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PROCESSAM ENTO COGNITIVO DA INFORM AÇÃO PARA

TOM ADA DE DECISÃO

Edson Rosa Gomes da Silva

Dout orando em Engenharia e Gest ão do Conheciment o pela Universidade Federal de Sant a Cat arina, Brasil; Policial M ilit ar, Analist a de Projet os para Execução da Secret aria

da Segurança Pública e Defesa do Cidadão do Est ado de Sant a Cat arina, Brasil. E-mail: [email protected]

Thiago Paulo Silva de Oliveira

M est re em Engenharia e Gest ão do Conheciment o pela Universidade Federal de Sant a Cat arina, Brasil; Pesquisador do Inst it uto i3G – Int eligências para Governo Elet rônico,

Brasil.

E-mail: t [email protected]

Sonali Paula M olin Bedin

Dout oranda em Engenharia e Gest ão do Conhecimento pela Universidade Federal de Sant a Cat arina, Brasil; Pesquisadora do Inst it ut o i3G – Int eligências para Governo

Elet rônico, Brasil. E-mail: [email protected]

Aires José Rover

Dout or em Direit o pela Universidade Federal de Sant a Cat arina, Brasil; Professor da Universidade Federal de Sant a Cat arina, Brasil.

E-mail: [email protected]

Resumo

Est udos em diversas áreas do conheciment o se volt am ao ent endim ent o das funcionalidades do cérebro. M apeament o de suas conexões e a import ância dest as na det erminação das ações dos indivíduos são desenvolvidos em larga escala, na busca do ent endim ent o para um a possível reprodução art ificial. Se desenvolvendo ao longo da evolução da espécie hum ana, o cérebro agrega m udanças e condições processadas individualment e. Est e processo individual é o que det erm ina a particularidade com que são desenvolvidas as at ividades, a form a com o são definidas as ações e at it udes de cada ser hum ano. O processam ent o individual das inform ações na m ent e de cada pessoa vai det erminar a singularidade das suas ações, reações, percepção, sensações, at it udes, dent re out ras. Aqui se pret ende apresent ar com o est e processo individual se concret iza na t om ada de decisão, t ida com o um a ação part icular e determ inada pela reação e ent endiment o pessoal frente à det erm inada sit uação.

Palavras-chave: Processo Cognit ivo. Inform ação. Tom ada de Decisão.

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INTRODUÇÃO

Ent ender com o é o funcionam ent o do cérebro parece ser a curiosidade de m uit os pesquisadores fornecendo elem ent os para várias pesquisas nas m ais diversas disciplinas.

Agindo com o um a m áquina perfeit a, o cérebro encerra requint es de program ação inim agináveis que t ent am ser reproduzidos no const ant e desenvolvim ent o de com put adores. A busca pela int eligência art ificial se concent ra em fazer a m áquina execut ar ações ou raciocinar de form a sem elhant e às det erm inadas pelo cérebro (RUSSEL, 2004).

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com ponent es e suas funções e verificar com o se relacionam , pode dar condições para alcançar o ent endim ent o do seu funcionam ent o.

Evoluindo com a espécie hum ana, o cérebro vem agregando m udanças em seus m ódulos e suas funções de form a individual. A apt idão para det erm inadas ações é um exem plo de adapt ação cerebral. Com suas “ apt idões” desenvolve at ividades t idas com o corriqueiras: a respiração, por exem plo, e t arefas m ent ais m ais com plexas com o os pensam ent os.

Sant os e Souza (2010, p. 260) dest acam :

A cognição hum ana decorre da capacidade desenvolvida por hom ens e m ulheres para criação ou com posição de represent ações m ent ais e processos im aginat ivos, part indo da m em ória de sensações, sent im ent os e idéias. Essas criações ou com posições são provocadas por pert urbações int ernas que, em part e, decorrem diret am ent e dos est ímulos recebidos do am bient e no qual os seres hum anos são inseridos.

A propost a de divisão do cérebro em m ódulos, sugerida em pesquisas nas áreas da ciência cognit iva, psicologia evolut iva, int eligência art ificial e neurociência, indicam que est es realizam funções específicas, que junt os t rabalham para suprir as necessidades de processam ent o de inform ações da m ent e.

O processo de t om ada de decisão pressupõe um a at ividade essencialment e individual no t rat am ent o das inform ações recebidas e na resolução do problem a. Vários fat ores det erm inam a escolha, dent re esses a sensação e a percepção. Em bora m uit os dos processam ent os individuais se t ornem unanim idade com o passar do t em po.

Para Lévy (2004), as inform ações se encont ram est rut uradas em redes associat ivas e esquem as na m em ória de longo prazo. Assim , os m odelos de realidade ou a visão de m undo que são diferent es e facilm ent e ident ificados em cada ser hum ano est ão regist rados nest a m em ória. O aut or ainda dest a que, “ dada à arquit et ura do sist em a cognit ivo hum ano, é m uit o m ais rápido e econôm ico recorrer aos esquem as já pront os de nossa m em ória de longo prazo” (LÉVY, 2004, p. 153).

A part ir da at ivação do sist em a de raciocínio, alguns processos acont ecem rapidam ent e e det erm inam a ação im ediat a.

Pesquisas do final do século XX e início do XXI apont am que é possível, at ravés da observação da at ividade neuronal, ant ecipar a decisão que será t om ada diant e de um fat o. Em not ícia vinculada no Port al da Educação (2008), sobr e at ividade neuronal, o professor Carlos Acuña, do Depar t am ent o de Fisiologia da Faculdade de M edicina de Sant iago de Com post ela, com ent a que “ a at ividade cerebral precede o m om ent o em que se t om a um a decisão” . Segundo Acuña, os fat ores que influenciam na t omada de decisão est ão represent ados na at ividade neuronal e ele as ident ifica com o: as lem branças, a sit uação at ual, as expect at ivas, os valores ou o cust o benefício que geram (Port al da Educação, 2008).

A t om ada de decisão é det erm inada em fração de segundos e para t al, a faculdade de percepção segundo Lévy (2004), ou reconhecim ent o de form as se dá com grande rapidez, no qual o sist em a cognitivo se est abiliza e é possível o reconhecim ent o im ediat o de um a sit uação ou objet o e encont rar a solução. M at urana (2002, p. 71) quando fala sobre percepção, diz que est a consist e em “ um a regularidade de condut a exibida pelo organism o em seu operar em correspondência est rut ural com o m eio, e que o observador apont a com o se dist inguisse um objet o, ao associá-lo à circunst ância am bient al que a desencadeou” .

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sent im ent os, sit uações, fat os et c. com vist as a um a t om ada de decisão ou busca de um a solução” .

Pode-se dizer que um a inform ação arm azenada est ará ligada a um a experiência conscient e que represent ará um aspect o dest a inform ação. Assim , um a inform ação absorvida e t rat ada represent ará um conhecim ent o que será ut ilizado como base para out ra ação.

M uit os est udos são publicados no Brasil sobre est a t em át ica, m as o foco principal dest as pesquisas “ det erm inam com o um a decisão deve ser t om ada e não com o a decisão é t om ada” (SANTOS; WAGNER, 2008, p. 12). Além de não ser t ão eficaz, quant o à definição do t em a, Lobler (2004), analisou os jornais de adm inist ração m ais conceit uados do Brasil ent re os anos de 1993 e 2002 e ident ificaram apenas 53 art igos publicados sobre a t em át ica de processo decisório organizacional. Ou seja, é um indicador pouco expressivo dado a im port ância das pesquisas na área, e se considerar a conclusão de Sant os e Wagner (2008), pode se afirm ar que os art igos, além de serem em pequeno núm ero, ainda não aprofundam a form a com o a decisão é t om ada.

Est e art igo procura apresent ar o processo de cognição da m ent e, com base nas inform ações arm azenadas ao longo da aprendizagem , para alcançar um nível aceit ável de discernim ent o e at ingir um objet ivo predet erm inado. Para isso, será ut ilizado o recurso da pesquisa bibliográfica para t raçar um a linha de raciocínio que apresent e os processos de const rução de um a t om ada de decisão pelo processo cognit ivo.

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TRATAM ENTO HUM ANO DA INFORM AÇÃO

Definir inform ação t em sido objet o de est udo de diferent es áreas do conhecim ent o. M ais com um ent e t rat ada na Ciência da Inform ação, no qual t em em Davenport (1998) a propost a m ais dinâmica e int erdisciplinar: o t erm o inform ação envolve dado e conhecim ent o e com o se est abelece a conexão ent re os dados brut os e o conhecim ent o que dele se pode obt er.

Para Drucker (1988, apud DAVENPORT, 1998, p. 18), a inform ação pode ser definida com o sendo “ dados dot ados de relevância e propósit o” . Sob est e aspect o, a análise recai sobre quem at ribui est a relevância. Os m esm o aut ores indicam que se t rat a de um m ecanism o individual e essencialm ent e hum ano. São as pessoas que t ransform am os dados em inform ações, um a vez que est as exigem análises sim ples ou apuradas.

Nest a perspect iva, o conhecim ent o se dá quando há a dot ação de um significado, a cont ext ualização do dado, a int erpret ação e m uit as vezes um a ação, ou seja, suport e a t om ada de decisão. Acrescent ando assim o conhecim ent o pr évio, sua sabedoria prelim inarm ent e já desenvolvida ou consolidada. Dest a form a, será possível o t rat am ent o da inform ação e suas im plicações em ações. Ações que em consequência se t ransform arão em conhecim ent o, sendo est e sim bolicam ent e arm azenado na m ent e.

À m edida que cresce a necessidade de inform ação par a t om ada de decisão, t am bém o envolvim ent o hum ano no t rat am ent o dos dados e inform ações se t orna de m aior valia, pois há necessidade de alcançar um produt o final im port ant e, o conhecim ent o.

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relacionados à inform ação (BARRETO, 2006). O m esm o aut or apresent a uma est rut ura piram idal que expõem os est oques e fluxos de inform ação com o m ost ra a Figura 1.

Figura 1: Pirâm ide de Est oque e Fluxo de Inform ação Font e: Barret o (2006, p. 5)

Na base da pirâmide exist em fat os, ideias e sensibilidade que são produt os do cot idiano hum ano (pensados ou vivenciados) que se t ransform am em est oques de inform ações por m eio da organização apurada da m ent e que realiza um processo int erno ou ext erno (disposit ivo para ajudar) (SILVA, 2009). A inform ação se t ransform a em conhecim ent o quando há deslocam ent o do est oque de inform ação, por m eio de um a sucessão de event os subjet ivos e diferenciados para cada indivíduo que leva at é a m ent e de algum ser pensant e em det erm inado espaço social (BARRETO, 2006).

Por sua vez, Zhang (2000) aborda est udos relacionados às represent ações e as form as, verificando com o elas int erferem na t om ada de decisão, e debat e suas relações com a ciência da cognição e da inform ação. O aut or aborda as represent ações int ernas dos t om adores de decisão, ou seja, a form a com o o conhecim ent o se est rut ura na m ent e hum ana. O aut or aborda quat ro t ipos de represent ação int erna: Represent ação proposit al; analógica; procedural; paralela e dist ribuída.

A represent ação proposit al é gerada por jogos de sím bolos ou proposições discret as, de t al form a que o conhecim ent o e os conceit os possam ser expressos form alment e. Por sua vez, as represent ações analógicas correspondem aos m odelos baseados em um a analogia ent re caract eríst icas present es em diferent es objet os, podendo, ou não, ser um a analogia concret a.

A represent ação procedural faz conexão com os procedim ent os relacionais e a execução de t arefas, int im am ent e relacionado com ação e habilidade hum ana. Por fim , a represent ação paralela e dist ribuída, que sint et iza est rut uras de conhecim ent o que não podem ser represent adas pela mem ória hum ana, mas são ut ilizadas para a m odelagem da capacidade hum ana no seu processam ent o da inform ação. Além da represent ação int erna, o aut or t rabalha com o conceit o da represent ação ext erna, que est á associada ao conhecim ent o e a est rut ura do am bient e, t ais com o sím bolos, objet ivos e dim ensões.

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represent ações ext ernas podem ser t ransform adas em represent ação int erna at ravés da m em ória, não havendo a necessidade de const ruir um m odelo int erno do am bient e para m ediar às ações. Dest a form a, as represent ações ext ernas não correspondem apenas a um a ent rada e est im ulo a represent ação int erna, pois as represent ações ext ernas podem guiar e det erm inar t arefas execut adas pelo sist em a cognitivo hum ano. Todo esse processo t em por objet ivo a t ransform ação das inform ações, disponíveis no am bient e, em conhecim ent o.

Ainda no cam po das represent ações, Bast os (2001) aborda a corrent e const rut ivist a sob a ót ica da t eoria da cognição. Segundo o aut or, os est udos não devem se rem et er apenas aos aspect os sint át icos da t om ada de decisão, m as t am bém aos aspect os sem ânt icos do m esm o, ou seja, o est udo deve encorpar o significado de cada ação, a linguagem e o cont ext o ut ilizados e a cult ura present e no am bient e. Segundo o Bast os (2001, p.93) “ o indivíduo ao se com port ar, busca m odificar am bient es e cont ext o, influenciar out rem , dirigir seu próprio com port am ent o” , sendo que a m odificação não é individual, ele precisa int eragir com out ras pessoas, t rocar experiências, inform ações e, at é m esm o, se envolver em ocionalm ent e e afet ivam ent e na const rução da sua visão de m undo, que dará suport e a sua t om ada de decisão.

A sensação e a percepção são as bases que int erligam com plexas redes geradoras de decisão capazes de alt erar a hist ória das organizações, pois os at os dos indivíduos, dent ro de um cont ext o singular, de acordo com o que é per cebido, int erpret ado e const ruído baseiam as decisões t om adas (BASTOS, 2001).

Sensação e Percepção est ão int im ament e relacionadas com a t ransform ação de inform ação em conhecim ent o, e consequent em ent e a ut ilização dest e conhecim ent o de form a produt iva pelos indivíduos. Para chegar ao nível de inform ações relevant es para um a det erm inada ut ilização, se t orna necessário considerar a sensação e percepção do indivíduo que gerou os dados e com o eles foram analisados. Dados gerados com falha de sensação ou por percepção fragm ent ada e incom plet a, podem levar a inform ações equivocadas que prejudicarão a const rução do conhecim ent o. Assim , será abordada a sensação e a percepção do individuo, frent e ao am bient e m ut ável e um a m ent e influenciada por um dom ínio.

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SENSAÇÃO E PERCEPÇÃO

A função pedagógica da percepção pode ser definida com o um conjunt o de m ecanism os de codificação e coordenação dos diferent es t ipos de sensações elem ent ares, buscando at ribuir um significado. A percepção int egra várias sensações relacionadas aos sent idos do ser hum ano, sendo ligados ao percept , que é um a espécie de m apa m ent al que perm it e ao indivíduo reconhecer det erm inado objet o, de acordo com sua percepção.

Ent ão, é possível dizer que a percepção é um conjunt o de sensações organizadas pela m ent e, que são capt adas do m eio at ravés dos sent idos. Ent ret ant o, est a percepção est á relacionada com a form a de com preensão do am bient e pelo individuo, pois as sensações adquirem det erminada form a na m ent e do hom em . Ut ilizando a m et áfora de Plat ão, podem os dizer que a im agem que é projet ada na caverna da m ent e, depende de um a série de fat ores com que o indivíduo est á ou não fam iliarizado. Pois dependendo de com o t em a visão do m undo, seus conhecim ent os ou sobre o que se procura, as im agens se m oldarão às expect at ivas int rínsecas de sua m ent e. Nest e sent ido Barret o (2006, p. 13) dest aca que:

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est rut uras form ais são const ruídas pelo sujeit o sensível, que percebe o m eio. A geração de conhecim ent o é um a reconstrução das est rut uras m ent ais do indivíduo realiza através de suas com pet ências cognitivas, ou seja, é um a m odificação em seu est oque m ental de saber acum ulado, result ante de um a int eração com um a form a de inform ação. Essa reconstrução pode alt erar o est ado de conhecim ent o do indivíduo, ou porque aument a seu est oque de saber acum ulado, ou porque sedim ent a saber já est ocado, ou porque reform ula saber ant eriormente est ocado.

Cada indivíduo t em um a form a diferent e de t er sensação do am bient e, m esm o t endo os m esm os sent idos inerent es ao corpo hum ano. Ist o pode levar, na m aioria das vezes, a um a percepção diferent e das part es ou at é m esm o do t odo.

A sensação e a percepção ainda podem ser alt eradas por out ros fat ores ext ernos, m as que afet a diret a ou m esm o indiret am ent e a sensação, que por sua vez influência a percepção de um det erminado objet o na m ent e hum ana. O processo de represent ação do m undo decorre, m uit as vezes, da form a com o são percebidas as coisas. A percepção é part e fundam ent al do processo cognit ivo, buscando ent ender a form a com o a m ent e ent ra em cont at o com o m undo ext erior at ravés dos nossos sent idos, em bora fique a dúvida se percebem os os objet os at ravés de nossos sent idos ou se percebem os represent ações deles.

A percepção é est udada a um nível m ais sensorial do que cognit ivo. O foco é t raduzir o conhecim ent o do objet o t al com o ele é percebido pelo sujeit o. Inicialm ent e, est udos, principalment e na neurociência, apont am que a percepção depende da at ividade sim ult ânea e cooperat iva dos neurônios present es no córt ex cerebral. Est es est udos apont am a exist ência de m uit as dúvidas relacionadas aos processos cognit ivos e à percepção hum ana.

A ciência explica alguns fenôm enos por m eio das análises de est rut uras m ais sim ples, m as exist em dúvidas quando o assunt o é a com plexidade hum ana. Dest a form a, a ciência cognit iva visa escolher os níveis de descrição com por t am ent al, as int erpret ações dos sinais e observações, as inferências sobre os processos m ent ais e reconst it uir processos para realização de t arefas.

A dinâm ica da const rução do conhecim ent o envolve duas lógicas: a do conhecim ent o t ácit o, que é caract erizado pelo conhecim ent o de m undo const ruído at ravés de experiências, know -how adquirido e com pet ências consolidadas e o conhecim ent o explícit o, que é aquele que pode ser sist em at izado por m eio de suport e im presso, elet rônico ou digit al, sendo de fácil acesso e com part ilham ent o. Com o conhecim ent o é part e inerent e à m ent e hum ana, t orna-se im perat ivo falar sobre o Cérebro. Segundo M orin (1999, p. 97), o cérebro é const it uído por dois hemisférios, direit o e esquerdo, que se com plement am sendo “ um a m áquina t ot alm ent e físico-química nas suas int erações; t ot alm ent e biológica na sua organização; t ot alm ent e hum ana nas suas at ividades pensant es e conscient es” .

O cérebro é um t ecido que, apesar de com plexo, é regido pelas m esm as leis que governam t odas as dem ais células. O principal enigm a do cérebro é o pensam ent o. No conceit o linear, que aborda a consciência e o pensar, um est ím ulo (sensação), por m enor que seja, gera um a percepção que é int erpret ada e com parada com os dem ais eneagram as da m em ória.

Já, na t eoria m odular, t em -se a presença “ de um m ódulo responsável pela int egração do conjunt o de respost as ao est ím ulo, capaz de harm onizar dissonâncias e resolver conflit os, m ant endo-os fora da consciência” (FIALHO, 2001).

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relação diret a com a linguagem , que é necessária ao reconhecim ent o do significado e a represent ação de m undo. Tam bém a ut ilização de linguagem perm it e que o conhecim ent o fique regist rado na m ent e hum ana.

Nas organizações, a nat ureza produt iva do sist em a percept ivo, de acor do com Bessey (2002) pret ende fornecer um a melhor com preensão de duas quest ões ligadas aos art efat os cognit ivos do am bient e int erno, com dest aque para a ligação ent re rot inas e inovação, e a im port ância de códigos de com unicação no com part ilham ent o de experiências com uns pelos m em bros da organização. Segundo St arec (2006, p. 48) a inform ação é im prescindível para as pessoas e est as a ut ilizam de diversas m aneiras, pois est á present e nas at ividades hum anas:

A inform ação est á, de fat o, inserida em t odos os ambient es e se faz present e em t odas as at ividades hum anas, sociais, cient íficas, t ecnológicas, cult urais, políticas e econôm icas, assum indo um novo st at us e im port ância. São inform ações do governo, da sociedade, do m ercado, da concorrência, acadêm icas, adm inist rativas, dos am bient es de negócios, enfim , são inform ações variadas e produzidas de form a cont ínua que precisam ser recuperadas, classificadas, organizadas, processadas, analisadas e difundidas pela organização em cada vez m enos tem po.

Bessey (2002) fala da divisão da m em ória dos profissionais, que pode ser definida com o “ com put acional” , que dá suport e a operações de represent ação e m anipulação sim bólica e “ corporal” que é diret am ent e vinculada a experiências corporais, m as física ou m ent al, sendo est rut urada por per cepções discrim inat órias e fort es. Segundo est e aut or, os art efat os cognit ivos apresent ados ant eriorm ent e fazem um a espécie de m ediação ent re est es dois t ipos de m em ória. Ele t am bém assum e que a m em ória “ corporal” é predom inant e e influencia a est rut ura da m em ória “ com put acional” . A ligação com o nível organizacional é feit a quando se considera que a “ m em ória” organizacional é fort em ent e at ivada pelo exercício das at ividades, m as nem sem pre assegurada por registros form ais.

Em bora se possa t er em alguns casos a form alização do conhecim ent o dos profissionais at ravés da explicit ação de seus conheciment os, não se pode esquecer que para se ut ilizar dest e conhecim ent o são necessários out ros suport es. E é nest e nível que ent ram , com o suport e para o conhecim ent o, as inform ações absorvidas. Barret o (2006, p. 10) afirm a que:

Todo at o de conhecim ent o associado ao cont eúdo sim bólico de um a est rut ura de inform ação é um a cerim ônia com rit os próprios, um a passagem sim bólica, mediada por um a condição de solidão fundam ent al, t ant o para o em issor quant o para o recept or da inform ação, um a cerim ônia que acont ece em mundos diferent es.

Se ent re dois int erlocut ores há dificuldade de ent endim ent o sobre det erm inada inform ação, o que dizer das organizações? Ist o leva a ent ender o porquê dos est udos sobre as barreiras na com unicação. Silva (2009) dest aca que pesquisas foram realizadas por vários est udiosos que analisam a dificuldade e o papel da inform ação nas organizações. Ent re eles dest aca-se Wersig (1976), Freire (1987), Araújo (1978), Araújo (1999), St arec (2003) e Nat hansohn (2003) que ident ificaram em seus est udos algum as barreiras na com unicação que dificult am a ut ilização da inform ação nas organizações e agregaram suas descobert as em cat egorias (FREIRE, 2006, p 38-42). Para m elhor ent endim ent o list am -se, de form a sucint a, os t ipos de barreiras na com unicação da inform ação que foram encont radas pelos est udiosos:

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Barreiras Econôm icas: decorrent e da privat ização do conhecim ent o que adquiriu valor de propriedade privada para seu produt o, e sua publicação e uso dependerem do poder de negociação com o pr odut or do conhecim ent o;

Barreiras Legais: rest rições est abelecidas para acesso e uso da inform ação, especialm ent e a inform ação t ecnológica;

Barreiras de Tem po: pode ser dividida em dois aspect os: o prim eiro pelo fat o da inform ação envelhecer e se t ornar obsolet a; o segundo pelo fat o que há m uit o t em po ent re produzir a inform ação e dissem inar est a inform ação por m eio de com unicação eficient e.

Barreiras Financeiras: considerando que a inform ação quant o m ercadoria t em um preço relat ivo aos cust os e a dem anda de m ercado;

Barreiras de Eficiência: referent e ao t em po gast o com a t ransm issão e recepção da inform ação e sua ut ilização de form a efet iva pela organização.

Barreiras Terminológicas: nem sem pre os usuários e criadores da inform ação ut ilizam as m esm as linguagens no processo de recuperação da inform ação deixando lacunas que dificult am a com preensão da m ensagem.

Barreiras de Consciência e Conheciment o da Inform ação: o agent e que cria a inform ação se rest ringe a at ender a dem anda apenas com inform ações conhecidas e não am plia as font es.

Barreiras de Responsabilidade: o uso da inform ação, principalm ent e a t ecnológica, depende da capacidade do usuário final ut ilizar a inform ação com o insum o no processo produt ivo;

Barreiras de Capacidade de Leit ura: dificuldade de int erpret ação da inform ação pelo usuário causando at é dist orções no ent endim ent o da m ensagem ;

Barreiras de Idiom a: problem as com a com preensão das inform ações advindas de países com língua est rangeira;

Barreiras de m á Com unicação: quando as t ent at ivas para aum ent ar o fluxo de inform ação são pouco eficient es para at ingir um a boa qualidade e quant idade de inform ação;

Barreiras de Cult ura Organizacional: quando os funcionários e a organização não t êm a cult ura de com part ilhar as inform ações para serem ut ilizadas;

Barreiras de Falt a de Com pet ência: quando as pessoas envolvidas na ut ilização da inform ação não t êm a habilidade e ent endim ent os desejados para ut ilizar a inform ação;

Barreiras de Dependência Tecnológica: quando ao invés de facilit ar a vida da organização, as t ecnologias dificult am o processo seja por m á ut ilização ou dificuldade uso.

A classificação quant o à cat egorização das Barreiras na Com unicação da Inform ação possui t rês níveis, sendo:

Nível Est rut ural: relacionada a barreiras ideológicas, econôm icas, legais;

Nível Inst it ucional: relacionada à barreira t erminológica, de consciência e conhecim ent o da inform ação, responsabilidade, financeira, dependência t ecnológica, cult ura organizacional, m á com unicação;

Nível Pessoal: relacionada à capacidade de leit ura, idiom a, falt a de com pet ência.

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um a em presa e as est rat égias inst it ucionais de em presas e órgãos públicos. Cont udo, para que ocorra a absorção das inform ações est as devem est ar bem est rut uradas, acessíveis e disponíveis. A gest ão da inform ação e a gest ão do conhecim ent o podem ajudar a definir os suport es necessários para que a inform ação possa ser t ransform ada em m et a conhecim ent o (sabedoria), e est e em suport e à t om ada de decisão.

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TOM ADA DE DECISÃO

Para que ocorra a t om ada de decisão as pessoas envolvidas no processo devem t er a sua disposição o m aior núm ero de inform ações possíveis. Ent ret ant o, conform e indicado, boa part e de sua decisão vai levar em cont a o conhecim ent o int rínseco que possui.

A t om ada de decisão e seus est udos se consolidam com o um a im port ant e área de pesquisa no âm bit o da adm inist ração. A t om ada de decisão é algo nat ural que acont ece const ant em ent e dent r o das organizações, em m aior ou m enor nível, e afet a diret am ent e o dia a dia das organizações. Segundo Ant ony (1995, apud SANTOS; WAGNER, 2008) as decisões organizacionais podem ser classificadas quant o à at ividade administ rat iva pert encent e a ela, segundo t rês níveis:

Nível operacional: Significando o uso eficaz e eficient e das inst alações exist ent es e t odos os recursos para execut ar as operações. A decisão de nível operacional é um processo pelo qual se assegura que as at ividades operacionais sejam bem desenvolvidas. Para ist o a qualidade da inform ação e a rapidez que ela é disponibilizada são fundam ent ais para um a decisão acert ada, principalm ent e quando o t em po é fat or preponderant e para o sucesso.

Nível t át ico: Englobando a aquisição genérica de recursos e as t át icas para aquisição, localização de projet os e novos produt os, as decisões no nível t át ico são norm alm ent e relacionadas com o cont role administ rat ivo e são ut ilizadas para decidir sobre as operações de: Form ular novas regras de decisão; Variação a part ir de um funcionam ent o planejado; Análise das possibilidades de decisão no curso das ações. Est as decisões não necessit am t ant a rapidez para serem t om adas, m as se ocorre um t em po m uit o grande para se t om ar um a decisão, isso pode causar prejuízos e possíveis perdas.

Nível est rat égico: Englobando a definição de objet ivos, polít icas e crit érios gerais para planejar o curso da organização. A propósit o das decisões de níveis est rat égicos, é desenvolver est rat égias para que a organização seja capaz de at ingir seus m acro-objet ivos. Est as decisões são balizadas, na m aioria das vezes, por inform ações hist óricas e a urgência para t om ar um a decisão de cunho est rat égico não precisa ser t ão grande com o para t om ar um a de cunho operacional. A t om ada de decisão nos t rês níveis deve seguir crit érios de ot im ização e oport unidade da inform ação para sanar possíveis assim et rias.

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Sendo assim , a elaboração de fluxos de inform ação e o aproveit am ent o de sinergias exist ent es nas organizações perm it em a form alização de t écnicas de gest ão da inform ação e do conhecim ent o que auxiliam no processo de t om ada de decisão. As organizações devem t er processos t ransparent es, para criar um am bient e de int eligência com petit iva dent ro das suas est rut uras (M ILLER, 2002, p. 43).

Para Varela e Barbosa (2007, p. 3), o processo de t om ada de decisão e busca de solução est á relacionado à ação de pensar. Os aut ores dizem que: “ se est á pensando quando se realizam m últ iplos processos que t endem a relacionar ou com binar idéias, conceit os, sent im ent os, sit uações e fat os com vist as a um a t om ada de decisão ou busca de um a solução” . Com o o conhecim ent o hum ano é part e principal dos processos de gest ão do conhecim ent o, cabe defini-lo com o “ inform ação valiosa (...) que inclui reflexão, sínt ese e cont ext o, é de difícil est rut uração, t ransferência e capt ura em m áquinas, bem com o é freqüent em ent e t ácit o” (DAVENPORT, 1998, p. 18). A gest ão do conhecim ent o deve ident ificar um conjunt o de est rat égias capazes de ut ilizar at ivos de conhecim ent o para elaborar fluxos de inform ação e, dest a m aneira, auxiliar o processo de t om ada de decisão. Segundo Passos (2008, p. 1) a t om ada de decisão é preocupação dos indivíduos de nossa sociedade há bom t em po. O aut or esclarece que:

[...] a t om ada de decisão é, nat uralm ente, part e de um fluxo de pensam ent o iniciado nos t em pos em que o hom em , diant e da incert eza, buscava orient ação nos ast ros. Desde ent ão, nunca cessou a busca de novas ferrament as decisórias, do sist em a numérico indo-arábico ao em piricism o sist em át ico de Arist óteles, dos avanços na lógica do frade Occam ao raciocínio indut ivo de Francis Bacon à aplicação do m ét odo científico por Descartes. A crescent e sofist icação da gest ão de risco, a com preensão das variações do com port am ent o hum ano e o avanço t ecnológico que respalda e sim ula processos cognit ivos e m elhoraram , em m uit as sit uações, a t om ada de decisão.

Assim , desde os t em pos m ais rem ot os se procuram respost as para solucionar problem as com a form ulação de est rat égias, pois as respost as cert as auxiliaram na t om ada de decisão que sejam sat isfat órias, e est as envolvem o em prego do conhecim ent o.

Para Choo (2003, p. 30) o conhecim ent o é part e int rínseca da m ent e hum ana e a criação de est rat égias decorre da int erpret ação do ambient e e da com preensão das m udanças e dos significados. Const ruir conhecim ent o e elaborar est rat égias são at ividades conexas para t om ada de decisão. Todavia, o processo de criação de conhecim ent o decorre das inform ações dem andadas e das inform ações disponíveis ao ser hum ano, ou seja, o indivíduo absorve inform ações de acordo com as necessidades por ele est abelecidas.

De acordo com Wurm an (1995, p. 48), a com preensão dessas necessidades envolve cinco t ipos de inform ação:

a) Inform ação Int erna: refere-se às inform ações int ernas do corpo hum ano, que assum em a form a de m ensagens cerebrais;

b) Inform ação Conversacional: diz respeit o às inform ações form ais ou inform ais, t rocadas ao decorrer do dia at ravés de conversas; sendo um a im port ant e font e de inform ação;

c) Inform ação de Referência: pode ser definida com o aquela que opera os sist em as do m undo em que se vive, ou seja, m at eriais que são usados com o referência, podendo ser desde um m anual de inst rução, at é um sim ples folhet o inform at ivo;

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e) Inform ação Cult ural: est a form a de informação se refere a t udo aquilo que é capaz de expressar algum t ipo de caract eríst ica visando com preender e acom panhar a form ação da civilização, bem com o det erm inar at it udes, crenças e a nat ureza de sociedade.

As int enções da organização devem ser bem definidas quant o ao favorecim ent o de um a aut onom ia aos indivíduos em busca de inform ações. O caos criat ivo pode ser favorável, na m edida em que propicia a form ulação de novos conceit os. Por sua vez, a redundância que deve ser encarada com o a disponibilização da inform ação, m esm o onde ela não é requisit ada, deve ser im plem ent ada com equilíbrio evit ando assim sobrecarregar as t arefas e prejudicar as operações organizacionais.

É sabido que pessoas t endem a analisar um problem a com base em experiências ant eriores. Não m uit o dist ant e dessa const at ação, a t om ada de decisão t am bém pode ser vist a com o a execução de det erm inada ação em decor rência de t er obt ido sucesso em um m om ent o ant erior. Pode-se dest acar que “ em bora a procura de form as para subsidiar as m elhores escolhas na t om ada de decisão seja pont o pacífico ent re os gest ores, o que se percebe na verdade é que t odos t ent am diminuir as incert ezas, ou m elhor, a assim et ria de inform ações” (SILVA, 2009, p. 34).

A assim et ria de inform ações ocorre porque indivíduos não possuem os m esm os conhecim ent os dent ro de um processo de t om ada de decisão. Nest e processo, alguns dos indivíduos envolvidos det êm m ais inform ações e conhecim ent os que out ros. Em econom ia, se diz que é problem a dos m ercados im perfeit os, pois os envolvidos em negociações não t êm as m esm as condições de processar, int erpret ar e ut ilizar as inform ações ou at é m esm o de conseguir est as inform ações para efet iva ut ilização (PINDYCK; RUBINFELD, 1999).

A t om ada de decisão pode ser vist a com o o m odo com o as pessoas agem em det erm inado m om ent o no qual uma ação decisória é necessária. Klein (1998) fala em t om ada de decisão nat uralist a, em que a ação ocorre em um am bient e nat ural, ut ilizando as m ais diversas font es de poder. A t om ada de decisão, na visão nat uralist a, pode ser ent endida com o qualquer ação que envolva as seguint es caract eríst icas:

Lim it ação de Tem po;

Risco elevado e de qualquer sort e;

Form uladores de decisão ou est rat egist as experient es;

Presença de inform ação inadequada, am bígua ou errada;

Presença de objet ivos e/ ou procedim ent os m al definidos,

Exist ência de aprendizagem por sugest ão,

Est resses,

Presença de equipes coordenadas.

A t om ada de decisão nat uralist a não m apeia apenas o curso dos fluxos percorridos pelas ações at é a t om ada de decisão, m as descreve principalment e o processo cognit ivo do t om ador de decisão. É um processo válido à m edida que o m ét odo consegue responder quais t ipos de inform ação o t om ador de decisão est á dem andando. Além disso, o processo deve est abelecer a relevância dessas inform ações no processo de escolha das ações pelo t om ador de decisão. Dest a form a, a t om ada de decisão nat uralist a det erm inará quais as informações os t om adores de decisão julgam m ais im port ant es e com o consequência, as ut ilizam com m aior peso no processo de t om ada de decisão.

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est udos concent ram esforços visando definir fluxos que não gerem problem as relacionados à dist orção da inform ação, a criação de expect at ivas excessivas e a predisposição.

Esse é um problem a com um enfrent ado pelo t om ador de decisão, pois a int erpret ação equivocada de “ pequenos erros” pode levar a grandes problem as. Ent ende-se que os erros na t om ada de decisão são at ribuídos a raciocínios imperfeit os decorrent es de uma série de fat ores, t ais com o a pouca experiência do t om ador de decisão, a assim et ria de inform ações e, principalment e, um equívoco no processo de sim ulação m ent al. Est e é, sem dúvida, o principal erro, pois o t om ador de decisão ident ifica pequenos problem as, m as os subest im a, não perm it indo a elaboração de ações que possivelm ent e poderiam vir a solucioná-los.

A corrent e defendida pela t om ada de decisão nat ur alist a descreve os t om adores de decisão com o indivíduos que t êm a preocupação em analisar o am bient e e os part icipant es que são part es int egrant es de um a sit uação que requer um a ação. A idéia é m edir a sit uação e renovar o est ado de inform ação dos part icipant es, at ravés de feedback, para que se possa chegar em um a ação conjunt a, ao invés de desenvolver várias ações e escolher qual delas t erá a m elhor respost a para o problem a propost o, econom izando t em po e recursos.

Dest a form a, a t om ada de decisão nat uralist a induz o t om ador de decisão ao cont role e m aior eficiência em processos operacionais, sem que haja um a perda da criatividade e da iniciat iva individual. Esse procedim ent o só é possível, pois os t om adores de decisão se preocupam , inicialm ent e, com a m et adecisão para só ent ão se preocupar com a m et arrecognição.

A t om ada de decisão im plica no t ot al com prom et im ent o no processo de elaboração e execução de um a ação, exigindo a m áxim a racionalidade e visando reduzir os riscos inerent es a t om ada de decisão. De acordo com Choo (2003), exist em duas opções em processos de t om ada de decisão. A prim eira, em que o decisor opt a por um a solução sat isfat ória, e a segunda, onde ele opt a pela m elhor solução. Sendo que a prim eira alt ernat iva pode ser caract erizada por at ender apenas aos crit érios m ínim os e necessários à sat isfação (SILVA, 2009). Já a segunda opção, em t erm os de nível de sat isfação, se m ost ra m uit o superior a prim eira. Ent ret ant o, elas acabam sendo caract erizadas por quest ões de sim plificação cognit iva, que generalizam e t rat am de form a sint ét ica m uit as crenças e expect at ivas, na int enção de reduzir os níveis de incert eza e elevar as probabilidades de êxit o. Choo (2003) fala desse problem a, pois a redução do esforço m ent al pode levar a problem as de análise e julgament o.

Dest a form a, é im port ant e congregar a escolha de um a solução para que seja sat isfat ória e que envolva a melhor solução. Para chegar a um nível de solução de um problem a é necessário t er o m aior núm ero de variáveis analisadas e t er inform ações confiáveis do problem a sob vários ângulos e form as. Um especialist a que t rabalha dent ro de um det erm inado dom ínio t em em sua “ caverna” as form as necessárias para excluir qualquer dúvida, e essas form as aliadas a sua vivência e ao preparo adequado são elem ent os que o guiarão de form a corret a e m ais seguras a t om ar decisões, que t erá grande possibilidade de êxit o dent ro da organização.

5

CONCLUSÃO

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at o de pensar que o processo de t om ada de decisão se configura, pois o indivíduo busca por relações e com binações de idéias, conceit os, fat os et c.

Nest e espaço se verifica que o processo de t om ada de decisão não é sim ples, um a vez que a grande quant idade de inform ações exige um t rat am ent o individual buscando t ransform á-las em conhecim ent o e, dest a form a, ut ilizar esse conheciment o no processo pret endido. Não é um processo sim ples, pois a grande quant idade de inform ações, quando não organizadas e t rat adas, pode prejudicar o processo de t om ada de decisão.

A percepção assum e im port ant e papel, pois além de ser um conjunt o de sensações capt adas pelos sent idos e organizadas na m ent e, ainda se relaciona com a form a pela qual o indivíduo com preende as inform ações disponíveis no m eio. Dest a form a, a t om ada de decisão est ará de acordo com as inform ações recebidas ao longo do processo de aprendizagem e com visão de m undo do indivíduo e do seu conhecim ent o prévio sobre a solução dem andada.

Enfim , o processo de t om ada de decisão pode ser definido com o a form a que os indivíduos agem quando um a ação decisória é dem andada, no qual se deve levar em consideração a análise e o julgam ent o das inform ações disponíveis, além de sua associação com o am bient e em que o individuo est á inserido. A t om ada de decisão im plica no com prom et im ent o em um processo em que a racionalidade, o t rat am ent o da inform ação, a percepção e a sensação são exigidos ao m áxim o, buscando reduzir riscos exist ent es e êxit o nas ações.

Cognitive processing of informat ion for decision-making

Abstract

St udies in several areas of know ledge t urn to underst anding t he features of t he brain. M appings of t heir connect ions and their importance in det ermining t he actions of individuals are developed on a large scale, in search of underst anding for a possible artificial reproduct ion. Checking their development t hroughout the evolution of mankind, t he brain changes and adds condit ions processed individually. This process is t he individual t hat det ermines t he particularit y w it h w hich the act ivities are developed, t he w ay defined the act ions and at titudes of every human being. The individual processing of informat ion in t he mind of each person w ill det ermine t he uniqueness of their act ions, react ions, percept ions, feelings, at t itudes, among ot hers. Here w e w ant to present how t his process is actualized in the individual decision-making, seen as a part icular act ion is det ermined by t he react ion front and personal underst anding to a part icular situation.

Keyw ords: Cognit ive Process. Informat ion. Decision M aking.

Art igo recebido em 03/ 01/ 2011 e aceit o para publicação em 22/ 04/ 2011

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Figura 1:  Pirâm ide de Est oque e Fluxo de Inform ação  Font e: Barret o (2006, p. 5)

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