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CAPÍTULO II O EMPREENDEDORISMO

2.3. O Domínio do Empreendedorismo enquanto Campo de Estudo

2.3.2.1. Perspectivas de Estudo Centradas no Empreendedor

O estudo das características pessoais tem movido os investigadores ao longo de mais de quatro décadas, com o intuito de identificar o que distingue o grupo dos “empreendedores” dos “não empreendedores” (e.g. Gartner, 1989a; Shook, Priem & McGee, 2003).

David McClelland, prestigiado psicólogo social, marca o início desta tendência ao identificar um motivo que, quando presente em elevados níveis, estaria relacionado com o comportamento empreendedor (entrepreneurial behavior): a “necessidade de realização” (need for achievement). Na sua obra Achieving Society, publicada em 1961,

este autor define a necessidade de realização, representada como n Ach, como uma força (drive) que impele o indivíduo para a realização, para o alcance de um objectivo que, no contexto empreendedor, constitui um desafio para a competência do empreendedor (McClelland, 1961). Continuando os seus estudos, McClelland descreveu as pessoas com elevada necessidade de auto-realização como apresentando elevada actividade energética, responsabilidade individual, conhecimento dos resultados das acções e antecipação de futuras possibilidades e moderada propensão para o risco.

Após os estudos pioneiros de McClelland, outros se seguiram na tentativa de identificação dos traços distintivos dos empreendedores, marcando uma tendência de investigação que ficou conhecida como a abordagem centrada em traços ou, simplesmente, abordagem de traços (trait approach). Esta abordagem elegeu os traços de personalidade como o seu principal objecto de análise, dado se tratarem de características relativamente estáveis que permitem predizer, com algum grau de precisão, o comportamento humano (Kenrick & Funder, 1988). De entre os traços que têm sido identificados, destacam-se, a par da necessidade de auto-realização, o locus de controlo interno, a propensão para o risco, a auto-eficácia, a inovação ou a tolerância à ambiguidade. Segue-se a apresentação de uma tabela com alguns dos estudos que mais marcaram a abordagem de traços, tendo sido frequentemente citados pelos defensores desta corrente (tabela 2).

Traço Autores Amostra do Estudo Caracterização do Empreendedor (Resultados da investigação) Auto-eficácia Markman, Baron & Balkin (2005) Inventores de patentes Elevada auto-eficácia

Autonomia DeCarlo, J. & Lyons, P. (1979). Mulheres que abriram o seu próprio

negócio. Maior autonomia

Necessidade de

Auto-realização Bonnett & Furnham (1991) Adolescentes entre os 16 e os 19 anos interessados em fundar o seu próprio negócio.

Factor não significativo Necessidade de

Auto-realização Cromie & Johns (1983) Homens que fundaram recentemente o seu próprio negócio. Factor não significativo Necessidade de

Auto-realização

Utsch, Rauch, Rothfuss & Frese (1999)

Pessoas que fundaram negócios com menos de 50 empregados há menos de 3

anos.

Maior necessidade de auto-realização Competitividade

agressiva Utsch, Rauch, Rothfuss & Frese (1999) menos de 50 empregados há menos de 3 Pessoas que fundaram negócios com anos.

Maior competitividade agressiva Inovação Carter, Gartner, Shaver & Gatewood

(2003) no processo de criação do seu negócio). Empreendedores nascentes (envolvidos Factor não significativo Inovação Robinson, Stimpson, Huefner &

Hunt (1991)

Pessoas que abriram o seu próprio negócio há menos de 5 anos.

Maior inovação Inovação StewartJr., Watsonb, Carlandc &

Carland (1999) Donos de pequenos negócios. Maior inovação

5 Factores da Personalidade

Zhao & Seibert (2006) Fundadores e gestores de pequenos negócios.

Maior conscienciosidade e abertura à experiência

Menor neuroticismo e agradabilidade

Locus de Controlo Rahim (1996) Pessoas que abriram o seu próprio negócio.

Locus de Controlo interno

Locus de Controlo Brockhaus & Nord (1979) Pessoas que abriram o seu próprio

negócio há menos de 3 meses. Factor não significativo Propensão para o

risco Begley & Boyd (1987); Pessoas que abriram o seu próprio negócio. Moderada propensão para o risco. Propensão para o

risco Brockhaus (1980) negócio há menos de 3 meses e gestores. Pessoas que abriram o seu próprio Moderada propensão para o risco. Factor não significativo. Propensão para o

risco

Tan (2001) Donos de pequenos negócios e gestores de grandes companhias

Os empreendedores têm uma maior propensão para o risco do que os

35 gestores.

Tolerância à

ambiguidade Schere, J. (1982) Fundadores de negócios. Maior tolerância à ambiguidade.

Da análise da tabela 2, verifica-se que, embora o número de estudos empíricos seja significativo, tal não tem contribuído para uma maior clareza e objectividade em relação ao “perfil do empreendedor” (Palma, Cunha & Lopes, 2007). Da análise comparativa dos estudos realizados, ressaltam problemas de natureza conceptual e metodológica, dos quais se destacam: 1) a utilização de diferentes definições de “empreendedor”, que tem levado à selecção de amostras heterogéneas; 2) o uso de medidas com baixas qualidades métricas e 3) a variedade, e por vezes contradição, de resultados encontrados, que não tem permitido a definição do “perfil do empreendedor”.

A definição de empreendedor que mais consenso reúne entre os investigadores interpreta-o como o fundador, dono e gestor de um pequeno negócio e cujo principal objectivo é crescer (Carland, Hoy, Boulton, & Carland, 1984). No entanto, os investigadores nem sempre parecem levar em consideração esta definição, utilizando nos seus estudos amostras tão variadas como: pessoas envolvidas num processo de criação de uma empresa (e.g. Carter, Gartner, Shaver & Gatewood, 2003); fundadores de organizações recém-criadas (e.g. Utsch, Rauch, Rothfuss & Frese, 1999); fundadores de novas organizações num segmento novo (e.g. Lachman, 1980); donos de pequenos negócios (e.g. StewartJr., Watsonb, Carlandc & Carland, 1999); CEO das empresas listadas pelas conceituadas revistas Inc, Fortune e Business Week como as que mais cresceram (e.g. Forlani & Mullins, 2000); estudantes de licenciatura ou mestrado (e.g. Ciavarella, Riordan, Gatewood & Stokes, 2004); ou inventores de patentes (e.g. Markman, Baron & Balkin, 2005), apenas para dar alguns exemplos.

Em termos metodológicos, a maior parte dos estudos no âmbito da abordagem de traços tende a fazer uso de questionários (Shook e tal, 2003). Esta preferência gera alguma preocupação quando se denota que os investigadores não parecem revelar uma grande preocupação com o questionário em si, com a forma como foi administrado e nem com

as fontes de variação dos resultados (Gartner, 1989b). O baixo rigor metodológico aliado à heterogeneidade amostral dos estudos tem contribuído para a obtenção de resultados inconclusivos acerca das características que definem os empreendedores. Estas características têm levado alguns autores (Rauch & Frese, 2000) a considerar difícil a realização de uma meta-análise adequada, a qual poderia introduzir alguma clarificação acerca do perfil do empreendedor.

Das investigações realizadas, o número de traços identificados pelos autores tem-se revelado vasto e heterogéneo, não se replicando um mesmo conjunto de traços ao longo de diferentes estudos (e.g. Cromie, 2000; Danjou, 2002). Mais ainda, relativamente a uma mesma característica psicológica, têm sido encontrados resultados contraditórios. A título ilustrativo, salienta-se os resultados encontrados para a característica “propensão para o risco”. Alguns estudiosos descrevem os empreendedores como possuidores de uma elevada propensão para o risco (e.g. Chell, Haworth & Brearley, 1991; Knight, 1971). Outros autores, contudo, encontraram uma relação significativa e negativa entre a propensão para o risco e o êxito do empreendedorismo (e.g. Duchesnau & Gartner, 1990). Outros ainda (e.g. Begley & Boyd, 1987; Brockhaus, 1980) concluíram que os empreendedores de sucesso tendem a assumir um risco calculado, no sentido em que o risco maximiza o êxito do empreendedorismo até um determinado ponto, a partir do qual esta característica se torna prejudicial.

Estas dificuldades em definir um perfil uno e consistente do empreendedor levaram alguns autores a hipotetizar que talvez os empreendedores constituissem um grupo heterogéneo e não uniforme, como até então se tinha pensado (e.g. Gartner, 1985; Sarasvathy, 2004). Como consequência, o pressuposto normativo em que o estudo do empreendedor estava envolvido começou a ser questionado, levando alguns autores a considerarem a existência não de um, mas de vários tipos de empreendedor. Esta

concepção tipológica do empreendedor atraiu, numa fase inicial, alguns adeptos, uma vez que permitia integrar a variedade de traços identificados numa teoria una e consistente, capaz de explicar e predizer o empreendedorismo (Gartner, 1989b).

De entre os autores que procuraram definir tipos de empreendedores, destaca-se Miner (1997), que identificou quatro tipos de empreendedores (personal achiever, empathic salesperson, real manager), aos quais adicionou, posteriormente, um outro tipo (inventor-entrepreneur) (Miner, Smith & Bracker, 1992); Müller e Gappisch (2005), que encontraram cinco tipos de empreendedores (creative acquisitor, controlled perseverator, distant achiever, rational manager e egocentric agitator); ou Gartner, Mitchell e Vesper (1989) que distinguiram oito tipos de empreendedores, com base em quatro dimensões (individuais, organizacionais, ambientais e de processo).

No entanto, perante a diversidade de tipos encontrados, podemos afirmar que a concepção tipológica do empreendedor não contribuiu para uma maior clarificação do perfil do empreendedor. As tipologias encontradas eram muito descritivas, mas pouco explicativas do fenómeno do empreendedorismo. Tal facto levou alguns autores a considerarem infrutíferas todas as tentativas de diferenciação entre “empreendedores” e “não empreendedores” (e.g. Cole, 1969; Sarasvathy, 2004). A par das limitações conceptuais e metodológicas já levantadas, outras de natureza epistemológica podem ajudar a explicar a razão pela qual a caracterização psicológica dos empreendedores não se revela boa preditora do empreendedorismo.

Tanto a abordagem dos traços como a abordagem tipológica tendem a assumir que os empreendedores possuem um conjunto de características de personalidade relativamente estável. Neste sentido, especialmente a abordagem de traços, tende a adoptar uma visão algo inata do empreendedorismo, considerando que os empreendedores nascem com um determinado conjunto de características que lhes permite empreender (Cunningham &

Lischeron, 1991). A abordagem dos traços, muito enraizada no mito do herói (Kets de Vries, 1985), encara os empreendedores como pessoas especiais (great persons), que se distinguem dos comuns dos mortais pelos traços que detêm.

Esta abordagem coloca, assim, a tónica do estudo do empreendedorismo nas características inatas do empreendedor, relegando para segundo plano o processo de criação de novas empresas ou a capacidade para identificar novas oportunidades. De facto, a maior parte dos estudos centra-se na identificação dos traços de personalidade dos empreendedores sem os relacionar, posteriormente, com a acção de empreender (Shook e tal, 2003). Os poucos estudos que enfatizaram a relação entre os traços empreendedores e a criação de novos negócios nem sempre encontraram resultados significativos, o que pode indiciar que esta relação seja moderada e/ou mediada por outras variáveis não menos cruciais, como o contexto (Rauch & Frese, 2000). Esta conclusão está em sintonia com os estudos da psicologia social e da personalidade, que têm revelado que as características de personalidade não se revelam boas preditoras do futuro comportamento dos indivíduos (e.g. Ajzen, 1991; Kenrick & Funder, 1988). Assim, a procura dos traços característicos dos empreendedores tem vindo a ser abandonada por muitos estudiosos, por considerarem que esta linha de investigação não contribuia para a construção de uma teoria do empreendedorismo.

Para além da caracterização psicológica, alguns autores têm procurado o perfil demográfico do empreendedor. Das características que têm recolhido mais interesse salientam-se a educação, a idade, a experiência profissional, o background familiar e os valores religiosos. Alguns estudos têm encontrado uma relação positiva entre a educação e a criação de empresas (e.g. Cooper & Dunkelberg, 1987; Van de Ven, Hudson & Schroeder, 1984), verificando que os empreendedores tendem a apresentar maiores níveis educacionais, ao nível da licenciatura, mestrado ou até doutoramento.

Tal como enfatizado por Aronson (1991), os empreendedores, por comparação com os trabalhadores por conta de outrém, encaram que o investimento na educação lhes confere maior valor acrescentado. A força da relação entre a educação e o empreendedorismo é questionada quando atendemos ao estudo de Evans e Leighton (1986), que obteve uma relação fraca, no caso dos empreendedores serem homens e fortes, se os empreendedores fossem mulheres. Este estudo vem demonstrar que a educação não parece constituir um factor distintivo do empreendedorismo.

Em relação à idade, as investigações parecem mais consensuais, indicando que os empreendedores tendem a ser mais velhos do que os trabalhadores por conta de outrém (e.g. Borjas, 1986; Evans & Leighton, 1986). Numa fase inicial da carreira, as pessoas esforçam-se por adquirir know how, desenvolver as suas competências e criar reputação no mercado, factores estes que se mostram cruciais, posteriormente, para a criação de um negócio próprio (Aronso, 1991). Ainda assim, um estudo de Boeker (1987) revelou que a adopção de estratégias inovadoras era inversamente proporcional à idade, no sentido em que os empreendedores mais jovens detinham uma maior apetência para criar produtos/serviços novos.

Quanto à experiência e background familiar, os estudos (e.g. Cooper & Dunkelberg, 1987) têm demonstrado que os empreendedores tendem a apresentar experiência na mesma área de negócio em que fundem a sua própria empresa e, em geral, são filhos de pessoas que também criaram o seu próprio negócio. Também os valores religiosos cativaram o interesse dos investigadores, na tentativa de explicar o fenómeno do empreendedorismo. Inspirados pelo conceito de “ética protestante” que Weber desenvolveu no seu clássico livro The Protestant Ethic and the Spirit of Capitalism (Reynolds, 1991), alguns estudiosos procuraram relacionar este valor religioso com o empreendedorismo. Os estudos (e.g. Shane, 1996; Singh, 1985) realizados encontram

uma relação positiva entre a ética protestante e a criação de negócios próprios, que pode ser explicada pelo facto de este valor religioso incentivar o trabalho árduo, a parcimónia e o alcance de bens materiais.

A par dos estudos psicológicos, também os sociológicos têm sido alvo de críticas metodológicas, uma vez que as conclusões tendem a ser baseadas em amostras heterogéneas e com dimensões reduzidas e a fazer uso de referenciais estáticos (e.g. Low & Macmillan, 1988). Mais importante ainda, a caracterização demográfica dos empreendedores não permite criar um quadro teórico explicativo e preditivo do empreendedorismo.

O desencanto com o estudo das características psicológicas, por um lado, e o reconhecimento dos avanços da psicologia cognitiva, por outro, conduziram os investigadores para o potencial papel dos factores e processos cognitivos no empreendedorismo. Baseada na metáfora computacional, a psicologia cognitiva concebe a mente humana como um sistema de processamento de informação, responsável pela percepção, tratamento e armazenamento e uso da informação (Eysenck, 2001). Neste sentido, a psicologia cognitiva pode contribuir para uma melhor compreensão dos processos que estão subjacentes à aquisição, tratamento e uso da informação pelos empreendedores, trazendo novas luzes à problemática da distinção entre empreendedores e não empreendedores (Baron & Ward, 2004).

Um dos conceitos que mais atenção tem recebido na literatura é a “intenção empreendedora”, um estado cognitivo que direcciona a atenção, a experiência e a acção do empreendedor para a criação de um negócio próprio (Bird, 1988). Os estudos têm demonstrado que a intenção empreendedora constitui um forte preditor da decisão de criar um negócio próprio, diferenciando os empreendedores dos não empreendedores (e.g. Krueger, 2000). Outras investigações têm mostrado que as cognições relativas às

capacidades pessoais para iniciar um empreendimento estão associadas à decisão de criar uma empresa (e.g. Mitchell, Smith, Seawright & Morse, 2000) e que os empreendedores são mais propensos a usar heurísticas e a cair em erros cognitivos, que lhes permite uma maior rapidez no tratamento da informação (e.g. Baron, 1998, 2000).

A título ilustrativo, Busenitz e Barney (1997) verificaram que os empreendedores, por comparação com uma amostra de gestores, apresentavam uma maior autoconfiança, denotando uma confiança quase irrealista nas suas decisões, e um optimismo infundado. Outros estudos (e.g. Palich & Bagby, 1995; Simon, Hougton & Aquino, 2000) demonstraram que os empreendedores e potenciais empreendedores (que manifestavam uma tendência para fundar uma empresa) eram mais susceptíveis à ilusão do controlo, confiando nas suas capacidades para ganhar mesmo em situações de grande incerteza, por comparação com os não empreendedores. Estes resultados vêm na continuidade dos estudos realizados por Roese (1997) que evidenciaram que os empreendedores detêm menor probabilidade de incorrer pelo pensamento contrafactual, i.e., não tentam pensar em resultados diferentes para além daqueles que realmente ocorreram, que podem explicar a elevada tendência deste grupo para enveredar por actividades de elevado risco.

A perspectiva cognitiva do empreendedor revela um maior poder explicativo do empreendedorismo, por comparação com a abordagem de traços, ao reconhecer, em alguma medida, a importância do factor ambiental na decisão de criar uma empresa. A psicologia cognitiva procura explicar o comportamento humano por meio da interacção pessoa-meio, defendendo que a acção está dependente da cognição e da motivação, num dado contexto (Fiske & Taylor, 1984). Transpondo para o campo do empreendedorismo, em concordância com a perspectiva cognitiva, os empreendedores denotam diferenças cognitivas em relação aos não empreendedores por estarem

inseridos em contextos que maximizam a ocorrência de erros e de enviezamentos (Baron, 1998).

A perspectiva cognitiva constitui, assim, um referencial teórico mais compreensivo do empreendedorismo, ao contribuir para a desmistificação do “mito do herói”, que a abordagem de traços conferia a esta temática, e introduzindo um cariz mais processual a este campo de estudo. Mais ainda, a perspectiva cognitiva veio introduzir uma dimensão desenvolvimentista ao empreendedorismo, ao encarar os padrões do pensamento e os erros cognitivos como entidades moldáveis (O´Donohue & Krasner, 1996), e logo susceptíveis de desenvolvimento ao longo do tempo. Deste modo, a perspectiva cognitiva ajudou a impulsionar o interesse da comunidade prática pela compreensão das variáveis intervenientes no processo empreendedor, que originou uma oferta variada em cursos e formações sobre empreendedorismo.

Embora o empreendedor constitua o centro do empreendedorismo, uma vez que é ele que detecta as oportunidades de negócio e decide criar uma empresa para as explorar (Shane & Venkataraman, 2000), o ambiente tem que ser levado em conta, se pretendermos construir uma abordagem compreensiva do empreendedorismo. Em seguida, apresenta-se as principais teorias focalizadas no estudo do ambiente potenciador do empreendedorismo.