• Nenhum resultado encontrado

Radiol Bras vol.42 número4

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Radiol Bras vol.42 número4"

Copied!
2
0
0

Texto

(1)

V

Radiol Bras. 2009 Jul/Ago;42(4):V–VI

Editorial

As neoplasias do sistema musculoesquelético de-vem ser examinadas por um corpo clínico multidisci-plinar, constituído por um oncologista ortopédico, pa-tologista e radiologista. Na maioria das vezes, a princi-pal pergunta a ser respondida antes do tratamento é se o tumor tem características malignas ou não. Nos ca-sos pós-tratamento, as perguntas são se o tumor foi completamente ressecado ou destruído e se o tumor está recidivando ou não.

Para responder a estas perguntas, cada um dos profissionais dispõe de métodos próprios. O radiolo-gista deve iniciar a sua análise pela radiografia, que con-tribui muito na avaliação de tumores ósseos, mas tem suas limitações nos casos de neoplasia de partes moles. A tomografia computadorizada, utilizada para uma melhor definição das lesões ósseas, principalmente no esqueleto axial, também apresenta limitações na defi-nição das lesões extraósseas, que estão sendo parcial-mente superadas com a utilização das máquinas com multidetectores. Entretanto, é o estudo por ressonân-cia magnética (RM) que melhora significativamente a resolução de partes moles, além de detectar precoce-mente as lesões ósseas, pela substituição da medula óssea por tumor.

Mesmo com o emprego da RM, em grande parte dos casos não é possível ter certeza se a lesão é maligna ou não. Os aspectos de imagem dos tumores benignos e malignos se sobrepõem em parte dos casos. Kransdorf et al. apresentam uma lista extensa de diagnóstico dife-rencial para lesões de partes moles, classificando-as

0100-3984 © Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Espectroscopia de prótons e difusão

na avaliação dos tumores do sistema

musculoesquelético

Proton magnetic resonance spectroscopy and diffusion-weighted imaging in the evaluation of musculoskeletal tumors

Rodrigo O. C. de Aguiar*

* Doutor, Professor Substituto de Radiologia do Hospital de Clíni-cas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR), Médico Radio-logista da Clínica DAPI, Curitiba, PR, Brasil. E-mail: aguiar.rodrigo@ gmail.com

pela idade e localização, mas, de regra, sem aspectos de imagem patognomônicos para a diferenciação entre as lesões benignas e malignas(1,2).

Tendo em vista as limitações mencionadas anterior-mente, novas técnicas de exame de RM estão sendo pes-quisadas para melhor avaliação das lesões tumorais do sistema musculoesquelético. O estudo por difusão já foi descrito em alguns trabalhos, visando diferenciar fra-tura patológica e por insuficiência da coluna vertebral(3). Outros métodos também começaram a ser empregados, importados de outras áreas de pesquisa, como a espec-troscopia de prótons e a perfusão, usadas inicialmente no sistema nervoso central(4,5). No interessante artigo publicado neste número da Radiologia Brasileira, Costa et al. descrevem o uso da espectroscopia de prótons e da perfusão para a detecção e diferenciação de tumores benignos dos malignos, tendo a espectroscopia demons-trado sensibilidade, especificidade e acurácia de 87,5%, 92,3% e 90,9%, respectivamente, enquanto a curva de perfusão mostrou diferença estatisticamente significa-tiva entre os tumores benignos e malignos(6). Este artigo corrobora outros estudos descritos em revistas espe-cializadas, mostrando que essas técnicas avançadas de RM podem contribuir para aumentar a acurácia diag-nóstica na diferenciação de lesões benignas das malig-nas, auxiliando o radiologista na análise das imagens dos métodos convencionais(7). Além disso, em um fu-turo próximo, essas técnicas também poderiam contri-buir no seguimento de pacientes, e nos casos pós-trata-mento, para detectar a recidiva.

(2)

VI Radiol Bras. 2009 Jul/Ago;42(4):V–VI

de programas que viabilizem a análise dos dados e, por fim, mas não menos importante, um corpo clínico com-prometido e treinado para a perfeita realização e repro-dutibilidade do protocolo, que possua o conhecimento e o bom senso necessários para identificar as várias armadilhas diagnósticas que técnicas avançadas em desenvolvimento apresentam.

REFERÊNCIAS

1. Kransdorf MJ. Malignant soft-tissue tumors in a large referral population: distribution of diagnoses by age, sex, and location. AJR Am J Roentgenol. 1995;164:129–34.

2. Kransdorf MJ. Benign soft-tissue tumors in a large referral popu-lation: distribution of specific diagnoses by age, sex, and loca-tion. AJR Am J Roentgenol. 1995;164:395–402.

3. Karchevsky M, Babb JS, Schweitzer ME. Can diffusion-weighted imaging be used to differentiate benign from patho-logic fractures? A meta-analysis. Skeletal Radiol. 2008;37:791– 5.

4. Bruhn H, Frahm J, Gyngell ML, et al. Noninvasive differentia-tion of tumors with use of localized H-1 MR spectroscopy in vivo: initial experience in patients with cerebral tumors. Radi-ology. 1989;172:541–8.

5. Provenzale JM, Mukundan S, Barboriak DP. Diffusion-weighted and perfusion MR imaging for brain tumor characterization and assessment of treatment response. Radiology. 2006;239:632–49. 6. Costa FM, Vianna EM, Domingues RC, et al. Espectroscopia de prótons e perfusão por ressonância magnética na avaliação dos tumores do sistema musculoesquelético. Radiol Bras. 2009; 42:215–23.

Referências

Documentos relacionados

CONCLUSION: The time-intensity curve and slope values using dynamic-enhanced perfusion magnetic resonance imaging in association with the presence of choline peak demonstrated by

CONCLUSION: Percutaneous ethanol sclerotherapy of symptomatic simple renal cysts is a safe, effective and minimally invasive procedure, with results similar to the ones reported

Causal factors, such as arterial hypertension, dia- betes mellitus, smoking and hyperlipi- demia were not determinant of statistically significant differences in neointimal

The analysis of the sonographic charac- teristics associated with the classification into categories 4 and 5 demonstrated that lesions with proved malignancy were fre-

For the purpose of aiding in the defini- tion of the role of Doppler in the diagnosis of breast lesions, the authors present the re- sults of a study aimed at evaluating the util-

The comparative study of the sensitiv- ity and children receptiveness (coopera- tion) in relation to the IEUS, with gastric repletion (breast milk, infant formula or yogurt), and

Figure 4 shows the silver heterogeneity, a material with high electronic density, in which the absorbed dose at the 24 cm depth is 89.2% lower than in water; a similar behavior can

The evaluation and compliance criteria established by ISO/IEC 43-1 are shown in Table 1, where: value LNMRI = reference value determined by LNMRI; value NMC = value determined by