AN INSTRUMENT FOR EVALUATING ENZYMATICS DETERGENTS
INSTRUMENTO PARA EVALUACIÓN DE DETERGENTES ENZIMÁTICOS
Denise Rodrigues Costa Schmidt
1, Christiane Sayuri Ito Yonekura
2, Rosineide Feres Gil
3RESUMEN
Se t rat a de un est udio de desarrollo met o-dológico que t uvo como objet ivo const ruir un inst rum ent o de evaluación de det er-gent es enzimát icos y analizar la acción de los product os sobre los inst rument ales. El inst rum ent o fue som et ido al análisis de t res jueces. El pre t est fue realizado con 25 inst rument os. La muest ra para el análisis de campo est uvo const it uida por más de 25 inst rument ales quirúrgicos. Los result ados obt enidos permit ieron la const rucción de un inst rument o con 19 it ems y por el aná-lisis de campo se const at ó que hubo dife-rencias en los escores de las soluciones eva-luadas. El product o P5 obt uvo el mejor pro-medio de 78,7 (DP 6,68) y mediana de 80,2 y el producto P4 obtuvo el peor desempeño, promedio de 56,2 (DP 7,09) y mediana de 56,7, en un int ervalo posible de 19 a 95. El inst r um ent o de m edida se m ost r ó con-fiable para el est udio, present ando valor del Alpha de Cronbach de 0,83.
DESCRIPTORES Detergentes.
Instrumentos quirúrgicos. Esterilización.
ABSTRACT
The object ive of t his st udy w as t o develop an inst rument for measuring t he qualit y of enzym at ic det ergent s and analyze t heir cleaning act ion on surgical inst rum ent s. The inst rument w as submit t ed t o a panel of t hr ee judges. It w as pr e-t est ed in a sample of 25 surgical inst rument s. Tw ent y-five ot her surgical inst rument s t rays w ere used for t he field analysis. The result s made possible t he const ruct ion of an inst rument w it h 19 it ems, and t he field analysis veri-f ied t hat t her e w er e diveri-f veri-f er ences in t he scor es of t he solut ions t hat w er e eva-luat ed. P5 had t he best average score, 78.7 (SD 6.68), and median of 80.2, and P4 had t he w orst perform ance, w it h an average score of 56.2 (SD 7.09) and median of 56.7 in a possible range bet w een 19 and 95. In t he st udy, t he measuring inst rument pro-ved to be reliable, w it h a Cronbach’s alpha of 0.83.
KEY WORDS Detergents.
Surgical instruments. Sterilization.
A
R
TIGO
O
RIGINAL
Instrume nto para avaliação
de de te rg e nte s e nzim átic o s
RESUMO
Est udo de desenvolviment o met odológico que t eve por objet ivo const ruir um inst ru-ment o de avaliação de det ergent es enzi-mát icos e analisar a ação dos produt os so-bre os inst rum ent ais. O inst rum ent o foi submet ido à análise de t rês juízes. O pré-t espré-t e foi realizado com 25 inspré-t rumenpré-t os. A amost ra para a análise de campo foi cons-t icons-t uída por m ais 25 inscons-t rum encons-t ais cirúr-gicos. Os result ados obt idos permit iram a construção de um instrumento com 19 itens e a análise de campo const at ou que houve diferenças nos escores das soluções ava-liadas. O produt o P5 obt eve a melhor média 78,7 (DP 6,68) e mediana 80,2 e o produt o P4 obt eve o pior desempenho, média 56,2 (DP 7,09) e mediana 56,7, em um int ervalo possível de 19 a 95. O inst rument o de me-dida most rou-se confiável ao est udo, apre-sent ando valor do Alpha de Cronbach de 0,83.
DESCRITORES Detergentes.
Instrumentos cirúrgicos. Esterilização.
1 Enfermeira Centro Cirúrgico Hospital Universitário de Londrina-Paraná, doutoranda da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, USP. Londrina, PR, Brasil.
[email protected] 2 Enfermeira da Central de Materiais e Esterilização do Hospital Universitário de Londrina – Paraná. Especialista em Centro
Cirúrgico, Central de Materiais e Recuperação Anestésica – Universidade Estadual de Londrina. Londrina, PR, Brasil. 3 Enfermeira da Central de Materiais
INTRODUÇÃO
A Cent ral de M at eriais e Est erilização (CM E) é um a unidade de apoio t écnico a t odas as unidades assis-t enciais, responsabilizando-se pelo processam enassis-t o dos art igos, desde a limpeza, preparo, est erilização e dist ri-buição às unidades consum idoras(1).
Nest a unidade o avanço t ecnológico t em sido uma cons-t ancons-t e, principalmencons-t e após a década de 70(2), ocorrendo,
inclusive um aprimorament o nos processos de limpeza. O processo de limpeza visa a remoção da sujidade visível e, por conseqüência, a ret irada da carga microbiana inicial em 99,9%, ou seja, redução de quat ro ciclos logarít imicos do bioburden present e no art igo(3). Esse processo é
indis-pensável para o reprocessament o de t odos os art igos mé-dico-hospit alares e deve preceder os processos de desin-fecção e est erilização.
As técnicas de limpeza têm se tornado bastante consis-tentes, reforçando a mesma como passo inicial e fundamen-tal para garantir as fases posteriores(4). A
prá-tica de enfer-magem na CM E é bastante com-plexa devido à diver sidade de at ividades set oriais. Por suas caract eríst icas peculiares, essas atividades, como a limpeza dos artigos médico-hospit alares, exigem conheciment o específico e diversificado, que podem ser ad-quiridos de modo formal ou informal(5).
Na at u alid ad e, p r o ced im en t o s d iver -sif icad o s p ar a a lim p eza d e ar t igo s t êm sido ut ilizados em larga escala. Alguns des-ses procedim ent os incluem o uso de produ-t os denom inados lim padores ou deprodu-t ergent es enzim áergent icos, que por m eio de seus com -p o st o s m u l t i -en zi m át i co s, su r f act an t es,
solubilizant es e álcool isopropílico t êm com o objet ivos proporcionar um processo de lim peza rápido, eficaz, que garant a a m aior conservação dos art igos m édico-hospi-t alares e a m aior segurança dos profissionais da saúde, por m eio da m inim ização da exposição dos m esm os aos r iscos biológicos(4,6).
A ut ilização dest es produt os junt ament e com a limpe-za mecânica na rot ina diária da CM E pode proporcionar, t ambém, a redução da sobrecarga de t rabalho dos t écni-cos/ auxiliares de enfermagem dest a unidade.
O que pode ser observado no desenvolviment o dest a rot ina na CM E, é o surgiment o de um número excessivo de det ergent es enzimát icos, com marcas e caract eríst icas dis-t indis-t as, dificuldis-t ando a opção e a udis-t ilização dos mesmos(7).
As dificuldades encont radas dizem respeit o, princi-palment e, às caract eríst icas de diluição dos produt os, o que pode dificult ar o t reinament o dos servidores envolvi-dos nest e processo, e ao processo licit at ório, no caso das inst it uições públicas.
Assim, surgiu o int eresse em disponibilizar um inst ru-mento que auxiliasse o enfermeiro da CM E durante a aná-lise dos det ergent es enzimát icos no processo de limpeza manual, auxiliando-o no processo de compra deste produto.
Na revisão da lit erat ura realizada const at ou-se um a deficiência de est udos que abordem exclusivament e est e t ema(6-8). Os est udos encont rados valorizaram a est
erili-zação e a validação da mesma(9-11), o reprocessament o de
ar t igos de uso único(3,12) e a validação das lavador as
desinfect oras(4), não apresent ando uma abordagem sobre
a qualidade dos det ergent es enzimát icos.
OBJETIVOS
1. Propor um inst rument o para avaliação de det ergent es enzim át icos;
2. Avaliar, por meio da aplicação do inst rument o, o resul-t ado da limpeza de arresul-t igos médico-hospiresul-t alares uresul-t ilizan-do cinco marcas de det ergent es enzimát icos dist int as.
MÉTODO
Trata-se de um est udo de desenvolvimen-to medesenvolvimen-todológico, realizado na CM E de um hos-pit al escola da cidade de Londrina Paraná. Após est abelecer a t eoria sobre o const rut o para o qual se dest inava desenvolver o ins-t rumenins-t o, foi realizada uma revisão da liins-t era-t ura, a qual auxiliou na composição e dispo-sição dos it ens do inst rument o.
O prim eiro inst rum ent o elaborado foi, ent ão, compost o por 20 it ens, dispost os em um a escala ordinal do t ipo Likert de cinco pont os, varia-ndo de 1 (nenhuma/ nada) a 5 (totalmente), o qual foi submetido à validação de conteúdo.
Para a validação de cont eúdo foram escolhidos t rês juízes, os quais t iveram o objet ivo de refinar a redação dos it ens e avaliar a pert inência conceit ual, assim como realizar a análise semânt ica da primeira versão do inst ru-ment o. Os juízes foram enfermeiros com conheciru-ment o sobre a t emát ica, experiência no ensino ou na prát ica ge-rencial de enfermagem e que concordaram em part icipar do est udo.
Os t rês juízes foram convidados a part icipar do est u-do m ediant e cont at o t elefônico, quanu-do foram expost os os objet ivos do est udo e solicit ada a sua part icipação. Diant e da aceit ação de t odos, foi enviado aos juizes um inst rum ent o o qual cont inha os t rês fat ores, as suas res-pect ivas definições const it ut ivas e out ra t abela de du-pla ent rada com os fat ores e os it ens. Com base nest a t abela, a função dos juízes consist iu em colocar um X para o it em debaixo do fat or ao qual o juiz julgou o it em se referir(13).
O que pode ser
observado é o
surgimento de
um número excessivo
de detergentes
enzimáticos,
com marcas e
características
distintas, dificultando
a opção e a utilização
Após os ajust es decorrent es do julgament o dos juizes, o inst rum ent o adquiriu um a nova form at ação, com 22 it ens e t rês domínios. Dest a forma, foi realizado o pré-t espré-t e com o novo inspré-t rum enpré-t o para a análise das difi-culdades de adm inist ração, int erpret ação e concepção do sist em a de pont uação. O sist em a adot ado par a a at ribuição dos escores part iu de um modelo(14), no qual
algum as f r ases são co nsider adas negat ivas e o ut r as posit ivas, o que significa que os escores das frases com direcionam ent o posit ivo devem ser invert idos, ou seja, possuem escores reversos. No modelo adot ado para est e est udo(14), a direção geral da escala é posit iva, o que
signi-fica que quant o m aior o escore m elhor a qualidade do produt o.
O pré-t est e f oi realizado pelas aut oras do est udo, u t i l i zan d o a o b ser vação d o m at er i al e d a so l u ção enzimát ica, a olho nu e por meio de lupa após o processo de limpeza. A amost ra do pré-t est e foi const it uída por 25 caixas de inst rument ais provenient es do cent ro cirúrgico, dent re as quais foram sort eados os inst rum ent os para cada t ipo de solução, t ot alizando cinco inst rument os para cada solução.
Os dados obt idos decorrent es da realização do pré-t espré-t e foram submepré-t idos à análise espré-t apré-t íspré-t ica, o que acar-ret ou na exclusão de t rês it ens, os quais obt iveram valo-res do Alpha de Cronbach inferior a 0,50.
O inst rument o final foi compost o, port ant o, por ques-t ões relacionadas às caracques-t erísques-t icas do produques-t o, caracques-t e-ríst icas do inst rument al e em relação à presença de san-gue na superfície dos art igos e pelos 19 it ens relaciona-dos à adequação da embalagem, adequação do produt o e
ação do produt o sobre o inst rument al (apêndice), man-t endo-se as opções de resposman-t a em escala de Likerman-t de cinco pont os. Assim, o int ervalo possível de pont uação do inst rument o variou de 19 a 95, o que significa que quant o m ai o r o esco r e, m el h o r a q u al i d ad e d o d et er gen t e enzimát ico.
Para a análise do escore t ot al do inst rument o as aut o-ras ut ilizaram a som a de t odos os escores at ribuídos a cada um dos 19 it ens que compõem o inst rument o. Ant es, porém , da realização dest e cálculo, foi necessária a in-versão dos escores dos it ens 1; 2; 9; 10; 12; 13; 14; 16; 18; 19, os quais possuem escores reversos(14).
Para facilit ar a int erpret ação dos result ados, ut iliza-mos o cálculo do escore médio, o qual foi obt ido por meio da divisão ent re o escore t ot al e o número de it ens do inst rument o (19). O result ado foi int erpret ado em um in-t ervalo possível de 1 a 5, no qual 1= péssimo; 2= regular; 3= nem bom/ nem ruim; 4= muit o bom e 5= excelent e(14).
Por exem plo, se o produt o avaliado obt iver um escore t ot al igual a 57, est e valor será dividido pelo número de it ens (19), obt endo-se assim um valor para o escore mé-dio igual a 3. Esse valor obt ido é int erpret ado na escala propost a, de 1 a 5, obt endo o conceit o médio, ou seja, nem bom/ nem ruim.
Pode-se calcular o escore para cada um dos t rês com-ponent es do inst rument o, o qual é efet uado pela somat ória dos escores at ribuídos para cada component e separada-ment e. Devido ao número dist int o de it ens em cada et apa, ut iliza-se a razão ent re os escores de cada component e e o número de it ens que compõe cada fase, conforme de-monst rado no Quadro 1.
Quadro 1 – Itens de cada componente, intervalo de medidas – Londrina – 2006
Após a realização do pré-t est e e adequação do sist ema de escore foi realizado o t est e em campo para verificar se o inst rument o aplica-se ao que foi propost o. A colet a de da-dos t am bém foi realizada pelas aut oras do est udo, nos meses de junho e julho de 2006, por meio da aplicação do instrumento de avaliação de detergente enzimático em uma amost ra de 55 inst rument os, t ot alizando 11 inst rument os para cada solução enzimát ica.
O procediment o de análise dos result ados foi obt ido por meio da observação do mat erial e da solução enzi-mát ica, a olho nu e por meio de lupa após o processo de limpeza. Os inst rument os foram imersos separadament e em recipient es cont endo o produt o enzimát ico imediat
a-manecendo parados após o uso. A cada análise realiza-da, a solução enzimát ica foi t rocarealiza-da, uma vez que a pre-sença de m at éria orgânica na solução poderia com pro-met er a realização do est udo.
A avaliação da quant idade de sangue visível na super-fície dos art igos, foi realizada subjet ivam ent e, um a vez não havia com o m edir a quant idade exat a de sujidade present e nos inst rument os. Opt ou-se, no ent ant o, que essa análise fosse realizada de forma concomit ant e pelas au-t oras, ocorrendo a avaliação de ouau-t ra pessoa quando da ocorrência de discordância ent re as aut oras.
Os det ergent es enzimát icos que fizeram part e do est
u-Componentes Itens negativos (1=1; 2=2; 3=3; 4=4 e 5=5)
Itens positivos (1=5; 2=4; 3=3; 4=2; 5=1)
Escores possíveis
biodegradáveis e possuir aut orização de comercialização pelo M inist ério da Saúde e not ificado na Agência Nacio-nal de Vigilância Sanit ária (ANVISA). Os m esm os foram ident ificados como P1 (Produt o 1), P2 (Produt o 2), P3 (Pro-dut o 3), P4 (Pro(Pro-dut o 4) e P5 (Pro(Pro-dut o 5).
Para o t rat ament o dos dados perdidos (missing data), no caso em que não houve o preenchiment o complet o da escala, seguiu-se o crit ério apresent ado na lit erat ura(15), o
qual est abelece que só deva ser excluídos da am ost ra aqueles inst rument os que t iveram 20% ou mais de it ens não respondidos.
Os dados obt idos por meio da colet a de dados foram digit ados no programa est at íst ico Statistical Package for the Social Science version 11.5 for Windows (SPSS), analisados por meio de est at íst ica descrit iva e apresent ados em t abe-las e gráficos t ipo Boxplots. Para análise comparat iva das diferenças encont radas ent re os escores dos det ergent es enzimát icos, ut ilizou-se o t est e não paramét rico de Kruskal Wallis (nível de significância de 0,05).
A consist ência int erna do inst rument o foi obt ida pelo cálculo do Alpha de Cronbach,verificando a congruência que cada it em do t est e t em com o rest ant e dos it ens do mesmo teste(13).
RESULTADOS
Na an álise d a co n sist ên cia in t er n a, p elo Alf a d e Cronbach, observamos que o valor de Alfa mant eve-se ele-vado (0,83), o que indica a alt a consist ência int erna do inst rument o. Como crit ério de exclusão dos it ens do pri-meiro inst rument o, adot ou-se o valor de 0,50, bem como a verificação da nat ureza do it em e da influência da sua exclusão no valor do Alfa.
A análise de cont eúdo, realizada por juízes, verificou a adequação da represent ação do at ribut o e complet ou os
procedim ent os t eóricos da const rução do inst rum ent o, most rando-se adequada. No que se refere ao format o do inst rument o, opt ou-se pela escala do t ipo Likert por ser um dos modelos mais ut ilizados(13).
Para a perm anência de um it em após a análise dos j u ízes é n ecessár i a a co n co r d ân ci a d e p el o m en o s 80% dos mesmos(13). Nest e est udo aceit ou-se como crit
é-r io a concoé-r dância de dois dos t é-r ês juízes. Est e índice d e co n co r d ân cia f o i o b t id o p ela m aio r ia d o s it en s.
O sist ema de pont uação foi adequado para a realiza-ção do est udo, most rando-se t ambém de fácil aplicarealiza-ção.
Os result ados obt idos dem onst raram que 49,1% dos inst rum ent ais cont inham m édia quant idade de sujida-de e 94,5% apr esent ar am sangue em sua super f ície. O m aior núm ero de art igos present es nest e est udo f o-r am os ut ilizados nas cio-r uo-r gias ginecológicas (38,2%). A diluição dos produt os variou, dependendo do f abrcant e, de dois a quat ro m ililit ros de solução enzim át i-ca/ lit ro de água; sendo que som ent e os produt os iden-t if icados com o P1 e P3 indicavam diluição de quaiden-t r o m ililit ros de solução por lit ro de água. O t em po de con-t acon-t o com o inscon-t rum encon-t al variou de dois a cinco m inucon-t os e apenas o produt o P4 indicava t em po de cont at o de cinco m inut os.
O número de enzimas nos produt os analisados variou de t rês a quat ro enzimas, porém, soment e o produt o P3 ut ilizava t rês enzimas em sua composição e o produt o P4 não inform ava est e dado em seu rót ulo. Consideram os informações essenciais como o t empo de cont at o, dilui-ção e a com posidilui-ção da soludilui-ção são fundam ent ais para garant ir a qualidade de um produt o.
O result ado referent e à avaliação das cinco m arcas de det ergent es enzim át icos ut ilizadas nest e est udo, por m eio do inst rum ent o de avaliação, est á apresent ado na Tabela 1.
Tabela 1 Estatística descritiva da avaliação dos detergentes enzimáticos em uma CME do município de Londrina -Londrina - 2006
Na Tabela 1 obser va-se que o produt o P5 obt eve a me-lhor m édia para o Escor e Tot al do inst r um ent o, 78,7 (DP6,68) e m ediana 80,2 e o produt o P4 obt eve o pior desempenho, média 56,2 (DP7,09) e mediana 56,7, em um
range possível de 19 a 95. De acordo com a pont uação est abelecida pelas aut oras para est e est udo, o produt o
P5 apresent ou a melhor qualidade e o produt o P4 a pior qualidade.
Na Figura 1 encont ra-se a dist ribuição das medianas dos produt os, cuja diferença apresent ou-se est at ist ica-ment e significant e (p<0,05).
Produto Intervalo Possível
Intervalo Obtido
Mediana Média Escore Total Desvio padrão
P1 19-95 69-81 76,3 76,4 3,82
P2 19-95 57-73 63,2 63,5 4,72
P3 19-95 57-82 76,3 74,5 6,66
P4 19-95 43-65 56,7 56,2 7,09
13 27
8 N =
Quantidade de Sujidade
Grande Média
Pequena
E
s
c
or
e
do
F
at
or
A
ç
ão
do
P
rodut
o 5,0
4,5
4,0
3,5
3,0
2,5
Figura 1 Distribuição das medianas dos produtos analisados segundo o valor do Escore Total do instrumento -Londrina - 2006
Na Tabela 2 apresent amos os escores médios do ins-trumento.
Est e result ado demonst ra que o produt o P5 encont ra-se ent re muit o bom e excelent e, enquant o o produt o P4 encont ra-se ent re nem bom/ nem ruim.
Tabela 2 - Estatística descritiva da avaliação dos escores médios dos detergentes enzimáticos em uma CME do município de Londrina - Londrina - 2006
Na análise comparat iva do escore do fat or relaciona-do à ação relaciona-do produt o sobre o inst rument al e a quant idade de sujidade (Figura 2), verificou-se que quant o menor o volume de sujidade no art igo, melhor o result ado da lim-peza, ist o é, melhor a pont uação do produt o.
Figura 2 - Relação do escore do fator ação do produto e quantidade de sujidade - Londrina - 2006 11
10 14
11 9
N =
Produto
Produto 5
Produto 4 Produto 3
Produto 2 Produto 1
E
sco
re
T
o
ta
l
90
80
70
60
50
40
37
32
Produto Intervalo Possível
Mediana Média Escore Total
Desvio padrão
P1 19-95 4,3 4,3 0,1
P2 19-95 3,7 3,8 0,2
P3 19-95 4,3 4,2 0,3
P4 19-95 3,4 3,3 0,3
P5 19-95 4,6 4,5 0,3
DISCUSSÃO
Nest e est udo, o inst rument o propost o foi submet ido à análise de pelo comit ê de juízes, cujas sugest ões cont ri-buíram para o aperfeiçoament o do inst rument o. A et apa do pré-t est e t ambém se most rou eficaz, no sent ido de at en-der os objet ivos de verificar a com preensão do inst ru-ment o e t est ar o sist ema de at ribuição dos escores. A aná-lise est at íst ica dos dados do pré-t est e, embora em núme-ro insuficient e para a const rução de inst rument os, at en-deu ao objet ivo de ident ificar it ens redudant es.
A grande preocupação com as análises de confiabili-dade e valiconfiabili-dade de escalas t em sido rat ificada por alguns aut ores(16), com vist as à análise da sua qualidade, e
em-bora est a et apa não t enha sido at ingida nest e est udo, con-sideramos que o inst rument o pode ser ut ilizado para ve-rificar a qualidade dos det ergent es enzim át icos encon-t rados no mercado nacional.
A realização da confiabilidade, feit a pela análise de consist ência int erna apresent ou o valor de Alfa t ot al igual a 0,83, indicando ser consist ent e, podendo ser ut ilizado no auxílio de enfermeiros no gerenciament o da CM E.
No presente estudo, a maioria dos artigos médico hos-pitalares apresentava sangue em sua superfície. Em um es-tudo sobre limpeza de instrumentais foi verificado que os artigos sujos com sangue ou muco apresentavam limpeza efi-ciente após imersão em solução enzimática, porém, quan-do se t rat ava da presença de óleo ou ant ibiót ico, os ins-trumentais necessitavam de limpeza manual(6), significando
que os artigos utilizados neste estudo poderiam apresentar um melhor processo de limpeza, dependendo da quant i-dade de matéria orgânica presente em sua superfície.
A quant idade de sujidade parece t er influenciado a ação do det ergent e enzimát ico e independent e do fabri-cant e, os resultados apresent ados na Figura 2, reforçam a recom endação de necessidade de escovar o m at erial após a imersão em solução enzimát ica.
A limpeza e eficiência do processo est ão relacionadas t ambém ao t empo adequado de imersão dos art igos na solução enzimát ica. O t empo de imersão sugerido pelos fabricant es dos produt os analisados foi de dois a cinco minut os. O curt o t empo de imersão do art igo em solução enzimát ica pode agilizar os procediment os de preparo e est erilização, sendo est e aspect o favorável para o geren-ciament o da CM E. A maior agilidade no processo de lim-peza pode, inclusive, facilit ar a dist ribuição de cirurgias no cent ro cirúrgico devido a maior rapidez na liberação de m at eriais est erilizados.
O número de enzimas de um detergente enzimático tam-bém é essencial no procediment o de limpeza dos art igos médico-hospit alares. Exist em milhares de enzimas diferen-t es e cada uma cadiferen-t aliza uma reação química específica(6).
As enzimas, component es dos det ergent es enzimát icos, são classificadas dent ro de quat ro grupos m aiores, com o a
amilase, lipase, prot ease e carbohidrase, obt idas por meio de fontes, como plantas, animais e microorganismos e acres-cidas de t enso at ivo não iônico que pot encializam a de-gradação e a rem oção dos resíduos orgânicos de dif í-cil remoção, como sangue, t ecido, pus, fezes e muco(6-7).
O efeit o obt ido pelo det ergent e enzimát ico sobre o ins-t rumenins-t al é a remoção de ins-t oda mains-t éria orgânica visível, assim com o em locais m enos acessíveis, com o lúm ens, canais e art iculações(7).
Além disso, as fórm ulas enzim át icas propiciam um processo que minimiza os riscos encont rados no ambien-t e de ambien-t rabalho, pela significanambien-t e redução, senão elimina-ção da ne-cessidade de manuseio de inst rument ais con-t aminados(6-7).
Nest e est udo, os cinco produt os analisados apresen-t aram escores disapresen-t inapresen-t os com a aplicação do insapresen-t rumenapresen-t o propost o. Houve diferença est at ist icament e significant e ent re os escores, sendo que o produt o P5 apresent ou me-lhor qualidade em relação aos demais det ergent es. Est e result ado sugere que os det ergent es enzimát icos necessi-t am de uma avaliação crinecessi-t eriosa quannecessi-t o a sua qualidade e eficiência ant es de sua aquisição.
CONCLUSÃO
O inst rum ent o propost o, apesar de não cont em plar t odas as et apas necessárias para const rução e validação de inst rument os de medida, most rou-se adequado ao es-t udo e poderá ser ues-t ilizado para orienes-t ar os profissionais da CM E na escolha e aquisição de det ergent es enzimát icos. Quant o a análise da confiabilidade, pode-se concluir que o inst rument o é confiável, segundo o result ado obt ido pela análise do alfa de Cronbach, 0,83.
O inst rument o const ruído ficou const it uído por 19 it ens, dos quais quat ro it ens foram considerados específicos para avaliação da embalagem, cinco se referem às carac-t eríscarac-t icas do producarac-t o e dez escarac-t ão relacionados a ação do det ergent e enzimát ico sobre o inst rument al.
Quanto à análise dos produtos, por meio da aplicação do instrumento de avaliação, observou-se que o produto P5 obteve a melhor qualidade, média de 78,7 (DP 6,68) e media-na 80,2 e o produto P4 obteve o pior desempenho, média igual a 56,2 (DP 7,09) e mediana 56,7, com diferença estatis-ticamente significante neste resultado, sugerindo que a efi-ciência da limpeza pode depender da qualidade do produto.
Em relação à quant idade e t ipo de sujidade, const a-t ou-se que 49,1% dos insa-t rum ena-t ais cona-t inham m édia quant idade de sujidade e 94,5% apresent avam sangue em sua superfície. Os inst rum ent ais das cirurgias ginecoló-gicas foram os mais ut ilizados nest e est udo (38,2%).
REFERÊNCIAS
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APÊNDICE 1 - INSTRUMENTO PARA AVALIAÇÃO DE DETERGENTE ENZIMÁTICO
Este instrumento tem como objetivo principal avaliar a ação de detergentes enzimáticos sobre os instrumentais. Para isso responda as questões a seguir referentes a caracterização do instrumental e do produto.
1. Data:_______________2. Identificação do produto: _____________________
Caracterização do instrumental
1. Tipo de instrumental: _____________________
2. Quantidade de sujidade no instrumental
( )Pequena ( )Média ( )Grande
3. Tipo de sujidade no instrumental:
( )Sangue ( )Oleosidade ( )Pus ( )Crosta ( )Outros
Caracterização do Produto
1. Parâmetro de diluição:________
2. Tempo de contato com o instrumental: ______________
1 2 3 4 5 Nenhuma/Nada Pequena parte Nem muito/nem pouco Grande parte Totalmente
1. Provoca irritação à pele e/ou mucosa? 1 2 3 4 5
2. Houve formação de espuma 1 2 3 4 5
3. Existem instruções de uso na embalagem? 1 2 3 4 5 4. As instruções de uso ou modo de usar facilitam a compreensão e a utilização do produto na prática? 1 2 3 4 5 5. A embalagem é adequada (resistente, com lacre de segurança, fácil de abrir)? 1 2 3 4 5
6. O produto tem odor agradável? 1 2 3 4 5
7. O produto é de fácil manuseio, isto é, prático para diluir e usar? 1 2 3 4 5 8. O rótulo contém nome do produto, fabricante, lote, validade, registro no Ministério da Saúde e responsável
técnico?
1 2 3 4 5 9. Houve presença de matéria orgânica visível por meio de lupa na parte externa dos artigos após o enxágüe? 1 2 3 4 5
10. O produto mancha o material? 1 2 3 4 5
11. O produto mantém o brilho do material? 1 2 3 4 5
12. Houve oxidação do material? 1 2 3 4 5
13. Houve presença de matéria orgânica visível a olho nu na parte externa do material após o enxágüe? 1 2 3 4 5 14. Houve turvação da solução após o primeiro uso? 1 2 3 4 5 15. Houve eliminação da matéria orgânica do lúmen dos materiais? 1 2 3 4 5 16. Houve necessidade de escovação após o enxágüe? 1 2 3 4 5 17. O produto manteve-se eficaz na eliminação de matéria orgânica (saturação)? 1 2 3 4 5 18. Houve necessidade de relavagem após a avaliação do material a olho nu? 1 2 3 4 5 19. Houve necessidade de relavagem após avaliação do material por meio de lupa? 1 2 3 4 5
4. Apresenta laudo emitido por Laboratório credenciado pelo Ministério da Saúde que comprove a ausência de corrosividade no instrumental?
( ) Sim ( )Não
Responda os próximos 19 itens marcando com um “X” no local que mais corresponde a avaliação do produto. Utilize o quadro abaixo para sua pontuação.
3. Existem instruções de uso na embalagem? 1 2 3 4 5 4. As instruções de uso ou modo de usar facilitam a compreensão e a utilização do produto na
prática?
1 2 3 4 5 5. A embalagem é adequada (resistente, com lacre de segurança, fácil de abrir)? 1 2 3 4 5
A
d
eq
u
açã
o
d
a
em
b
al
ag
em
8. O rótulo contém nome do produto, fabricante, lote, validade, registro no Ministério da Saúde e responsável técnico?
1 2 3 4 55 1. Provoca irritação à pele e/ou mucosa? 1 2 3 4 5 6. O produto tem odor agradável? 1 2 3 4 5 7. O produto é de fácil manuseio, isto é, prático para diluir e usar? 1 2 3 4 5 14. Houve turvação da solução após o primeiro uso? 1 2 3 4 5
A
d
eq
u
açã
o
d
o
P
rod
ut
o
9. Houve presença de matéria orgânica visível por meio de lupa na parte externa dos artigos após o enxágüe?
1 2 3 4 5 10. O produto mancha o material? 1 2 3 4 5 11. O produto mantém o brilho do material? 1 2 3 4 5 12. Houve oxidação do material? 1 2 3 4 5 13. Houve presença de matéria orgânica visível a olho nu na parte externa do material após o
enxágüe?
1 2 3 4 5
2. Houve formação de espuma 1 2 3 4 5
15. Houve eliminação da matéria orgânica do lúmen dos materiais? 1 2 3 4 5 16. Houve necessidade de escovação após o enxágüe? 1 2 3 4 5 17. O produto manteve-se eficaz na eliminação de matéria orgânica (saturação)? 1 2 3 4 5 18. Houve necessidade de relavagem após a avaliação do material a olho nu? 1 2 3 4 5
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19. Houve necessidade de relavagem após avaliação do material por meio de lupa? 1 2 3 4 5