A Administração Pública não pode empenhar os valores dos contratos firmados se não tiver a existência de recursos orçamentários. È vedado qualquer projeto que suas despesas não estejam previstas no orçamento anual. As dotações orçamentárias têm que ser direcionada de forma direta nos planos plurianuais para que se possa por em prática os objetivos da licitação.
O procedimento licitatório é elaborado e executado de acordo com o previsto na Lei, e a Administração Pública deve seguir os passos, de acordo com as modalidades, esses que devem assegurar a igualdade das exigências postas no edital do processo de licitação pública, com todas as cláusulas exigidas em lei, formas de pagamentos e a segurança da execução das obrigações posta.
A modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior á data do recebimento das propostas, observando a necessária qualificação.
O art. 22, inc. 2° da Lei 8.666/93 relata da seguinte maneira:
§ 2° Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.
Os valores a se destinar na contratação de obras, serviços e compras para seguimento de engenharia são previstos no art. 23, I, c da lei 8.666/93: obras e serviços até R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) e as de compras e outros serviços relacionados à engenharia é até R$ 650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais).
Convite é a modalidade mais simples, usadas nas contratações de pequenos valores descritos no art. 23 (lei 8.666/93). Para obras e serviços de engelharia serão até R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) e para compras e outros tipos de serviços até R$ 80.000,00 (oitenta mil reais).
Nessa modalidade não tem convocação, pois é realizado pelos os particulares que a Administração Pública selecionar através de carta-convite. A lei prevê que o espelho da convocação seja colocado juto com os outros já existentes da mesma categoria, para que os já cadastrados possam ter a oportunidade de concorrer, desde que mostrem interesse com 24 (vinte e quatro) horas antes da demonstração da proposta. No art. 22, inciso 6° (Lei 8.666/93) fala que “exigência na praça mais de 3 (três) possíveis interessados”
No art. 22, inciso 3° (Lei 8.666/93) está descrevendo da seguinte forma:
§3° Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao s eu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas.
Concurso seleciona trabalhos técnicos, artifícios ou científicos, visando à criação intelectual, com a obtenção de prêmios ou remuneração aos selecionados; a lei torna obrigação os mesmo se encaixem nas necessidades postas no edital, que deve ser publicado no mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias de antecedência. No art. 22, inciso 4° (Lei 8.666/93) expressa da seguinte maneira:
§4° Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias.
Leilão é usado para venda de bens móveis a qualquer interessado a oferecer o maior lance. O edital deve contar as regras a serem cumpridas para ser selecionado o comprador.
Elias Freire (2006, p.118) conceitua da seguinte forma:
Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação, podendo ter um deste três objetivos ( at. 22,§ 4°, da Lei n° 8.666/93):
• a venda de bens móveis inservíveis para a Administração;
• a venda de produtos legalmente apreendidos ou penhorados;
• a alienação de bens imóveis da Administração Pública, cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de doção em pagamento, prevista n art.
9 da Lei n° 8.666/93.
Pregão é usado para aquisição de bens e serviços comuns. O Pregão pode ser usado para qualquer valor de compra ou serviços, seguindo as normas pré-estabelecidas em lei. É regulamentado pela a Lei federal nº 10.520 o art. 1º, parágrafo único, que o conceitua da seguinte forma:
Art. 1º Para aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação na modalidade de pregão, que será regida por esta Lei.
Parágrafo único. Consideram-se ser objetivamente bens e serviços comuns, para os fins e efeitos deste artigo, aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado. (Redação dada pela Lei n° 10.520, de 2002).
A lei de n° 10.520, de 17 de julho de 2002, fala dos procedimentos que a Administração Pública deverá tomar como espelho para realizar o pregão, cláusulas e normas de acordo com o que a lei especifica.
A duas fases no pregão são: a de habitação os documentos e julgamento; a primeira é selecionar as propostas, e após isso pregoeiro analisa a documentação de habitação do licitante; a segunda é selecionar a proposta de menor valor entre os licitantes em uma sessão pública. O art. 3° da lei n° 10.520 regulamenta as fases de realização do pregão, demonstrado a baixo:
Art. 3º A fase preparatória do pregão observará o seguinte:
I - a autoridade competente justificará a necessidade de contratação e definirá o objeto do certame, as exigências de habilitação, os critérios de aceitação das propostas, as sanções por inadimplemento e as cláusulas do contrato, inclusive com fixação dos prazos para fornecimento;
II - a definição do objeto deverá ser precisa, suficiente e clara, vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, limitem a competição;
III - dos autos do procedimento constarão a justificativa das definições referidas no inciso I deste artigo e os indispensáveis elementos técnicos sobre os quais estiverem apoiados, bem como o orçamento, elaborado pelo órgão ou entidade promotora da licitação, dos bens ou serviços a serem licitados; e
IV - a autoridade competente designará, dentre os servidores do órgão ou entidade promotora da licitação, o pregoeiro e respectiva equipe de apoio, cuja atribuição
inclui, dentre outras, o recebimento das propostas e lances, a análise de sua aceitabilidade e sua classificação, bem como a habilitação e a adjudicação do objeto do certame ao licitante vencedor.
§ 1º A equipe de apoio deverá ser integrada em sua maioria por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da Administração, preferencialmente pertencentes ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora do evento.
§ 2º No âmbito do Ministério da Defesa, as funções de pregoeiro e de membro da equipe de apoio poderão ser desempenhadas por militares. (Redação dada pela Lei n° 10.520, de 2002).
A fase externa acontece através de uma convocação pra os interessados de maneira pública divulgada no DOU – Diário Oficial da União, por jornais de alta circulação e pela a internet, constando data, hora, local com os objetivos, podendo ser entregue o edital completo no local com prazo mínimo de 8 (oito) dias uteis.
No dia, local e hora marcada, o pregoeiro, junto com equipe de apoio, vão dar inicio a sessão com o recebimento dos envelopes com as propostas dos participantes; será selecionada a melhor proposta que se encaixa para a execução do objetivo do projeto apresentado no edital. Esses procedimentos são regulamentados a correrem via internet, formalizado pela a Lei n° 10.520/2002, no inciso 1° do art. 2º: “poderá ser realizado o pregão por meio da utilização de recursos de tecnologia da informação, nos termos de regulamentação específica”.
4 CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
Contratos Administrativos são acordos firmados entre os órgãos públicos com empresas particulares, buscando cumprir as cláusulas e objetivos postos no processo licitatório, desde que essas obrigações e deveres sejam dentro dos preceitos da lei para ser configurado como um contrato com valor legal.
De acordo com Corrêa Bittencourt (2005, p.150), o conceito de Contrato Administrativo é:
O contrato administrativo consiste em relação jurídica decorrente de acordo de vontades firmado pelo o Estado, como autoridade, com pessoa jurídicas de direito privado ou de direito público, para o desenvolvimento de finalidade, observando o regime jurídico de direito público.
Já Lopes Meirelles (2007, p. 211) conceitua da seguinte forma:
Contrato é todo acordo de vontades, firmado livremente pelas partes, para criar obrigações e direitos recíproco. Em princípio, todo contrato é negócio jurídico bilateral e comutativo, isto é, realizado entre pessoas que se obrigam pacto consensual, pressupõe liberdade e capacidade jurídica das partes para se obrigarem validamente; como negócio jurídico, requer objetivo licito e forma prescrita ou não vedada em lei.
É indispensável um planejamento a ser feito com estudo minucioso para que sejam encontradas todas as necessidades, deixando claramente o objetivo da contratação para a execução do serviço. Com esses dados é elaborado o projeto básico, que não deve ser visto como burocracia a ser cumprida no processo licitatório, mas uma grande e ágil ferramenta, bastante útil na elaboração do projeto básico.
Buscando a avaliação do custo, o tempo necessário pra as execuções, com isso tenha sido detectada todas as exigências a serem demonstradas em processos licitatórios para uma futura contratação. No manual de gerenciamento de contratos administrativos da Prefeitura Municipal de Campinas existem os seguintes elementos que devem conter no projeto básico:
a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global do serviço/obra/fornecimento e identificação de todos os seus elementos constitutivos com clareza;
b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das obras e montagem;
c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem como suas especificações que assegurem os melhores resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução;
d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, instalações provisórias e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução;
e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a sua programação, a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso;
f) orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados3.
Os autores do manual de gerenciamento de contratos administrativos explicaram que, para contratos de fornecimento, também é necessário a criação de um projeto bem elaborado contendo as informações específicas e básicas, para que se obtenha um bom desempenho nos contratos que venha a ser firmados.
O manual descreve o projeto de fornecimento da seguinte forma: apesar de a legislação indicar especificações referentes à obras e serviços, importante elaborar projeto básico também para fornecimento, ainda que seja mais simplificado.4
Devem consta os objetivos do contrato de fornecimento, indicando todas as descrições dos produtos a serem fornecidos, prazos de entrega que não tenha fixos para prorrogação
3 Fonte: http://www.campinas.sp.gov.br/sa/impressos/adm/FO987.pdf
4 Fonte: http://www.campinas.sp.gov.br/sa/impressos/adm/FO987.pdf
desse prazo, preços unitários e totais, descrições de formas de pagamento, descrições do contrato para que haja a confiabilidade do contratante para que se firme o contrato.
Através do resultado desse levantamento, elas facilitam na elaboração do edital da licitação, contendo as normas e as cláusulas, após a aprovação obrigatória do projeto básico pelos os órgãos responsáveis, como descreve no art.7° da Lei 8.666/93, para que suas informações possam ser anexadas ao contrato, e são divulgadas para serem anexadas junto com as informações do processo licitatório. Tais informações têm como obrigação serem totalmente verídicas, uma vez que elas são tomadas como base pra que se obtenham um contrato preciso e a Administração Pública tenha o resultado desejado.