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Europa Central e Oriental (CEEC)

No documento Anais... (páginas 56-66)

nais específicas

2.7 Europa Central e Oriental (CEEC)

As importações de carne suína pela Bulgária são taxadas em 40%, mas não menos que 0,62 euros por kg. A Eslovênia tem uma taxa de importação de 11%. O resto dos países da Europa Oriental tem TQR. A República Tcheca tem uma TQR de 25 mt com uma taxa dentro da cota de 27% e uma taxa acima da cota de 395. A Hungria tem uma TQR de 20 mt e taxas de 15 e 52% sobre carregamento dentro e acima da cota. A Polônia tem uma TQR de 60 mt e taxas de 30 e 38%. A Eslováquia tem uma TQR

de 10 mt e taxas de 28 e 39%, e a România tem uma TQR combinada para carne suína e bovina de 19 mt e taxas 115 e 333%.

A República Tcheca também tem uma quantidade de exportações de carne suína limitada em 10,1 mt em 2000. A Hungria tem um limite combinado de exportações subsidiada de carne suína e de animais para abate de 126 mt em 2000 a uma taxa de 38,50 huf por kg. A România tem um limite máximo de exportações subsidiadas de carne suína, bovina e ovina de 141 mt e, 2004. A Eslováquia tem um limite de exportações subsidiadas de 5 mt.

2.8

Oceania

A Austrália não cobra nenhuma taxa para importações de carne suína. No entanto, proíbe a importação de diversos países, inclusive dos EUA devido ao risco de transmissão de PRG, PRRS, TEG e triquinas. A Nova Zelândia cobra uma taxa de importação de 8,5%.

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Liberalização do mercado de carne suína e suínos

no mundo

O histórico acordo URAA realizou o que foi evitado pelo GATT por muito tempo, isto é, colocar o comércio agrícola sob o mesmo teto que regulamentações de outros setores, como indústrias. Em especial, teve por objetivo desmantelar as políticas distorcidas de comércio através da introdução de regulamentações. Os três pilares desta iniciativa de liberalização são a expansão do acesso do mercado, limitar os subsídios à importação e reduzir o apoio doméstico. As políticas específicas dos países na seção anterior já incorporam muitas destas reformas.

A expansão do acesso ao mercado deveria ser atingida através da tarifação, que converteu todas as barreiras não-tarifárias (NTB) em equivalentes tarifários, tornando o grau de proteção transparente. Estas tarifas estavam obrigadas, isto é, as tarifas não podem ser aumentadas, exceto se for feito um acordo de negociação de isenção. Além disso, cada parte se compromete a cortar suas taxas em 24 a 36% durante o período de implantação. No entanto, as taxas tarifárias podem ser, e são freqüentemente, menores do que estas "Taxas Obrigatórias", o que torna a liberalização sugerida pelas taxa programada um tanto enganosa. A diferença entre as taxas programadas e aplicadas não é tão grande para a carne suína em comparação à carne bovina, de frango e ovina.

Esta diferença pode ser devida a uma série de fatores. O mais comum é os países serem membros de Acordos Regionais de Comércio (RTA), onde as taxas cobradas dos países membros são muito mais baixas em comparação às das Nações Mais Favorecidas (MFN) cobradas dos países não-membros. A maioria de suas importações vem de outros países membros do RTA. Por exemplo, países membros do MERCOSUL, como o Brasil e a Argentina, têm taxa zero sobre a carne suína importada de países membros. Recentemente, a União Européia fez acordos zero-a-zero com diversos países membros da Europa Central e Oriental, especialmente com os países candidatos a serem membros da UE. Para estes

casos, a liberalização é mais profunda do que a sugerida pelas reduções nas taxas programadas. Em contraste, outra razão para a diferença entre a tarifa programada e a aplicada pode ser devida a estratégias intencionais empregadas pelos países nas negociações finais do URAA para aumentar seus equivalentes tarifários (tarifação "suja") a fim de obter um tampão e evitar qualquer redução efetiva nos seus impostos aplicados. Ingco (1995) mostrou que, para vários países, a taxa ad-valorem da URAA em 1995 para trigo e carne bovina é ainda maior que a taxa ad-valorem estimada para o período-base de 1986-1988. Neste caso, a liberalização com base nas reduções de taxas programadas pode ser superestimada.

Além disso, o URAA assegurou o acesso contínuo e crescente para mercados im- portadores. Para países com importações mínimas de carne suína, as oportunidades mínimas de acesso estabeleceram o nível de acesso ao mercado em 3% do consumo médio no período-base, e um crescimento para 5% no período de implantação. Este volume mínimo de acesso geralmente é estabelecido como TRQ, onde as importações dentro do TQR são tarifadas com taxas baixas ou mínimas que não excedam 32% dos compromissos tarifários obrigatórios. A Tabela 4 mostra que a TRQ inicial total para carne suína para alguns países é 192 mt (mil toneladas) e aumenta para 346 mt no final do período de implantação. O acesso ao mercado representa 8,8 a 10,6% do comércio mundial de carne suína sem 1995 e 2000, respectivamente. Ao longo do período de implantação, a TRQ para carne suína demonstrou o maior aumento em 80,2% em comparação a 12,1% para carne bovina e 26,8% para carne de frango. No entanto, em termos de nível, a TRQ para carne suína é apenas um quarto da para carne boina, mas ainda é um pouco maior que a carne de frango.

Tabela 4 — Cota de taxa tarifária (TRQ) inicial e final de produtos

cárnicos por região

Bovina Suína Aves

Regiões Inicial Final Inicial Final Inicial Final

Europa Ocidental 162 166 15 85 19 32 Europa Oriental 46 66 68 114 31 39 América do Norte 733 733 0 0 85 86 América do Sul 19 32 4 7 17 24 Ásia 167 270 102 135 26 38 Oceania 0 0 0 0 0 0 África 34 34 3 5 17 29 Total 1161 1301 192 346 195 247 Comércio mundial 5122 5788 2186 3277 3648 6560 Fonte: WTO

Uma TRQ não é uma exigência de importação, especialmente quando o preço interno está em níveis comparáveis com o preço desembarcado de substitutos importados. De 1995 a 1998, Liapis (2000) relata uma taxa de preenchimento de 60 a 80% para a carne suína, enquanto que a bovina e a de frango tiveram taxas acima de 80%. Entre outros, uma alta taxa dentro da cota, administração e alocação da cota, presença de comércio de estado e outras imperfeições do mercado podem causar um não-preenchimento da cota. Um caso destes é a reclamação dos EUA contra as

Filipinas por alocar uma grande proporção de sua quota para produtores domésticos, o que frustra o espírito da provisão do acesso ao mercado feita no acordo. Além disso, leilões, o método desejado para alocação de cotas é responsável por apenas uma pequena proporção da alocação de TRQ em carne, com apenas 4,1%.

Países com volume de acesso que já estão acima do nível mínimo de acesso devem manter o acesso atual. A Tabela 5 mostra que o nível real de acesso ao mercado (isto é, a razão de importações por consumo no ano-base em 1986-1988) aumentou entre 1995 e 2000. Dos 30 países, apenas 5, que foram responsáveis por 12,9% das importações em 2000, tiveram um declínio no acesso ao mercado. A maioria é de países da FSU e da Europa Oriental que sofreram uma grande recessão macroeconômica (p. ex., a Federação Russa) ou que tiveram uma certa recuperação da produção interna depois de uma grande queda no setor pecuário no período inicial de sua transformação econômica no início da década de 1990. Sete países tiveram aumento no acesso ao mercado de mais de 10 pontos percentuais. Estes países foram responsáveis por 23,1% das importações em 2000. Os 18 países restantes, responsáveis por mais da metade das importações, aumentaram seu acesso ao mercado em menos de 10%.

A segunda disciplina introduzida no URAA é o comprometimento dos países con- tratantes para reduzir a quantidade máxima de exportações subsidiadas permissíveis. A Tabela 6 mostra que, no caso da carne suína, as exportações subsidiadas máximas caíram de 688 mt para 560 mt, uma queda de apenas 18,5%, que é mais baixa que a queda da carne bovina, em 25,4%, e da de carne de frango, em 27,2%. Quase todas as exportações subsidiadas são da Europa, com o nível mais alto na UE, com 444 mt. No final do período de implantação, as exportações subsidiadas representam 17,1% do comércio mundial, estando em 19,5% para carne bovina e 9,1% para carne de frango.

A terceira disciplina é a redução do apoio interno que causa distorção do comércio. Como o compromisso para reduzir o apoio interno não é específico de commodities, é difícil fazer comentários definitivos sobre o impacto desta disciplina sobre a liberalização do setor suinícola mundial. No entanto, em geral, a redução média do AMS de 40% é muito mais alta que os 13 a 20% exigidos pelo URAA. Porém, isto é acompanhado de um aumento de 54% sob a "green-box".

Embora a literatura enfoque principalmente o exame dos impactos do GATT sobre as atividades econômicas (p. ex., produção e comércio), outra dimensão importante do impacto do GATT é o funcionamento dos mercados agrícolas. Um estudo de Fabiosa (2000) verificou uma forte evidência de que as disciplinas do GATT promoveram a eficiência dos mercados de carne bovina e de trigo. A elasticidade da transmissão de preços a longo prazo aumentou e a velocidade com que o mercado de adaptou a desvios deste equilíbrio dobrou sob o regime do GATT. Também mostrou melhor integração dos mercados sob o GATT, com uma transmissão mais ampla e mais rápida dos choques inesperados entre diferentes preços nos mercados de carne bovina e de trigo. Sugere que, com uma melhor integração dos mercados sob o regime do GATT, os preços exibiram maior simultaneidade. As limitações de dados impediram a aplicação deste tipo de análise para os mercados de carne suína e de aves. No entanto, há evidência de que a distribuição de preços no mercado mundial de carne suína tem uma crescente tendência a um valor central. O desvio padrão tem caído

Tabela 5 — Entrada e taxas de importação de alguns países. Entradaa Taxa País 1995 2000 2000 Hong Kong 65.0 107.3 0.0 Estônia 10.4 49.9 0.0 Japão 42.3 44.9 524.0 Argentina 12.9 33.4 35.0 Coréia do sul 9.7 30.0 25.0 Eslovênia 28.3 24.1 10.9 Letônia 3.3 14.8 45.0 México 3.2 13.7 45.0 Austrália 1.4 12.6 0.0 Eslováquia 2.0 10.5 38.5

Outros Europa Oriental 8.0 8.2

Rússia 12.4 8.2 15.0 Canadá 3.1 8.2 0.0 Taiwan 0.7 8.1 20.0 EUA 4.2 6.2 0.0 Lituânia 1.8 4.8 30.0 Filipinas 0.4 3.0 66.7 Outros FSU 1.0 2.9 República Tcheca 1.7 2.8 38.5 România 0.3 2.1 315.0 Hungria 3.6 1.8 51.9 Polônia 2.7 1.7 38.0 Bulgária 0.2 1.5 40.0 Ucrânia 0.1 0.6 30.0 China 0.0 0.6 20.0 União Européia 0.2 0.5 0.54 Indonésia 0.1 0.3 20.0 Brasil 0.9 0.1 13.0 Tailândia 0.0 0.0 40.0 Nova Zelândia 0.0 0.0 8.5

Fonte: FAPRI Database e WTO

a Razão entre importações e consumo.

b Japão é o preço de entrada em ienes por kg e o EU é

consistentemente em 2,64% anualmente desde a implantação do GATT, sugerindo que mais oportunidades de arbitragem estão sendo exploradas.

4

Questões Sanitárias e Fitossanitárias e Comércio

No passado, as questões SPS foram muito usadas como disfarce de políticas protecionistas. Foi incluída na passagem do URAA a adoção das regras da WTO sobre questões Sanitárias e Fitossanitárias (SPS). Seguindo o espírito de um sistema de comércio "baseado em regras", a estipulação no SPS está baseada no princípio de transparência, consistência, padrões científicos e num processo organizado para resolver disputas. Entre outros, o SPS permite que os países estabeleçam seus próprios padrões, com base científica, usando de preferência padrões, diretrizes e recomendações internacionais (p.ex., o Código Internacional de Saúde Animal), ao definir provisões para os procedimentos de controle, inspeção e aprovação a fim de proteger a vida e a saúde humana, animal e vegetal. A exigência-chave é que as medidas SPS sejam aplicadas sem discriminação entre países. As Tabelas 7 e 8 apresentam uma lista de países livres de doenças e de Febre Aftosa.

Tabela 6 — Exportações máximas subsidiadas de produtos cárni-

cos por região

Bovina Suína Aves

Regiões Inicial Final Inicial Final Inicial Final Europa Ocidental 1231 893 556 453 445 295 Europa Oriental 131 106 129 106 225 186 América do Norte 21 18 0 0 34 28 América do Sul 115 100 0 0 97 84 Ásia 0 0 0 0 0 0 Oceania 0 0 0 0 0 0 África 15 13 2 2 16 1 Total 1513 1129 688 560 816 594 Comércio mundial 5122 5788 2186 3277 3648 6560 Fonte: WTO

A suinocultura mundial sofreu diversos surtos graves que influenciaram o comércio de carne suína de forma positiva. Em 1997, Taiwan relatou um surto nacional de Febre Aftosa. Quase um ano depois, a União Européia (mais a Holanda) teve um surto de Peste Suína Clássica (CSF). A rápida recuperação da CSF e a capacidade da UE de subsidiar as exportações de carne suína na diminuiu as exportações. Novamente, a 4 de agosto de 2000, foi relatado um surto de CSF no Reino Unido, o primeiro em 14 anos. A Dinamarca, responsável por quase metade das exportações da UE para terceiros (especialmente para o Japão), é livre de CSF. O último caso ocorreu em 1933. A possibilidade de um surto de CSF na Dinamarca é particularmente arriscada porque o Japão declarou abertamente a meta de tornar-se livre de CSF em 1999. Qualquer surto de CSF neste país seria prejudicial porque o Japão é responsável por 17% das exportações da UE para terceiros, e não são subsidiadas. Nos surtos mais recentes

Tabela 7 — Países membros reconhecidos co-

mo livre de Febre Aftosa onde não se faz vacinaçãoa

Albânia Alemanha México

Austrália Guatemala Nova Caledônia Áustria Guiana Nova Zelândia

Bélgica Grécia Noruega

Bulgária Haiti Panamá

Canadá Honduras Polônia

Chile Hungria Portugal

Costa Rica Islândia România Croácia Indonésia Singapura

Cuba Itália Eslováquia

Chipre Japão Eslovênia

Rep. Tcheca Letônia Espanha Dinamarca Lituânia Suécia El Salvador Luxemburgo Suíça Estônia Madagascar Ucrânia

Finlândia Malta EUA

Macedônia Maurício Vanuatu Fonte: OIE

a Status da França, Irlanda, Coréia do Sul e Holanda

foram recentemente restaurados, em 19 de setembro de 2001.

Tabela 8 — Doenças Animais

Tipo Aa Tipo Bb

Várias espécies

Doença da pele Carbúnculo

Lingual azul Doença de Aujeszky

Doença africana do cavalo Equinococose/hidatidose

Peste suína clássica Heartwater

Doença de Newcastle Leptospirose

Estomatite vesicular Bicheira do Novo Mundo

Rinderpest Bicheira do Velho Mundo

Pleuropneumonia contagiosa bovina Paratuberculose

Febre do Rift Valley Febre Q

Varíola ovina e caprina Raiva

Peste suína africana Triquinelose

Influenza aviária altamente patogênica

Específicas de suínos Rinite atrófica

Encefalomielite por enterovírus Brucelose suína

Cisticercose suína

Gastroenterite transmissível

Síndrome respiratória e reprodutiva suína Fonte: OIE

a Doenças transmissíveis que têm o potencial de transmissão rápida e grave, independente de

barreiras nacionais e que têm sérias conseqüências sócio-econômicas ou para saúde pública e têm importância para o comércio internacional de animais e produtos animais.

b Doenças transmissíveis consideradas de importância sócio-econômica ou para saúde pública e que

de Febre Aftosa na União Européia, os EUA e o Japão suspenderam temporariamente as importações da UE.

Apesar do rápido crescimento das importações de carne suína na Ásia, a maior parte é fornecida internamente na região. Na realidade, entre 1990 e 1996, mais da metade, 57%, das importações de carne suína da Ásia foram supridas internamente. Isto é, Taiwan forneceu uma proporção significativa das importações de carne suína do Japão. Assim, o impacto comercial do surto de Febre Aftosa de Taiwan é dramático em comparação a outros surtos de doenças.

Antes do surto de 1997, o Japão, a Coréia e Taiwan eram livres de Febre Aftosa, sendo que os últimos casos foram relatados em 1908 no Japão, 1934 na Coréia e em 1930 em Taiwan. No entanto, o movimento ilegal de animais vivos infectados e a alimentação de animais com produtos contaminados causaram o surto em Taiwan em 1997, e surtos menores no Japão e na Coréia em 2000. Estes surtos causaram mudanças importantes no comércio.

Depois de um crescimento sustentado na produção de carne suína na década de 1990, a produção de Taiwan caiu em 19% em 1997 e mais 13% em 1998. O maior impacto do surto de Febre Aftosa foi a re-alocação do fornecimento de carne suína no mercado importador do Japão. A participação do mercado de importação de carne suína no Japão nunca foi alocada com base na vantagem competitiva devido a sua estrutura de proteção. Por exemplo, nos últimos cinco anos, os preços da carne suína de Taiwan foram em média 1,93 vezes mais altos do que os preços dos EUA, mas no mesmo período, Taiwan dominou o mercado de importação de carne suína do Japão, tanto em carne fresca-resfriada, como em congelada. No seu pico, em 1992, a participação de Taiwan foi de 68% do mercado de carne suína fresca-resfriada e de 40% do de carne congelada em 1995. A Coréia do Sul, outro país de alto custo com preços duas vezes maior que os americanos, obteve uma significativa fatia do mercado de importação de carne suína do Japão quando Taiwan foi banido por causa do surto de Febre Aftosa. Entretanto, este ano, a Coréia do Sul foi proibida de exportar carne suína para o Japão porque sofreu um surto de Febre Aftosa4.

As negociações do URAA levaram nove anos, de 19986 a 1994. No Japão, o URAA desconectou o "preço de entrada" da banda de preços de suporte e converteu o imposto variável em tarifas específicas. Mas todas estas mudanças tiveram pouco impacto na alocação do mercado de importação de carne suína no Japão. A participação de Taiwan, um produtor de altos custos caiu apenas 2,11% entre o regime pré e pós-GATT, enquanto que a participação da América do Norte, um produtor de baixos custos, aumentou sua participação em apenas 6,07%. Durante o mesmo período, a Coréia, outro produtor de altos custos, aumentou sua participação em 1,52%. Em contraste, um único surto de Febre Aftosa literalmente eliminou a participação de Taiwan, diminuindo em 42,77%, enquanto que a participação da América do Norte aumentou em 15%. Novamente, durante o mesmo período, a participação da Coréia aumentou em 10,38%. Apesar de ser um produtor de altos custos, a Coréia obteve uma participação significativa do mercado depois que Taiwan foi banido pelo Japão. No entanto, outra re-alocação da participação ocorreu quando a Coréia foi atingida por um surto de Febre Aftosa. A Coréia do Sul perdeu quase todas

4Embora o surto de Febre Aftosa tenha sido principalmente em vacas leiteiras e bezerros, a região

as fatias que havia ganhado anteriormente, com a participação caindo em 10,83%, enquanto que a América do Norte continuou a ganhar mercado, com mais 11,23%.

A América Central tem potencial produtivo para produtos cárnicos, mas tem restrição de comércio por problemas SPS. Os estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, no Brasil, foram declaradas livre de Febre Aftosa com vacinação pelo OIE (Office International des Epizooties) desde maio de 1998. Os últimos surtos haviam sido relatados em dezembro de 1993. No entanto, em agosto de 2000, casos confirmados de Febre Aftosa foram relatados no Rio Grande do Sul.

O URAA facilitou a solução de conflitos relacionados a questões SFS. Por exemplo, a Diretiva da União Européia de Carnes de Terceiros Países, vigente desde 1998, exige a inspeção e a certificação de abatedouros de países que enviam produtos para a UE. Em 1999, foi assinado um Acordo de Equivalência Veterinária entre os Estados Unidos e a União Européia para abordar esta questão. Além disso, o Corpo de Litígios da WTO já julgou a questão de hormônios na carne bovina entre os EUA e a União Européia. No entanto, várias restrições ao comércio relacionadas a SPS ainda estão sendo acordadas. Isto inclui restrições a importações de carne suína impostas pelos países sul-americanos e pela Austrália em base a SPS.

5

Acesso da China e de Taiwan à Organização Mundial

de Comércio

A razão primária da relativa estreiteza do mercado de carne suína em relação a outros produtos cárnicos é a China. Ela é responsável por 39% da produção mundial, mas apenas 4,2 e 3,4% das importações e exportações. No passado, as políticas de importação da China eram muito restritivas, com uma combinação de altas tarifas, exigências rígidas de licenciamento de importação e práticas fechadas de distribuição, e complicadas exigências sanitárias e de inspeção. As importações oficiais da China estão hoje restritas por uma tarifa de importação de 20%, uma taxa de valor agregado (VAT) de 17% e rígidos procedimentos de licenciamento. As importações estão limitadas a hotéis, restaurantes e outros compradores institucionais. Embora as questões sanitárias sejam importantes, a Administração Oficial de Inspeção de Entrada-Saída/Quarentena (CIQ-SA) aprovou a importação de carne suína de dois exportadores canadenses. Se espera que mais aprovações ocorram em breve. Em

No documento Anais... (páginas 56-66)