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Kaley

Eu nunca pensei que conheceria Arturo Barone.

Ele estava tão longe da minha realidade. Eu sabia quem ele era, é claro. Uma lenda viva no mundo do crime em Chicago. Ele construiu a organização de sua família do nada, passando de uma pequena operação para a coisa incrível que era nos dias atuais.

Todos os homens da máfia russa falavam sobre ele. Os jovens se gabavam do que fariam se o vissem, como o espancariam sem sentido, a forma que o matariam ou algo assim.

Mas os homens mais velhos falavam dele com reverência.

Sempre fiquei surpresa ao ouvir meu pai e seus amigos falarem de Arturo não como seu inimigo odiado, mas como um empresário respeitado. Eles o admiravam de várias maneiras, mesmo que tentassem miná-lo ativamente.

Arturo Barone havia crescido em proporções épicas em minha mente. Eu nunca pensei em vê-lo, muito menos caminhar direto para o seu santuário.

Foi por isso que meu estômago estava um desastre nervoso enquanto eu seguia Vince pelos corredores da casa de Arturo.

Realmente não me ocorreu o que exatamente estava acontecendo.

Realmente não parecia ser real, estar no meio da fortaleza da máfia

italiana. Provavelmente porque parecia mais um hotel de luxo do que um complexo da máfia.

Mas eu estava prestes a conhecer o homem mais poderoso da cidade.

— Não fique nervosa — disse-me Vince.

Eu assenti. — Eu não estou.

Ele riu. — Você realmente gosta de mentir, não é?

— Tudo bem — eu disse. — Ok, estou nervosa.

— Bom. Estarei com você o tempo todo.

Nós nos movemos pelos corredores, meu corpo ainda estava zumbindo do que havia acontecido apenas alguns minutos atrás.

Tudo estava tão confuso em minha mente naquele momento. Gozei na boca incrível de Vince enquanto ele chupava minha boceta encharcada, subitamente com medo de conhecer o chefe da família Barone dentro de alguns minutos.

E agora é claro, meu relacionamento com Vince era muito mais complicado do que eu queria.

Nunca tinha planejado fazer algo assim com ele. Claro era atraente, sexy na verdade, com todas aquelas tatuagens e sua boca suja. Mas ele era um mafioso perigoso, não o tipo de homem que eu precisava.

Eu precisava de um pai para o meu filho, não um idiota. Ele poderia me dar alguma proteção agora, mas não era minha intenção ter ele na minha vida de forma significativa.

Então, como deixei me tocar desse jeito? Fez me sentir incrível.

Essa foi a parte mais assustadora.

Finalmente, chegamos diante de uma grande porta de madeira. Vince bateu duas vezes.

— Entre. — uma voz chamou de dentro.

Vince abriu a porta e entramos.

O escritório de Arturo era muito parecido com o resto da casa, ricamente mobiliado, muita madeira e ouro, o tipo de lugar em que um homem de poder como ele poderia estar presente.

Haviam três homens na sala. Lucas Barone estava encostado na parede e assentiu quando entramos. Outro jovem estava parado ao lado dele, com os braços cruzados, sorrindo gentilmente para mim.

E depois havia o próprio Arturo. Ele era mais velho, mais pesado, com pouco cabelo e curto. Ele não se parecia com o homem aterrorizante que eu imaginava em minha mente todos esses anos.

Ele parecia mais um treinador de futebol americano do ensino médio, mas usava um terno de aparência cara.

— Kaley. — ele disse. — Eu sou Arturo Barone. Este é o meu filho Lucas e um dos nossos capos, Gian.

— Olá. — eu disse, nervosa.

— Sente. — Ele acenou com a cabeça para as cadeiras na frente de sua mesa. Nos sentamos na frente dele.

— Então, Kaley, como tem sido sua estadia aqui?

— Boa — eu disse. — Aqui é muito lindo.

Arturo sorriu. — Bom. Fico feliz que você pense assim.

Tratamos nossos hóspedes da melhor maneira possível.

— Eu realmente aprecio sua hospitalidade.

Ele se recostou na cadeira, me olhando. — Você sabe por que você foi chamada aqui, sim?

Eu assenti. — Você está tentando descobrir o que fazer comigo.

Ele sorriu de novo. — Sim, nós estamos. Devo ser sincero com você, Kaley?

— Por favor.

— Você é um problema. Você é filha de Anatoli Kozlov, uma dor notória na minha bunda, o que significa que você deve ser o inimigo. — Ele suspirou e olhou para Lucas. — Me dê uma bebida, filho.

A sala ficou em silêncio quando Lucas serviu um uísque a Arturo colocando na frente dele. Arturo tomou um gole e assentiu quase para si mesmo.

— Agora. — ele disse, continuando. — Você tem esse bebê que diz ser filho de Vincent. Vou perguntar, embora duvide que você mude sua história. A criança é verdadeiramente de Vincent?

— Sim. — eu disse.

— Claro. Bem, isso é complicado. Nós gostamos de Vincent, ele é um trabalhador muito bom, implacável e inteligente à sua maneira.

Olhei para Vince, mas seu rosto não revelou nada.

— Sua família nos ameaçou com uma guerra, Kaley.

Eu pisquei. — Sério?

— Sim com certeza. Vale a pena entrar em uma guerra por você?

— Eu não sei. — eu disse suavemente.

— Não. — ele disse. — Não vale a pena entrar em uma gurrra por você. Diga isso de volta para mim.

Senti um calafrio sobre mim. — Não vale a pena entrar em uma guerra por mim.

— Bom.

Eu estava apavorada. Eles estavam prestes a me expulsar? Eu não sabia para onde ir se eles me expulsassem, o que eu faria.

Eu não tinha mais nada. Eu tinha algum dinheiro, mas não o suficiente para ir longe. Talvez Vince me ajudasse, mas eu tinha as minhas dúvidas, não enquanto não saísse os resultados do teste de paternidade.

Eu estava ferrada. não valia a pena entrar em uma guerra por mim, eu sabia que isso era verdade. Eu não tinha nenhuma informação útil para eles e não contaria a eles, mesmo que tivesse.

Tudo que eu tinha era meu filho. Ele era metade da máfia russa e metade da máfia italiana. Eu esperava que o Vince amolecesse o seu coração e ajudasse Alexei, mas estava começando a perceber o quão tolo e infantil isso era.

Essas pessoas não me conheciam. Eles não tinham motivos para me proteger ou ajudar. Na verdade, eu era uma grande responsabilidade para a organização deles.

— Eu entendo. — eu disse suavemente.

Arturo terminou sua bebida e olhou para mim. O quarto estava calmo e tenso, e eu podia sentir a agitação de Vince perto de mim. Ele não estava falando, mas claramente estava com raiva de alguma coisa.

Talvez ele tenha dado a mínima, afinal. Mas ele não iria me ajudar se soubesse o que era bom para ele.

— Eu preciso que você entenda isso. — disse Arturo, — Porque eu não quero que você pense que é a razão pela qual estamos permitindo que você fique aqui.

Eu pisquei, surpresa. — O que?

— Estamos oferecendo a você nossa proteção Kaley. Vamos entrar em guerra com sua organização, mas não é por sua causa.

Nós estamos indo para a guerra porque estou cansado da porra dos russos sendo rudemente autoritários.

Eu olhei para ele, completamente chocada. Estava esperançosa e angustiada ao mesmo tempo. Eu seria protegida, permitiriam que eu ficasse com o meu filho, mas as pessoas morreriam.

Minha família estaria em perigo por minha causa.

— Mas — disse Arturo, levantando o dedo, — Se a criança não for de Vincent, nós o mataremos e jogaremos o bebê em um rio.

Você entende?

Eu assenti. — Sim, eu entendo.

— Diga-me agora se você está mentindo. Vamos deixar você ir, mas esta é sua última chance.

— Eu não estou mentindo.

— Bom. — Ele se recostou na cadeira e quase pareceu aliviado. — Gian, vá contar aos outros.

O jovem assentiu e saiu da sala.

— Última coisa, Kaley — disse Arturo. — Precisamos que você seja útil para nós e, por isso, quero que você pense muito sobre qualquer informação que possa me dar que ajude nossa causa.

— Eu não trairei minha família.

Ele riu. — A família que quer roubar seu filho?

— Eu não os trairei. — eu disse suavemente. — Eu não quero que eles se machuquem.

— Claro que não. Mas, infelizmente, suas ações garantiram que sim. Então eu imploro, me dê informações, facilite esta guerra para todos.

Eu balancei minha cabeça. — Não sei de nada, mas não diria se soubesse.

— Veremos. — Arturo olhou para Vince. — Leve-a de volta para seu quarto.

— Sim senhor.

Eu segui Vince para fora do escritório e pude sentir os olhos de Arturo em mim o tempo todo.

Uma vez fora dali nos afastamos rapidamente. Passamos alguns corredores antes do Vince parar e se virar para mim.

— Espero que você entenda o que aconteceu lá — ele disse.

— Entendi.

Ele me pressionou contra uma porta, prendendo meu corpo contra ela. — Você tem certeza? Homens vão morrer.

— Eu não pedi para eles entrarem em guerra.

— Não, mas suas ações os forçou a isso.

Eu não conseguia olhar para ele. — Alexei é seu filho, Vince.

— Sim talvez. Não tenho medo da guerra, Kaley. Vou matar sua família se for preciso. Mas se você puder nos ajudar a evitá-lo, pense muito sobre isso.

A raiva cresceu dentro de mim. — Eu não sei de nada e não diria se soubesse — eu rebati. — Não vai ser tão fácil matar minha família.

— Talvez — disse Vince, sorrindo. — Mas definitivamente daremos o nosso melhor.

Eu o empurrei para longe, irritada além das palavras. Por que ele diria isso para mim? Eu não queria que ninguém morresse, não queria que minha família se machucasse. Eu também não queria que os italianos se machucassem. Tudo que eu queria era meu bebê, nada mais.

Talvez eu tenha cometido um grande erro ao vir até Vince.

Talvez eu devesse ter fugido, tentado fazer isso sozinha. Eu sabia que minha família me caçaria, e eu basicamente não tinha recursos para me ajudar. Vince era minha única esperança real.

Mas isto só estava trazendo muito mais dor. Eu odiava ser a causa direta da morte e destruição. Eu odiava que minha família estivesse disposta a entrar em guerra por mim, porque sabia que eles não se importavam comigo.

Eu era apenas um peão em tudo isso, uma desculpa fácil.

Arturo não estava em guerra por mim; ele estava entrando em guerra porque estava cansado da minha família tomar seu território.

Todos os bastardos queriam me usar. Eles eram todos bastardos, especialmente Vince.

Ele sorriu para mim, um sorriso delicioso.

O sorriso de um bastardo sujo.

— Vamos, princesa. — ele disse. — Vamos lá.

— Você pode me usar como desculpa — eu disse suavemente,

— mas a verdade é que todos vocês querem se matar. Eu sou um motivo conveniente. Mas não vou deixar você me arrastar com você.

Ele riu e balançou a cabeça. — Vamos.

Continuamos andando voltando para o meu quarto.

Com que rapidez as coisas mudaram. Não faz muito tempo, eu estava pensando em querer Vince na minha vida. Ele fez meu corpo parecer tão incrível.

Agora, porém, ele era apenas mais um bastardo com quem eu tinha que lidar. Todos esses homens queriam matar uns aos outros e me usar como desculpa, mas eu não daria o braço a torcer, eu tinha que pensar em Alexei.

Vince me deixou no meu quarto e foi embora com um olhar sombrio.