo conseguiu obter resultados positivos e manter as contas equilibradas de modo que as despesas só foram realizadas de acordo com a disponibilidade de caixa e arrecadação.

O trabalho também proporcionou concluir a análise da execução orçamentária, comparando um exercício ao outro, o que possibilitou visualizar que entre as receitas e despesas o crescimento foi continuo, evoluindo ano após ano. Já no que se refere ao resultado orçamentário, foi visto que 2011 foi o ano de melhor resultado, e apesar da baixa em 2012, nos anos subsequentes o resultado orçamentário voltou a crescer.

Diante do que foi feito, é possível afirmar que a primeira gestão orçamentária do Governador Ricardo Vieira Coutinho, refletiu de forma positiva no Estado da Paraíba, utilizando-se bem do princípio do equilíbrio, respondendo assim a problemática levantada no presente trabalho, assim também como os métodos utilizados foram eficazes e de fundamental importância para a conclusão das análises.

Por fim, ficou evidente, diante do presente trabalho que através da Lei complementar nº 101/00 – LRF, Lei de Responsabilidade Fiscal, assim também como a Lei nº 12.527/11, a LAI – Lei de Acesso a Informações, é possível acompanhar de perto toda execução orçamentária e aumentar o poder de fiscalização como cidadão aos entes públicos, possibilitando também a

oportunidade do mesmo servi como instrumento de estudos futuros no que se refere a avaliação da gestão orçamentária.

REFERÊNCIA

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ANÁLISE DA APLICAÇÃO DOS RECURSOS DO FUNDEB NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA-PB DE 2011 A 2015

Jadilma Ferreira de Lima1 Gilmar Martins de Carvalho Santiago2 RESUMO: O presente artigo tem o objetivo de apresentar a origem dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e dos profissionais da Educação – FUNDEB, que é um fundo de natureza contábil formado pelos impostos arrecadados dos Municípios, Estados e Distrito Federal para financiar o ensino infantil e médio no Brasil, apoiado pela Lei de nº 11.494/07. Analisar a realidade da efetiva aplicação de seus recursos podendo ainda seus resultados servirem para estudos de áreas afim. A referida pesquisa apresenta um estudo bibliográfico e uma análise quantitativa quanto a aplicação dos recursos deste Fundo. O estudo de caso será realizado no município de João Pessoa-Paraíba, Capital do Estado, através dos dados extraídos do Relatório Resumido de Execução Orçamentária-RREO referentes aos exercícios de 2011 a 2015. Após as análises realizadas os dados da pesquisa indicaram que a Capital paraibana aplicou 100% das receitas realizadas da Educação, assim foi constatado que o mesmo vem atendendo a Lei de nº 11.494/07 e a Lei de Bases e Diretrizes da Educação – LDB que dita as regras a serem seguidas na Educação brasileira.

PALAVRAS-CHAVES: FUNDEB. Receita. Aplicação dos recursos. Magistério.

Abstract: The work presented aims to introduce the origin of the resources to the Maintenance Fund to the Basic Education and professionals Development - FUNDEB. The government agency is an accounting fund formed by the taxes collected from the cities, states and the Federal Distric to finance elementary and high school education, supported by the Law nº 11.494/07. In order to analyze the real effectiveness to the implementation of its resources that could also be useful to the other fields of study. The research also presents a bibliographic study and a deep quantitative analysis regarding the application of the fund resources. The lead up will be analyzed by the City of João Pessoa – Paraíba, Capital of the state, through the data extracted from the Summarized Report of the Budget Execution – RREO referring to the drilling from 2011 to 2015. After analyzing the data obtained throughout the research, we realized that the Federal District applied 100% of the income in Education, it was possible to notice that is consistent to the Law n° 11.494/07 and Basis of Law and Education Guidelines – LDB whom state the rules to be followed by the Brazilian Educational System.

Key Words: FUNDEB. Income. Implementation of resources. Teaching.

1 INTRODUÇÃO

A Contabilidade está presente na história desde os primórdios da humanidade, inicialmente era feita de forma rudimentar, mas evoluindo junto ao complexo desenvolvimento da raça humana, foi construindo conhecimento e aprimorando saberes, tal

1 Graduanda do Curso de Ciências Contábeis. E-mail: [email protected]

2 Professor Universitário, Secretário Executivo da Controladoria Geral do Estado da Paraíba, Ex-Consultor Técnico do Governo da Paraíba, Auditor da Secretaria de Estado da Receita da Paraíba, Ex-Contador Geral do Estado da Paraíba, Ex-Auditor de Contas Públicas do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, Especialista em Contabilidade de Custos para efeito gerencial (UFPB), Especialista em Contabilidade e Auditoria Pública (UFPB), Especialista em Auditoria Fiscal Contábil (UFPB), Especialista em Direito Constitucional e Financeiro (UFPB) e graduado em Ciências Contábeis (IPÊ) – ([email protected])

como afirma Slomski (2001, p.24): "A história da contabilidade é a história de nossa era; de muitas formas, a própria contabilidade conta essa história, pois os registros contábeis fazem parte da matéria-prima dos historiadores."

Poder contar aquilo que se vive e ainda de alguma forma deixar documentado é uma maneira fascinante de testemunhar a passagem na terra, e é exatamente isso que faz a contabilidade, na forma de escrituração contábil, registrando os atos e os fatos oriundos das ações que foram praticadas. Partindo deste contexto, pode-se destacar o método das partidas dobradas, uma evolução na área contábil que foi inventado na Itália pelo Frade Luca Paciolli, em 1494, e até hoje é utilizado em todo o mundo. O método descreve que para cada débito há um crédito de igual valor, e vice versa. O Estado pode legislar sobre todos os aspectos da vida dos indivíduos, tal como afirma Silva (2011, p.01):

[...] cabe ao Estado legislar sobre os mais variados aspectos da vida dos indivíduos, entre os quais se incluem os relativos às atividades econômicas e também o exercício do poder de polícia com o objetivo de intervir e corrigir as falhas e imperfeições do mercado.

Neste sentido, o Estado passa a existir quando um grupo de pessoas organizam-se politicamente para atingir determinadas funções coordenadoras. Todavia, o Estado tem a finalidade também de manter a segurança e o desenvolvimento. Assim, é necessário que na sua forma jurídica, revele para a sociedade, que o sustenta, os atos e fatos por ele praticados.

O Estado, segundo Silva (2011), para cumprir com suas finalidades desempenha funções, tais como: função normativa (poder legislativo), função executiva (poder executivo) e função jurisdicional (poder judiciário), todas apoiadas pelo o poder de direito do Estado da classe que o rege. No mais, ele precisa executar diversas atividades, onde é preciso obter recursos e aplicá-los na manutenção das mesmas.

Sendo assim, para atingir as necessidades da população a administração pública divide- se em: atividades meio, que são aquelas onde o próprio Estado é quem atua na manutenção das atividades e atividades fim que é aquela oferecida com o efetivo atendimento das necessidades da população.

A contabilidade pública na prática, deve observar os princípios contábeis geralmente aceitos, devendo atender aos postulados e as convenções contábeis. Neste sentido, a contabilidade pública tem como principal objetivo fornecer informação econômica relevante sobre a real situação do patrimônio público, para cada cidadão que a procure e para que as decisões a serem tomadas pelos gestores e julgadores das demonstrações contábeis, possam ser baseadas em dados confiáveis e verídicos. Neste sentido, afirma Slomski (2001, p.27):

A contabilidade pública, como ramo da contabilidade geral, tem por objetivo evidenciar “perante a Fazenda Pública a situação de todos quantos, de qualquer modo, arrecadem receitas, efetuem despesas, administrem ou guardem bens a ela pertencentes ou confiados".

Ainda de acordo com Slomski (2001), a contabilidade é o elo que liga os detentores de receitas públicas com a Fazenda Pública, a fim de que os administradores públicos possam prestar contas dos recursos que ingressaram nos cofres públicos, de quando, onde e como eles foram aplicados.

Na esfera Municipal também não é diferente, os gestores públicos têm as mesmas prerrogativas de prestação de contas que são impostas para os Estados, ou seja, devem informar todas as receitas arrecadadas e consequentemente todas as despesas efetuadas. Neste sentido, a contabilidade pública produz um universo de informações acerca das ações realizadas pela administração pública, para que os gestores públicos prestem contas de seus atos perante os Tribunais de Contas. De acordo com Silva (2011) a Lei Orçamentária Anual - LOA – subdivide-se em três esferas orçamentárias: orçamento fiscal, orçamento de investimento para as empresas estatais e orçamento para a seguridade social.

Segundo Callegari (2010, p 35.) “Na administração pública, FUNDO ESPECIAL é o produto de receitas especificadas que por lei se vinculam à realização de determinados objetivos ou serviços, facultada a adoção de normas peculiares de aplicação”.

Logo, a receita que ingressa nos cofres públicos que resulta de algum Fundo Especial, como o mencionado por Callegari (2010), deve ser aplicada para o fim a qual ela foi criada.

Partindo deste contexto, temos o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB, que é um fundo especial de natureza contábil, custeado pelas receitas dos impostos e das transferências dos Estados, Distrito Federal e Municípios.

Logo, a receita do FUNDEB deve ser aplicada exclusivamente para a manutenção das atividades da educação básica, que engloba o ensino infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, não devendo esta receita ser usada para outros fins que não sejam a educação.

O FUNDEB que faz parte do orçamento fiscal, tem o objetivo de financiar a educação básica e o ensino médio nos municípios e nos estados. Fora implantado nos termos da Lei nº 11.494 de 20 de junho de 2007:

Art. 1º: É instituído, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, de natureza contábil, nos termos do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT. [...]

Art. 24: O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos dos Fundos serão exercidos, junto aos respectivos governos, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por conselhos instituídos especificamente para esse fim. (Lei 11.494 de 20 de junho de 2007)

Já se passaram nove anos que o FUNDEB está em vigor, onde seus recursos são transferidos nas datas estabelecidas, mas é preciso observar se estes recursos estão sendo aplicados corretamente.

Neste sentido, a educação básica da rede pública de ensino no Brasil é financiada pelo FUNDEB que é um fundo contábil destinado a manutenção da mesma. E apesar das dificuldades vivenciadas em todo o país na atualidade, ainda pode-se acreditar que o investimento na educação é o caminho para as transformações sociais necessárias. Assim, como existe uma fonte de recurso destinada a esse investimento é preciso que ele seja administrado adequadamente, para que se possa visualizar mudanças significativas na sociedade, mais precisamente na área da educação.

Segundo a Lei nº. 11.494/2007, Art. 26:

A fiscalização e o controle referentes ao cumprimento do disposto no art. 212 da Constituição Federal e do disposto nesta Lei, especialmente em relação à aplicação da totalidade dos recursos dos Fundos, serão exercidos:

I - pelo órgão de controle interno no âmbito da União e pelos órgãos de controle interno no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

II - pelos Tribunais de Contas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, junto aos respectivos entes governamentais sob suas jurisdições.

Portanto, este estudo justifica-se por sua intencionalidade em identificar e visualizar as investidas efetuadas na educação pública do município de João Pessoa, de acordo com a Lei do FUNDEB. A escolha deste município foi motivada por possuir uma população de aproximadamente 801.718 habitantes de acordo com as estimativas do IBGE para 2016.

Assim, o resultado desta pesquisa servirá para conhecimento acadêmico da gestão dos recursos do FUNDEB no referido município, podendo ainda servir para outros estudos relacionados ao tema.

Desta forma, objetiva-se neste trabalho demonstrar por meio da referida pesquisa bibliográfica, como estão sendo aplicados os recursos do FUNDEB no Município de João Pessoa. Assim, apresentaremos a origem dos recursos do FUNDEB, analisando a efetiva aplicação dos recursos deste fundo e avaliando a observância da legalidade na aplicação dos mesmos.

Para atingir estes objetivos, o presente trabalho tem como base teórica um apanhado de referências bibliográficas, as quais serão utilizadas na composição deste estudo por meio

do método de pesquisa quantitativa. O método quantitativo será utilizado na análise dos dados para que possamos chegar o mais próximo da realidade da atual situação vivenciada pela educação no Município de João Pessoa-PB.

De acordo com Kauark, et al (2010; p. 27) “Pesquisa Quantitativa: considera o que pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas”.

Ainda no entendimento de Kauark, et al (2010, p.26-27) a pesquisa descritiva

[...] visa descrever as características de determinada população ou fenômeno, ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. Assume, em geral, a forma de Levantamento.

Portanto, este estudo utilizará como caminho metodológico, a metodologia de pesquisa científica descritiva, registrando os dados que serão coletados no transcorrer da realização dos trabalhos bibliográficos.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

No documento Contabilizando saberes (páginas 38-46)