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R ESUMO DOS P ROCESSOS E P RODUÇÕES DA P LANTA

No documento PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL (páginas 27-33)

1. INTRODUÇÃO

1.8. R ESUMO DOS P ROCESSOS E P RODUÇÕES DA P LANTA

1.8.1. DESCRIÇÃO GERAL DA CPF EXISTENTE

A Unidade Central de Processamento (CPF) está localizada em Moçambique, na área de Temane, a 50 km a noroeste de Vilanculos, e constitui o ponto de recolha de uma rede de linhas de fluxo de recolha de gás que transporta gás natural produzido a mais de 1.200 metros abaixo da superfície dos poços de gás localizados nos Campos de gás de Temane e Pande. Este gás natural é processado na CPF e transportado através de um gasoduto de 26 polegadas de diâmetro ao longo de mais de 860 km para Secunda, na República da África do Sul (RSA), bem como para mercados emergentes em Moçambique. A recolha de gás inclui todas as instalações e infra-estruturas necessárias para extrair o gás dos poços e encaminhá-lo para a CPF, onde este é processado antes da sua injecção e transporte através do gasoduto de exportação de gás. O plano inicial das instalações possuía uma capacidade média de processamento de 122 milhões de GJ (Giga joules) de gás por ano, com uma capacidade máxima instantânea prevista de 136 milhões de GJ/a. O projecto de expansão Natgas 183, que entrou em operação em 2011, aumentou a capacidade média da CPF para 183 milhões de GJ/a (equivalente a uma capacidade instantânea de 203 milhões de GJ/a) para fazer face à procura crescente de gás na África do Sul.

A sequência de desenvolvimento projectada era de, inicialmente produzir gás a partir do Campo de Temane, seguindo-se a produção do Campo de Pande. Isso foi possível, e desde 2008 que se está a fazer o processamento de gás de ambos os campos na CPF.

As instalações de processamento de gás incluem: as linhas de recolha de gás, separadores bifásicos de produção, separadores trifásicos de líquidos, unidades de desidratação de trietilenoglicol (TEG), remoção do condensado através da correcção do ponto de condensação e compressão do gás3, com instalações e equipamentos para armazenar e reinjectar a água de produção para o poço Temane 23. Este poço é especificamente designado para a reinjecção de águas de produção, e o poço Temane 22 está de reserva (backup). Depois do processamento e remoção de todos os líquidos, o gás é comprimido para o gasoduto de transmissão a uma pressão de 125.000 kPa. Para confirmar os volumes de gás exportado, o gás atravessa uma estação de medição (fiscal) antes de entrar no gasoduto de exportação.

Os hidrocarbonetos líquidos retirados do gás, designados por condensado, são estabilizados numa coluna e armazenados para venda no próprio local. O condensado é subsequentemente transportado por estrada em camiões-tanque para instalações de armazenamento na Beira. O transporte deste condensado é da responsabilidade do proprietário (comprador) 4, embora a Sasol faça a monitorização do seu desempenho em termos de SHE (sigla equivalente a Saúde, Segurança e Ambiente), efectuando a auditoria regular das empresas contratadas pelo proprietário para transportar o condensado, em conformidade com a sua política de responsabilidade ao longo de toda a vida útil do produto (“do início até ao fim”). No caso de o condensado não poder ser recolhido a partir da CPF e as instalações de armazenamento estiverem cheias (existe capacidade de armazenamento no local do projecto para uma produção de condensado equivalente a 8 dias), o condensado pode ser reinjectado novamente no reservatório de onde o gás natural foi retirado, através do poço de reinjecção Temane 23. Por motivos ambientais, o condensado não pode ser queimado e emitido para a atmosfera.

3 A compressão do gás inclui unidades de alta pressão para aumentarem a pressão do gás para venda antes de este ser exportado para o gasoduto MSP; e futuras unidades de baixa pressão para aumentar a pressão do gás bruto na entrada da CPF logo que esta pressão desça abaixo da pressão mínima de sucção exigida para os Compressores AP.

4A SPT vende o condensado no local da CPF à Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, E.P. que o transporta para a Beira para exportação.

1.8.2. EXPANSÃO DA CPF PARA INCLUSÃO DO TREM DE PROCESSAMENTO DE GÁS NO ÂMBITO DO APP(FIGURA 1-3)

A CPF existente compreende quatro trens de processamento de gás paralelos, cada um com uma capacidade aproximada de 150 MMscfd. O sistema funciona com três trens em serviço e um de reserva, para maximizar a entrega de gás para vendas. Os trens de gás são precedidos de um sistema de compressão BP (Baixa Pressão) e são seguidos por um sistema de compressão AP (Alta Pressão).

O gás produzido no âmbito do APP será encaminhado para a CPF nas novas linhas de fluxo e entrará na CPF pelo lado oeste. Estão previstas aproximadamente quatro linhas de fluxo, cujo tamanho variará entre 6” NB (diâmetro interno nominal) e 12” NB. Será criada uma nova área de recepção de linhas de fluxo, uma vez que a área actualmente identificada para futuras linhas de fluxo só tem capacidade de receber 2 linhas de fluxo de tamanho 6” NB. As linhas de fluxo serão encaminhadas para o novo tubo de admissão na Planta de Produção de Líquidos no âmbito do APP. Cada linha de fluxo estará equipada com um receptor temporário de ‘pigs’.

As instalações da CPF serão expandidas para fornecer a capacidade necessária de processamento adicional. Um novo separador de produção e um novo separador de líquidos serão adicionados para funcionar em paralelo com as unidades já existentes.

Será adicionado um novo trem de processamento de gás (o 5° Trem de Processamento de Gás), que terá a mesma capacidade dos trens existentes e com equipamento muito similar ao destes.

Os sistemas de compressão BP e AP da CPF, operados por turbinas a gás, serão expandidos através da adição de uma nova unidade de cada tipo. As unidades e equipamento auxiliar de compressão serão, tanto quanto possível, idênticas às dos trens existentes.

O condensado em maior quantidade na CPF, resultante do Projecto de Desenvolvimento de Gás no âmbito do APP, será estabilizado no sistema de

estabilização de condensado existente na CPF. Todo o condensado estabilizado será encaminhado para os tanques de armazenamento na CPF. As águas produzidas aumentadas na CPF, resultantes do Projecto de Desenvolvimento de Gás no âmbito do APP, serão tratadas e eliminadas através dos sistemas já existentes na CPF e, caso necessário, por um poço adicional de reinjecção de água produzida (cuja localização ainda está por se determinar).

Figura 1-3: Planta adicional a ser instalada na CPF

1.8.3. INSTALAÇÕES INTEGRADAS PARA A PRODUÇÃO DE LÍQUIDOS E DE

GPL NO ÂMBITO DO APP(FIGURA 1-4)

A Planta de Produção de Líquidos e de GPL no âmbito do APP será projectada para produzir 15.000 barris de crude por dia (aproximadamente 2.385 m3), 40 MMscfd de gás no âmbito do APP e 20.000 tpa de GPL no âmbito do APP. Estas instalações ficarão situadas imediatamente a leste da CPF existente. As duas plantas serão integradas numa unidade funcional única. O produto petrolífero será armazenado em quatro novos tanques nas

instalações da planta e será transportado por camiões-tanque, carregados nas áreas especificamente designadas para o seu carregamento. O GPL será armazenado em quatro novos reservatórios cilíndricos e será transportado por camiões-tanque, carregados nas duas novas áreas especificamente designadas para o carregamento de GPL.

A Planta de Produção de Líquidos e de GPL no âmbito do APP será integrada com a CPF das seguintes formas:

• O gases de baixa pressão (aproximadamente 10 bara), originados na planta integrada, serão comprimidos para aproximadamente 61 bara, medidos e encaminhados para o actual sistema de processamento na CPF.

• A CPF irá fornecer energia eléctrica, água doce e possivelmente diesel às instalações integradas, mas outros requisitos de serviços serão preenchidos por novos sistemas dedicados.

• Prevê-se que as instalações integradas venham a utilizar a capacidade de reserva da actual estação de tratamento de águas residuais da Sasol, ou, em alternativa, pode construir-se uma nova estação de tratamento de águas residuais compacta para os 15 membros do pessoal, uma vez que a estação está localizada a jusante da planta existente. Será construída uma nova Estação de Tratamento de Efluentes Industriais, cujas especificações serão semelhantes às da estação já existente.

• A gestão de resíduos será feita através dos actuais serviços de manuseamento e reciclagem, existentes na CPF, e serão utilizados o incinerador e o aterro sanitário de resíduos perigosos para deposição de cinzas.

• A água produzida será armazenada num novo tanque de água produzida e será reinjectada nos poços de água produzida já existentes ou, possivelmente, num novo poço de reinjecção de água produzida, cuja localização ainda está por se determinar.

• As instalações integradas serão controladas pelos operadores da sala de controlo existente na CPF. O pessoal de operações no local estará na planta frequentemente. A localização próxima destas instalações à CPF irá reduzir o tempo de deslocação dos operadores entre as duas. A planta terá uma sala de equipamento local para a triagem de sinais, colocação de alguns computadores e disponibilização de uma estação de

trabalho para o operador, mas a maior parte do hardware de controlo e salvaguarda do sistema computacional será alojada na sala de equipamentos da sala de controlo na CPF. O edifício da sala de equipamento local das instalações integradas irá também alojar o equipamento de distribuição eléctrica.

• As telecomunicações, entre as instalações integradas e a sala de controlo na CPF, serão feitas por meio de um cabo de fibra óptica, recém- instalado ao longo das linhas de processamento e de interconexão de serviços.

• A operação, manutenção e administração das instalações integradas serão realizadas por pessoal contratado no âmbito do APP. É provável que sejam necessários 15 trabalhadores adicionais. Alojamento e alimentação serão igualmente providenciados pelas actuais instalações na CPF.

Figura 1-4: Integração da CPF existente com a Planta de Produção de Líquidos e de Produção de GPL no âmbito do APP

1.9. DESCRIÇÃO DO PROCESSO E DAS INSTALAÇÕES (CPF EXISTENTE E INSTALAÇÕES

No documento PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL (páginas 27-33)