Iniciamos a nossa fala agradecendo a presença das cidadãs e dos cidadãos de Minas Gerais que vieram aqui se manifestar, dizer para os seus representantes como querem que seja votado esse projeto (deputado João Leite / PSDB, Plenário, 8/7/15).
É justamente esta conexão com o público externo – amplificada pela transmissão ao vivo dos trabalhos – que explica em grande parte a motivação dos deputados para ocupar a tribuna mesmo quando sabem que não podem fazer algo mais efetivo a respeito das propostas em tela. E, realmente, os estudos sobre TVs legislativas mostram que os parlamentares tentam maximizar os benefícios da cobertura, por exemplo, através da “obstrução persuasiva”
(voltada para impressionar o público) (MIXON JR, 2002, p. 125): quando as sessões são televisionadas, os parlamentares obstruem com mais frequência, pois conseguem alavancar campanhas bastante visíveis sobre o assunto e se beneficiar da exposição televisiva intensa (mesmo que esta não se reverta em sucesso em termos de políticas públicas) (MIXON JR et al., 2003, p. 147).
As câmeras ajudam a explicar também a preferência da oposição pela ocupação da tribuna, uma forma bem aparente de obstrução. Quando a base está dividida ou tem dificuldades de mobilizar seus deputados para votar, a oposição poderia simplesmente negar quórum às reuniões, impedindo a abertura das sessões, a discussão ou a votação das proposições. No entanto, em muitos casos, prefere garantir o quórum e ter a chance de ocupar este palco altamente visível – para os parâmetros do legislativo – que é o Plenário. Se não há reunião, perdem a chance de atuar para seus públicos, sejam eles internos ou externos ao campo político. O embate é um tipo específico de encenação, com mais ataques, defesas, emoção, lutas por objetivos que parecem impossíveis, apresentação de acusações e provas. O caráter teatral das atuações em Plenário fica evidente nesses momentos, mas perpassa todas as demais ações dos deputados ali. Este é o tema da próxima e última seção deste capítulo.
perguntas retóricas (“não ia haver um caos aéreo?!”). Ora ele se dirige ao conjunto dos ouvintes, colegas e telespectadores; ora individualiza interlocutores, faz perguntas, pede apoio, provoca. E só interrompe sua performance quando o adversário insiste em retomar as votações.
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Plenário, 28/4/15: Reunião tensa. Um pedido de encerramento por falta de quórum deixa agitados os deputados da oposição, que se exaltam aos microfones. O presidente precisa ser enérgico para conter os ânimos. Nas galerias, manifestantes ostentam uma grande corda vermelha, amarrada como uma forca, e atiram em direção ao Plenário outros laços menores, igualmente rubros. A câmera alterna planos fechados do secretário, que faz a recomposição de quórum, e das galerias. De repente, a imagem inusitada: em frente à Mesa, perfilam-se os deputados da oposição, que colocaram no pescoço os adereços e fazem pose para fotos, sorrindo. A chamada continua e os oposicionistas agora se movimentam por todo o Plenário, inclusive na Mesa, usando as forcas. Ao fundo, ouvimos gritos de “fora PT!” vindos das galerias. Dilzon Melo (PTB) sobe à tribuna e destaca o adereço: “representando toda Minas Gerais com esse laço vermelho no pescoço, mostro a insatisfação do povo de Minas contra a medalha dada àquele bandido, o Stédile (...) o governo de Minas deixou os brasileiros com um nó na garganta por causa da vergonha”. Suas palavras são aclamadas pelos parceiros de bloco e pelas galerias, onde os manifestantes registram tudo com seus telefones celulares. A cena ganha ares de nonsense quando, ao mudar de assunto, para falar sobre fábrica da Fiat em Pernambuco, o deputado saca do bolso do paletó um carrinho de brinquedo.
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Plenário, 14/7/15: Da tribuna, Sargento Rodrigues (PDT) apresenta para os colegas, no telão do Plenário, imagens da Pampulha em dia de jogo no Mineirão. Ele alterna a descrição de imagens (os torcedores fazendo algazarra, bebendo nas ruas e calçadas, o lixo e o trânsito) e comentários, que os telespectadores recebem em off. O deputado dirige a transmissão – pede para congelar as imagens, fazê-las avançar ou retroceder, acelerá-las – e a equipe da TV Assembleia segue suas deixas. “Vamos dar uma pausa nas imagens para os deputados verem o que foi, na prática, a proibição [da venda de bebidas] e o que resultou para os moradores do entorno do Mineirão. (...) [os torcedores] ficam lá por 3, 4, 5 ou 6 horas bebendo. Bebem por muito mais tempo que beberiam, de forma mais civilizada e tranquila, se estivessem dentro do estádio”. À medida que as imagens se desenrolam, o tom de Sargento Rodrigues fica mais enfático, ele se mostra indignado com a situação. Sua maneira de atuar e simultaneamente dirigir a encenação faz com que venham à mente os programas policiais televisivos. Ele continua sua defesa do projeto, conclama os deputados a aprová-lo, encena diálogos, responde possíveis questionamentos.
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Exemplos como esses escancaram e evidenciam a teatralidade das manifestações.
Todavia, não é apenas nesses pontos fora da curva que existe encenação no Plenário: cada um a seu modo – uns mais histriônicos, outros exaltados, alguns comedidos e ponderados, tímidos ou inseguros – todos os parlamentares atuam neste espaço, visando múltiplas plateias. Tudo que é feito ali é, em alguma medida, uma encenação107. A teatralidade é constitutiva da
107 Goffman (2005, p. 9) destaca que toda interação envolve também representação, que depende da forma como o indivíduo apresenta a si mesmo e a suas atividades, dos “meios pelos quais dirige e regula a impressão que formam a seu respeito”. Sempre que atua junto ou à vista de outros, o indivíduo “em lugar de meramente realizar sua tarefa e dar vazão a seus sentimentos, expressará a realização de sua tarefa e transmitirá de modo aceitável seus sentimentos” (GOFFMAN, 2005, p. 66). Mas, para a discussão que pretendo fazer aqui é importante
atuação em um espaço tão visível quanto o Plenário: é uma característica que marca o parlamento histórica e fundamentalmente, e que é exacerbada pela midiatização característica da contemporaneidade. Nesta última seção, analiso essa faceta performática da política legislativa, desempenhada em seu “palco principal”, e as maneiras como os atores veem os aspectos teatrais do Plenário.
As comparações entre política e teatro são comumente feitas no terreno da metáfora, mas alguns autores sugerem que os elementos teatrais (como estrutura narrativa, mise-en- scène ou dramaturgia) não devem ser pensados apenas como ferramentas heurísticas, mas como as formas pelas quais a política108 efetivamente funciona (PARKINSON, 2015, p. 20;
RAI e REINELT, 2015, p. 1; RAI, 2014, p.1; FINLAYSON, 2015, p. 94; HAJER, 2009, p.
66). Haveria similaridades estruturais e fundamentais entre os campos, como uma base comunicativa ou linguageira comum e o fato de que não há política ou performance sem atores que encenam e espectadores que recebem, avaliam e reagem a essas ações. A legitimidade e efetividade da produção de sentido dependem de uma encenação convincente:
que seja representativa de uma posição política específica; que satisfaça as regras formais, rituais e convenções das instituições; que conquiste seu público-alvo e seja recebida como lógica e coerente (RAI, 2014, p. 2).
A restrição da política à dimensão argumentativa, com a rejeição de seus aspectos teatrais, é “unilateral, redutora e simplista” e “não se sustenta nem factual, nem normativamente” (RUBIM, 2004, p. 190). Com isso em mente, podemos ver as discussões não apenas como embates de argumentos ou tentativas de persuasão, mas como encenação dessas trocas discursivas (CHARAUDEAU, 2013, p. 46). Essa mudança de foco não desconsidera o conteúdo do que é dito, mas traz para a análise simultaneamente outros elementos dramatúrgicos: o corpo, o palco, a mise-en-scène, o trabalho performático (RAI, 2014, p. 16; HAJER, 2009, p. 66).
reconhecer que nem todas as atividades pressupõem parcelas e formas de encenação equivalentes. Existem momentos em que o esforço de encenação é mais presente, mais consciente para quem o executa ou mais perceptível para quem o assiste. Por exemplo, as representações que um político constrói em reuniões privadas, apenas com seus pares, são diferentes daquelas que produz em encontros públicos, altamente visíveis, abertos a públicos variados. Assim, não basta dizer que ali há encenação, é necessário compreender as lógicas que regem esta encenação específica.
108 Gomes (2004, p. 293-294) destaca que a perspectiva teatral é adequada para observar os aspectos relacionados à representação de papéis e à produção e administração das impressões e opiniões do público, aos quais a política, entretanto, não se restringe. Ou seja, ele rejeita a identificação total da política com a encenação, pois a segunda seria incapaz de abarcar toda a complexa gama de atividades da primeira. Foge ao escopo desta tese determinar quais atividades políticas são regidas pela lógica da encenação ou operam em chaves distintas.
Para os objetivos do presente trabalho, defendo apenas que a atuação dos parlamentares em Plenário tem importantes componentes dramatúrgicos, exacerbados pela midiatização.
Se a política, de forma geral, tem componentes teatrais, isso fica ainda mais claro no caso específico do parlamento. Os procedimentos parlamentares fazem parte de uma dramaturgia da tomada de decisão política bem codificada, estabelecida historicamente após muitos ensaios, tentativas e erros (HAJER, 2009, p. 51-52). Chris Kyle (2012, p. 8) destaca a natureza intrinsecamente teatral do parlamento, desde a exibição pública e formal de rituais, projetada para reforçar seu status como instituição política suprema, até as interações mais casuais com sua audiência. Haveria similaridades físicas, estruturas e práticas análogas, como a própria performance retórica encenada (staged rhetorical performance) (KYLE, 2012, p. 1).
O Parlamento é mais visivelmente performático do que outras instituições políticas (RAI, 2015, p. 160), exibindo uma combinação própria de molduras estruturais e de espaço para o dinamismo e o inesperado: suas regras altamente codificadas de encenação são interpretadas contínua e cotidianamente por atores políticos, que podem contribuir para reforçar o poder ritualizado ou para transformá-lo e subvertê-lo (RAI, 2014, p. 16). A autoridade institucional do parlamento é condicional e contingente, pois depende de que a política parlamentar seja “bem encenada” (HAJER, 2009, p. 50).
Do ponto de vista normativo, quais seriam as implicações desse caráter performático para a discussão? É possível identificar algumas visões negativas, que relacionam a visibilidade trazida pela midiatização com um esvaziamento das funções precípuas do parlamento. O Plenário, esvaziado dos debates políticos substantivos, pode ser apropriado como “estratégia de mistificação e espetacularização da política”, que “produz uma caricatura, um simulacro de atividade legislativa que apenas contribui para manter a ignorância – e aumentar o desinteresse, quando não o desprezo – dos cidadãos” (MARTINS, 2016, p. 87).
Nas palavras de Habermas (2003, p. 241), “perante a esfera pública ampliada, os próprios debates são estilizados num show. A ‘publicidade’ perde sua função crítica em favor da função demonstrativa”.
Diversos autores apontam que são comuns as condenações da teatralidade política como indício de falta de sinceridade, enganação e manipulação, imaturidade ou corrupção da sociedade (PARKINSON, 2015, p. 19-20; HAJER, 2009, p. 8; SAWARD, 2015, p. 224;
FINLAYSON, 2015, p. 93; RUBIM, 2004, p. 184-188; GOMES, 2004, p. 387-395). “A posição predominante (...) é aquela que avalia negativamente a política em cena como degradação, perda, queda, alteração para pior de uma política que em outro tempo teria sido diferente” (GOMES, 2004, p. 404). As críticas sugerem que a política “real” estaria “atrás” do palco, escondida pela performance (HAJER, 2009, p. 49; GREEN, 2013, p. 418). Como contraponto, podemos compreender os aspectos simbólicos e performáticos como
componente indispensável e inescapável da política democrática, e não uma disfunção. As teorias da democracia devem, portanto, ser capazes de lidar com a dimensão espetacular da política, e não apenas rejeitá-la (GREEN, 2013, p. 422).
A relação dos deputados mineiros com o caráter performático de suas atividades é ambivalente. Por um lado, reconhecem que a encenação é intrínseca ao legislativo; por outro, utilizam o vocabulário ligado à teatralidade para criticar e repreender colegas.
Eu não gosto de subir lá em cima no Plenário, que, às vezes, (...) parece um teatro.
(...) Sinto que tem alguns [colegas] (...) que preocupam mais em atuar para a televisão. Sinto isso muito forte (deputada Ione Pinheiro / DEM).
Acho que cada vez mais, o alcance da TV Assembleia aumenta de tal forma a se fazer importante estar presente. Porém, a produtividade, as discussões têm que ter como consequência, aí sim, aparecer. Eu acho abominável e lamentável é a inversão.
(...) A TV fazer com que alguns façam daquele palco um verdadeiro teatro de falácia.
(...) E que chega a acontecer, todos nós sabemos (deputado Fred Costa / PEN).
Cabe questionar, contudo, até que ponto as próprias críticas das más encenações (exageros, abusos, desvios) não são também encenações, que visam justamente se apresentar como mais legítimas, verdadeiras, honestas do que os comportamentos denunciados. Não podemos perder de vista, também, que a existência de más encenações não deve ser pretexto ou justificativa para condenar o conjunto das práticas dramatúrgicas na política (FINLAYSON, 2015, p. 103), especialmente em um momento como o atual, em que elas são ubíquas.
As condições e demandas da midiatização exacerbam o caráter de encenação da política (HAJER, 2009, p. 3-4; PARKINSON, 2015, p. 20; RAI e REINELT, 2015, p. 1;
THOMPSON, 1995, p. 120; RUBIM, 2004, p. 191), inclusive no parlamento. Ao permitir que nós, cidadãos, possamos assistir às reuniões de plenário, acompanhar os debates e as falas de nossos representantes, a transmissão ao vivo dilui as fronteiras entre a atuação com objetivos internos e externos: as discussões com os pares visam também os eleitores; os discursos voltados para as bases impactam também os colegas. Portanto, não é possível separar discussão e encenação, como se fossem ações distintas, regidas por lógicas divergentes.
Ambas devem ser pensadas como avessos, faces de uma mesma moeda ou, melhor, os dois lados de uma fita de Möbius, que são apenas um na verdade.
É justamente a visibilidade ampliada deste palco que aumenta essa fluidez, pois os parlamentares passam a executar grande parte de seu trabalho em frente de audiências formadas por diversas “camadas” (ILIE, 2006, p. 194). Com a transmissão televisiva, o teatro do plenário – ou deveríamos chamar de “reality show da política”? (NOLETO FILHO, 2014, p. 62) – ganha novas possibilidades tecnológicas e expressivas. “Para os deputados mais performáticos, a cobertura da TV Câmara é a possibilidade não apenas de prestar contas para
seu eleitorado, mas também de ganhar a empatia do público. (…) nas transmissões ao vivo, alguns se revelam quase como apresentadores de TV” (LEMOS et al., 2011, p. 10). As câmeras oferecem diversos ângulos do plenário, que podem ser explorados em enquadramentos variados, planos individuais, de grupo ou gerais, com ou sem movimentos, encadeados de forma mais lenta ou dinâmica. Os deputados podem se familiarizar com essa gramática e explorá-la, como vimos no exemplo de Sargento Rodrigues no início desta seção.
Além disso, as transmissões ao vivo, através da TV em si ou via internet, têm o potencial de expandir exponencialmente a audiência (RAI, 2014, p. 15; RENAULT, 2004, p.
95; FREITAS, 2004, p. 58). O público das mídias eletrônicas é fluido e heterogêneo, o que demanda esforços específicos dos parlamentares para lidar com este “alvo inapreensível, cujos imaginários de expectativa devem ser objeto de hipóteses muito gerais”
(CHARAUDEAU, 2013, p. 288). As encenações midiatizadas podem mobilizar públicos fracionados, que não necessariamente precisam se encontrar para ter acesso aos mesmos conteúdos (WEBER, 2011, p. 197). A ampliação do alcance dá mais poder e sentido às estratégias de tomada e publicização de posições, pois os parlamentares têm incentivos extras para se pronunciar em um palco recoberto de importante carga simbólica e institucional como o plenário (ILIE, 2006, p. 190; BERNARDES, 2011, p. 71-72).
Os palcos legislativos oferecem assim oportunidade para que os parlamentares se dediquem a atividades simbólicas: encenem publicamente seu engajamento, exibam seus esforços e opiniões, reivindiquem crédito por ações tomadas em espaços menos visíveis. As atividades simbólicas não são supérfluas ou inócuas e podem, inclusive, ampliar os retornos eleitorais dos parlamentares (MAYHEW, 2004, p. 132; HALL, 1996, p. 60; PROKSCH e SLAPIN, 2012, p. 521-522; MARTINS, 2016, p. 60). E, obviamente, a visibilidade midiática é crucial para que qualquer atividade simbólica possa contribuir para a consecução dos objetivos dos políticos. O deputado Luiz Humberto Carneiro (PSDB) descreve com clareza o impacto da TV para a tomada de posição:
A gente até, entre os deputados, fala: “Se não tivesse a televisão, esse projeto já teria sido votado há muito tempo”. É mais um jogar para a plateia, para poder mostrar, também, que ele está lutando, que ele está brigando (...) a pessoa está discutindo, ela sabe, às vezes, que ela não vai conseguir o voto. Porque você já sabe qual o projeto que passa ou qual o que não passa, antes de ele ir à votação. Então, mas aquilo fica discutindo, discutindo, discutindo, porque ela quer, às vezes, ocupar esse espaço aí para estar mostrando que está ali tendo a sua posição.
Os deputados valorizam tanto o meio – em seus diversos suportes – que se preocupam com os momentos em que está indisponível, vendo nisso indícios de censura. Foi o que
aconteceu em setembro de 2015, durante a tramitação do PL 2.817/15, que propunha o aumento do ICMS para produtos considerados supérfluos.
desde que esta reunião começou, a internet não está transmitindo o sinal da TV Assembleia. É coincidência ou censura? (...) os mineiros não estão tendo condições de acompanhar aqueles deputados que estão sensíveis aos apelos das pessoas que estão nas ruas; dos trabalhadores; daqueles que estão à procura de emprego;
daqueles que foram recentemente demitidos; que não querem mais recessão em Minas; que não querem aumento de impostos, para que não haja o risco de perdermos mais postos de trabalho; para que não haja o risco de termos menos trabalhadores no mercado de trabalho. (...) Quero saber por que a TV Assembleia não está sendo transmitida pela internet, para que as pessoas dos quatro cantos de Minas (...) possam acompanhar os trabalhos da Casa (deputado Gustavo Valadares / PSDB, Plenário, 24/9/15).
Quando sobem à tribuna, os políticos optam por desempenhar certos papéis, em que misturam suas características pessoais, suas afinidades políticas, seus compromissos eleitorais e institucionais. Cada papel pressupõe um estilo de interpretação, uma forma de abordar os temas e de se relacionar com seus públicos. Este o tema do próximo tópico.