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POLÍTICOS

No documento Shadowrun 5ª Ed.pdf (páginas 36-38)

Os políticos podem não ter o mesmo peso de antiga- mente, mas ainda existem impostos a serem coletados, leis a serem aplicadas, infraestruturas a serem mantidas e carreiras a serem construídas. Boa parte das picuinhas governamentais está bem distante de você. Não precisa se preocupar com quem é presidente ou rei de qualquer nação que você está, e quase todos os objetivos estatais e regionais exigem recursos e pessoal muito além das capacidades de uma equipe de runners. Se preocupe com os oficiais locais — prefeitos, vereadores, adminis- tradores, esse tipo de gente — que exercem as leis, co- letam os impostos, financiam serviços de emergência e resgate e tentam manter tudo funcionando. Esses líde-

res locais podem não ser poderosos como as corps, mas podem te ajudar ou atrapalhar enquanto você ficar na área deles. A vantagem é que, eles estão tão fundo na cadeia alimentar, que é possível que você possa suprir qualquer coisa que ganhe a cooperação momentânea deles. E também são mais fáceis de se chantagear. Per- gunte e procure por aí, e descubra quem você precisa conhecer e o que deve saber sobre eles. Nunca se sabe quando eles serão necessários.

Além dos políticos em si, é importante que você também conheça os policlubes. No Sexto Mundo é as- sim: se duas ou mais pessoas concordam com alguma causa, elas formam um policlube sobre isso. Às vezes, o objetivo de um policlube é participar na política. Em outras, eles são uma fachada para atividades ilegais e vários servem como desculpa pras pessoas se reunirem e se embebedarem. A maioria desses grupos não têm poder algum; é bem de boa ignorá-los. Mas alguns são dignos da sua atenção.

Um é o Humanis Policlube. Os elfos, anões, trolls e orks estão no mundo há mais de cinco décadas, mas

tem gente que ainda não se acostumou com a presen- ça deles por aqui. Especialmente os orks e os trolls. Se- guindo a orgulhosa tradição de grupos racistas desde o início dos tempos, o Humanis quer que seu ódio pare- ça amigável. Eles dizem que não são contra ninguém, que são só pró-humanos. Que não querem tirar nada dos outros meta-tipos, que só querem garantir que os humanos recebam sua parte justa (o que significa tudo, basicamente).

O Humanis serve como elo para vários grupos da mesma opinião, desde os desagradáveis e agressivos 20.000 Álamos até o ultraviolento Mão de Cinco. Se você é não-humano, se você gosta de um não-humano ou se você pretende viajar aonde não-humanos estarão, é bom se atentar ao que o Humanis e a sua laia estão tramando. Vai que eles brotam do nada pra azucrinar a porra toda. Esteja avisada.

Aquela lei Newtoniana lá da física de ação e reação também funciona com pessoas. Existem certos grupos pró-meta-humanos notáveis, como os organizadores e lobistas poderosos da Comissão dos Direitos dos Orks,

assim como os radicais e mais propensos à violência Filhos de Sauron. Que nem os anti-meta, essas organi- zações são capazes de causar distrações e caos aonde quer que você esteja. E se botar os pró-meta e anti-meta no mesmo lugar ao mesmo tempo... bom, só torço pra que seus planos de contingência estejam preparados com explosões aleatórias e corpos espalhados.

Além dos racistas variados, também vale prestar atenção nas várias encarnações do policlube neo-anar- quista. Às vezes eles têm esse nome com maiúsculas (“Neo-Anarquista”), mas dependendo do local e da situação, eles podem se chamar de Panopticanos, os Mártires de Lambeth, o Partido do Povo ou qualquer coisa que soe simbólica, sincera e que seja sobre a pessoa simples. Grupos individuais dentro do policlu- be neo-anarquista são obviamente individuais. Alguns são uns loucos arremessadores de bombas que que- rem destruir tudo antes de construir algo novo; outros acham que tem que destruir tudo sem construir nada; existem os que querem uma reforma, trabalhando nos sistemas atuais; os que querem mudar como as nações

funcionam; os que querem o fim das nações; os que gostam de café; os que gostam de chá. O que une esses objetivos tão diferentes e as pessoas que os amam é a desconfiança extrema do poder centralizado, qualquer que seja a sua forma. Tipo as megacorps, tipo os gover- nos maiores. A ideia é que os indivíduos controlem suas próprias vidas, com as famílias e comunidades vivendo como querem viver. E isso é suficiente para torná-los ra- dicais para qualquer um com qualquer autoridade. Eles são forasteiros, geralmente criminalizados por aqueles no poder. Tipo a gente. O que os torna aliados naturais, desde que você ature os discursos.

A LEI

A coisa mais chata que os políticos podem fazer é botar a força policial local atrás de você, porque nada agora é local. Antigamente, as forças policiais se dividiam em au- toridades locais, estaduais e federais, cada uma fazendo uma coisa diferente, mal conversando entre si e quase nunca compartilhando informações. De vez em quando tinha um serial killer, daí eles se falavam e se atentavam, mas se fosse um arrombador ou traficasse qualquer coi- sa, era meio tranquilo sair de uma jurisdição pra outra, po- dendo começar de novo sem muito problema.

Isso ficou pior... e melhor. A parte ruim é que muitos cortiços usam seu orçamento limitado para privatizar a sua polícia, o que faz os tiras serem das corps. As prin- cipais são a Lone Star, uma independente que se van- gloria da sua tradição de justiça texana desimpedida (ou seja, brutalidade), e a Cavaleiro Errante, uma divisão da Ares Macrotecnologia. Elas competem pelos contratos premiados: a Cavaleiro Errante recentemente arrancou Seattle das mãos da Lone Star. Outros grandes serviços de segurança incluem a Sakura Segurança, com presença principal no Japão, a gigante alemã Sternschutz, a Esprit Indústrias da França (subsidiária da Aztechnology), e a dupla Paraescudo e Petrovski Segurança, ambas da Mit- suhama. Essas empresas têm um alcance internacional, com bases de dados centralizadas onde quer que este- jam, fez algo em uma jurisdição, todas as outras ficam sabendo. Então é bom não aparecer nessas bases. Não os dê nada — seu nome, foto, marca favorita de uísque,

nada — porque um tira ou programa mais esperto con-

segue usar qualquer coisa pra te fichar e achar. A parte boa é que, enquanto essas forças dividem informações internamente, eles querem deixar seus rivais pra trás, que pareçam o mais incompetentes o possível, ou seja, eles nunca contam nada uns pros outros. Então se souber quem comanda qual área, pode achar brechas essenciais.

Só não vacile. Os contratos podem mudar de mãos de uma hora pra outra: o território da Cavaleiro Errante de hoje pode ser da Lone Star amanhã. Então é fácil passar de um agente livre desconhecido para um fugitivo pro- curado de um dia pro outro. Além de que muitos cortiços têm várias empresas de segurança nas suas fronteiras. A Cavaleiro Errante pode cuidar da cidade enquanto a Lone

Star cobre áreas residenciais ou até corporativas. Saiba quem vai patrulhar as ruas por onde você passa.

No documento Shadowrun 5ª Ed.pdf (páginas 36-38)