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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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As políticas de inserção dos jovens no mercado de trabalho inserem-se no que entendemos como uma resposta a uma reivindicação de direitos à educação e ao trabalho. Mas a quantidade de trabalho excedente segue um padrão de trabalho coletivo, entende-se trabalho social. É “[..] neste mesmo processo que se cria uma superabundância de trabalho não qualificado [..]”, com trabalhadores operando processos simples e isolados, por ex.

No desenvolvimento da indústria, a absorção do trabalho e a valorização do trabalho não avançam no mesmo ritmo que a acumulação de capital. Como resultado, o mercado de trabalho foi moldado pela segregação social, que se ampliaria com a segmentação gradual da especialização do trabalho. Com um mercado de trabalho nascente, a região economicamente mais dinâmica demorou a consolidar-se como tal.

A situação crítica estava a agravar-se e a necessidade de reproduzir a força de trabalho em favor de uma reserva de mão-de-obra emergiu como prioridade. O resultado disto foi a queda do preço do trabalho e o crescimento do exército industrial de reserva. Na verdade, o perfil do mercado de trabalho que foi criado ao longo do tempo desgastou-se.

Adolescentes, idosos e enfermos tiveram que prestar seu trabalho diante de uma realidade pública que não os incluía. Quem inicialmente sofre com esta redução e/ou impermeabilidade no mercado de trabalho são os jovens. O artigo n.º 39 expressa claramente a intenção de que a formação profissional acompanhe as necessidades do mercado de trabalho.

Os programas de inserção profissional, como o Pro Jovem Trabalhador (formação, educação e subsídios através de subvenções), fazem parte de medidas activas de combate ao desemprego e destinam-se a jovens desempregados. Como você pode perceber, o Pro Jovem Trabalhador é uma modalidade do Programa Nacional de Inclusão de Jovens, instituído pela Lei nº. do Pro Jovem na modalidade Trabalhador, e os programas que o precederam e hoje fazem parte dele, como submodalidades, que são coordenadas e administradas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Conforme dito anteriormente, o Pro Jovem é um programa coordenado pelo SNJ, que é composto por um conselho gestor composto pelos secretários executivos ministeriais do MTE, MEC e MDSCF. A modalidade Pro Jovem Trabalhador é composta por um comitê gestor formado por membros dos três ministérios citados acima, sendo o coordenador do MTE. Um dos objetivos do Pro Jovem Trabalhador é preparar os jovens para o mercado de trabalho e para profissões alternativas geradoras de rendimentos, através da qualificação e do incentivo à sua inserção, com o objetivo de os reinserir na escola e na formação profissional.

O Pro Jovem é o resultado da formulação de uma declaração explícita da Comissão Interministerial que se reuniu em 2005, para traçar uma avaliação da situação dos jovens brasileiros e dos programas que seriam direcionados a eles. O Pro Jovem afirma claramente que tem como objetivo ser um programa educativo, de qualificação e de ação comunitária. Permite, através de programas como o Pro Jovem ou o PNPE, enfrentar este problema com a presença de organizações sociais e privadas sem fins lucrativos.

Em 2005, programas, projetos e ações envolvendo jovens foram reunidos em um único programa denominado Pro Jovem. Esta fragilidade é determinada pelas características destacadas em cada um dos programas que compõem o Pro Jovem. Em detalhe nesses programas de inserção de jovens no mercado de trabalho, vemos que inicialmente o acesso era limitado.

O PNPE quer envolver os jovens em atividades produtivas, enquanto o Pro Jovem quer preparar os jovens para o trabalho. Veremos mais adiante que os recursos destinados ao Pro Jove aumentaram muito em comparação com os recursos disponíveis para programas como o PNPE; Isso abre uma grande diferença entre os dois. Com base nos recursos alocados, o Pro Jovem teria mais oportunidades de multiplicar o número de jovens beneficiários e graduados.

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A tabela a seguir mostra as mudanças ocorridas no Pro Jovem, o que nos ajudará a entender esse processo de mudança. O ProJovem Adolescente será coordenado pelo MDSCF, o Urbano51e Campo será coordenado pelo ME e o Pro-Jovem Trabalhador pelo MTE. E esta é a diferença fundamental entre o PNPE e o Pro Jovem; claramente expressa nos objectivos principais da formação dos jovens.

Assim, no quadro das políticas de juventude do Pro Jovem – que funcionaria como articulador dos programas, projetos e ações existentes dirigidos aos jovens – esta faixa etária é revalorizada. Numa primeira aproximação, podemos dizer que a implementação do programa Pro Jovem resulta da liderança do governo e não de um processo de participação ou de uma exigência por parte do Estado, através do seu parlamento. A centralidade do MTE na formação de jovens é um destaque para este novo Pro Jovem Trabalhador.

Uma característica importante do Pro Jovem se expressa em seu caráter emergente, que o coloca no esquecimento. No processo de integração ao Pro Jovem, o PNPE foi modificado, o que permitiu a descentralização nos níveis de execução. Isso será alterado com a Lei Pro Jovem, adequando-se à carga horária estabelecida (350 horas no total).

A curta duração dos cursos, que já era um problema no PNPE, é ainda mais reduzida quando transferida para o Pro Jovem, o que não garante uma formação de qualidade que atenda às complexas necessidades do mundo contemporâneo do trabalho. Outro ponto de análise é o público-alvo a ser alcançado com a implantação do Pro Jovem Trabalhador. O Pro Jovem é um programa de inserção de jovens, que estão fora da escola e no mundo do trabalho.

Propõe estratégias que fortaleçam os caminhos para o autoemprego, no caso do Pro Jovem Trabalhador, sem levar em conta as condições de trabalho sob as quais os jovens são projetados. Outro ponto que tem chamado a atenção é a qualificação social, parte obrigatória dos cursos incluídos nas submodalidades do Pro Jovem Trabalhador. Com base no exposto, pode-se dizer que sob a orientação da OIT69, ratificada pelo Brasil, vemos que o Pro Jovem Trabalhador não busca garantir trabalho para todos os jovens.

A política de integração dos jovens no mundo do trabalho através do Pro Jovem baseia-se apenas no eixo da competência profissional e exclui a mediação do trabalho; sem monitorar os 30% de jovens que deveriam ser incluídos no mundo do trabalho, sem a proteção necessária aos jovens que estão destinados a enfrentar os setores de comércio e serviços, entre outros abandonos nesta linha. Alguns jovens que se formam nos cursos de qualificação oferecidos pelo Pro Jovem Trabalhador saem com certificado, mas ainda não possuem as ferramentas necessárias para enfrentar o mundo do trabalho; um mundo que tem acesso refinado.

Referências

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