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6. APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

6.1. Análise Descritiva/Inferencial

6.1.1. Caracterização das variáveis identificadoras

6.1.1.1.Género

Tabela 1 - Estatísticas relativas ao género dos treinadores.

Frequência (N) Percentagem (%)

Masculino 40 100

Feminino 0 0

Total 40 95

Quanto ao género, todos os treinadores da nossa amostra, são do sexo masculino (100%)

Desta forma no género dos inquiridos nós possuímos uma predominância total de inquiridos do sexo masculino.

6.1.1.2. Idade

Tabela 2 - Representação das estatísticas relativas à idade dos treinadores.

Média 31,63

Desvio Padrão 8,015

Int. Variação 32

Mínimo 20

Máximo 52

Tal como já foi referido na caracterização da amostra, verifica-se que os treinadores inquiridos têm, em média, 31 anos de idade com um desvio-padrão associado de 8,015, revelando que num intervalo de variação de 32 anos, a diferença de idades é pouco significativa. Verificamos então que o inquirido mais novo tem 20 anos e o mais velho 52 anos de idade (cf. tabela 2).

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6.1.1.3. Habilitações literárias

Gráfico 1 -Representação gráfica das habilitações literárias dos treinadores.

No referente às habilitações literárias, podemos constatar que a habilitação literária que impera na amostra é a detenção de Licenciatura, com um total de 17 repetições, 42,5%.De salientar que de imediato se encontram os detentores de Ensino Secundário, com 16 repetições,40%. Relativamente aos restantes treinadores 2 deles possuem Bacharelato, 5%, e 4 possuem o Grau de Mestrado, 10% (cf. gráfico1).

Podemos ainda acrescentar que mais de metade da nossa amostra, 57,5%, possui um grau elevado de habilitações literárias. Podendo estes dados concluir que a nossa amostra possui dum suporte que lhe ajuda a exercer melhor as suas funções como treinador.

Se compararmos os resultados obtidos em Viseu no escalão de séniores verificamos que existe igualdade nos resultados, isto é, a maioria possui um grau de licenciatura ou mais, o que já não acontecia no distrito da Guarda.

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6.1.1.4. Profissão

Tabela 3 - Estatísticas relativas às profissões dos treinadores.

No que concerne à profissão dos treinadores estudados, a maioria, 35%, são Professores de Educação Física (N=14), sendo seguidos de 5 Funcionários Públicos, 13% e 4 Técnicos Superiores de Desporto. Havendo ainda 3 Técnicos de Manutenção/Estudantes, 7,5%, e 2 Desempregados e 2 comerciais, cabendo uma percentagem de 5% cada. E para cada uma das restantes nove profissões obtivemos uma percentagem de 3% (N=1 x 9) Para finalizar referir que um inquirido não respondeu à questão.

Conclui-se que a nossa amostra apresenta uma grande afinidade com a área da Educação Física/Desporto com 19 inquiridos ligados à área.

6.1.1.5. Grupos profissionais

Esta variável foi criada, tendo por base a reorganização das profissões para facilitar uma posterior análise, uma vez que iremos tentar verificar na análise inferencial se existe relações significativas nesta variável das profissões. Assim sendo, foram criados 2 grupos profissionais (cf. tabela 6):

Professores/Técnicos de Educação Física e Desporto/Gestor Desportivos;

Outras profissões (que englobam as profissões que não se incluem nos grupos

anteriores)

Frequência (N) Percentagem (%)

Desempregado 2 5

Prof. Ed. Física 14 35

Funcionário Público 5 12,5

Comercial 2 5

Prof. Ensino Básico 1º ciclo 1 2,5

Técnico Superior de Desporto 4 10

Técnico de Manutenção/Estudante 3 7,5 Armazenista 1 2,5 Gestor Desportivo 1 2,5 Formador 1 2,5 Desenhador 1 2,5 Metalúrgico 1 2,5 Administrativo 1 2,5 Psicólogo 1 2,5 Técnico Orçamentista 1 2,5 Não resposta 1 2,5 Total 40 100

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Tabela 4 - Estatísticas relativas aos grupos profissionais dos treinadores. Frequência (N) Percentagem (%)

Professores/Técnicos de Educação

Física e Desporto/Gestor Desportivos 19 49

Outras profissões 21 51

Total 39 95

Verificámos que não há predominância de um Grupo Profissional (c. f. tabela 4). Assim podemos aferir que estes resultados poderão nos indicar que uma parte significativa (quase metade) da nossa amostra, apresenta uma profissão relacionada com o atividade física/desporto, logo podemos inferir, por um lado, que possuem uma afinidade muito estreita com a área da Atividade Física/Desporto, e por outro, e como consequência desta, estes treinadores poderão tirar partido do fator de trabalharem diariamente com o Desporto/Educação Física. Estes resultados surgem um pouco em contra-corrente com aquilo que se verificou nos estudos anteriores, em que a grande maioria não tinha uma profissão relacionada com a área da Ed. Física/Desporto.

Estes dados podem colocar uma questão: será que o grau de planeamento e a gestão integrada será muito diferente entre os Grupos Profissionais?

É uma questão que se irá tentar responder mais á frente.

6.1.1.6. Curso de treinador de futebol

Gráfico 2 - Representação gráfica dos níveis de cursos dos treinadores.

Como podemos verificar pelo gráfico 2, mais ¾ (77%, N= 30) da nossa amostra, possui curso de treinador, cumprindo assim os requisitos impostos pela Federação Portuguesa

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de Futebol (F.P.F.). No entanto, verificamos também que existe uma parcela (23%, N=9) da nossa amostra não possui o curso de treinador, infringindo assim as normas estabelecidas pela F.P.F.

6.1.1.6.1.Nível do curso de treinador de futebol

Gráfico 3 - Representação gráfica dos níveis de cursos dos treinadores.

De acordo gráfico 3, podemos verificar que dos treinadores (N=30), que responderam possuírem curso de treinador, a maioria deles possui o II Nível/UEFA Basic com uma percentagem de 62% (N=16), tendo os restantes (N=14) o I Nível/Distrital (N=14; 38%) É de referir que, neste tipo de atividade, é necessário que os intervenientes tenham curso de treinadores, e através da análise anterior, pode-se constatar que os treinadores da nossa amostra têm no seu curriculum, bons cursos de treinadores.

Como já referimos anteriormente, apesar de uma percentagem (22,5%, N=9) não possuir o curso de treinador, verificamos também que aqueles (75%, N=30) que o possuem, demonstraram em aprofundar os seus conhecimentos com o II Nível/UEFA Basic. Desta forma, poderemos inferir que a maioria dos treinadores nesta região, estão sensibilizados para a necessidade de aprofundar conhecimentos, com o objetivo de melhorarem as suas prestações.

6.1.1.7.Anos de atividade como treinador

Tabela 5 – Representação das estatísticas relativas aos anos de atividade dos treinadores.

Média 7,10

Desvio Padrão 6,025

Intervalo Variação 27

Mínimo 1

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Gráfico 4 - Representação gráfica dos grupos de anos de atividade dos treinadores.

Analisando os dados do gráfico. 4, 47 % tem entre 1 e 5 anos de atividade como treinador (N=19), 37% tem entre 6 e 10 anos de atividade como treinador, N=15, 8% 16 a 20 anos (N=3) e ainda um indivíduo com mais de vinte e cinco anos, de atividade, como treinador de futebol (3%).

O número mínimo de anos de atividade como treinador é de 1 ano e o máximo é de 28 anos. Logo verificamos uma grande disparidade de experiência do mais e menos experiente. Podemos ainda acrescentar que a média de anos de atividade é de 7 anos, com desvio padrão de 6,025. Para além de existir, treinadores com experiência, (> 6) anos, assiste-se a uma nova vaga de treinadores, já que cerca de metade (47%) da amostra possui menos de 6 anos de treinador. Podemos inferir então que se assiste a uma tentativa de inovação de ideais futebolísticos, padronizados com as novas tendências.

6.1.1.8. Anos de atividade como Treinador de Futebol 7 e 11

Tabela 6 – Estatísticas relativas aos anos de atividade como treinadores de futebol 7.

Frequência (N) Percentagem (%) 1 3 7,5 2 10 25 3 4 10 4 6 15 5 7 17,5 6 6 15 8 1 2,5 10 2 5 12 1 2,5 Total 40 100

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Tabela 7 – Estatísticas relativas aos anos de atividade como treinadores de futebol 11.

Frequência (N) Percentagem (%) 0 15 37,5 1 7 17,5 2 5 12,5 3 3 7,5 4 4 10 5 1 2,5 6 1 2,5 7 1 2,5 14 1 2,5 16 1 2,5 22 1 2,5 Total 40 100

Sendo o nosso estudo mais centrado para o processo ensino aprendizagem no futebol de 7, foi interessante verificar que os dados das tabelas anteriores (tabela 6 e 7), levam-nos a concluir que uma percentagem significativa (N=15, 37,5%) da nossa amostra, ainda não teve contacto com a realidade do Futebol de 11, fazendo primeiramente uma aprendizagem no futebol de 7 para posteriormente prosseguir no futebol de 11.

Podemos ainda verificar, que apesar possuirmos um individuo com 12 anos de experiência como treinador de futebol 7, 75% da amostra possui menos de 6 anos de experiência.

Recordando e cruzando os dados com as habilitações literárias da amostra, em que quase metade (N=19) dela, inclui-se no grupo profissional, Professores/Técnicos de Educação Física e Desporto/Gestor Desportivos, podemos de uma forma ainda muito vaga tentar relacionar estas duas variáveis. Já que podemos aferir que com este nível de experiência no futebol de 7, essa metade da amostra, conclui o curso e tenta fazer primeiramente uma experiência no futebol de 7. Agora será pertinente verificar se existe algum tipo de relação significativa entre estas variáveis.

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6.1.1.9. Escalão ou escalões que atualmente planeia o treino.

Gráfico 5 - Representação gráfica dos escalões que atualmente planeiam o treino

Verificando, os dados relativamente aos escalões que a amostra planeia o treino, facilmente percebemos, que 25% da amostra planeia o treino para dois escalões em simultâneo. Muitos dos casos, podemos verificar que para além da equipa de competição, pela qual responderam ao questionário, acumulam funções de treinador noutros escalões, nomeadamente nos escalões de Petizes e Traquinas (sub 6 a sub 8)

Podemos ainda afirmar que houve casos, que acumulavam funções em duas equipas de competição, uma de futebol 7 e outra de futebol de 11. Podemos então aferir, que esta dispersão de funções técnicas, é uma constante no nosso concelho.

6.1.1.10. Escalões onde já planeou o treino

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Através da análise gráfico 6, facilmente percebemos que a experiência da nossa amostra, tem se diversificado em muitos escalões, não se especializando num só escalão. O que poderemos aferir, que muitos treinadores da nossa amostra, época após época gostam de prosseguir as suas equipas nos diversos escalões etários.

6.1.1.11. Frequência e/ou conclusão de outro curso treinador de outra modalidade.

Tabela 8 – Estatísticas relativas à frequência e/ou conclusão do curso de treinador de outra modalidade. Frequência (N) Percentagem (%)

Sim 13 32,5

Não 27 67,5

Total 40 100

Analisando os dados da tabela 8, verificamos que apenas, aproximadamente, 1/3 (32,5%, N=13) da amostra, possui qualificações de treinador noutra modalidade. Demonstrando existir aqui uma grande (67,5%, N=27) afinidade da nossa amostra pela modalidade desportiva do futebol.

8.1.1.12. Que modalidade?

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À pergunta que modalidades já frequentaram ou concluíram o curso de treinador? Verificamos que a parte (N=13) que respondeu a esta questão por ter respondido, SIM à anterior, têm maior afinidade com duas modalidades: uma individual- Natação (N=5, 12,5%), e outra coletiva, o Andebol (N=4, 10%) Os restantes treinadores, possuem qualificações de treinadores em mais 3 modalidades (N=1x3, 2,5%), são elas: Ténis de Mesa, Boccia, e Atletismo).

6.1.1.13. Exerce ou exerceu funções de treinador nessa modalidade

Gráfico 8 - Representação gráfica: exerce ou exerceu funções de treinador nessa modalidade.

Pela análise do gráfico 8, verificamos que mais de metade (N=7) da amostra (N=13), não exerce/exerceu funções de treinador noutra modalidade, apesar de possuir qualificações para tal.