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O processo de ensino e de aprendizagem com recurso à internet

N um m undo onde “as novas tecnologias de inform ação m udam os nossos m odos de vida, de trabalho e de reflexão” (Perrenoud, 2002, p. 124), é im perativo estar receptivo à inovação. M as, só ag o ra com eçam os a verificar a integração de com putadores e tecnologias educativas no processo ensino-aprendizagem (Schofield, 1995), com o tam bém , verificam os o apelo à su a utilização nos currículos program áticos (Perrenoud, 2002). V isando a esco la o desenvolvim ento dos estudantes, a educação tem de ser estim ulada e orientada, no sentido de desenvolver estratégias cognitivas e m etacognitivas no aluno, perm itindo a construção das suas potencialidades m otoras, em ocionais, afectivas, cognitivas e intelectuais.

O que sabem os é que o com putador com eça a ganhar terreno com o ferram enta ao serviço d a aprendizagem e que é através deste que tem os acesso à internet n a escola. V ivem os na era digital, onde o com putador é um dos m eios m ais utilizados e que dom in a o nosso quotidiano. E m casa, ou na escola, professores e alunos recorrem frequentem ente a este instrum ento p ara realizarem m últiplas operações, devido à eficácia do m esm o e pudem os verificar que autores com o M oreira (2001, p.94), salientam que:

“o com putador enquanto recurso ou ferram enta oferece todos os program as que podem ser utilizados, no ensino ou noutra actividade, com o o processador de texto, a fo lh a de cálculo, a base de dados ou as ferram entas de desenho, im agem ou som .(...) C om o m áquina de com unicar, o com putador perm ite o acesso a fontes globais do saber e a troca de inform ações no ciberespaço. Enquanto m áquina de aprender, perm ite a aprendizagem das linguagens de program ação e a m anipulação dos program as utilitários” .

Todavia, a educação e as tecnologias são dois cam pos que desde há m uito m antêm diálogo, porém , por vezes tenso, por vezes mais interactivo. M as, o que constatam os é que

os am bientes de aprendizagem suportados peio com putador com eçam a ganhar terreno, devido à existência e utilização intensiva de com putadores (Papert, 1993). A ctualm ente, o professor tem de trab alh ar com o equipam ento inform ático que tem disponível na escola e aí reside o desafio de inovar, através da articulação entre a aprendizagem expositiva e os m eios inform áticos que tanto atrai o estudante. M as, com o indica H argreaves (1998), os professores têm de ser utilizadores com petentes e inovadores na utilização d a tecnologia.

Segundo C am pos (1994, p. 13) “ a utilização da tecnologia inform ática em todas as áreas do currículo v irá a ter u m forte im pacto nas intenções e objectiv os curriculares, nas estratégias de ensino e no am biente de aprendizagem . As novas tecnologias, quando aliadas ao currículo que se define em função do tipo e da n atureza das aprendizagens (Roldão, 2000), p odem levar o aluno a obter resultados positivos e bastante criativos. Reforçam os, então, que as tecnologias inform áticas aliadas ao currículo prom ovem a valorização pessoal do aluno, ao perm itir que este aprenda, exp lore e pesquise num am biente de aprendizagem co m m últiplos recursos de preferência sob a orientação do professor e/ou do com putador com o um tutor. Por outro lado, indicam os, tam bém , que esta tecnologia perm ite ao aluno assum ir a responsabilidade pela su a educação, tom ando-se m ais autónom o. E sta construção do conhecim ento acontece p orque o estudante explora questões, analisa, reflecte e avalia. M as, m ais um a vez inferim os que, neste processo a internet tem vantagens e desvantagens, dependendo das decisões tom adas.

A través do com putador e da internet o professor deve definir as estratégias de ensino- aprendizagem articuladas com os m eios, equipam entos, m ateriais a utilizar, a organização do espaço, as form as de com unicação e interacção e as form as e m eios de avaliação” (Freitas, 1997). Porém , a integração das tecnologias de inform ação e com unicação na escola perm itirá introduzir inovação nas práticas educativas. N o s cenários educacionais inovadores, m ediados p o r com putadores, a aprendizagem assenta em problem as e prom ove o aprender “fazendo”, o aprender “explorando” e o aprender “nav egand o” , p ara encontrar respostas. A ssim , “ as tecnologias têm com o objectivo disponibilizar a inform ação com rapidez, segurança e exactidão” (Freitas, 1997, p. 14) e podem facilitar um a aprendizagem construtiva. Integrada neste cenário, tem os a internet que, como j á referim os anteriorm ente, oferece um a gam a de recursos que, quando utilizados de form a adequada, podem solucionar problem as de atendim ento e favorecer a criação de am bientes que desenvolvem várias com petências. N este processo com plexo, tem os vindo a v erificar que “a internet está a alterar a escala dos fenóm enos, no cam po científico com ercial, m ediático e igualm ente no cam po político” (Perrenoud, 2002, p. 19). Face ao exposto, a internet, tal com o a

videoconferência, a teleconferência e outros m edia, enquanto suportes p ara um am biente de aprendizagem , não constituem um novo m étodo de ensino, mas sim um novo m eio técnico para o ensino, o que im plica po r parte do professor uma nova articulação entre os currículos, técnicas e as estratégias a adoptar para prom over o processo de ensino- aprendizagem (S ousa, 2005). O s resultados obtidos pela investigação de A ngeli (2005) revelam que um produto m ultim édia de qualidade e apropriado para o conteúdo leccionado potência a prom oção no processo de ensino-aprendizagem .

N o te-se que as ferram entas tecnológicas de apoio ao conhecim ento devem ser flexíveis e de fácil utilização, dando autonom ia a quem as utiliza. A internet, com o ferram enta de trabalho, é um m eio que prom ove a autonom ia e a autoconfiança (M oreira, 2001).

E m sum a, o com putador ligado à internet tom a-se num term inal que lig a o indivíduo ao m undo através d a rede, conferindo à internet o papel de espaço p riv ileg iad o p ara aprender. M as, p or enquanto, “nas escolas (...) os equipam entos inform áticos, não têm suscitado m udanças significativas nos processos de ensino, que continuam a basear-se no método expositivo com o veículo fundam ental d a transm issão dos conhecim entos condensados nos program as escolares” (A breu, 2002, p.91).