O m otivo é o que nos m ove é o que nos leva a agir ou a realizar u m a determ inada actividade. N esta perspectiva, os teóricos da aprendizagem bem com o o s professores referem que os alunos m otivados aprendem m ais facilm ente que os alunos não m otivados. P ara os alunos progredirem , cognitivam ente, é necessário um em penho activo e este em penho depende não só das estratégias do professor, m as tam bém , dos níveis de m aturidade e das hierarquias de m otivações dos alunos (Sim ão, 2002). C oncordando com o que foi anteriorm ente referido, Perrenoud (2000b) acrescenta, ainda, que a m otivação depende, tam bém , d a cultura do m eio e das influências do am biente fam iliar. V erificam os, então, que a interacção entre a m otivação e as estratégias é fundam ental p ara o processo de aprendizagem .
Portanto, segundo D uarte (2002, p.39) “a m otivação pode ser definida enquanto um estado interno que activa, orienta e m antém o com portam ento” .
P or sua vez, B igge (1971, p.79) indica que “a m otivação refere-se às m olas m estras ou forças que instigam o com portam ento; as pessoas fazem o que fazem po r causa da m otivação.”
Para Freire (2001, p.98), a m otivação desencadeia a curiosidade e “o exercício da curiosidade convoca a im aginação, a intuição, as em oções, a capacidade de conjecturar, de com parar, procurando um sentido para o que vê, buscando a razão de ser do seu achado.”
A ssim , o estudante, com o ser activo, tem de ser capaz de tom ar decisões e de criar acções que vão ao encontro das suas aspirações, necessidades e intenções. Porém , é
im portante que o professor oriente e desenvolva m ecanism os de m o tiv ação no estudante para que este estabeleça m etas a atingir. Saber com o m otivar e en co rajar os alunos, utilizando diversas estratégias pode ajudar a criar interesses e m etas educativas, específicas e realistas.
Q uando falam os de tecnologias, a O CD E (2000) refere que a m otivação é um factor im portante no ensino e não se saberia com o encarar, por exem plo, a u tilização das novas tecnologias de inform ação se não fosse a m otivação que estas exercem sobre os alunos.
M etzger, F lanagin e Zw arun, (2003) referem que as várias investigações levadas a cabo pela U niversidade d a C alifórnia indicam que o núm ero de estu dan tes que usam a internet e a W eb tem aum entado consideravelm ente e que estas são um m eio m otivador para os estudantes, constituindo a sua grande fonte de pesquisa. P orém , u m dos problem as está relacionado com a credibilidade dos produtos online e aqui h á que fazer um grande investim ento.
O estudo levado a cabo pelos investigadores K ollias, M am alougos, V am vakoussi, Lakkala & V osniadou (2005) salienta que a internet é um a ferram enta que m otiva os estudantes no processo de aprendizagem , pela sua dinâm ica e interactividade. A ssim , num a perspectiva construtiva, a m otivação dos alunos no processo ensino-aprendizagem passa pelo uso estratégico de softw are educativo e da internet.
Sem dúvida que o sucesso num a determ inada actividade fortalece a m otivação do aluno e p ara B runer (Sprinthall & Sprinthall, 1993), só através d a m otivação intrínseca se sustém a vontade de aprender e o m elhor exem plo da m otivação intrín seca é a curiosidade.
C oncluím os que a m otivação com o factor interior ao indivíduo é prim ordial para se processar a aprendizagem . E quando estam os perante as tecnologias, o softw are e, principalm ente a internet, verificam os que a m otivação da m aioria d o s alunos é m ais elevada.
Segundo T om linson (1995), a heterogeneidade das turm as faz co m que o professor tenha de definir estratégias diversificadas para m otivar o aluno. A necessidade de prom over a aprendizagem leva à diferenciação no ensino, onde o form ador u tiliza diferentes form ar de explorar conteúdos, recon-e a várias actividades e processos p a ra desenvolver a com preensão e a aquisição de inform ação. Posteriorm ente, os alunos irão aplicar o que aprenderam , nos exercícios da aula e na sua vida diária. O s professores, ao criarem estratégias cognitivas em cada aluno, estão a prom over o ensino individualizado, o trabalho pessoal e a auto-aprendizagem . Este am biente caracteriza-se pela diversificação de estratégias (Zabalza, 1997).
Aqui o professor deve ajudar, aconselhar e orientar criando oportunidades p ara todos aprenderem . Pois, resp eitar as diferenças individuais, em co ntexto de aula, significa construir um a escola de qualidade.
Nota final
Este prim eiro capítulo pretende criar pontos de referência te ó rica de m odo a perm itir conhecerm os e co m preenderm os m elhor o âm bito da n ossa investigação.
A poiada na tecno lo gia inform ática, a internet (em casa, na escola, ou noutro dom ínio) pode ser vista com o m ais um a ferram enta de com unicação de g rande alcance e, tam bém , com o um am biente de apoio ao processo de ensino-aprendizagem prom ovendo a inovação curricular. N esta co nform idade, P apert (1980) indica q u e o co m pu tad or pode m udar o am biente de aprendizagem , tanto dentro como fora d a sala de aula, sendo um elem ento prom otor de inovação e de m udança. N este contexto, se a esco la aliar ao currículo das disciplinas, estratégias de aprendizagens com o recurso à internet, poderá criar m udanças significativas ao nível d a aprendizagem , da criatividade e do com portam ento, tom ando-se um instrum ento propício à m otivação dos estudantes, pois os nossos alunos nasceram e pertencem à era da internet. E sta é, sem dúvida, u m a ferram enta favorável à inovação curricular. N o presente estud o verificám os que o currículo form al d a disciplina de D esenho A do 10° e 11° anos apela ao uso d a internet no sentido de desencadear, quer pelo processo com portam entalista, co gn itiv ista ou construtivista, aprendizagens significativas nos alunos. M as, se o professor não m o strar apetência para a sua utilização, esta relação entre currículo, internet, aprendizagem e criatividade, pode estar em causa, a não ser que o aluno por si próprio j á tenha um a relação de afectividade e conhecim entos suficientes p ara que de form a autónom a possa proceder à navegação e exploração da red e www.
Assim, “o processo de aprendizagem do conhecim ento n u n ca está acabado e pode enriquecer-se com q ualquer experiência” (Delors, 1996, p.80), q u er no âm bito específico das disciplinas de aula, q uer em contexto extra-curricular. Porém , os m ateriais m ultim édia de apoio utilizados no processo de ensino-aprendizagem devem te r um a elevada qualidade técnico-didáctica.
Enfim , todos estes aspectos indicam que a escola tem um papel fúlcral no processo de ensino-aprendizagem , onde as instituições de ensino, o professor e o próprio aluno, em conjunto com os m eios disponíveis, visam form ar o cidadão p ara o futuro e num a perspectiva de cidadania (Fonseca, 2001).
CAPITULO II - METODOLOGIA
A presentado o pro blem a do estudo, bem com o a sua pertinência e o respectivo enquadram ento teórico, irem os então caracterizar o paradigm a e a m etodologia d a nossa investigação. N o presente estudo optam os por um a análise do tipo qualitativo, com enfoque no estudo de caso, no qual recorrem os às técnicas de entrevista, de observação e de pesquisa docum ental.