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ObservaDR/Covid-19

No documento INspiradores cases (páginas 158-163)

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Resultados

O repositório no portal do ObservaDR constituiu a base com todos materiais produzidos e a partir dali, distribuídos para as demais mídias. Abrigou mapas, tabelas, notas técni-cas, podcast e relises da pesquisa-ação e registrou nos doze meses mais de oito mil visualizações para consulta de infor-mações científicas, especialmente relacionadas a Covid-19.

Em relação aos mapas temáticos elaborados, foram produzi-dos 03 gráficos e 12 mapas para o município de Santa Cruz do Sul, 02 gráficos e 07 mapas para Venâncio Aires, 02 gráficos e 07 mapas para a região do Vale do Rio Pardo e 04 gráficos e 16 mapas para a região dos Vales e Rio Grande do Sul nos doze meses. As redes sociais Facebook e Instagram obtiveram em torno de 150 postagens em conjunto, com uma média de uma postagem a cada três dias. Foram enviadas 19 news-letters com periodicidade semanal para a imprensa regional por meio do grupo de mensagem whatsapp. Próximo a podcast por mês foi realizado, contabilizando um total de 07 podcasts para discutir dados e informações científicas entre professo-res, pesquisadores e profissionais convidados.

Figura 1 - Portal institucional Observa/DR

Fonte: http://observadr.org.br/portal/.

Na rede social Facebook, buscamos efetuar uma análise de maio a dezembro de 2020. A primeira publicação no Facebook foi em 27 de abril e atualmente a página do ObservaDR pos-sui 1517 seguidores. Os fãs (pessoas que interagem com o conteúdo, sem necessariamente serem seguidores) são 60%

de mulheres e 40% homens.

Figura 2 - Total de seguidores da Página ObservaDR

Fonte: Facebook Insights.

As 5 cidades com maior número de fãs são : Santa Cruz do Sul, Porto Alegre, Santa Maria, Venâncio Aires e Vera Cruz.

Os conteúdos com maior alcance são, de maneira geral os mapas e as publicações que envolvem a rede, como por exem-plo a divulgação das lives. O alcance total no Facebook é de 24.891 pessoas, e os picos ocorreram entre maio e junho, meses iniciais do projeto.

Figura 3 – Alcance da Página do Facebook do ObservaDR

Fonte: Facebook Insights.

Em relação às lives e webinars, foram realizadas aproxi-madamente dez atividades, e com relação a artigos e presen-ça em eventos científicos, foram também aproximadamente dez textos para revistas e presença em ao menos quatro even-tos científicos pelo conjunto de pesquisadores envolvidos.

Figura 4 – Divulgação de Live

Fonte: https://www.facebook.com/observadr/photos /a.306863552731900/3170183379733222/

Avaliação

Em síntese, as métricas de consumo das informações, especialmente o número de acessos via portal institucional e na mídia social Facebook indicam que houve o interesse na informação científica, sendo que o Facebook aponta para uma certa territorialidade no consumo, marcada pela maio-ria dos usuários localizados na proximidade com a região em estudo. E explicitam os picos de audiência coincidentes com os primeiros meses da pesquisa e da pandemia e com o período de aceleração do número de casos, hospitalizações e

óbitos na região.

A partir do projeto ObservaDR/Covid-19 presenciamos o esforço conjunto de estudantes, pesquisadores, professo-res e profissionais técnicos, evidenciando a importância da comunicação e da divulgação científica como forma de mi-nimizar os riscos e proporcionar uma melhor gestão na cri-se da Covid-19, contribuindo para a ampliação do acesso a informações científicas para o conjunto da sociedade regio-nal. Afinal, a crise sanitária em que estamos imersos já nos mostrou o valor e a importância da ciência no combate à Covid-19, além de nos proporcionar conhecimento para me-lhor compreender o mundo em que vivemos e nos possibili-tar vivermos melhor nele.

Informações complementares

ObservaDR-Covid-19 (Repositório): http://observadr.org.br/

portal/observadr-covid-19/

Podcasts: http://observadr.org.br/portal/podcasts/

Redes sociais: https://www.facebook.com/observadr e ht-tps://www.instagram.com/observadr/

Webinars e Lives: https://www.youtube.com/c/

canalobservadr/featured

Palestras: https://www.facebook.com/127951153963418/

videos/321536215609656

Artigo: https://www.rbgdr.net/revista/index.php/rbgdr/

article/view/5980

UNISC - Covid-19: https://www.unisc.br/covid19/

COMENTÁRIO EXERCÍCIO DESAFIO

SUMÁRIO

159

Comentário Teórico

ObservatórioDR/Covid-19

CASE EXERCÍCIO DESAFIO

GustaVo euGÊnio hasse becker

Doutor e mestre em Comunicação Social (PUCRS), especialista em Marketing (UFRGS) e bacharel em relações-públicas (Unisinos). Atuação profissional na área de comunicação em organizações privadas, na docência e ges-tão acadêmica (Ulbra) e em entidades profissionais (Conrerp/4ª Região e Conferp). Integra o GPEPCom - Grupo de Pesquisa em Ensino e Prática de Comunicação (PUCRS).

Logo de imediato, ao conhecer o case ObservatórioDR/

Covid-19, algo que se resgata é o papel de relevância social que as universidades desempenham no contexto em que es-tão inseridas. Neste caso específico, um elemento que corro-bora tal relevância é o fato de a IES que abriga o Observatório – a UNISC - ser membro do Consórcio das Universidades

Comunitárias Gaúchas, o Comung. Conforme consta em seu sítio eletrônico, o Comung constitui “Uma verdadeira rede de Educação, Ciência e Tecnologia que presta relevantes ser-viços de interesse comunitário, com destaque para a edu-cação, a saúde e a inovação.” Deste modo, as IES integrantes do consórcio gozam de um provável reconhecimento das co-munidades em que estão inseridas, pela sua relevância no desenvolvimento regional.

A busca pela constituição “de um olhar demográfico para a realidade social e econômica regional” destacada no rela-to em questão, resulta de uma preocupação latente com as necessidades do ambiente, assim como da busca por possi-bilidades de ação. Neste sentido, Kunsch (2007) destaca que

“Situar a sociedade onde estamos inseridos constitui condi-ção sine qua non para análises de contexto, reflexões e pla-nejamento de ações propositivas de intervenção social.” (p.

171). Tais ações interventivas são capazes de transformar a realidade das comunidades atingidas no processo.

A observação de que a comunicação constitui elemen-to intrínseco à proposta do ObservatórioDR/Covid-19, assim

como o fato de que a UNISC confere fundamental importân-cia a iniimportân-ciativas institucionais, encontra eco na opinião de Monteiro (2002) que destaca:

“Mediante (...) a produção de notícias para serem di-vulgadas pela mídia, as instituições inserem-se no

espaço público, construindo não apenas uma repre-sentação de si mesmas (mais conhecida por “imagem institucional”), como também a realidade do campo em que atuam. (MONTEIRO, p. 141)

Deste modo, ao atender anseios e necessidades dos seus públicos estratégicos, a instituição solidifica a sua relevân-cia em seu meio, atuando como facilitadora da compreensão de temas relevantes para a comunidade, mas nem sempre acessíveis a ela do ponto de vista intelectual. A respeito des-te desafio, Becker e Silva destacam que “O profissional que

se dedica à atividade de divulgação científica tem colabo-rado para derrubar barreiras entre o pesquisador e a mídia, criando canais de comunicação para aproximar a ciência do grande público.” (2006, p. 359). As variadas ações de relacio-namento com a mídia destacadas nos Resultados do case in-dicam, justamente, a utilização de tais estratégias por parte do ObservatórioDR/Covid-19.

Considerando que as ações de relacionamento com a mí-dia relatadas no case em questão demandam informações técnicas para o enfrentamento de uma crise, neste caso a

causada pela pandemia da Covid-19, tais ações se revestem de pressupostos ainda mais peculiares e fundamentais, uma vez que está em jogo a desmistificação do problema, bem

como os cuidados a serem tomados no seu enfrentamento.

Assim, paralelamente ao conhecimento prévio dos públicos aos quais se destinam as informações a serem difundidas, há que se conhecer o mecanismo do fenômeno objeto das ações, a saber, a crise. Para Chinem (2003),

“Crise é como notícia, nunca tem hora para aconte-cer e pega a todos desprevenidos. Como uma chama, começa pequena, mas logo cresce numa proporção nunca imaginada e toma conta de tudo rapidamente.

Depois que acontece a tragédia, vêm as explicações, mas se não houver preparo para lidar com a crise o resultado pode ser ainda pior. (p. 86)

Neste sentido, há que se ter noção do modo peculiar com que cada pessoa enfrenta uma realidade de crise, assim como o fato de que os pressupostos a respeito das causas e, também, da solução das crises não constituem unanimi-dade, tampouco um modo único de tratamento. Se é fato que existe um desafio para a compreensão do problema por parte da opinião pública, também é fato que se faz necessá-rio conhecer as peculiaridades dos veículos de comunicação e suas respectivas equipes, relativamente à necessidade de viabilização de notícias. Neste sentido, Seabra (2002) alerta:

“Conhecer o funcionamento de uma redação, mesmo que isso represente apenas parte da realidade dessa mesma redação, é a única maneira de tentar mudar interesses estabelecidos e fazer valer interesses mais plurais.” (p. 115). Tal fato se tor-na relevante tor-na medida em que variáveis comerciais ou até mesmo ideológicas podem interferir no trato jornalístico de uma determinada circunstância.

Transpostos os desafios acima elencados, encontra-se alinhamento do propósito apresentado pelo ObservatórioDR/

Covid-19, a saber, “Oferecer informações úteis para o plane-jamento de ações e tomada de decisões” com o pensamento de Massarani (2004), para quem “O público passa a ser um protagonista importante na disseminação das informações de ciência, permitindo que indivíduos assumam uma postu-ra que é, simultaneamente, participativa e crítica em relação ao papel do conhecimento nos processos decisórios” (p. 10).

Assim, efetiva-se a democratização da informação e a conse-quente popularização da ciência. Tal fato, por sua vez, se re-veste de uma dimensão amplificada, atingindo um espectro que permita subsidiar o planejamento regional para o com-bate à pandemia, no caso ora apresentado. Relativamente a este processo, Massarani (2004) também destaca que “Dar maior destaque à ciência produzida na região é outro aspec-to que deve ser incluído nas prioridades dos grupos compro-metidos com a divulgação científica.” (p. 10). Afinal, a reali-dade local não pode ser ignorada e, muito ao contrário, deve ser considerada, com vistas ao alcance de bons resultados oriundos de estratégias a serem implementadas.

Considerando que o ObservatórioDR/Covid-19 pode ser analisado como um instrumento de aproximação da institui-ção universidade - geradora e processadora de conhecimen-to - com os seus stakeholders, é possível relacioná-lo com o conceito que Simões (1995) apresenta sobre os instrumentos mistos, a saber, “Aqueles que permitem o intercâmbio de in-formações através de um mesmo canal. (...) perfeitos para realizarem a comunicação no seu sentido de processo e re-sultado.” (p. 162). Tais instrumentos, mediante as estratégias por eles utilizadas – e, no case em questão já elencadas, são capazes de atuar como elemento de legitimação da institui-ção junto aos públicos com os quais a mesma interage.

Agindo desta maneira, torna-se viável que as barreiras que separam a ciência do conhecimento popular sejam trans-postas. Neste sentido, Massarani et al (2004) defende que

“Mais do que nunca, os divulgadores da ciência precisam aju-dar a diminuir as distâncias que separam ciência, governo e meios de comunicação de forma a garantir que haja, de fato, um diálogo entre esses grupos” (p. 7). Tal diálogo deve resul-tar no acesso, por parte da opinião pública, ao conhecimento científico desmistificado, fato que consolida a popularização da ciência e o alcance dos propósitos a que um instrumento como o ObservatórioDR/Covid-19 se propõe, legitimando, por consequência, tanto a iniciativa quanto a instituição que a promove quanto, ainda as informações por ela difundidas.

Referências

BECKER, Gustavo Eugênio Hasse; SILVA, Rosane Torres da. A divulgação científica e os desafios para os profissionais da área de comunicação. In: SOUZA, Cidoval Morais; FERREIRA, José Roberto; BORTOLIERO, Simone. Jornalismo Científico e Educação para as Ciências. Taubaté: Cabral Editora, 2006.

CHINEM, Rivaldo. Assessoria de imprensa: como fazer. São Paulo: Summus, 2003.

Comung – Universidades comunitárias - RS. Disponível em:

https://comung.org.br/sobre. Acesso em 20 de outubro de 2021.

KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Dimensões e perspectivas das relações públicas comunitárias. In: KUNSCH, Margarida Maria; KUNSCH, Waldemar Luiz (org.). Relações públicas co-munitárias: a comunicação em uma perspectiva dialógica e comunitária. São Paulo, Summus, 2007.

MASSARANI, Luisa. (et al.). Guia de divulgação científica. Rio de Janeiro: SciDev.Net; Brasília: Secretaria de Desenvolvimento

de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social, 2004.

MONTEIRO, Graça França. A notícia institucional. In: DUARTE, Jorge (org.) Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia. São Paulo: Atlas, 2002.

SEABRA, Roberto. Produção da notícia: a redação e o jornalista.

In: DUARTE, Jorge (org.) Assessoria de imprensa e relaciona-mento com a mídia. São Paulo: Atlas, 2002.

SIMÕES, Roberto Porto. Relações públicas: função política. São Paulo: Summus, 1995.

CASE EXERCÍCIO DESAFIO

SUMÁRIO

160

Qual ação você desenvolveria para levar a pesquisa de forma estratégica para os espaços urbanos?

ExErcício dEsEnvolvido pElas alunas intEgrantEs do grupo dE pEsquisa Estrato

CASE COMENTÁRIO DESAFIO

SUMÁRIO

EXERCÍCIO

161

DESAFIO

Imagine diferentes formas de divulgação científica para a população local levando em conta datas

especiais.

dEsafio dEsEnvolvido pElas alunas intEgrantEs do grupo dE pEsquisa Estrato

CASE COMENTÁRIO EXERCÍCIO

SUMÁRIO

162

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