costumes, enquanto as jornadas maiores são ilegais, uma vez que são menos favoráveis para o empregado.185
Assim, tem-se que a limitação da jornada de trabalho estabelecida em norma constitucional, atualmente vigente, estipula um período máximo disciplinado para realizar as atividades resultantes da relação de emprego, no período diário ou semanal.186
Portanto, a expressão duração do trabalho consiste na concepção mais abrangente entre as três correlatas, pois entende-se que:
[...] abrange o lapso temporal de labor ou disponibilidade do empregado perante seu empregador em virtude do contrato, considerados distintos parâmetros de mensuração: dia (duração diária, ou jornada), semana (duração semanal), mês (duração mensal), e até mesmo o ano (duração anual).190
E ainda, o mesmo autor complementa que:
Embora jornada seja palavra que tem magnetizado as referências culturais diversas feitas ao tempo de trabalho ou disponibilidade obreira em face do contrato, a expressão duração do trabalho é que, na verdade, abrange os distintos e crescentes módulos temporais de dedicação do trabalhador à empresa em decorrência do contrato empregatício.191
Já a expressão jornada de trabalho tem sentido mais restrito do que duração do trabalho, pois consiste no tempo diário em que o empregado tem de se colocar em disponibilidade de seu empregador, podendo este dispor da força de trabalho de seu empregado em um dia delimitado, em decorrência do contrato.192
Neste período de tempo, o empregado realiza as atividades para as quais foi contratado, a cada dia, assim ao fim de cada jornada de trabalho, o empregado entra em repouso, alimenta-se, pratica outras atividades e dorme, descansando, para que se inicie uma nova jornada no dia seguinte.193
Sérgio Pinto Martins conceitua jornada:
O vocábulo giornata, em italiano, significa dia. Em francês, usa-se a expressão jour, dia; journée quer dizer jornada. Jornada significa o que é diário. Seriam às oito horas diárias de trabalho. [...]. A jornada de trabalho compreende o número de horas diárias de trabalho que o trabalhador presta à empresa.194
Através deste conceito, pode-se perceber que, jornada é o tempo dedicado ao trabalho, ou seja, é a quantidade de tempo que o trabalhador deve estar, durante certo dia, à disposição do empregador, executando serviços ou os aguardando. 195
Quanto ao horário de trabalho, observa-se que este, é rigorosamente, o
190 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. 7ª ed. São Paulo: LTr, 2008. p.
837.
191 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. p. 837.
192 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. p. 837.
193ZIMMERMANN NETO, Carlos F. Direito do trabalho. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2005.p. 88.
194 MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do trabalho. 25. ed. São Paulo: Atlas, 2009. p. 487.
195BARROS, Alice Monteiro de. Curso de direito do trabalho. 5. ed. São Paulo: LTr, 2009. p. 662.
tempo compreendido entre o início e o final de cada jornada laborativa do empregado.196
Nota-se, portanto, que é a fixação dos momentos em que inicia e finaliza a jornada de trabalho, incluindo os intervalos concedidos durante o dia trabalhado para seu o descanso e alimentação.197
Em contrapartida, explica Sérgio Pinto Martins:
O horário de trabalho é o espaço de tempo em que o empregado presta serviço ao empregador, contando do momento em que se inicia até seu término, não se computando, porém o tempo de intervalo. O horário de trabalho seria, por exemplo, das 8 às 12h e das 13 às 17 h.198
Sendo assim, o horário de trabalho é visto como limitativo, uma vez que só abrange a indicação da hora em que se iniciam as atividades do empregado até a hora em que este termina o seu trabalho, ou seja, é aquele que, no relógio, indica o exato momento em que começou e terminou o trabalho.199
Portanto, para Vólia Bomfim Cassar, o horário de trabalho poderá ser diurno, isto é, das 05 às 22 h; noturno, das 22 às 5 h do outro dia; ou misto que consiste em período diurno e noturno ao mesmo tempo, sempre ajustados entre o empregado e seu empregador.200
Importa mencionar que quando o empregado estiver exposto a trabalho em período compreendido entre 22h de um dia e 05h do dia seguinte, deverá então perceber em sua remuneração o adicional pelo menos de 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora normal diurna e sendo pago de forma habitual deverá integrar o salário do empregado.201
O trabalhador rural tem critério diferente, pois se considera trabalho noturno o executado entre as 21 às 5 horas do outro dia, na lavoura, e entre as 20 horas às 4 horas do dia seguinte, na pecuária.202
196 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. p. 838.
197 BARRETO, Gláucia. Curso de direito do trabalho. p. 155-156.
198 MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do trabalho. p. 487.
199 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Iniciação ao direito do trabalho. p. 265.
200 CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do trabalho. p. 627.
201 VIANNA, Cláudia Salles Vilela. Manual prático das relações trabalhistas. 10. ed. São Paulo: Ltr, 2009. p. 394.
202 MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do trabalho. p. 489.
Por isso que a CLT determinou em seu artigo 74203, que nas empresas fosse fixado em local bem visível por todos os empregados um quadro de horário de trabalho de seus funcionários. 204
Sobre este quadro de horário de trabalho, Amador Paes de Almeida explica que:
Tal quadro observa modelo predeterminado pelo Ministério do Trabalho, sendo, porém, dispensável quando houver um registro individual de entrada e saída de cada empregado. Nos estabelecimentos com mais de dez empregados, é obrigatório o controle de horário de entrada e saída. São os denominados cartões de ponto, que podem ser substituídos por meios mecânicos ou eletrônicos.205 (grifo do autor)
Este controle tem a finalidade da empresa saber quantas horas o empregado trabalhou, enquanto o empregado poderá verificar se o seu salário corresponde às horas efetivamente trabalhadas.206
Aliás, os cartões de ponto quando registram o horário de entrada e saída dos empregados sem qualquer variação de minutos não se constituem em meio de prova eficaz. Todavia, nestes horários invariáveis, chamado de "horário britânico", ocorre a inversão do ônus de provar, passando a ser do empregador.207
Este entendimento foi fixado na Súmula nº 338 do TST no item III, que assim, expressamente indica:
JORNADA DE TRABALHO. REGISTRO. ÔNUS DA PROVA [...]
III - Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da prova, relativo às horas extras, que passa a ser do
203 BRASIL. Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. “Art. 74 - O horário do trabalho constará de quadro, organizado conforme modelo expedido pelo Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, e afixado em lugar bem visível. Esse quadro será discriminativo no caso de não ser o horário único para todos os empregados de uma mesma seção ou turma. § 1º - O horário de trabalho será anotado em registro de empregados com a indicação de acordos ou contratos coletivos porventura celebrados. § 2º - Para os estabelecimentos de mais de dez trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho, devendo haver pré-assinalação do período de repouso. [...].” Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 01 de setembro de 2009.
204 GONÇALVES, Odonel Urbano. Duração do Trabalho. São Paulo: LTr, 1996. p. 15.
205 ALMEIDA, Amador Paes de. Consolidação das Leis do Trabalho - CLT comentada. p. 92.
206 SAAD, Eduardo Gabriel. Consolidação das Leis do Trabalho. p. 208.
207 SANTA CATARINA. Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região. Recurso Ordinário n. 05288- 2008-030-12-00-0. Florianópolis, SC, 09 de fevereiro de 2010. Relatora Juíza Viviane Colucci.
Disponível em: <http://www.trt12.jus.br>. Acesso em: 01 de setembro de 2009.
empregador, prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir. (ex-OJ nº 306 da SBDI-1- DJ 11.08.2003). 208
Então, vislumbra-se que o horário de trabalho é o período de tempo que existe entre o início e o final da jornada diária de trabalho do empregado, portanto, é através dele que se localiza ou delimita o tempo de trabalho.209
Diante destes conceitos, fica claro que a jornada de trabalho corresponde ao número de horas durante um dia de trabalho que o empregado presto ao empregador. No entanto, a doutrina apresenta três definições básicas da composição de jornada de trabalho, quais sejam: do tempo efetivamente trabalhado;
do tempo à disposição do empregador; e, do tempo in itinere. 210
2.2.1 Do tempo efetivamente trabalhado
A primeira teoria chamada de teoria do tempo efetivamente trabalhado não considera as pausas do empregado, mesmo ele estando na empresa em hora de serviço, mas sem labor efetivo. Somente é considerado o tempo em que o empregado efetivamente presta serviço ao empregador.211
Nesta linha de raciocínio, Amauri Mascaro Nascimento frisa:
O critério do tempo efetivamente trabalhado está sendo afastado.
Nele o trabalho é contraprestativo com o salário. Só é remunerável e de trabalho o período no qual o empregado prestou a sua atividade.
Levado às últimas consequências, toda vez que o empregado, mesmo no local de trabalho, deixasse de produzir, não estaria correndo a jornada de trabalho.212
Assim, o período em que o empregado efetivamente prestou o serviço é tempo computável para a sua remuneração, pois somente receberá pelo tempo em que estava realmente produzindo. 213
208 BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. Súmula n. 338. In:_.Súmulas. Disponível em:
<http://www.tst.gov.br>. Acesso em: 01 de setembro de 2009.
209 BRANDÃO, Cláudio Mascarenhas. Direito do trabalho. p. 129.
210 MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do trabalho. p. 487.
211 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. p. 840.
212 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Curso de direito do trabalho. p. 962-963.
213 ZIMMERMANN NETO, Carlos F. Direito do trabalho. p. 89.
Segundo entendimento de Roberto Guglielmeto, esta teoria do tempo efetivamente trabalhado não é aceita pela doutrina e pela jurisprudência brasileira, visto que:
[...], importaria em não se computar na jornada de trabalho o tempo em que o empregado deixasse de produzir por motivos alheios a sua vontade, mesmo estando no local de trabalho. Esse critério de medida de jornada de trabalho está sendo afastado, cedendo espaço ao de tempo à disposição do empregador [...].214
Portanto, a legislação trabalhista não acolhe esta teoria da jornada de trabalho, visto que exclui do cálculo da jornada de trabalho, todo e qualquer período que não compreenda em direta transferência de força de trabalho em benefício do empregador.215
2.2.2 Do tempo à disposição do empregador
O tempo à disposição do empregador é o critério da subordinação contratual, pois o empregado é remunerado por estar sob a dependência jurídica do empregador, de modo que seu poder de direção tem relação com a prestação de serviço.216
Na verdade, o fato do empregado estar disponível para o empregador está ele incumbido de receber e cumprir ordens tão somente relacionadas a realização de serviços, de maneira que tanto o tempo em que o obreiro está atuando quanto aquele em que se encontra apenas aguardando certas ordens, são computados na jornada de trabalho.217
No entendimento de Maurício Godinho Delgado:
O segundo critério considera como componente da jornada o tempo à disposição do empregador no centro de trabalho, independentemente de ocorrer ou não efetiva prestação de serviços.
Amplia-se, portanto, a composição da jornada, em contraponto com o
214 GUGLIELMETO, Roberto. A jornada de trabalho. In: AZEVÊDO, Jackson Chaves de. (Coord).
Curso de direito do trabalho. São Paulo: LTr, 2001. p. 165.
215 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. p. 840.
216 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Curso de direito do trabalho. p. 1136.
217 GUGLIELMETO, Roberto. A jornada de trabalho. In: AZEVÊDO, Jackson Chaves de. (Coord).
Curso de direito do trabalho. p. 165.
critério anterior – agrega-se ao tempo efetivamente trabalhado também tido como à disposição do empregador.
[...]. Ressalta-se que a expressão centro de trabalho não traduz, necessariamente, a idéia de local de trabalho. Embora normalmente coincidam, na prática, os dois conceitos como o lugar em que se presta o serviço, pode haver, entretanto, significativa diferença entre eles.218
O legislador trabalhista considerou o tempo que o empregado encontra-se à disposição do empregador, como sendo um tempo de serviço prestado. Esta ficção teve por objetivo assegurar o empregado dos abusos do poder econômico, cometidos pelo empregador, tais como: intervalos não disciplinados na legislação, tempo de espera de serviço quando em trabalho, horas de itinerário, tempo à disposição decorrente da limitação do direito de ir e vir, entre outros. 219
Assim, todo o tempo em que o obreiro permanecer à disposição da empresa (empregador), esteja ele trabalhando ou não, deverá ser computado na jornada de trabalho, pois estar o empregado à disposição independe das atribuições que estão ou não sendo exercidas, como também do local onde o empregado encontre-se, sendo dentro ou fora do estabelecimento.220
Por fim, Messias Pereira Donato explica que a disponibilidade do empregado para com o empregador diz respeito:
1.à prestação efetiva de trabalho; 2. ou à disposição para prestar trabalho; 3. à expectativa de ser convocado para o trabalho. [...] No curso dessa disponibilidade, ou em razão dela incumbe ao empregador, seja por obrigação contratual, seja como risco do negócio, remunerar o tempo sem prestação de trabalho, [...].221
Assim, verifica-se que para o cômputo na jornada de trabalho, a teoria adotada é do tempo à disposição do empregador, que corresponde soma do tempo em que o empregado poderá estar apenas aguardando ordens ou prestado serviços a ele, segundo se depreende do artigo 4º222 da CLT. 223
218 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. p. 840-841.
219 GUGLIELMETO, Roberto. A jornada de trabalho. In: AZEVÊDO, Jackson Chaves de. (Coord).
Curso de direito do trabalho. p. 165.
220 CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do trabalho. p. 628.
221 DONATO, Messias Pereira. Curso de direito individual do trabalho. p. 502.
222 BRASIL. Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. “Art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. [...]” Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 01 de setembro de 2009.
223 ZIMMERMANN NETO, Carlos F. Direito do trabalho. p. 88.
2.2.3 Do tempo in itinere
A última composição trata-se do tempo in itinere que compreende na jornada de trabalho o tempo gasto pelo empregado no deslocamento casa-trabalho-casa, em transporte fornecido pelo empregador, quando o local de trabalho se encontra em lugar de difícil acesso ou não é servido por transporte regular público.224
Neste caso, a jornada de trabalho inicia no momento que o empregado sai de sua residência e ingressa na condução fornecida, e termina com a saída do empregado da condução ao regressar para casa.225
O tempo in itinere é estabelecido no artigo 58, § 2º da CLT226 e regulamentado pela Súmula nº 90 do TST, que assim dispõe:
HORAS "IN ITINERE". TEMPO DE SERVIÇO
I - O tempo despendido pelo empregado, em condução fornecida pelo empregador, até o local de trabalho de difícil acesso, ou não servido por transporte público regular, e para o seu retorno é computável na jornada de trabalho. (ex-Súmula nº 90 - RA 80/1978, DJ 10.11.1978) [...].227
Assim, para que possa ser computado na jornada de trabalho, o tempo in itinere depende de dois requisitos, assim como cita Maurício Godinho Delgado:
Em primeiro lugar, que o trabalhador seja transportado por condução fornecida pelo empregador. [...] O segundo requisito exige que o local de trabalho seja de difícil acesso ou se exige que, pelo menos, o local de trabalho não esteja servido por transporte regular público.228
224 MAÑAS, Christian Marcello. Tempo e Trabalho: a tutela jurídica do tempo de trabalho e tempo livre. São Paulo: LTr, 2005. p. 84.
225 MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do trabalho. p. 488.
226 BRASIL. Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. “Art. 58 [...] § 2º - O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução.” Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br >. Acesso em: 01 de setembro de 2009.
227 BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. Súmula n. 90. In:_Súmulas. Horas in itinere. Tempo de Serviço. II - A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere". III - A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere". IV - Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa, as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. V - Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho, o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo. Disponível em: <http://www.tst.gov.br>. Acesso em: 17 de setembro de 2009.
228 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. p. 843.
Estando presentes os requisitos vistos acima, o tempo gasto pelo empregado durante o percurso de sua casa ao local do trabalho e depois para o seu retorno é considerado como período à disposição do empregador sendo computado na jornada de trabalho e por isso que este tempo é remunerado ao empregado.229
No entanto, se existir transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa, apenas aquele trecho por ele não realizado é considerado como componente da jornada laboral.230
Porém, se o tempo gasto no trecho extrapolar a jornada, é considerado como tempo extraordinário e sobre ele deve incidir o respectivo adicional de horas extras, que será visto a seguir.231
Diante destes ensinamentos, destaca-se que a teoria acolhida pela lei brasileira, para computar a jornada de trabalho, é a teoria restrita do tempo à disposição do empregador. 232
Ao lado disso o legislador preocupado com a segurança e a saúde do empregado, estipulou, após certo período de disponibilização de sua força para o trabalho, intervalos para o seu descanso.233