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Os significados ampliados do De re rustica

II. O De re rustica de Varrão: aspectos da construção do texto, da linguagem e dos sentidos

3) Os significados ampliados do De re rustica

Na obra agrária de Varrão, diversamente do que havia no De agri cultura, deparamos um texto mais nuançado e refratário a gestos absolutos de estabelecimento das linhas de força significativas. O ponto inicial para a consideração desse nuançamento poderia corresponder ao fato visível da tentativa do autor de elaborar o texto e, ao mesmo tempo, acolher com razoável sistematicidade um conjunto vasto de preceitos técnicos ou saberes eruditos. Não pretendemos com isso dizer que a arte da composição escrita rejeite por força certos temas como inadequados (o que, aliás, a plena realização poética de Lucrécio no De rerum natura impediria), mas sim que o intento de fazer-se de fato informativo e o da expressão comprometida com valores estéticos não se situam exatamente no mesmo plano funcional, devendo ser conciliados pelos autores de acordo com o alcance de seu ingenium.151

Dispomos, por sinal, de dados concretos para considerar a relação que o autor estabeleceu entre o belo e o útil:

Além da preocupação de repensar o problema da agricultura através de conceitos teóricos, notamos em Varrão, por meio de Escrofa, uma óbvia afirmação da preponderância do útil em relação ao agradável. Esse ponto de vista é em parte corrigido pelo que se segue: "Nec non ea quae faciunt cultura honestiorem agrum, pleraque non solum fructiosiorem eadem faciunt, ut cum in ordinem sunt consita arbusta atque oliueta, sed etiam uendibiliorem atque adiciunt ad fundi pretium". Assim, como proprietário

rural prudente, Cn. Tremelius Scrofa logo cuida de relacionar a qualidade estética de uma terra bem cultivada a seu valor financeiro. Além disso, segundo esse especialista em agricultura, a boa organização de um plantio harmoniosamente disposto pode chegar até a aumentar-lhe o rendimento: "De forma cultura hoc dico, quae specie fiant uenustiora, sequi ut maiore quoque fructu sint, ut qui habent arbusta, si sata sunt in quincumcem, propter ordines atque interualla modica". Notemos, porém, que o prazer obtido por uma agricultura corretamente entendida é secundário quanto à utilidade que ela apresenta.152

Acreditamos que as palavras do crítico, embora corretas no tocante à interpretação de ambas as passagens latinas citadas, dos conteúdos agrários dos dois primeiros diálogos e ainda do fato de que se tenha aqui submetido com vantagens a harmonia formal ao lado informativo, não se prestam a oferecer-nos diretrizes absolutas para pensar na realidade ideológica do De re rustica como um todo. Referimo-nos, assim, à questão da evidente disparidade entre o espírito do terceiro livro da obra e o restante dela, já que, nesse contexto, cede-se em definitivo ao luxo e aos gostos requintados dos citadinos: como esclarecemos antes, os tipos de criação tratados nesse contexto (em que se incluem não só animais de carne adaptada ao paladar dos elegantes da capital, mas mesmo aqueles destinados a funções meramente ornamentais como certas aves153 e peixes154) furtam-se ao elemento da pura utilidade, constituindo-se em várias ocasiões em exemplos de completo alheamento à austeridade dos maiores.

Embora se pudesse alegar que, na base de muitos dos preceitos desse âmbito, encontra-se o interesse pelo lucro dos proprietários rurais, ou seja, pela utilidade compreendida sob os aspectos produtivos e financeiros, acreditamos na forte presença de elementos estranhos a uma visão de todo "prática" da vida. O próprio exemplo do viveiro de Varrão de que tratamos há pouco, o gosto de uma personagem como Ápio pelo luxo absoluto das construções rurais155 e a menção à piscicultura através do "retrato" do tanque marítimo do famoso orador Hortênsio156 contribuem para evocar aqui um modo de vida decisivamente afinado com o prazer.157

Por outro lado, com muita dificuldade se poderia esperar o ajuste completo do comércio de luxo com os velhos padrões comportamentais dos avós, não só evocados como também francamente recomendados em outras passagens da obra:158 não se trata, tendo em vista o envolvimento de uma personagem como Ápio com o consumo desenfreado, de um meio para garantir a própria fruição dos bens oferecidos a outros por custo elevado? E quanto à desconfiança dos mais tradicionalistas na legitimidade dos lucros obtidos favorecendo-se o que, segundo certas concepções morais e filosóficas bastante difundidas no mundo antigo, poderia ser definido enquanto vício? Uma passagem do De officiis ciceroniano,159 com efeito, ocupa-se precisamente de condenar as "profissões do prazer" diante da idoneidade absoluta representada pela dedicação do homem honesto aos afazeres agrários, compreendidos sob as formas de manifestação mais convencionais na velha sociedade romana.

Ainda no tocante ao afinamento da postura varroniana com o ideário tradicional dos latinos, é importante salientar que também o teor dos dois primeiros livros não se enquadrava com absoluto rigor nesse modelo, mas, apesar disso, não chegava a "agredi-lo" no grau encontrado naquele a que nos temos referido. Assim, o primeiro diálogo, com a descrição geral dos procedimentos necessários ao cultivo e à "administração" de uma propriedade rural eficiente cujos cuidados se delega a um uillicus, pode ser compreendido como uma espécie de desenvolvimento dos preceitos catonianos sobre o mesmo assunto. Conforme esclarecemos no capítulo anterior, já se notavam claros indícios da evolução da economia rural romana na obra do Censor, tornando-a compatível com a proposição de modos (e fins) de cultivo em que se fazia essencial a idéia do lucro. Tem-se nesse fator, assim, uma espécie de flexibilidade moderada quanto à imagem tradicional dos romanos enquanto agricolae, uma vez que, sem verificar-se o total afastamento dos patres familias de tal realidade, passam a dedicar-se indiretamente ao cultivo e a buscar o enriquecimento.

As questões do tratamento da religiosidade e dos escravos, porém, inscrevem o diálogo inicial num âmbito ideológico sensivelmente distinto daquele associável ao tradicionalismo do Censor. Observamos, assim, que a única passagem do mesmo em que se tem a abordagem direta de temas vinculados ao sagrado corresponde à invocação dos doze deuses rústicos no prefácio, sobretudo compreensível, tendo em vista o locus textual de surgimento e as concepções teológicas do autor, sob a marca de uma espécie de concessão à

aura de tradicionalismo moral evocada pelos assuntos agrários.

Sabemos que Varrão, homem culto e instruído na filosofia a ponto de compor uma obra como as Antiquitates divinas, não poderia vincular-se ao pensamento religioso de modo idêntico ao Censor.160 Nessa obra, o autor propôs a divisão das manifestações religiosas sob três categorias:161 a primeira delas corresponde ao mito, a segunda, à "religião natural", a terceira, "à religião civil". No mito, identificado com as fábulas a respeito dos deuses que contam os poetas, peca-se contra a verdadeira dignidade e elevação do sagrado ao atribuir aos entes espirituais supremos tendências incompatíveis com sua natureza perfeita (adultério, vingança, rancor, ciúmes, inveja...).162 A religião natural, por sua vez, é a compreensão filosófica a respeito do tema, sem as superstições e distorções características das demais formas de manifestação dessa face da cultura humana; por seu intermédio, busca-se responder a questões do tipo da essência do divino, do papel de Deus na ordem dos eventos universais, de sua presença ou não em nosso mundo... Por fim, a religião civil vincula-se ao culto tradicionalmente prestado pelos cidadãos aos grandes deuses do panteão pátrio, com sua liturgia e formalidade características, a participação do corpo sacerdotal e os ritos convenientes a cada momento.

Dentre todas essas faces da religião, é evidente que o autor se inclina pessoalmente pela escolha da segunda como aquela mais próxima da verdade e adaptada à sua ponderação e racionalismo habituais. Não se trata, porém (preterido o mito para o plano descompromissado da imaginação), de relegar a religião civil a um papel de menor relevo na vida da república: enquanto elo de união entre os cidadãos, presta-se a papéis tão importantes quanto garantir solidez às instituições políticas responsáveis por sua coesão. Como se nota, deparamos aqui uma abordagem da questão religiosa sob um enfoque predominantemente institucional; essa importância prática, por sinal, condiciona que ele lhe consagre a maior parte da seção divina das Antiquitates, a fim de evitar que se perca ou deturpe por completo diante das mudanças de costumes e venha, assim, abalar a estabilidade do status quo.

Diante desse panorama, interpretamos a invocação aos deuses em De re rustica I (bem como a participação dos convidados no banquete sacrificial de Tellus durante as

sementiuae) como um gesto de relativa aquiescência do sábio à piedade ingênua dos

o mundo permeando todas as coisas,163 mas também de vínculo com a prática poética de suplicar pela proteção e auxílio das musas no início das obras. No primeiro caso, mantendo- se próximo dos aspectos externos do rito religioso (oração, festejo...), ele, simultaneamente, "dá o bom exemplo" de pietas aos leitores e, em essência, não fere o âmago de suas convicções pessoais; no segundo, em conformidade com seus intentos de elaborar o tema "humilde" e revesti-lo de respeitabilidade intelectual, Varrão aproxima-se de um traço compositivo que remonta aos primórdios da literatura no Ocidente, com as invocações homéricas às musas tanto na Ilíada quanto na Odisséia.

Tendo, porém, cumprido os pontos mínimos para a realização desse duplo intento, ele não mais insiste sobre esse fator, direcionando-se sem pausas, como dissemos, para um modo instrutivo ordenado e límpido no tocante ao afastamento do zelo demasiado com o sobrenatural.

A abordagem do tema da escravidão no primeiro e no segundo livros do De re

rustica, num sentido diverso, também contribui a seu modo para diferenciar Varrão da

rudeza do predecessor citado. Em De re rustica I XVII 5-6, surpreendemos o autor recomendando que se recompensem os escravos empenhados para torná-los mais satisfeitos e dispostos a trabalhar, a eles se dêem esposas e pequenos pecúlios particulares (como um meio de fazê-los criar vínculos com a terra) e sejam ouvidos pelo senhor a respeito das medidas a serem tomadas no fundus rusticus; em II 10 6-7, por outro lado, tendo distinguido a maior comodidade dos escravos que permanecem nos fundi do desconforto dos pastores itinerantes, aconselha entregar mulheres aos últimos para minimizar-lhes a dureza da rotina.164

Em ambos os exemplos, aleatoriamente escolhidos entre outros possíveis, Varrão, pois, contribui para a construção de uma imagem mais humana dos cativos e senhores. Basta lembrar de que, no De agri cultura, os únicos preceitos de "afabilidade" para com os escravos mantinham vínculos estreitos com a necessidade de conservá-los com saúde e o suficientemente nutridos para trabalhar,165 como, aliás, ocorria com os demais "intrumentos" vivos da propriedade.

Poder-se-ia ainda considerar uma relativa discordância do velho modelo de vida dos avós o próprio sistema de pecuária extensiva (de caprinos e ovinos, sobretudo) em larga escala, tal como se depreende de certas passagens do segundo diálogo da obra. Deve-se

notar que, nesse caso, a incompatibilidade diz respeito ao fato de que se opte pura e simplesmente pelo lucro fácil, sem grande necessidade de preocupações (para o senhor ou seus encarregados) e investimentos, exceto na fase de aquisição dos animais.

Assim, assumindo uma importância gradativamente maior a partir do final do período republicano, esse modelo produtivo tomou, ao que parece, parte considerável do espaço geográfico itálico e veio eventualmente contribuir para o próprio abandono dos cultivos.166 Eis nesse fator, portanto, um provável ponto de choque com as idéias dos tradicionalistas, em geral avessos a grandes mudanças em todos os aspectos da vida.

Por fim, julgamos necessário observar que a incoerência ideológica vista ao longo do De re rustica foi atribuída por Martin à composição cronologicamente clivada do todo;167 como observamos no capítulo introdutório, o crítico opta por desconsiderar a validade da idéia tradicional a respeito dessa iniciativa do autor, como se ele tivesse escrito os três diálogos, uns após os outros, numa única ocasião de seus oitenta anos e o fizesse às pressas por receio de morrer sem completar a tarefa. Note-se que, nesse caso, tender-se-ia a atribuir-lhe os descuidos apenas ao cansaço natural e à pressa.

Apesar, como ele mesmo observa, da impossibilidade de fechar-se a questão em termos absolutos,168 devemos ressaltar o inegável valor de suas ressalvas quanto à unidade da obra em aspectos compositivos variados. Assim, citando uns poucos exemplos,169 o livro II se organiza de uma maneira muito diversa dos outros no tocante à distribuição dos preceitos pelas falas das personagens (sem concentrá-los em monólogos por demais extensos); a invocação geral e inicial aos deuses rústicos não inclui quaisquer divindades associadas aos assuntos pecuários ou da pequena criação (temas dos livros subseqüentes); os três diálogos anunciados a Fundânia como "acontecidos há pouco" muito improvavelmente poderiam ser localizados em épocas comuns pelos indícios históricos agregados à trama de cada um; a terceira parte da obra, onde se encontram todos os interlocutores com nomes de criaturas aladas (aves ou abelhas) exceto Varrão e Áxio, demonstra por esse motivo um tom maior de artificialismo "cômico"...

Dessa maneira, quer aceitemos ou não sua teoria a respeito da composição fracionada (e mal "cosida") do todo, não se pode rejeitar a impressão de uma certa falta de polimento no conjunto dos diálogos, fazendo-nos deparar óbvias e variadas divergências nesse âmbito. O mesmo, porém, não se dá com a mesma intensidade no interior de cada

diálogo,170 o que permitiria relativizar as críticas a Varrão e considerá-lo, se não um impecável escritor, ao menos atento aos efeitos das palavras e interessado em comunicar com ordem e alguma leveza os conteúdos agrários a seu público.

1

Cf. Miguel, L. A. H. Varrón. Madrid: Clásicas, 2000. 2

Cf. Miguel, op. cit., p. 38: Pero tampoco de ello sabemos gran cosa: de un "Derecho civil" ("De iure ciuili"), en quince libros, sólo tenemos constancia por el "Índice" de San Jerónimo y de "Los grados" ("De gradibus") únicamente cabe suponer que trataban, en varios libros, de los grados de parentesco.

3

Cf. Guerreira, A. R. Literatura técnica de la época republicana. La prosa técnica. In: Codoñer, Carmen (ed.). História de la literatura latina. Madrid: Cátedra, 1997, p. 766.

4

Cf. Grimal, P. La littérature latine. Paris: Fayard, 1994, p. 206: Ce n'était pas la pauvreté qui l'y contraignait car il appartenait à une famille noble et riche.

5

Cf. excelente prefácio de J. Heurgon à sua tradução do De re rustica I (Varron. Économie rurale. Texte établi, traduit et commenté par J. Heurgon. Paris: "Les Belles Lettres", 2003. V. I, p. X-XI): Il était d'une noble famille plébéienne qui comptait sans doute parmi ses ancêtres C. Terentius Varro, consul en 216, le vaincu de Cannes, et il avait pour patrie cette rude Sabine, conservatoire des vieilles moeurs, où Caton lui aussi, jeune homme, était venu houer et ensemencer un sol rocailleux: "Quand j'étais enfant, dit Varron, je n'avais qu'une seule modeste tunique et une seule grossière toge, des chaussures sans lanières et un cheval sans selle; je ne me bagnais pas tous les jours... Là j'ai appris que pour qui a soif, le vinaigre vaut le vin miellé, pour qui a faim, le pain noir est de fleur de farine, et doux le sommeil pour qui a travaillé."

6

Cf. Deschamps, L. Le paysage sabin dans l'oeuvre de Varron. Humanitas. Coimbra, vols. XXXVII- XXXVIII, p. 125, 1985-1986: Certes, la Sabine est omniprésente dans les écrits du célèbre polygraphe. Outre son histoire, sa langue, ses moeurs, son extension, il évoque ses cultures, ses élevages de bovins, d'ânes, de chevaux, de mulets, de chèvres, d'escargot, de tourterelles, de poissons, la transhumance qui s'y pratique; mais son paysage point!

7

Miguel (cf. op. cit., p. 9) atribui ao ano de 95 a.C. os primeiros contatos de Varrão com esse gramático; portanto, tendo ele nascido em 115 a.C., pode-se dizer que tal encontro se deu em seu vigésimo ano de vida. 8

Cf. Guerreira, op. cit., p. 766. 9

Cf. Grimal, op. cit., 1994, p. 206. 10

Cf. Salvatore, A. Aspetti della scienza, umanità e arte nel "De re rustica" di Varrone. Vichiana. Rassegna di studi filologici e storici. Napoli, anno V, fascicoli I-II, p. 23, 1972: Varrone ricerca la verità, attraverso l'opera di ricostruzione del passato. Dal presente egli risale continuamente alle origini. Ciò dà una certa unità alla varietà e complessità della sua produzione e al suo profilo di studioso e di uomo. La ricostruzione integrale del passato, sia che si riferisca all'indagine sulle parole (le famose "etimologie"), o alle memorie, agli usi, ai costumi, ai culti, agli autori stessi dei tempi antichi: è qui che si esprime in maniera tangibile l'ardore scientifico di Varrone. Direi che questo culto del passato, mentre conferisce una nota patetica alla figura del Reatino, ne scopre, al tempo stesso, i limiti, come del resto avviene, in genere, di ogni "laudator temporis acti". Ma il fatto sentimentale si traduce in fatto scientifico, costituisce la spinta verso una serie di ricerche globali, che possano far luce sulle antichità remote di Roma.

11

Cf. Guerreira, op. cit., p. 767. 12

A respeito das magistraturas de Varrão nos anos anteriores à temporada grega, cf. Miguel, op. cit., p. 9. 13

Cf. Guerreira, op. cit., p. 767-768. 14

Com efeito, a fase posterior a Farsália correspondeu aos anos em que se dedicou, sobretudo, a aprofundar a composição de sua vastíssima obra (cf. Guerreira, op. cit., 767). Sobre suas atividades anteriores a serviço de Pompeu Magno, por outro lado, cf. Paratore (Paratore, E. História da literatura latina. Tradução de Manuel Losa. Lisboa: Gulbenkian, 1987, p. 169: E, como tinha estado no séquito de Pompeu na guerra contra Sertório, continuará a segui-lo na guerra contra os piratas e talvez também na terceira guerra mitridática: de tal forma que chegamos a pensar que, como Cícero, também Varrão se terá, gradualmente, aliado à política do partido oligárquico, através de sua adesão a Pompeu.).

15

Cf. Paratore, op. cit., p. 170. 16

Cf. Della Corte, F. Letterati di parte pompeiana. Opuscula Francesco Della Corte. Genova: Publicazioni dell'Istituto Universitario di Magistero, 1992. V. XIII, p. 37: Per Pompeo, console designato, per il 70, Varrone scrisse un commentario intitolato "Isagogico a Pompeo". Il militare, che stava per divenire console, durante tutta la sua vita precedente era rimasto allo scuro del modo di tenere una riunione e di consultare i senatori; e in genere era ancora inesperto della vita civile di Roma. Varrone gli spiegava che cosa si dovesse fare, che cosa dire, quando si chiedeva il parere del senato.

17

Cf. César. La guerre civile. Texte établi et traduit par Pierre Fabre. Paris: "Les Belles Lettres", 1987. V. I (minha tradução): II XVII. "Também começou a remar conforme a corrente".

18

Cf. Riposatti, B. M. Terenzio Varrone. L'uomo e lo scrittore. In: Atti del Congresso di Studi Varroniani. Rieti: Centro di Studi Varroniani Editore, 1974. V. I, p. 64-65 (minha tradução).

19

Cf. prefácio de Heurgon à edição "Les Belles Lettres" do De re rustica I, p. XIV. 20

Cf. prefácio de Heurgon à edição "Les Belles Lettres" do De re rustica I, p. XIV: Après Pharsale, les vétérans ramenés par Antoine réclamèrent les terres qu'il leur avait promises en Campanie, et, dans la vente à l'encan des biens des Pompéiens, une bande de mimes et de courtisanes se déchaîna contre la villa de Varron à Casinum: nous avons déjà cité le passage de la deuxième "Philippique" dans lequel Cicéron rappelait ces violences, qui avaient transformé le "deuersorium studiorum" en un "deuersorium libidinorum". 21

Cf. prefácio de Heurgon à edição "Les Belles Lettres" do De re rustica I, p. XV: Mais pourquoi, se demande Appien?

22

Cf. prefácio de Heurgon à edição "Les Belles Lettres" do De re rustica I, p. XV. 23

Cf. prefácio de Heurgon à edição "Les Belles Lettres" do De re rustica I, p. XV-XVI. 24

Cf. prefácio de Heurgon à edição "Les Belles Lettres" do De re rustica I, p. XVI: L'oeuvre de Varron, dont la plus grande partie a disparu, était immense. En 39, à 77 ans, il calculait qu'il avait rédigé 490 livres, dont beaucoup s'étaient perdus dans les proscriptions. De ce qui restait, saint Jérôme nous a laissé, d'après