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Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.26 número3

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Academic year: 2018

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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 26(3):193, jul-set, 1993

CARTA AO EDITOR

A PRÓPOLIS E A MALÁRIA

Sr. Editor:

A própolis é um substância elaborada pelas abelhas, que coletam vários produtos biológicos existentes nas árvores. Sua composição química é complexa e bastante significante para a colméia, pois lhe assegura a perfeita pureza e higiene.

Observei que quando ingerida, diluída em água, funcionava como repelentede insetos. Quando em minhas pescarias não me utilizava deste procedimento, não conseguia pescar sem ser importunado por insetos.

No norte de Mato Grosso, Pará e Rondônia, regiões com alta densidade de mosquitos, fui testar

a “motu” próprio a eficiência profilática da própolis em relação aos insetos hematófagos transmissores de febres tropicais. Durante os três anos que permaneci naquelas áreas, fazendo uso diário da própolis, não contraí malária. Quando nessas regiões, me vi muitas vezes em estado de necessidade, ministrando própolis a maleitosos em crise, numa atitude de desespero por não ter às mãos qualquer alcalóide específico. Estas pessoas saiam da crise malárica e esta não se repetia.

Sr. Editor, não me sentindo em condições de desenvolver estudos científicos, gostaria de sugerir a realização desses estudos a fim de comprovar a eficácia da própolis no tratamento da malária e como repelente de mosquitos.

A tenciosamente,

Gilvan Barbosa Gama Apicultor

Recebido para publicação em 19/07/93.

Referências