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Rev. Bras. Enferm. vol.55 número1

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Academic year: 2018

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RES U M O D E T E S E E D I S S E RTA;Ao'

DIREITOS DO CIDADAo HOSPITALIZADO: CONHECIMENTO E

pA

TICA DOS

ENFERMEIROS

T H E RIG HTS OF HOSP ITAL IZE D CITIZE N S

D E RECHOS D E L C I U DADANO HOSPITALIZADO : CONOC I M I E N TO Y P RAcTICA D E LOS E N F E R M E ROS

Autora : I lvana Lima Verde Gomes Orientadora : Maria d e N azare de Ol iveira Fraga

o exercfcfo de cidadan i a e um d i reito asseg u rado em varios documentos . E para ser exercfdo em todo 0 territ6rio nacional, independente de cor, ra:a , credo, sexo ou cond i:ao social. I sto impl ica q u e dentro do hospital 0 individuo d eve participar ativam e nte d o seu tratamento , coa d u n a n d o com 0 p rofissional d e saude para uma tomada d e decisao sobre sua saude. Este estud o e de natu reza qual itativa e teve c o m o objetivos: id entificar 0 conheci mento que os enfermeiros tem sobre os d i reitos do cidadao seg u ndo 0 C6digo de Etica dos Profissionais de Enfermagem (C . E . P' E . ), levantar 0 modo como os enfermeiros avaliam 0 conteudo sobre os d i reitos do cidadao hospitalizado, abordado d u rante 0 en sino d e g radu a:ao em enfermagem , levantar a maneira como os enfermeiros apreciam as condi:oes existentes na I n stitu i:ao e sua adequa:ao ao respeito aos d i reitos d o cidadao hospital izado e verificar se os enfermeiros transpoem para a pratica 0 con heci mento sobre os d i reitos d o cidadao hospitalizado. 0 estudo foi realizado em u m hospital geral d e Fortaleza , de natu reza publica. Os sujeitos da pesquisa foram oito enfermeiros, d e dois setores, que aceitaram responder a e ntrevista , ap6s 0 q u e real izamos observa:oes das prati cas dos sujeitos, que resu ltaram em 37 situa:oes. A pesqu isa foi fu ndamentada na abordagem h ist6rico-estrutu ral . Como resu ltados observamos que os enfermeiros possuem algum conheci m e nto sobre os d i reitos dos clientes , porem pou cos d i reitos citados constavam n o C . E . P. E . ; apenas dois enferme i ros citara m documentos referentes aos d i reitos do cidadao; i nformaram q u e a institu i:ao of ere cia condi:oes para que 0 d i reito d o cliente fosse respeitado, mas houve contrad i:ao q u an d o afi rma ram que existia fa lta d e m aterial e que d e p e n d i a d o profissional oferecer essas cond i:oes . Q u a n d o rea l i zamos as observa:oes , notamos i n coere ncia e ntre 0 d i scu rso e a praxis de alguns sujeitos , pois cercearam os d i reitos dos clientes , deixando de presta r-Ihes informa:oes, de atender suas q ueixas, orienta-los sobre os proced i mentos , negligenciando os cuidados aos d elega-Ios a outros que, seg u n d o a L e i do Exercicio Profissiona l , n a o ti n h a m competencia para faze-los, ou nao reg i stra n d o os procedi mentos , nem priorizando os c u i d a d os . Por outro lado, encontramos enfermei ros criteriosos, q u e procu raram tratar os clientes como cidadaos. Concl u i mos q u e ha m u ito ainda a ser explora d o , d iscuti d o e real izado para que 0

exercicio de cidadania do cliente hospitalizado e 0 respeito aos seus direitos possam ser apreendidos e incorporados

a vida cotidiana dos profissionais de saude e dos pr6prios cli entes . No sentid o de contri b u i r efetivamente para a resol u:ao d e problema tao evi d e nte , pretendemos repassar, formal mente , a I n stitu i:ao q u e serviu como ca mpo para coleta de dados, os resu ltados obtidos na pesq u isa e , ainda, nos colocar a d i s posi:ao dos enfermeiros e d e outros profissionais d e saude, ate de m o d o i nformal, para a d ivulga:ao d este trabalho para 0 aprofundamento da d iscussao sobre esta tematica e para a d efi n i:ao d e estrategias a fi m d e e ncontra r sol u :oes.

AUTONOMIA DO PACIENTE:

0

VIVENCIAL DO ALUNO DE GRADUA;Ao EM

ENFERMAGEM

TH E PAT I E NT'S AUTO N OMY: TH E EXP E R I E N C E OF U N D E R G RADUATE N U RS I N G STU D E NTS

1 Copia das teses/d i s s e rta:oes sol icitar i nforma:oes pelo e-m a i l cepe n @ a b e n n acion a l . o rg . b r.

(2)

AUTO N O M iA D E L PAC I E NTE: LO VIVE NC IAL D E L ALU M N O D E L CU RSO DE E N F E RM E RiA

Autora : C ri sti na de Araujo Lasevicius Orientad ora : Maria C . Komatsu Braga Massarollo

RES U M O : Este estud o teve como objetivo d esvelar a vivencia dos a l u nos d e gradu ayao em enfermagem, em situayoes q u e envolvem a autonomia d o paciente . Optou-se por real izar u m a pesq u isa q u a l itativa , na ve rtente fenomenologica, seg u n d o a modalidade "estrutura do fen6meno s itu ado" . Foram entrevi stados oito alunos do quarto ana de g raduayao, q u e responderam a seg u i nte qu estao norteadora: "Conte-me uma situayao relacionada

a autonomia do paciente , vivid a por voce , d u rante a l g u m estagio cu rricular" . Cada discurso foi anal isado individualmente, sendo realizada a analise ideografica, que gerou os seg ui ntes temas: "Caracterizando a autonomia do paciente", "Convivendo com os sentimentos gerados em s ituayoes que envolvem a autonomia do paciente", "Buscando s u bsid ios para nortear suas ayoes" , " I ntervindo e avaliando os resu ltados" e " I d e ntificando 0 papel do profissional d e saude frente a a u tono m i a d o paciente" . Pel a analise nomotetica, bu scou-se as convergencias e divergencias das unidades de significado, em direyao a estrutura geral do fen6meno. As proposiyoes que emergiram, revelam q u e , para 0 aluno, 0 sign ificado d e autonomia apresenta ambigUidade, mas e fu ndamental identificar-se com 0 ser paciente, reconhece-Io como um sujeito dotado de vontade propria - q u e deve tomar decisoes de forma esclarecida, assumindo as responsabilidades decorrentes - compreende-Io como um "fim" e nao como um "meio" no processo de cuida/trata r e atu ar co mo um agente de m u d a nyas .

FUNDAMENTOS DOS J UiZOS MORAIS NA ENFERMAGEM

T H E P R I N C I PLES OF MORAL J U DG E M ENT I N N U RS I N G

F U N DAM E NTOS D E LOS J U I C I OS M O RAL ES E N E N F E RM E RiA

Autora : Leni Cristi na Domi ngos Coelho Orientadora : Rosalina A. Parteza ni Rod rigues

R E S U M O : A presente pesq uisa tem por obj etivo identificar e anal isar as j u stificativas morais das enfermeiras a respeito d e dois d i l emas eti co s . E u ma pesq u isa q u a l itativa tipo descritiva , o n d e foi util izada a analise tematica transversal i ntensiva . Util izamos como referencial teorico a l i n h a principial ista p l u ra l i sta ; a linha uti litarista conseq Uencialista e a etica do cuidado na area da enfermagem para q u e pudessemos analisar as duas situayoes de conflito etico . A primeira d iz respeito a informayao e a seg u nda a iatrogenia cirurgica . Foram realizadas vinte e oito entrevistas com enferm e i ra s . Os resu ltados apontam q u e a maioria d a s enferm e i ras concentram-se nos hospitais e possuem idades e tempo de serviyo consid erad as necessarias para serem expets na assistencia de

enfermagem . 0 estu d o asseg u ra que as enfermeiras adotam posiyoes d iferentes ao d efenderem os d i reitos dos

pacientes q u a nto a i nformaya o . N o conj u nto, as respondentes baseiam suas j u stificativas na eti ca normativa , deontologica , alternando em a l g u n s mom entos com a etica do cuidado e a conseq U encialista . As enfermeiras

respeitam a forma contratual e a hierarq u ia para 0 encam inhamento dos problemas eticos. Elas sao contrarias a

condiyao fem i n i n a de su bmissao, e as atitudes paternalistas da eq u i pe, e ao mesmo tempo transcorrido para dar as i nformayoes . Evid enciamos confl itos d e valores morais entre enferm eiro s , med icos e pacie ntes q u a n to ao d i reito de acesso a i nformaya o . As responde ntes ressaltam a fra n q u eza, verdade, clareza e 0 d ialogo como

formas d e manter 0 consentimento. Elas procuram garantir a autonomia dos pacientes , mas tem dificu ldades

para adotar atitudes diretas para defenderem as responsabilidades e os com promissos profissionais. As enfermeiras enfatizam q u e todos tem 0 d ever de i nformar e q u e os processos iatrogen i cos envolvem priorita riamente os aspectos morais e depois os lega i s . Para as respond entes as chefias de enfermagem d evem d i scuti r, reciclar,

advertir e orienta-las aproveitando para promover mudanya e cresci mento nas tomadas de decisoes . Concordam

Referências

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