6.4) ESCOAMENTO ATRAVÉS DE FEIXES DE TUBOS
7) SISTEMAS COM CONDUÇÃO E CONVECÇÃO – ALETAS
O calor conduzido através de um corpo deve ser freqüentemente removido (ou fornecido) por algum processo de convecção. Por exemplo, o calor perdido por condução através de um forno deve ser dissipado para o ambiente por convecção. Em aplicações de trocadores de calor, um arranjo de tubos aletados pode ser empregado para a remoção de calor de um líquido quente. A transferência de calor do líquido para o tubo aletado é por convecção. O calor é conduzido através do material e finalmente dissipado no ambiente por convecção. Obviamente, uma análise dos sistemas que combinam condução e convecção é muito importante do ponto de vista prático.
Parte desta análise dos sistemas que combinam condução e convecção será feita no capítulo que trata de trocadores de calor. Aqui serão examinados alguns problemas simples de superfícies protuberantes. Considere a aleta unidimensional exposta a um fluido cuja temperatura é T∞, como mostrado na Fig.2-9. A temperatura da base da aleta é To. Para o estudo deste problema devemos fazer um balanço de energia sobre o elemento da aleta de espessura dx, como mostrado na figura. Assim
Fig. 7.1 Aleta retangular
Energia entrando pela face esquerda = energia saindo pela face direita + energia perdida por convecção A equação que define o coeficiente de calor por convecção é
q = hA(Tp - T∞,) 7.1
onde a área nesta equação é a área da superfície que troca calor por convecção. Seja A a área transversal da aleta e P o seu perímetro.
Portanto, as quantidades de energia são Energia entrando pela face esquerda:
dx kAdT qx =−
Energia saindo pela face direita
comprimento diferencial dx. Quando combinamos estas quantidades, o balanço de energia fica
Este resultado é escrito mais compactamente na forma 0
A Eq. 7.2 é a equação unidimensional da aleta para aletas com seção transversal uniforme. A solução desta equação diferencial ordinária sujeita às condições de contorno apropriadas nas extremidades da aleta dá a distribuição de temperatura na aleta. Uma vez conhecida a distribuição de temperatura, o fluxo de calor através da aleta é facilmente determinado.
A Eq. 7.2 é uma equação diferencial ordinária, linear homogênea, de segunda ordem, com coeficientes constantes. Sua solução geral pode ser da forma
θ(x) = C1e-mx + C2emx 7.3 onde as constantes são determinadas a partir das duas condições de contorno especificadas no problema da aleta. A solução da Eq. 7.3 é a mais conveniente para utilizar na resolução da equação da aleta 7.2, no caso de uma aleta longa.
Relembrando que o seno hiperbólico e o co-seno hiperbólico podem ser construídos pela combinação de e-mx e emx , é possível exprimir a solução 2.31 nas seguintes formas alternativas
θ(x) = C1cosh mx + C2senh mx 7.4a θ(x) = C1cosh m(L – x) + C2senh m(L – x) 7.4b A solução dada pelas Eq. 7.4 é mais conveniente para analisar aletas de comprimento finito.
A distribuição de temperatura θ(x) numa aleta com seção reta uniforme pode ser determinada a partir da Eq. 7.3 ou da Eq. 7.4, se as constantes de integração C1 e C2 forem determinadas pelas duas condições de contorno do problema, uma na base da aleta e a outra no topo da aleta. Ordinariamente, a temperatura na base x= 0 é conhecida, isto é
θ(0) = To - T∞ = θ o 7.5
onde To é a temperatura na base da aleta. Diversas situações físicas diferentes são possíveis no topo da aleta x = L; pode ser considerada qualquer das três seguintes condições:
Caso 1. A aleta é muito longa e a temperatura da extremidade da aleta é essencialmente a mesma do fluido ambiente.
Caso 2. A extremidade da aleta é isolada ou perda de calor desprezível na ponta, e, assim dT/dx = 0
Caso 3 A aleta tem comprimento finito e perde calor por convecção pela sua extremidade.
7.1) Aletas longas
Numa aleta suficientemente longa, é razoável admitir que a temperatura na ponta da aleta se aproxima da temperatura T∞ do fluido que a rodeia. Com esta admissão, a formulação matemática do problema das aletas é
0
que é a solução mais simples do problema da aleta.
Agora, uma vez que a distribuição de temperatura é conhecida, o fluxo de calor através da aleta é determinado calculando-se o fluxo de calor condutivo na base da aleta de acordo com a equação
( )
Derivando-se a Eq. 7.8 em função de θ(x) e substituindo o resultado na Eq.7.9, obtém-se PhkA
m Ak
Q= θo =θo 7.10
uma vez que m= Ph/(kA)
7.2) Aletas com perda de calor desprezível na ponta
A área de transferência de calor na ponta da aleta é em geral muito pequena diante da área lateral da aleta para a transferência de calor. Nesta situação, a perda de calor na ponta da aleta é desprezível em comparação com a perda pelas superfícies laterais, e a condição de contorno na ponta da aleta, que caracteriza essa situação, é dθ/dx = 0 em x = L. Dessa forma, a formulação matemática do problema da aleta se torna
0
Escolhemos a solução na forma da Eq. 7.4b
θ(x) = C1 cosh m(L – x) + C2 senh m(L – x) 7.12 A razão desta escolha está em que a solução 7.12 tem uma forma na qual uma das constantes de integração é imediatamente eliminada pela aplicação de uma das condições de contorno. De fato, a condição de contorno (7.11c) exige que C2 = 0; então, a aplicação da condição de contorno (7.11b) dá C1 = θo/cosh mL, e a solução se torna
A taxa de fluxo de Q através da aleta é agora determinada introduzindo-se a solução Eq 7.13 na Eq 7.9. Assim, obtemos
Q = Akθom tg mL = θo PhkAtgmL 7.14
7.3) Aletas com convecção na ponta
Uma condição de contorno na ponta da aleta, fisicamente mais realista, é a que inclui transferência de calor por convecção entre a ponta e o fluido ambiente. Então, a formulação matemática do problema da condução de calor se torna
0
onde k é a condutividade térmica da aleta e he é o coeficiente de transferência de calor entre a ponta da aleta e o fluido ambiente.
A solução é escolhida na forma da Eq. 7.4b
θ(x) = C1 cosh m(L – x) + C2 senh m(L – x) 7.16 A aplicação das condições de contorno 7.15b e 7.15c, respectivamente, nos dá
θo = C1 cosh mL + C2 senh mL 7.17a
A taxa do fluxo de calor através da aleta é obtida quando introduzimos este resultado na Eq.
7.9. Então, vem