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Representação da alimentação e de programa alimentar entre mulheres responsáveis por crianças mexicanas menores de 5 anos.

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Academic year: 2017

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REPRESENTAÇÃO DA ALI MENTAÇÃO E DE PROGRAMA ALI MENTAR ENTRE MULHERES

RESPONSÁVEI S POR CRI ANÇAS MEXI CANAS MENORES DE 5 ANOS

Gloria de los Ángeles Uicab- Pool2

Maria das Graças Carvalho Ferriani3 Rom eu Gom es4

Blanca Pelcast r e- Villafuer t e5

O est udo foi r ealizado com 14 r esponsáveis pelo cuidado de m enor es de 5 anos, m or ador as da cidade de Tizim ín, México, durant e o período de j aneiro a abril de 2008. O obj et ivo foi com preender as represent ações sociais dessas pessoas em r elação à alim ent ação e ao Pr ogr am a Opor t unidades, consider ando o cont ex t o social e cult ur al. A invest igação qualit at iva, com abor dagem ant r opológica, t ipo et nogr áfica, baseou- se em observação participante e em entrevistas sem iestruturadas, dirigidas às responsáveis. Dos resultados, em ergiram duas categorias em píricas: 1) dar de com er e 2) um a aj uda. A prim eira tratou da form a com o as responsáveis represent am a alim ent ação da criança m enor de 5 anos e a segunda revelou que o Program a é considerado um a aj uda, prom ovendo benefícios e aj udando a solucionar part e de suas necessidades. O est udo perm it iu alcançar os obj et iv os pr opost os ao com pr eender as r esponsáv eis nest a com plex a t ar efa que r ealizam de alim ent ar t ais crianças e, assim , propor est rat égias, em várias esferas, para m elhorar a nut rição infant il.

DESCRI TORES: ant ropologia cult ural; cult ura; caract eríst icas cult urais; alim ent ação; alim ent os; desnut rição; program as de nut rição; pobreza

REPRESENTATI ONS OF EATI NG AND OF A NUTRI TI ON PROGRAM AMONG FEMALE

CAREGI VERS OF MEXI CAN CHI LDREN UNDER 5 YEARS OLD

This study was carried out between January and April 2008 with 14 caregivers of children younger than 5 years residing in Tizim ín cit y, Mexico. I t aim ed t o underst and t he social represent at ions of eat ing and t he Program a Oport unidades [ Opport unit y Program ] held by caregivers t aking int o account t heir social and cult ural cont ext . This qualit at ive invest igat ion wit h an et hnographic approach was based on part icipant observat ion and sem i-st r uct ur ed int er view s. Tw o em pir ical cat egor ies em er ged: 1) feeding and 2) an aid. The fir i-st r efer s t o t he caregivers’ representation of eating patterns of children younger than 5 years and the second reveals that the pr ogr am is consider ed an aid, w hich fav or s and helps car egiv er s t o m eet par t of t heir needs. The st udy achieved t he proposed obj ect ives since it enabled us t o underst and caregivers in t he com plex t ask of feeding t hese children and also t o propose st rat egies in several spheres t o im prove infant nut rit ion.

DESCRI PTORS: ant hropology, cult ural; cult ure; cult ural charact erist ics; feeding; food; m alnut rit ion; nut rit ion pr ogr am m es; pov er t y

REPRESENTACI ONES SOBRE LA ALI MENTACI ÓN Y EL PROGRAMA DE NUTRI CI ÓN ENTRE

MUJERES RESPONSABLES DE NI ÑOS MEXI CANOS MENORES DE 5 AÑOS

El est udio fue realizado con 14 responsables del cuidado del m enor de 5 años en Tizim ín, México, durant e el período de enero la abril de 2008. Se buscó com prender las represent aciones sociales de est as personas en r elación a la alim ent ación y la los com ponent es de nut r ición del Pr ogr am a Opor t unidades, consider ando el cont ext o social y cult ural. La invest igación cualit at iva con abordaj e ant ropológico, t ipo et nográfico t uvo com o base la obser v ación par t icipant e y las ent r ev ist as sem iest r uct ur adas, dir igidas a las r esponsables. De los result ados em ergieron dos cat egorías em píricas: 1) dar de com er y 2) una ayuda. La prim era se refiere a cóm o las responsables represent an la alim ent ación del m enor de 5 años y la segunda reveló que el Program a es considerado una ayuda y que las apoya a solucionar, en parte, sus necesidades. Se alcanzaron los obj etivos al com prender a las responsables en esa t area com plej a que realizan de alim ent ar a los niños y así proponer est rat egias, en varias esferas, para m ej orar la nut rición infant il.

DESCRI PTORES: ant ropología cult ural; cult ura; caract eríst icas cult urales; alim ent ación; alim ent os; desnut rición; program as de nut rición; pobreza

1Art igo ext raído de Tese de Dout orado, Escola de Enferm agem de Ribeirão Pret o, Universidade de São Paulo, Brasil, convênio com a Faculdade de

Enferm agem e Obst et rícia de Celaya, Universidad de Guanaj uato, México. 2Dout oranda, Escola de Enferm agem de Ribeirão Pret o, Universidade de São

Paulo, Cent ro Colaborador da OMS para o Desenvolvim ent o da Pesquisa em Enferm agem , Brasil. Professora e pesquisadora, Facult ad de Enferm ería, Unidad Tizim ín, Universidad Aut ónom a de Yucat án, México. E- m ail: [email protected] , [email protected] x. 3Professor Titular, Escola de Enferm agem de Ribeirão

Pret o, Universidade de São Paulo, Cent ro Colaborador da OMS para o Desenvolvim ent o da Pesquisa em Enferm agem , Brasil, e- m ail: [email protected].

4Professor Titular, I nstituto Fernandes Figueira, FI OCRUZ, Brasil, e- m ail: rom [email protected]. 5Professora e pesquisadora, Cent ro de I nvest igación en

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I NTRODUÇÃO

A

alim entação da criança não é apenas um a

necessidade, a alim ent ação é um dir eit o que dev e ser r espeit ado por qu e dele depen de, em par t e, a saúde e o desenvolvim ent o que a criança poderá t er e m su a v i d a a d u l t a . Fa t o r e s so ci a i s e cu l t u r a i s int erferem e det erm inam a form a de alim ent á- la.

Nos pr im eir os an os de v ida da cr ian ça, a a l i m e n t a çã o m o st r a - se f u n d a m e n t a l p a r a o se u d esen v olv im en t o em su as m ú lt ip las d im en sões e crescim ento e, quando há consum o insuficiente, gera,

para a criança, quadro de desnut rição( 1).

Nos países em desenv olv im ent o, com o é o ca so d o Mé x i co , u m a e m ca d a q u a t r o cr i a n ça s m enores de 5 anos tem peso abaixo do recom endado, o que significa que 146 m ilhões de crianças, m enores de 5 anos, t êm baixo peso. A fom e e a desnut rição não são apenas consequências da falt a de alim ent o, m as t am b ém d a p o b r eza, d a d esi g u al d ad e e d e

quest ões polít icas( 2). O México t em longa hist ória de

d e se n v o l v i m e n t o d e p r o g r a m a s e p o l ít i ca s d i r e ci o n a d a s à m e l h o r i a d a n u t r i çã o d e g r u p o s v ulner áv eis( 3).

Entre as estratégias, destaca- se a criação de u m sist em a de su bsídios aos con su m idor es e aos p r o d u t o r e s, p o r m e i o d e d i v e r sa s a g ê n ci a s interligadas. Desde 1997 até a atualidade, o Governo Fe d e r a l d e se n v o l v e o Pr o g r a m a Op o r t u n i d a d e s

( ant er ior m ent e cham ado Pr ogr am a Pr ogr esa) , com

en f o q u e i n t eg r a l , a b r a n g en d o a p r o x i m a d a m en t e 3 0 0 . 0 0 0 f a m íl i a s d e b a i x a eco n o m i a , n a s á r ea s r u r ai s( 4 ). Seu p r i n ci p al o b j et i v o é i n t er r o m p er a t ransm issão da pobreza de um a geração à out ra e, sobretudo, estabelecer as bases para que tal m udança sej a per m anent e.

As fam ílias não recebem esses benefícios sem qu e f r equ en t em , com r egu lar idade, as clín icas de saúde, onde recebem assistência de saúde e nutrição. O p r o g r a m a t a m b é m d i st r i b u i su p l e m e n t o s alim ent ares a t odas as crianças de 6 a 23 m eses de i d ad e e ao s d e b ai x o p eso , d e 2 a 4 an o s, n as r esidências selecionadas.

Con sid er an d o q u e cr ian ças m en or es d e 5 anos são m uit o dependent es das pessoas que delas cu id am , m ais v u ln er áv eis a d oen ças, r eq u er en d o m ais atenção e carinho, torna- se relevante investigar aspectos, inclusive culturais, que podem desem penhar p a p e l p r e d o m i n a n t e n e ssa a l i m e n t a çã o . Ta l necessidade se pot encializa j ust am ent e por se t rat ar

do m om ent o em que adquirem m ais conhecim ent os, fortalecem hábitos, valores e costum es que, som ados, vão contribuir para seu desenvolvim ento pessoal. Para reflet ir sobre o t em a, foram propost as as seguint es quest ões:

- com o a alim ent ação da criança m enor de 5 anos é represent ada, pelas m ulheres responsáveis pelo seu cuidado, de acor do com seu cont ext o sociocult ur al, em Tizim ín, Yucat án, México?

- q u e sig n if icad os as m u lh er es r esp on sáv eis p elo cu idado da cr ian ça m en or de 5 an os at r ibu em ao Pr o g r a m a Op o r t u n i d a d e s e m Ti zi m ín , Yu ca t á n , Méx ico?

OBJETI VOS

Analisar as represent ações sociais at ribuídas pelas m ulheres responsáveis pelo cuidado da criança m en o r d e 5 an o s à a l i m en t açã o e a o p r o g r am a alim en t ar, n a cidade de Tizim ín , Yu cat án , Méx ico, co n si d e r a n d o se u co n t e x t o so ci o cu l t u r a l , ident ificando- se: as caract eríst icas sociodem ográficas das m ulher es r esponsáv eis pelo cuidado da cr iança m e n o r d e 5 a n o s; o s si g n i f i ca d o s a t r i b u íd o s à al i m en t ação p el as r esp o n sáv ei s p el o cu i d ad o d a criança m enor de 5 anos; o significado atribuído pelas r esponsáv eis ao Pr ogr am a Opor t unidades.

REFERENCI AL TEÓRI CO E METODOLÓGI CO

O p r esen t e est u d o t ev e com o r ef er en cial conceit ual as represent ações sociais, sob perspect iva ant ropológica e sociológica. As represent ações sociais con st it u em - se em u m t ip o d e sab er socialm en t e n e g o ci a d o , co n t i d o e m u m se n so co m u m , e m dim ensão cot idiana, o qual confere às pessoas um a v isão de m undo, or ient ando- as nos pr oj et os e nas est r at ég i as d e ação d esen v o l v i d as em seu m ei o social( 5).

A m et odologia baseou- se na abordagem de pesquisa qualitativa, do ponto de vista antropológico, em que se busca com preender idéias, significados e

represent ações at ribuídas pelos suj eit os do est udo( 6).

O desenho do est udo, do t ipo et nogr áfico, buscou descrever os valores, perspect ivas e ciências de um grupo que com part ilha um a cult ura, int erpret ando os

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Sob essa p er sp ect iv a, a alim en t ação e a nut rição infant il são processos biocult urais, ou sej a, têm base biológica com o substrato para os processos m et abólicos, m as são m oldadas pela cu lt u r a. Nos prim eiros anos de vida, a alim ent ação é crucial para o desenvolvim ent o hum ano, onde confluem quest ões

sociais e pr át icas sociocu lt u r ais da cr ian ça( 8 ). Não

obst ant e ex ist em out r os fat or es que fav or ecem ou lim it am a nut rição das crianças, ent re eles: o poder aqu isit iv o das fam ílias, a escolar idade m at er n a, a expansão dos serviços básicos, at enção de saúde e

saneam ent o( 9).

SUJEI TOS

Part iciparam do est udo 14 responsáveis pelo cuidado de m enores de 5 anos. Definiu- se responsável t o d a p e sso a s q u e se e n ca r r e g a d e p r e p a r a r o s alim ent os, alim ent ar e cuidar da cr iança dur ant e a m aior part e do t em po, podendo ser a m ãe, o pai, a t ia ou a av ó. A g r an d e m aior ia d as r esp on sáv eis participantes do estudo era a m ãe, sendo que som ente um a criança era cuidada pela avó. A cada responsável p e l o cu i d a d o d a cr i a n ça m e n o r d e 5 a n o s cor r espondeu um a única cr iança, cuj a alim ent ação foi avaliada, m esm o que essa responsável cuidasse de out ras crianças.

As responsáveis residem no Módulo 8 e são assist id as n a Un id ad e d e Saú d e d a Facu ld ad e d e Enferm agem , da cidade de Tizim ín, Yucat án, México. Nessa á r ea d a ci d a d e, h á , p r ed o m i n a n t em en t e, fam ílias que vivem em pobreza ou pobreza ext rem a, co m e m p r e g o s i n f o r m a i s o u e v e n t u a i s, cu j o s m em bros são analfabetos ou com baixa escolaridade. Ob ser v a- se ain d a q u e, n a ár ea est u d ad a, ex ist e m escla de com port am ent os urbanos e rurais, por se sit uar na periferia da cidade.

O núm ero de entrevistas realizadas se baseou

em crit ério de sat uração t eórica( 6). A am ost ra foi por

conveniência, buscando, de m aneir a int encional, as r e sp o n sá v e i s e a s cr i a n ça s co m a s se g u i n t e s car act er íst icas: a) idade da cr iança ( m enor es de 5 a n o s) ; b ) g r a u d e n u t r i çã o d a cr i a n ça ( co m d esn u t r i ção) ; c) escol ar i d ad e d a r esp on sáv el d o m en or ( sab er l er e escr ev er e n ão sab er l er ou e scr e v e r ) e d ) b e n e f i ci á r i a d o Pr o g r a m a Opor t unidades.

As r e sp o n sá v e i s e a s cr i a n ça s f o r a m se l e ci o n a d a s a p a r t i r d e co n su l t a r e a l i za d a n o

m icrodiagnóst ico da unidade de saúde, que cont ém dados dem ográficos e de saúde. Post eriorm ent e, as p e sso a s se l e ci o n a d a s f o r a m v i si t a d a s, e m se u s d om icílios, e con v id ad as a p ar t icip ar d o p r oj et o, p r ev i am en t e ap r o v ad o p el o Co m i t ê d e Ét i ca em Pe sq u i sa , p e r t i n e n t e à Le g i sl a çã o Me x i ca n a . Às part icipant es foi ent regue o t erm o de consent im ent o livre, inform ando- as sobre os obj et ivos do est udo e de su a plen a liber dade par a par t icipar ou n ão do proj eto, podendo dele se retirar a qualquer m om ento, sem que isso pr ej udicasse o acesso ao ser v iço de sa ú d e , a o q u a l t ê m d i r e i t o . A p a r t i ci p a çã o f o i v ol u n t ár i a, sem q u e t i v essem r eceb i d o q u al q u er r em u n er ação.

Os dados foram colet ados durant e o período d e j a n e i r o a a b r i l d e 2 0 0 8 . Pr i m e i r a m e n t e , f o i realizada a observação part icipant e no dom icílio dos part icipant es, ut ilizando um rot eiro que considerava: a) práticas alim entares das crianças antes, durante e depois da alim entação do m enor; b) o tipo de alim ento que ingerem as crianças; c) horários, quant idades e int er ações fam iliar es que ocor r em ant es, dur ant e e depois da com ida. Post eriorm ent e, foram realizadas as ent r ev ist as sem iest r ut ur adas, de acor do com o dia e h or a in dicados pela r espon sáv el. Du r an t e o desenvolvim ento da entrevista, foi utilizado um roteiro t em át ico, previam ent e elaborado, com os seguint es t em as: a) al i m en t ação d o m en o r d e 5 an o s; b ) pr incipais saber es, cost um es e pr át icas que gir am em t orno da alim ent ação do m enor de 5 anos e c) significado do Program a Oport unidades. A ent revist a d u r ou , em m éd ia, d u as h or as, f or am g r av ad as e depois t ranscrit as e digit adas em arquivo Word.

A análise do m aterial im plicou na organização d o m a t e r i a l , d i v i d i n d o - o e m p a r t e s, b u sca n d o t endências, convergências e divergências, ut ilizando-se p r i n cíp i o s e p r o ce d i m e n t o s d a a n á l i ilizando-se d e

cont eúdo( 6). Os dados colet ados foram confront ados

com o m arco teórico, de m odo a estabelecer relações ent re a t eoria e os result ados em píricos.

RESULTADOS E DI SCUSSÃO

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O cenário do est udo

A in v est ig ação p er m it iu id en t if icar v ár ios aspectos referentes ao cenário do estudo. Entretanto, ser ão dest acados, no pr esent e ar t igo, aqueles que t êm m aior abrangência no cont ext o invest igado.

D a s 1 4 r e sp o n sá v e i s p e l o cu i d a d o e a l i m e n t a çã o d e m e n o r e s d e ci n co a n o s q u e par t icipar am do est udo, 13 er am as pr ópr ias m ães que cuidam e as alim ent am e apenas um a delas era a a v ó d a cr i a n ça . As i d a d e s d a s r e sp o n sá v e i s variaram entre 21 e 50 anos. Em relação à idade das cr i a n ça s, cu j a a l i m e n t a çã o o f e r e ci d a p e l a s r esp on sáv eis f oi an alisad a e q u e p ar t icip ar am n o m om ent o em que foram colet ados os dados, 2 eram m enores de 6 m eses, 2 entre 7 e 11 m eses, 4 tinham um ano, 3 tinham 2 anos, 1 estava com 3 anos e 2, com 4 anos.

Dent re as caract eríst icas sociodem ográficas, encontra- se o tipo de fam ília que pode ser nuclear ou expandida; a nuclear é conform ada pelos pais e filhos dependentes, a expandida inclui os avós, sogros, tios, pr im os, en t r e ou t r os( 1 0). Dest aca- se qu e a f am ília e x p a n d i d a , co m p a r a d a à n u cl e a r, t e v e p a p e l im por t an t e n a alim en t ação, con sider an do qu e, de a co r d o co m o o b se r v a d o e a p r e e n d i d o n a s en t r ev ist as, esse t ipo de f am ília per m it ia o apoio econ ôm ico, d e m an eir a p osit iv a, com p ar t ilh an d o g a st o s r e l a ci o n a d o s à a l i m e n t a çã o , a l é m d e se organizarem para a com pra de alim entos, seu preparo, dar de com er e cuidar das crianças, const it uindo- se, assim , em apoio para a responsável.

As condições sociais e econôm icas nas quais v i v i a m a s r e sp o n sá v e i s p e l a s cr i a n ça s f o r a m sim ilares, um a vez que t odas careciam de recursos e co n ô m i co s p a r a a t e n d e r à s su a s n e ce ssi d a d e s básicas de alim ent ação, saúde, educação e m oradia. Viviam em condições de pobreza e pobreza ext rem a e eram pessoas hum ildes, sinceras e cordiais.

O gast o sem anal par a alim ent ação fam iliar er a de 4 0 0 pesos ( 6 1 , 5 r eais) apr ox im adam en t e, considerado recurso lim it ado para t odas as fam ílias, co n st i t u i n d o - se e m a m e a ça à s cr i a n ça s q u e apresent am alt o risco de ficarem desnut ridas e para aquelas j á desnutridas, que poderiam ter sua situação agr av ada. Obser v a- se que er am m ais beneficiadas a s f a m íl i a s q u e r e ce b i a m a p o i o d e d i f e r e n t e s pr ogr am as. Nesses casos, er a m ais fácil evit ar que as cr ian ças padecessem de desn u t r ição e, caso a

t ivessem , pudessem se recuperar, um a vez que cada p r og r am a r ealiza ações d if er en ciad as d ir ig id as à fam ília.

Em r el ação à esco l ar i d ad e, o f at o d e as r e sp o n sá v e i s se r e m a l f a b e t i za d a s ( sa b e r l e r e escr ev er ) possibilit ou a elas m aior es opor t unidades par a bu scar e obt er apoio, cr iar r edes, apr ov eit ar m e l h o r o s r e cu r so s e p o t e n ci a l i zá - l o s, q u a n d o com par adas às r esponsáveis que er am analfabet as. Ou t r a ca r a ct er íst i ca q u e se d est a co u n o sentido de favorecer a alim entação adequada a todas as crianças foi o núm ero de pessoas que trabalhavam na fam ília - m aior núm ero de fam iliares sust ent ando o gasto fam iliar perm ite prover alim entos às crianças. Há, portanto, concordância com estudos que reportam que as fam ílias com part ilham , ent re seus m em bros, suas pot encialidades e fr agilidades, assim com o os si g n i f i ca d o s e co n h e ci m e n t o s q u e t ê m so b r e si

próprias e sobre sua realidade( 10).

O núm ero de filhos tam bém foi característica relevant e, um a vez que indica possível associação à desnut rição, conform e o observado em um a fam ília com 6 crianças, na qual dois m enores apresent avam desnutrição severa ( a criança de 1 ano e sua irm ã de 3 anos) .

Ob se r v o u - se , a i n d a , q u e a l g u m a s responsáveis am am ent avam a criança m aior de um ano e, diante da falta de com ida, com plem entavam a a l i m e n t a çã o co m p e q u e n a s q u a n t i d a d e s d e suprim ent os à base de farinha, t ort ilhas de m ilho e arroz, na t ent at iva de am enizar a fom e.

Tam bém se observou que havia fam ílias que, em algum as ocasiões, t inham o r ecur so econôm ico para a com pra de alim ent os e preferiam com prar os industrializados, tais com o: em butidos, sucos, cereais, d o ce s, e n t r e o u t r o s. Assi m , f a z- se n e ce ssá r i o pr opor cion ar edu cação n u t r icion al às r espon sáv eis para que tenham inform ação e m otivação necessárias para m elhorar a qualidade das diet as das crianças e

sua saúde( 11).

Com pr eendendo as r epr esent ações da alim ent ação e do program a alim ent ar em seu cont ext o cult ural

Fo r a m co n si d e r a d a s a s d i f e r e n t e s car act er íst i cas so ci o d em o g r áf i cas, r esu l t an d o n a

const rução de duas cat egorias em píricas: 1) dar de

com er e 2) é um a aj uda.

A ca t e g o r i a d a r d e co m e r co n t é m o s

(5)

alim entação, saberes, hábitos e práticas que realizam ao alim entar a criança m enor de 5 anos, assim com o a relação que estabelecem entre alim entação e saúde

da criança. Ent re as ações que realizavam ao dar de

co m e r e st ã o : o f e r e ce r co m i d a e m h o r á r i o s d et er m i n ad o s d u r an t e o d i a, v i g i ar p ar a q u e o s alim ent os fossem ingeridos, não causando danos ao estôm ago da criança, deixando- a saciada e satisfeita. Essas pr át icas, em ger al, são apr endidas com suas m ã e s o u so g r a s, co n f o r m e e st u d o r e a l i za d o n o Chile( 12).

Para as responsáveis, com m enores recursos econôm icos, a principal preocupação era t er com ida para poder alim entar as crianças, independentem ente do t ipo de alim en t o e, qu an do o f aziam , f icav am t r a n q u i l a s, se n t i n d o t e r cu m p r i d o su a r esponsabilidade.

A falt a de recursos econôm icos para adquirir a l i m e n t o s n u t r i t i v o s f o i u m a d a s si t u a çõ e s q u e im p ed ir am q u e as r esp on sáv eis p r op or cion assem a l i m e n t a çã o co r r e t a , o u se j a , u m a a l i m e n t a çã o com plet a, equilibr ada, inócua, suficient e, v ar iada e adequ ada. Essas car act er íst icas, apesar de ser em co n h eci d a s p o r a l g u m a s d el a s, em esp eci a l p o r

aquelas que pert encem ao Program a Oport unidades,

ou a algum program a de saúde, não eram colocadas em prát ica, dada a rest rição financeira.

Pequeno núm ero de responsáveis consum ia e dava aos seus filhos frut as e verduras, cult ivadas em hortas e pom ares, reforçando a alim entação. Essa prát ica dem onst ra que recursos nat urais, disponíveis no am bient e dom ést ico, podem ser ut ilizados para a m elhor alim ent ação.

Ent r e os alim ent os r efer idos com o bons, o leite foi o m ais valorizado e, portanto, as responsáveis faziam esforço para com prá- lo por considerarem que cont ém m ais vit am inas e nut rient es necessários para o crescim ento da criança, além do cálcio que contribui para a form ação dos ossos. Em relação aos alim entos indust r ializados, as r esponsáveis pr eocupavam - se e esforçavam - se por com prá- los, apesar do alt o cust o, a cr e d i t a n d o q u e t a i s p r o d u t o s a j u d a r i a m n o cr esci m en t o e co n t r i b u i r i am p ar a a au sên ci a d e enferm idades. Por out ro lado, no que se refere aos alim en t os n at u r ais, com alt o v alor n u t r it iv o, seu consum o foi quase nulo.

Em relação à chaya ( planta rica em proteínas

cult ivada no Est ado) , um reduzido grupo de fam ílias

a consum ia, preparada em chanchac, ou sej a, caldo

de chaya, com sem ent e m oída de abóbora e lim ão,

acom panhado de gordit as ( pãezinhos salgados feit os

de m ilho, m ant eiga e assados em gr elhas que, em

m aia, se diz pim es) . Diante disso, torna- se necessário

div ulgar as pr opr iedades nut r it iv as e m edicinais da

chaya, aos difer ent es at or es ( polít icos, educador es, pr ofissionais de saúde, econom ist as, ent r e out r os) r elacionados à saúde e à alim ent ação, par a que a

ch a y a se j a co n si d e r a d a p a r t e i m p o r t a n t e d o s pr ogr am as alim ent ar es, apr ofundando- se o est udo dessa plant a em suas diferent es propriedades.

Os alim ent os de caldo pr edom inar am com o pr incipal e de gr ande v alor par a a saúde, ent r e as cr e n ça s d a s r e sp o n sá v e i s. Ou t r o a sp e ct o a se r d e st a ca d o f o i o f a t o d e a s r e sp o n sá v e i s n ã o oferecerem , de form a conj unt a, o pescado e o leit e

por acr edit ar em que essa associação causar ia m al

d e p i n t o ( d o e n ça ca u sa d a p o r u m a b a ct é r i a ,

ocasionando m anchas na pele) nas crianças ou nas

pessoas. Assim , as cr ianças er am pr iv adas de um alim ent o im port ant e em decorrência dessa crença.

Em relação às características identificadas em um a criança enferm a, as responsáveis referiram que, quando isso ocor r e, a cr iança não quer com er, não brinca, não corre, não tem vontade de cam inhar, não t em energia, é apát ica, dist raída, quer est ar no colo, chor a m uit o, dor m e m uit o, é t r ist e, incom odada e

chic nak ( est ado de ânim o descrit o pelos m aias para i n d i ca r q u e e st á a r r e d i a e a g r e ssi v a ) ; t a m b é m i d e n t i f i ca m q u e sã o cr i a n ça s d e b a i x o p e so , requerendo processo lent o para sua recuperação.

A cat egoria de análise é um a aj uda

refere-se à for m a com o as r esponsáv eis r epr erefere-sent ar am o Pr ogr am a Opor t unidades.

Pr i m e i r a m e n t e , p a r a a s r e sp o n sá v e i s, o

Program a Oportunidades representou um a aj uda para

as fam ílias que dele necessit am ; foi considerado um b om p r og r am a n a m ed id a em q u e b en ef iciav a a alim en t ação e a saú de, t an t o da cr ian ça com o da fam ília, ao proporcionar diferent es apoios em saúde, alim en t ação, ed u cação e g ast os en er g ét icos ( lu z, car bono ou água) . Tais achados coincidem com os r esult ados da inv est igação qualit at iv a r ealizada em

nove Est ados do México( 13).

(6)

aj u dado m u it as delas a m elh or ar as con dições de saúde dos m oradores e da com unidade. Out ras, no e n t a n t o , r e a l i za v a m a s a çõ e s d o Pr o g r a m a p o r obrigação, ou por se sent irem pressionadas a fazê-las, pois, caso contrário, há redução no valor recebido b i m e st r a l m e n t e , p o d e n d o a i n d a p e r d e r, definit ivam ent e, o apoio que recebiam .

D i a n t e d e sse p a n o r a m a , su g e r e - se a o pessoal de saúde que organize, em parceria com as r e sp o n sá v e i s ( b e n e f i ci á r i a s d o Pr o g r a m a ) , a s at ividades que devem r ealizar de m aneir a colet iva: supervisionar áreas com o m edida prevent iva cont ra a d en g u e, r ealizar lim p eza d a u n id ad e d e saú d e, apoiar n as cam pan h as de v acin ação can in a, en t r e outros, a fim de que todas participem , de acordo com suas possibilidades e que se sintam estim uladas. Outro asp ect o q u e se con sid er a r elev an t e é en sin ar as crianças m aiores de 3 anos que est ão na pré- escola e , a i n d a , ca p a ci t a r o s p r o f e sso r e s so b r e t e m a s relacionados à alim ent ação. No caso dos professores, t am bém dev em ser capacit ados sobr e t écn icas de avaliação do est ado nut ricional da criança, a fim de q u e p ossam coop er ar n a v i g i l ân ci a n u t r i ci on al e prom oção de nut rição saudável.

Em r elação às at iv id ad es d e au t ocu id ad o e m sa ú d e ( p r á t i ca e m sa ú d e ) , a s r e sp o n sá v e i s r eco n h ecer am q u e t ai s at i v i d ad es as aj u d av am , em m u i t o , p ar a q u e so u b essem co m o cu i d ar d a cr iança, quando est av a sadia, ou enfer m a, e com o al i m en t á- l a.

Em sínt ese, pode- se dizer que o Pr ogr am a Op o r t u n i d a d e s si g n i f i co u u m a a j u d a p a r a a s responsáveis que viviam em condições de pobreza e pobr eza ex t r em a, car act er íst ica pr edom in an t e em t odas elas.

CONSI DERAÇÕES FI NAI S

O e st u d o p e r m i t i u co n h e ce r a s r epr esent ações que as r esponsáv eis pelas cr ianças at r ibuíam à alim ent ação, os v alor es at r ibuídos aos alim ent os, os quais consum iam ou davam de com er. As pr át icas qu e ger alm en t e r ealizav am ao dar de co m e r, a ssi m co m o a f o r m a d e r e l a ci o n a r a alim ent ação à saúde da criança, fundam ent avam - se em suas crenças cult urais.

Out r o aspect o r essalt ado foi a ausência de co n h e ci m e n t o s e sp e cíf i co s, p o r p a r t e d a s r esponsáv eis, sobr e a alim ent ação da cr iança, t ais

com o o aleitam ento, desm am e, características de um a alim ent ação saudáv el, im por t ância do consum o de difer ent es gr upos de alim ent os e conhecim ent o de suas funções, a r elev ância da ident ificação pr ecoce dos sinais de alarm e da desnut rição, ent re out ros.

Algum as observações do est udo indicam que a questão da desnutrição extrapola o contexto fam iliar e l o ca l , p o r se r u m p r o b l e m a so ci a l , h i st ó r i co , econôm ico e polít ico, afet ando, pr incipalm ent e, as cr i a n ça s, t o r n a n d o - a s m a i s v u l n e r á v e i s a o adoecim ent o. Assim , t or na- se necessár io cont inuar sensibilizando as aut oridades polít icas, educacionais, de saúde, entre outras, de form a a buscar estratégias qu e aj u dem a m elh or ar a econ om ia das f am ílias, p e r si st i n d o n o i n v e st i m e n t o e m p r o g r a m a s d e alim entação e de saúde para a alim entação da criança e apoiando t odas as fam ílias que deles necessit em .

Pod e- se, assim , d izer q u e, ain d a q u e os com ponentes alim entares do Program a Oportunidades

r epr esen t assem u m a aj u da par a as r espon sáv eis,

t am b ém é im p or t an t e con sid er ar, n ov am en t e, as condições de pobreza e pobreza ext rem a nas quais vivem essas fam ílias, o que torna insuficiente o apoio r ecebido de m odo a cont r ibuir par a a m elhor ia da alim ent ação e saúde das crianças.

A con t r ib u ição d a in v est ig ação r ealizad a,

com parativam ente com outros estudos( 14- 15) é perm itir

conhecer, de m aneira m ais obj et iva, com o a cult ura, no caso a cult ura m aia, t em papel m uit o relevant e, no m om ento em que as responsáveis têm que decidir sobre o que as crianças com em ou não com em , dando ou não com ida aos m enores de 5 anos, considerando suas crenças e o valor que dão aos alim ent os. Tais achados perm it irão aos profissionais de saúde levar em conta o m om ento de oferecer orientação alim entar e, assim , cont r ibuir par a r ev er t er cr enças que não t êm su st en t ação cien t íf ica e r ef or çar aqu elas qu e podem beneficiar a saúde e nut r ição das cr ianças. Por out ro lado, o est udo perm it e com preender que o fat o de pert encer a um program a de alim ent ação e con t ar com seu s ben ef ícios n ão é su f icien t e par a enfrent ar os problem as de alim ent ação das crianças ( desnut r ição) . É pr eciso consider ar os cenár ios da vida fam iliar, a pobreza em que vivem e os costum es e crenças que as responsáveis têm sobre a form a de alim ent ar os m enor es de 5 anos. Tais sit uações se so b r e p õ e m a o s a p o i o s q u e p o d e m o u t o r g a r o Program a Oport unidade e, port ant o, essa iniciat iva, d e m a n e i r a i so l a d a , se t o r n a i n su f i ci e n t e p a r a

(7)

Representa, portanto, um grande desafio que requer const ant e part icipação dos diferent es set ores sociais envolvidos, at uando, em conj unt o, com vist as à solução dos problem as de alim entação em crianças. Por isso, é necessár io o com par t ilham ent o, a união de esforços e o trabalho conj unto para poder oferecer aj uda àquelas fam ílias e suas crianças para t erem m elhor qualidade de vida, m elhores condições de saú de e fu t u r o m ais pr om issor. Nesse sen t ido, abaixo são apresentadas propostas a serem realizadas por set ores, de acordo com suas possibilidades.

Set or saúde

Form ar equipes int erdisciplinares e capacit ar o pessoal que t r abalha nas unidades de saúde de nível prim ário sobre os tem as alim entação e nutrição d o m e n o r d e 5 a n o s. Of e r e ce r a s p r á t i ca s d e aut ocuidado às responsáveis que cuidam de crianças m e n o r e s d e 5 a n o s. I n co r p o r a r, a o s p r o g r a m a s edu cacion ais de saú de, t em as com o au t oest im a e d e se n v o l v i m e n t o p e sso a l q u e o f e r e ça m à s r esponsáv eis est r at égias par a super ar pr oblem as e realizar atividades em benefício de sua própria saúde e da sua fam ília. Elaboração de roteiros de orientação sobr e a alim en t ação dessas cr ian ças, dir igidas ao pessoal de saúde e às responsáveis. I ncorporar, na

dieta das crianças e das fam ílias, o consum o de chaya

e soj a. Apoiar e possibilit ar a inser ção de fam ílias com n ecessid ad es em ou t r os p r og r am as sociais, i n d e p e n d e n t e m e n t e d e r e ce b e r e m o a p o i o d o Pr ogr am a Opor t unidades.

Set or educacional

Reforçar a alfabetização de m ulheres adultas, para que tenham m ais instrum entos para o cuidar da cr ian ça. En sin ar cr ian ças m aior es de 3 an os, qu e f r e q u e n t a m a s e sco l a s, so b r e a i m p o r t â n ci a d a

alim ent ação saudável. Trabalhar, em conj unt o com o p e sso a l d e sa ú d e , a e l a b o r a çã o d e ca r d á p i o s saudáveis do café da m anhã nas escolas.

Set or polít ico

Ap oiar p r of ission ais q u e d esej em r ealizar se r v i ço so ci a l e m co m u n i d a d e s r u r a i s, p r op or cion an d o- lh es su b síd ios p ar a alim en t ação, m or adia e t r anspor t e. Pr over m at er iais par a cult ivo de hortas, a fim de obter m elhor aproveitam ento dos recursos naturais. Continuar investindo em program as sociais, inclusive para fornecim ent o grat uit o de leit e.

Sociedade civ il

Ap o i a r a s f a m íl i a s m a i s n e ce ssi t a d a s, incentivar e constituir grupos de pais, nos quais sej am f o r n eci d o s i n st r u m en t o s p a r a en f r en t a m en t o d e p r ob l em as, d e f or m a a at en d er às n ecessi d ad es dessas fam ílias.

Com unidade cient ífica

Desen v olv er in v est ig ações q u e p er m it am com p r een d er os cost u m es, h áb it os e cr en ças d a equipe de saúde, m ulheres grávidas, ou daquelas que estão am am entando, sobre os problem as enfrentados no m om ento de am am entar. I ncentivar pesquisas que perm itam conhecer os significados e valores atribuídos à saúde e à enfer m idade, por par t e da população rural m aia, dos responsáveis pela m edicina tradicional e d o p e sso a l d e sa ú d e . At u a l i za r e st u d o s brom at ológicos ( com posição quím ica) sobre a plant a

ch ay a q u e p ossam com p r ov ar su as p r op r ied ad es n u t r i ci o n a i s e cu r a t i v a s. Av a l i a r, d e m a n e i r a qualit at iv a e const ant e, o Pr ogr am a Opor t unidades para m elhor entender os problem as apresentados em seu interior e durante a operacionalização do m esm o.

REFERÊNCI AS

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