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2 2 O PROCESSO DE BOLONH A

No documento MODELO DE DESENVOLVIMENTO DE (páginas 37-39)

2.2.1. DE SORBONNE A BERGEN

O Processo de Bolonha, t al com o é designado o proj ect o de criação do Espaço Europeu de Ensino Superior, t eve a sua origem na Declaração de Sorbonne, assinada a 25 de Maio de 1998 pelos m inist ros responsáveis pelo ensino superior da Alem anha, França, I t ália e Reino Unido. Nest a Declaração é reconhecida a necessidade de t ornar os sist em as europeus de ensino superior coerent es, com paráveis e com pat íveis ent re si, de m odo a garant ir o reconhecim ent o das qualificações e prom over a com pet it ividade int ernacional do ensino superior europeu. Com o form a de alcançar est es propósit os a Declaração de Sorbonne faz m enção a um a est rut ura de graus baseada em dois ciclos ( pré - licenciat ura e pós- licenciat ura) e à ut ilização de um sist em a de crédit os, sem elhant e aos ECTS (European Credit Transfer Syst em ) , j á em ut ilização no âm bit o do Program a SÓCRATES/ ERASMUS3.

Em Junho de 1999, os Minist ros de 29 países europeus, incluindo Port ugal, r eunir am- se em Bolonha e assinaram a declaração que est abelece oficialm ent e o com prom isso de criação, at é 2010, do Espaço Europeu de Ensino Superior.

“ A ideia de base é de, salvaguardadas as especificidades nacionais, dever ser possível a um est udant e de qualquer est abelecim ent o de ensino superior iniciar a sua form ação académ ica, cont inuar os seus est udos, concluir a sua form ação superior e obt er um diplom a europeu reconhecido em qualquer universidade de qualquer Est ado- Mem bro. Tal pressupõe que as inst it uições de ensino superior passem a funcionar de m odo int egrado num espaço abert o ant ecipadam ent e delineado e regido por m ecanism os de form ação e reconhecim ent o de graus académ icos hom ogeneizados à part ida” ( DGES- MCTES, 2006) .

De form a a alcançar os obj ect ivos de harm onização e uniform ização dos sist em as de ensino superior a nível europeu, a Declaração de Bolonha ident ifica com o principais obj ect ivos:

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Aum ent ar a com pet it ividade dos referidos sist em as de ensino;

»

Prom over a m obilidade e a em pregabilidade no espaço europeu. Para a prossecução dest es obj ect ivos foram definidas seis grandes linhas de acção:

3 Program a de incentivo à m obilidade de estudantes e docentes entre as universidades dos

1. Adopção de um sist em a de graus facilm ent e com preensíveis e comparáveis4;

2. Adopção de um sist em a baseado em dois ciclos de ensino5;

3. Est abelecim ent o de um sist em a de acum ulação e t ransferência de crédit os ( t al com o o Europen Credit s Transfers Syst em s)6;

4. Prom oção da m obilidade int ra e ext ra com unit ária de est udant es, docent es e invest igadores, at ravés da rem oção de obst áculos adm inist rat ivos e legais ao reconhecim ent o de diplom as;

5. I ncrem ent o da cooperação europeia na avaliação da qualidade do ensino superior;

6. Prom oção da dim ensão europeia do ensino superior.

No seguim ent o do com prom isso polít ico assum ido em Bolonha, os Minist ros europeus responsáveis pelo ensino superior, represent ando 32 signat ários, reuniram em Praga, em Maio de 2001, com o obj ect ivo de analisar os progressos alcançados7 e est abelecer as principais direcções e prioridades ao desenvolvim ent o e acom panham ent o do processo de criação do Espaço Europeu de Ensino Superior no cont ext o de um a “ Europa do Conhecim ent o”8. No Com unicado de Praga os Minist ros com prom et eram- se a cooperar e dar cont inuidade ao processo de criação do Espaço Europeu de Ensino Superior, de acordo com as orient ações e obj ect ivos definidos na Declaração de Bolonha, e encoraj aram as universidades e dem ais I nst it uições de Ensino Superior a “ t irar o m áxim o proveit o da legislação nacional e dos inst rum ent os

4 As duas m edidas m ais significativas do reconhecim ento sistem ático de qualificações e períodos

de estudos são a im plem entação de um a unidade de estudo elem entar coerente, com o os ECTS, e a em issão do Suplem ento ao Diplom a, com o um a ferram enta que introduz m elhorias na transparência e na flexibilidade do reconhecim ento académ ico e profissional das qualificações do ensino superior, ao nível de em pregabilidade e ao nível de prosseguim ento de estudos.

5 O prim eiro ciclo, que conduz ao grau de licenciado, tem um a duração com preendida entre seis e

oito sem estres (correspondentes a um m ínim o de 180 créditos ECTS) e visa assum ir relevância para o m ercado de trabalho europeu oferecendo um nível de qualificação apropriado. O segundo nível, que conduz ao grau de m estre, terá um a duração com preendida entre três e quatro sem estres (correspondentes a 90 ou 120 créditos ECTS) .

6 Os crédit os ECTS estão relacionados com as horas totais de trabalho do estudante. Este sistem a

de créditos prom ove a m obilidade de estudantes e docentes, através de procedim entos com uns que garantem o reconhecim ento dos títulos académ icos e dos estudos efectuados noutros países, cidades ou instituições de ensino superior.

7 Após análise do relatório "Furthering the Bologna Process", elaborado pelo grupo de

acom panham ento (Follow- up Group), os Ministros constataram que as m etas traçadas pela Declaração de Bolonha foram largam ente aceites pela m aioria dos países signatários bem com o pelas instituições de ensino superior.

8 Em Março de 2000, na Cim eira de Lisboa, “Em prego, Reform as Económ icas e Coesão Social:

para um a Europa do Conhecim ento” , o Conselho Europeu apresentou um a estratégia faseada em 10 anos para tornar a União Europeia na econom ia baseada no conhecim ento m ais com petitiva e dinâm ica do m undo. Nesta estratégia foi reforçada a necessidade de criação de um Espaço Europeu de I nvestigação e de I novação.

europeus exist ent es para facilit ar o reconhecim ent o académ ico e profissional de unidades curriculares, graus académ icos e out ros t ít ulos, de m odo a garant ir a t odos os cidadãos europeus a ut ilização efect iva das suas qualificações, com pet ênc ias e apt idões no Espaço Europeu de Ensino Superior” .

Foram igualm ent e encoraj adas as acções de divulgação de exem plos de boas prát icas e a criação de cenários para a aceit ação m út ua de m ecanism os de avaliação e de acredit ação/ cert ificação de cursos. Para t al, foi feit o um apelo às universidades e dem ais I nst it uições de Ensino Superior, Agências Nacionais e à Rede Europeia de Garant ia de Qualidade no Ensino Superior ( ENQA) , em cooperação com os organism os correspondent es de países não m em bros da ENQA, a colaborarem no est abelecim ent o de um quadro com um de referência e na divulgação dos exem plos de boas prát icas.

Por últ im o, foi reconhecida a im port ância e a necessidade de int roduzir t rês novas linhas de acção para o evoluir do processo:

7. I nclusão de est rat égias de aprendizagem ao longo da vida;

8. Envolvim ent o das inst it uições de ensino superior e dos est udant es com o parceiros essenciais do Processo;

9. Prom oção do Espaço Europeu de Ensino Superior, quer a nível europeu quer a nível m undial.

Um ano m ais t arde, em Set em bro de 2003, os Minist ros responsáveis pela Área do Ensino Superior de 33 países europeus, reunidos em Berlim , reafirm aram os obj ect ivos definidos em Bolonha e em Praga, e decidiram- se pela aceleração do processo de criação do Espaço Europeu de Ensino Superior at ravés da ant ecipação de algum as m edidas e no est abelecim ent o de um prazo int erm édio ( 2005) para a concret ização das seguint es et apas:

No documento MODELO DE DESENVOLVIMENTO DE (páginas 37-39)