Demonstrações Financeiras Consolidadas
Preparadas de Acordo com as Normas de Contabilidade Internacional
IFRS
• Relatório dos Auditores Independentes F- 1
• Balanços Patrimoniais Consolidados F- 10
• Demonstrações Consolidadas do Resultado F- 12
• Demonstrações Consolidadas do Resultado Abrangente F- 14
• Demonstrações Consolidadas das Mutações do Patrimônio Líquido F- 15
• Demonstrações Consolidadas dos Fluxos de Caixa F- 16
• Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras Consolidadas:
Nota 1 Contexto operacional, apresentação das demonstrações financeiras consolidadas e outras informações F- 18
Nota 2 Práticas contábeis e critérios de apuração F- 22
Nota 3 Base para consolidação F- 35
Nota 4 Mudança no escopo de consolidação F- 36
Nota 5 Disponibilidades e reservas no Banco Central do Brasil F- 38
Nota 6 Empréstimos e outros valores com instituições de crédito F- 38
Nota 7 Instrumentos de dívida F- 39
Nota 8 Instrumentos de patrimônio F- 40
Nota 9 Instrumentos financeiros derivativos e posições vendidas F- 40
Nota 10 Empréstimos e adiantamentos a clientes F- 48
Nota 11 Ativos não correntes mantidos para venda F- 51
Nota 12 Participações em coligadas e empreendimentos conjuntos F- 51
Nota 13 Ativo tangível F- 54
Nota 14 Ativo intangível - Ágio F- 56
Nota 15 Ativo intangível - Outros ativos intangíveis F- 57
Nota 16 Outros ativos F- 58
Nota 17 Depósitos do Banco Central do Brasil e Depósitos de instituições de crédito F- 58
Nota 18 Depósitos de clientes F- 58
Nota 19 Obrigações por títulos e valores mobiliários F- 59
Nota 20 Dívidas subordinadas F- 60
Nota 21 Instrumentos de Dívida Elegíveis a Capital F- 61
Nota 22 Outros passivos financeiros F- 61
Nota 23 Provisões para fundos de pensões e obrigações similares F- 61
Nota 24 Provisões para processos judiciais e administrativos, compromissos e outras provisões F- 66
Nota 25 Créditos tributários e Passivos fiscais F- 70
Nota 26 Outras obrigações F- 73
Nota 27 Outros Resultados Abrangentes F- 73
Nota 28 Participações de não-controladoras F- 75
Nota 29 Patrimônio líquido F- 75
Nota 30 Lucro por Ação F- 79
Nota 31 Valor justo dos ativos e passivos financeiros F- 79
Nota 32 Índices operacionais F- 83
Nota 33 Receitas com juros e similares F- 84
Nota 34 Despesas com juros e similares F- 84
Nota 35 Receitas de instrumentos de patrimônio F- 85
Nota 36 Receitas de tarifas e comissões F- 85
Nota 37 Despesas de tarifas e comissões F- 85
Nota 38 Ganhos (perdas) com ativos e passivos financeiros (líquidos) F- 86
Nota 39 Variações cambiais (líquidas) F- 86
Nota 40 Outras despesas operacionais (líquidas) F- 86
Nota 41 Despesas com pessoal F- 86
Nota 42 Outras despesas administrativas F- 90
Nota 43 Resultado na alienação de ativos não classificados como ativos não correntes mantidos para venda F- 90
Nota 44 Resultado na alienação e despesas com ativos não correntes mantidos para venda não classificados como operações
descontinuadas F- 90
Nota 45 Outras divulgações F- 90
Nota 46 Segmentos operacionais F- 90
Nota 47 Transações com partes relacionadas F- 94
Nota 48 Gestão do risco F- 103
ANEXO I CONCILIAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO E DO LUCRO LÍQUIDO - BRGAAP X IFRS F- 119
ANEXO II DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO F- 121
Relatório da Administração F- 123
Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras
Ativo
Nota
explicativa 2016 2015 2014
Disponibilidades e Reservas no Banco Central do Brasil 5 110.604.911 89.143.353 55.903.848
Ativos Financeiros para negociação 84.873.663 50.536.731 56.013.603
Instrumentos de dívida 7 59.994.946 25.193.598 47.106.811
Instrumentos de patrimônio 8 398.461 404.973 391.656
Derivativos 9 24.480.256 24.938.160 8.515.136
Outros Ativos Financeiros ao Valor Justo no Resultado 1.711.204 2.080.234 996.694
Instrumentos de dívida 7 1.668.749 1.506.570 93.900
Instrumentos de patrimônio 8 42.455 573.664 902.794
Ativos Financeiros Disponíveis para Venda 57.815.045 68.265.606 75.164.342
Instrumentos de dívida 7 55.829.572 67.103.274 73.510.698
Instrumentos de patrimônio 8 1.985.473 1.162.332 1.653.644
Investimentos Mantidos até o Vencimento 7 10.048.761 10.097.836
-Empréstimos e Recebíveis 296.048.506 306.268.788 264.607.746
Empréstimos e outros valores com instituições de crédito 6 27.762.473 42.422.638 28.917.397
Empréstimos e adiantamentos a clientes 10 252.002.774 252.033.449 235.690.349
Instrumentos de dívida 7 16.283.259 11.812.701
-Derivativos Utilizados como Hedge 9 222.717 1.312.202 212.552 Ativos não Correntes Mantidos para Venda 11 1.337.885 1.237.493 929.948 Participações em Coligadas e Empreendimentos em Conjunto 12 990.077 1.060.743 1.023.461
Créditos Tributários 25 28.753.184 34.769.848 23.019.696 Correntes 4.316.072 4.194.344 2.981.696 Diferidos 24.437.112 30.575.504 20.038.000 Outros Ativos 16 5.104.012 3.802.118 5.066.726 Ativo Tangível 13 6.646.433 7.005.914 7.071.036 Ativo Intangível 30.236.842 29.813.662 30.221.258 Ágio 14 28.355.039 28.332.719 28.270.955
Outros ativos intangíveis 15 1.881.803 1.480.943 1.950.303
Total do Ativo 634.393.240 605.394.528 520.230.910
Passivo e Patrimônio Líquido
Nota
explicativa 2016 2015 2014
Passivos Financeiros para Negociação 51.619.869 42.387.768 19.569.791
Derivativos 9.a 19.925.600 22.340.137 8.284.360
Posições vendidas 9.b 31.694.269 20.047.631 11.285.431
Passivos Financeiros ao Custo Amortizado 471.579.467 457.281.656 392.186.593
Depósitos do Banco Central do Brasil e depósitos de instituições de crédito 17 78.634.072 69.451.498 63.674.201
Depósitos de clientes 18 247.445.177 243.042.872 220.644.019
Obrigações por títulos e valores mobiliários 19 99.842.955 94.658.300 70.355.249
Dívidas subordinadas 20 466.246 8.097.304 7.294.077
Instrumentos de Dívida Elegíveis a Capital 21 8.311.918 9.959.037 6.773.312
Outros passivos financeiros 22 36.879.099 32.072.645 23.445.735
Derivativos Utilizados como Hedge 9 311.015 2.376.822 893.902
Provisões 11.776.491 11.409.677 11.127.444
Provisões para fundos de pensões e obrigações similares 23 2.710.627 2.696.653 3.869.728
24 9.065.864 8.713.024 7.257.716 Passivos Fiscais 25 6.094.740 5.253.125 12.423.002 Correntes 4.826.703 4.436.000 12.110.582 Diferidos 1.268.037 817.125 312.420 Outras Obrigações 26 8.199.099 6.850.196 5.346.885 Total do Passivo 549.580.681 525.559.244 441.547.617 Patrimônio Líquido 29 85.434.855 83.531.754 80.105.041 Capital social 57.000.000 57.000.000 56.806.384 Reservas 27.881.326 24.388.967 20.594.135 Ações em tesouraria (514.034) (423.953) (445.501)
Opção de Aquisição de Instrumento de Capital Próprio (1.017.000) (1.017.000) (950.000)
Lucro do exercício atribuível à controladora 7.334.563 9.783.740 5.630.023
Menos: dividendos e remuneração (5.250.000) (6.200.000) (1.530.000)
Outros Resultados Abrangentes (1.347.800) (4.131.532) (1.801.921)
Patrimônio Líquido Atribuível ao Controlador 84.087.055 79.400.222 78.303.120
Participações não-Controladoras 28 725.504 435.062 380.173
Total do Patrimônio Líquido 84.812.559 79.835.284 78.683.293
Total do Passivo e Patrimônio Líquido 634.393.240 605.394.528 520.230.910
As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações financeiras consolidadas.
Provisões para processos judiciais e administrativos, compromissos e outras provisões
2016 2015 2014
Receitas com juros e similares 33 77.146.077 69.870.200 58.923.916
Despesas com juros e similares 34 (46.559.584) (38.533.089) (31.695.404)
Receita Líquida com Juros 30.586.493 31.337.111 27.228.512
Receitas de instrumentos de patrimônio 35 258.545 142.881 222.302
Resultado de equivalência patrimonial 12 47.537 116.312 91.096
Receitas de tarifas e comissões 36 13.548.481 11.797.191 11.368.098
Despesas de tarifas e comissões 37 (2.570.885) (2.313.682) (2.602.212)
Ganhos (perdas) com ativos e passivos financeiros (líquidos) 38 3.016.156 (20.002.859) 2.748.163
Ativos financeiros para negociação 3.166.399 (19.936.801) 2.270.059
Outros instrumentos financeiros ao valor justo no resultado 82.638 46.859 (77.624)
Instrumentos financeiros não mensurados pelo valor justo no resultado (115.202) (120.523) 512.190
Outros (117.679) 7.606 43.538
Variações cambiais (líquidas) 39 4.574.814 10.084.420 (3.635.599)
Outras despesas operacionais (líquidas) 40 (624.571) (347.123) (470.477)
Total de Receitas 48.836.570 30.814.251 34.949.883
Despesas administrativas (14.920.410) (14.515.132) (13.941.816)
Despesas com pessoal 41 (8.377.265) (7.798.792) (7.203.442)
Outras despesas administrativas 42 (6.543.145) (6.716.340) (6.738.374)
Depreciação e amortização (1.482.639) (1.490.017) (1.362.129)
Ativo tangível 13 (1.154.588) (1.029.706) (872.749)
Ativo intangível 15 (328.051) (460.311) (489.380)
Provisões (líquidas) (2.724.742) (4.001.294) (2.036.237)
Perdas com ativos financeiros (líquidas) (13.301.445) (13.633.989) (11.271.605)
Empréstimos e recebíveis 6&10.c (13.389.834) (13.110.319) (11.193.571)
Outros instrumentos financeiros não mensurados pelo valor justo no resultado 88.389 (523.670) (78.034)
Perdas com outros ativos (líquidas) (114.321) (1.220.645) 3.751
Outros ativos intangíveis 15 (5.838) (679.254) (5.123)
Outros ativos (108.483) (541.391) 8.874
43 3.816 780.615 86.846
44 87.073 50.493 14.636
Resultado Operacional Antes da Tributação 16.383.902 (3.215.718) 6.443.329
Impostos sobre a renda 25 (8.918.984) 13.049.544 (735.553)
Lucro Líquido Consolidado do Exercício 7.464.918 9.833.826 5.707.776
Lucro atribuível à Controladora 7.334.563 9.783.740 5.630.023
Lucro atribuível às participações não-controladoras 28 130.355 50.086 77.753
Lucro por Ação (em Reais) 30
Lucro básico por 1.000 ações (em Reais - R$)
Ações ordinárias 929,93 1.236,96 709,69
Ações preferenciais 1.022,92 1.360,66 780,66
Lucro diluído por 1.000 ações (em Reais - R$)
Ações ordinárias 929,03 1.235,79 709,40
Ações preferenciais 1.021,93 1.359,36 780,34
Lucro líquido atribuído - Básico (em Reais - R$)
Ações ordinárias 3.560.288 4.748.896 2.733.205
Ações preferenciais 3.774.275 5.034.844 2.896.818
Lucro líquido atribuído - Diluído (em Reais - R$)
Ações ordinárias 3.560.222 4.748.810 2.733.184
Ações preferenciais 3.774.341 5.034.930 2.896.839
Média Ponderada das ações em circulação (em milhares) - Básico
Ações ordinárias 3.828.555 3.839.159 3.851.278
Ações preferenciais 3.689.696 3.700.299 3.710.746
Média Ponderada das ações em circulação (em milhares) - Diluído
Ações ordinárias 3.832.211 3.842.744 3.852.823
Ações preferenciais 3.693.352 3.703.884 3.712.291
As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações financeiras consolidadas.
Resultado na alienação de ativos não classificados como ativos não correntes mantidos para venda
Resultado na alienação e despesas com ativos não correntes mantidos para venda não classificados como operações descontinuadas
Nota explicativa
2016 2015 2014
Lucro Líquido Consolidado do Exercício 7.464.918 9.833.826 5.707.776 Outros Resultados Abrangentes que serão reclassificados subsequentemente para
lucros ou prejuízos quando condições específicas forem atendidas: 3.725.565 (3.069.317) 720.473 3.311.607
(2.718.709) 545.239
Ajuste ao valor de mercado - Ganhos / (Perdas) 5.458.735 (4.155.414) 841.725
Valores transferidos para a conta de resultado 82.638 46.859 (39.746)
Imposto sobre renda (2.229.766) 1.389.846 (256.740)
Hedges de fluxo de caixa 413.958 (350.608) 175.234
Ajuste ao valor de mercado 761.423 (842.073) 278.645
Valores transferidos para a conta de resultado 1.580 144.196 26.597
Imposto sobre renda (349.045) 347.269 (130.008)
Hedge de investimento líquido 634.207 (791.228) (181)
Hedge de investimento líquido 1.209.338 (1.460.720) (301)
Imposto sobre renda (575.131) 669.492 120
Variação cambial de investidas localizadas no exterior (634.207) 791.228 181
Variação cambial de investidas localizadas no exterior (634.207) 791.228 181
Outros Resultados Abrangentes que não serão Reclassificados para Lucro Líquido: (941.833) 739.706 (549.089) Planos de Benefícios Definidos (941.833) 739.706 (549.089)
Planos de Benefícios Definidos (1.568.122) 1.186.862 (912.636)
Imposto sobre renda 626.289 (447.156) 363.547
Total do Resultado Abrangente 10.248.650 7.504.215 5.879.160
Atribuível à controladora 10.118.295 7.454.129 5.801.407
Atribuível às participações não-controladoras 130.355 50.086 77.753
Total do Resultado Abrangente 10.248.650 7.504.215 5.879.160
As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações financeiras consolidadas.
Nota explicativa Capital social Reservas Ações em tesouraria Opção de Aquisição de Instrumento de Capital Próprio Lucro atribuído à controladora Dividendos e remuneração Total Disponíveis para venda Plano de Benefício Definido Ajustes de conversão de investimento no exterior Ganhos e perdas - Hedge de fluxo de Caixa e de Investimento Total Saldos em 31 de dezembro de 2013 62.634.585 17.673.134 (291.707) - 5.723.494 (2.400.000) 83.339.506 (471.947) (1.332.261) 702.168 (871.265) 81.366.201 289.101 81.655.302 -Total do resultado abrangente - - - - 5.630.023 - 5.630.023 545.239 (549.089) 181 175.053 5.801.407 77.753 5.879.160
Apropriação do lucro líquido do exercício - 5.723.494 - - (5.723.494) - - - - - - - -
-Dividendos e juros sobre o capital próprio 29.b - (2.400.000) - - - 870.000 (1.530.000) - - - - (1.530.000) - (1.530.000)
Pagamento baseado em ações 41.b - (89.339) - - - - (89.339) - - - - (89.339) - (89.339)
Ações em tesouraria 29.d - - (153.748) - - - (153.748) - - - - (153.748) - (153.748)
Reestruturação do Capital (5.828.201) (185.312) (46) - - - (6.013.559) (6.013.559) (6.013.559)
Resultados de ações em tesouraria 29.d - (4.926) - - - - (4.926) - - - - (4.926) - (4.926)
Opção de Aquisição de Instrumento de
Capital Próprio - - - (950.000) - - (950.000) (950.000) (950.000)
Outros - (122.916) - - - - (122.916) - - - - (122.916) 13.319 (109.597) Saldos em 31 de dezembro de 2014 56.806.384 20.594.135 (445.501) (950.000) 5.630.023 (1.530.000) 80.105.041 73.292 (1.881.350) 702.349 (696.212) 78.303.120 380.173 78.683.293 Total do resultado abrangente - - - - 9.783.740 - 9.783.740 (2.718.709) 739.706 791.228 (1.141.836) 7.454.129 50.086 7.504.215
Apropriação do lucro líquido do exercício - 5.630.023 - - (5.630.023) - - - - - - - -
-Dividendos e juros sobre o capital próprio 29.b - (1.530.000) - - - (4.670.000) (6.200.000) - - - - (6.200.000) - (6.200.000)
Pagamento baseado em ações 41.b - 160.916 - - - - 160.916 - - - - 160.916 - 160.916
Ações em tesouraria 29.d - - (246.975) - - - (246.975) - - - - (246.975) - (246.975)
Reestruturação do Capital - - (50) - - - (50) - - - - (50) - (50)
Resultados de ações em tesouraria 29.d - (3.918) - - - - (3.918) - - - - (3.918) - (3.918)
Opção de Aquisição de Instrumento de
Capital Próprio 4.c - - - (67.000) - - (67.000) - - - - (67.000) (240.000) (307.000)
Cancelamento de ações - (268.573) 268.573 -
-Outros 29.a 193.616 (193.616) - - - - - - - - - - 244.803 244.803 Saldos em 31 de dezembro de 2015 57.000.000 24.388.967 (423.953) (1.017.000) 9.783.740 (6.200.000) 83.531.754 (2.645.417) (1.141.644) 1.493.577 (1.838.048) 79.400.222 435.062 79.835.284 Total do resultado abrangente - - - - 7.334.563 - 7.334.563 3.311.607 (941.833) (634.207) 1.048.165 10.118.295 130.355 10.248.650
Apropriação do lucro líquido do exercício - 9.783.740 - - (9.783.740) - - - - - - - -
-Dividendos e juros sobre o capital próprio 29.b - (6.200.000) - - - 950.000 (5.250.000) - - - - (5.250.000) - (5.250.000)
Pagamento baseado em ações - (35.463) - - - - (35.463) - - - - (35.463) - (35.463)
Ações em tesouraria 29.d - - (90.031) - - - (90.031) - - - - (90.031) - (90.031)
Reestruturação do Capital - - (50) - - - (50) - - - - (50) - (50)
Resultados de ações em tesouraria 29.d - (11.574) - - - (11.574) - - - - (11.574) - (11.574)
Outros (44.344) - - - - (44.344) - - - - (44.344) 160.087 115.743 Saldos em 31 de dezembro de 2016 57.000.000 27.881.326 (514.034) (1.017.000) 7.334.563 (5.250.000) 85.434.855 666.190 (2.083.477) 859.370 (789.883) 84.087.055 725.504 84.812.559
As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações financeiras consolidadas.
Patrimônio líquido atribuível à Controladora
Participações não-controladoras Total patrimônio líquido Outros Resultados Abrangentes
Explicativa 2016 2015 2014
1. Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais
Lucro líquido consolidado do exercício 7.464.918 9.833.826 5.707.776
Ajustes ao lucro 24.068.364 (1.555.376) 11.036.674
Depreciação do ativo tangível 13 1.154.588 1.029.706 872.749
Amortização do ativo intangível 15 328.051 460.311 489.380
Perdas com outros ativos (líquidas) 114.321 1.220.645 (3.751)
Provisões e perdas com ativos financeiros (líquidas) 16.026.187 17.635.283 13.307.842
Ganhos líquidos na alienação do ativo tangível, investimentos e ativos não
correntes mantidos para venda (90.889) (831.108) (101.482)
Participação no resultado de equivalência patrimonial 12 (47.537) (116.312) (91.096)
Mudanças nos créditos tributários e passivos fiscais diferidos 25.d 5.343.885 (9.417.913) (2.055.872)
Atualização de Depósitos Judiciais (749.040) (650.314) (433.296)
Atualização de Impostos a Compensar (215.228) (985.776) (332.265)
Efeitos das Mudanças das Taxas de Câmbio em Caixa e Equivalentes de Caixa 2.289.849 (2.106.652) (521.270)
Outros (1) (85.823) (7.793.246) (94.265)
(Aumento) decréscimo líquido nos ativos operacionais (56.779.768) (79.770.025) (89.899.611)
Reservas no Banco Central do Brasil (24.156.755) (35.884.381) 2.063.056
Ativos financeiros para negociação (34.320.260) 5.476.872 (25.794.816)
Outros ativos financeiros ao valor justo no resultado 457.419 (1.607.210) 223.568
Ativos financeiros disponíveis para venda 10.127.344 (16.354.040) (29.116.008)
Empréstimos e recebíveis (10.121.085) (30.420.173) (38.070.720)
Investimentos Mantidos até o Vencimento 49.075 318.169
Outros ativos 1.184.494 (1.299.262) 795.309
Aumento (decréscimo) líquido nos passivos operacionais 36.235.208 76.687.887 69.113.699
Passivos financeiros para negociação 9.232.101 22.817.977 6.010.910
Passivo financeiro ao custo amortizado 25.685.022 53.503.471 61.706.449
Outros passivos 1.318.085 366.439 1.396.340
Impostos pagos 25.a (4.240.115) (1.170.020) (573.684)
Total do fluxo de caixa líquido das atividades operacionais (1) 6.748.607 4.026.292 (4.615.146) 2. Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento
Investimentos (1.945.372) (2.136.002) (3.503.603)
Aumento/ Aquisição de capital de participações em coligadas e empreendimentos em
conjunto (3.105) - (1.085.470)
Ativo tangível (873.140) (1.070.288) (1.838.284)
Ativo intangível (670.576) (710.176) (579.849)
Aquisição de Controlada, menos caixa líquido na aquisição (392.998) -
-Ativos não correntes mantidos para venda 11 (10.462) (355.538)
-Mudança de escopo de consolidação 4 4.909 -
-Alienação 677.088 1.375.167 347.048
Caixa líquido recebido na alienação de subsidiária - 857.830
-Redução de Capital de investida em controle conjunto 12.b 76.860 -
-Subsidiárias, entidades controladas em conjunto e coligadas 3 - - 55.493
Ativo tangível 13&43 42.226 55.220 216.750
Ativos não correntes mantidos para venda 11&43 208.232 317.321
-Aquisição de Controlada, menos caixa líquido na aquisição - 59
-Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos 349.770 144.737 74.805
Total do fluxo de caixa líquido das atividades de investimento (2) (1.268.284) (760.835) (3.156.555) 3. Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento
Redução de capital 29.e - - (6.000.000)
Emissão de Instrumentos de dívida elegíveis a capital 21 - - 6.000.000
Pagamentos Instrumentos de dívida elegíveis a capital 21 (701.671) (609.035) (291.241)
Aquisição de ações próprias 29 (90.031) (247.025) (167.307)
Emissão de outros passivos financeiros exigíveis a longo prazo 19 50.313.469 72.936.057 53.187.121
Dividendos pagos e juros sobre o capital próprio (3.210.762) (3.992.956) (2.196.101)
Pagamentos de dívida subordinada 20 (8.362.652) (216.075) (2.495.283)
Pagamentos de outros passivos exigíveis a longo prazo 19 (56.164.769) (63.516.234) (55.388.115)
Aumento/decréscimo de participações em não-controladoras 23.909 4.803 13.319
Total do fluxo de caixa líquido das atividades de financiamento (3) (18.192.507) 4.359.535 (7.337.607) Variação Cambial sobre Caixa e Equivalentes de Caixa (4) (2.289.849) 2.106.652 521.270 Aumento Líquido nas Disponibilidades (1+2+3+4) (15.002.033) 9.731.644 (14.588.038) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 33.131.614 23.399.970 37.988.008 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 18.129.581 33.131.614 23.399.970
Empréstimos e outros valores 6 13.683.641 25.990.477 13.613.957
Total de caixa e equivalentes de caixa 18.129.581 33.131.614 23.399.970
Transações não monetárias
Execuções de empréstimos e outros ativos transferidos para ativos não correntes
mantidos para venda 11 834.903 293.440 337.840
Dividendos e juros sobre o capital próprio declarados mas não pagos 29.b 4.750.000 3.000.000 690.000
Informações complementares
Juros recebidos 75.818.511 70.566.274 58.461.650
Juros pagos 46.051.070 37.912.698 31.004.745
(1) Em 2015 inclui, principalmente, o efeito mencionado na nota 25.a.
1. Contexto operacional, apresentação das demonstrações financeiras consolidadas e outras informações a) Contexto operacional
b) Apresentação das demonstrações financeiras consolidadas
Adoção de novas normas e interpretações
O Conselho de Administração autorizou a emissão das Demonstrações Financeiras Consolidadas para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2016, 2015 e 2014 na reunião realizada em 24 de fevereiro de 2017.
As demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as interpretações do Comitê de Interpretações de IFRS (Atual denominação do IFRIC).Todas as informações relevantes próprias das demonstrações financeiras do Banco Santander, e somente elas, estão sendo evidenciadas, e correspondem às utilizadas pelo Banco Santander na sua gestão.
O Banco Santander (Brasil) S.A. (Banco Santander ou Banco), controlado direta e indiretamente pelo Banco Santander, S.A., com sede na Espanha (Banco Santander Espanha), é a instituição líder dos Conglomerados Financeiro e Prudencial (Conglomerado Santander) perante o Banco Central do Brasil (Bacen), constituído na forma de sociedade anônima, domiciliado na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 e 2235 - Bloco A - Vila Olímpia - São Paulo - SP. Opera como Banco múltiplo e desenvolve suas operações por intermédio das carteiras comercial, de investimento, de crédito e financiamento, de crédito imobiliário, de arrendamento mercantil, operações de cartões de crédito e de câmbio. Através de empresas controladas, atua também nos mercados de instituição de pagamento, arrendamento mercantil, administração de consórcios e corretagem de valores mobiliários, corretagem de seguros, capitalização e previdência privada. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro. Os benefícios e custos correspondentes dos serviços prestados são absorvidos entre as mesmas, são realizados no curso normal dos negócios e em condições de comutatividade.
Na data de preparação destas demonstrações financeiras consolidadas, as seguintes normas e interpretações que possuem data de adoção efetiva após 31 de dezembro de 2016 e ainda não foram adotadas pelo Banco:
Normas e interpretações que entrarão em vigor após 31 de dezembro de 2016
• Ciclos de Atualizações do IFRS
• Alteração da IAS 1 - Apresentação das Demonstrações Financeiras – As alterações são relativas aos conceitos de materialidade, ordem das notas explicativas, subtotais, políticas contábeis e desagregação. Efetiva para exercícios iniciados em 1 de janeiro de 2016.
• Alterações das IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas e IAS 28 – Venda ou Transação de Ativos entre um investidor e sua associada ou empreendimento em conjunto – Estas alterações estabelecem que um ganho ou perda deve ser reconhecido pelo seu montante integral quando a transação envolve ativos que constituem um negócio (se o negócio está registrado em uma subsidiária ou não). Quando a transação envolve ativos que não constituam um negócio, um ganho ou perda parcial é reconhecida, mesmo que esses ativos estejam registrados em uma subsidiária. Efetiva para exercícios iniciados em 1 de janeiro de 2016.
• Alteração da IAS 16 - Imobilizado e IAS 38 - Ativos Intangíveis – A alteração esclarece o princípio base para depreciação e amortização como sendo o padrão esperado de consumo dos benefícios econômicos futuros do ativo. Efetiva para exercícios iniciados em 1 de janeiro de 2016.
O Banco adotou as normas e interpretações que entraram em vigor a partir de 1 de janeiro de 2016. As seguintes normas e interpretações são aplicáveis ao Banco e não tiveram efeito relevante sobre as demonstrações financeiras:
• Alteração da IFRS 11 – Negócios em Conjunto (Business Jointly ) – A alteração estabelece critérios de contabilização para aquisição de empreendimentos controlados em conjunto e operações em conjunto, que constituem um negócio, conforme metodologia estabelecida na IFRS 3 – Combinações de Negócios. Efetiva para exercícios iniciados em 1 de janeiro de 2016.
Alterações no IFRS. Ciclo 2012-2014 (obrigatório para exercícios anuais, que iniciam em 1 de janeiro de 2016) - Estas alterações introduzem pequenas alterações às IFRS 5 - Ativos não circulantes mantidos para a venda e operações descontinuadas, IFRS 7 - Instrumentos Financeiros, IAS 19 - Benefícios aos Empregados e IAS 34 - Relatório financeiro intermediário.
As alterações à IFRS 5 - Ativos não circulantes mantidos para a venda e operações descontinuadas - Introduzem orientações específicas com relação a quando uma entidade reclassifica um ativo (ou grupo de alienação) de “mantido para venda” para “mantido para distribuição para titulares” (ou vice-versa). As alterações esclarecem que essa mudança deve ser considerada como uma continuidade do plano original de alienação e, portanto, as exigências previstas na IFRS 5 com relação à alteração do plano de venda não são aplicáveis. As alterações esclarecem ainda a orientação com relação à descontinuidade da contabilização "mantido para distribuição".
As alterações à IFRS 7 - Instrumentos Financeiros, fornecem orientações adicionais para esclarecer se um contrato de serviços constituiu envolvimento contínuo em um ativo transferido para fins das divulgações necessárias com relação a ativos transferidos.
As alterações à IAS 19 - Benefícios aos Empregados, esclarecem que a taxa utilizada para desconto de obrigações de benefício pós-aposentadoria deve ser determinada com base nos rendimentos de mercado no final do período de reporte com relação a títulos corporativos de alta qualidade. A avaliação da profundidade de um mercado para títulos corporativos de alta qualidade deve ser ao nível da moeda (isto é, a mesma moeda na qual os benefícios serão pagos). Para moedas para as quais não haja mercado de alta liquidez para esses títulos corporativos de alta qualidade, deve-se tomar por base os rendimentos de mercado sobre títulos governamentais denominados naquela moeda no final do período de reporte.
As alterações à IAS 34 - Relatório financeiro intermediário, foram realizadas para esclarecer o significado de divulgação de informações "em outro lugar no relatório financeiro intermediário" e para exigir a inclusão de uma referência cruzada das demonstrações financeiras intermediárias para a localização dessas informações.
As alterações oriundas dos Ciclos de Atualizações do IFRS, não produziram impactos relevantes nas demonstrações financeiras do Banco.
• IFRS 9 - Instrumentos Financeiros, emitido em seu formato final em julho de 2014, o International Accounting Standards Board (IASB) aprovou o IFRS 9, que substitui a IAS 39 Instrumentos Financeiros, estabelecendo os requerimentos de reconhecimento e mensuração dos instrumentos financeiros tendo como aplicação a partir de janeiro de 2018.
1. Modelo proposto da IFRS 9
O critério de classificação dos Ativos Financeiros dependerá tanto do modelo de negócio para sua gestão bem como as características dos fluxos de caixa contratuais. Com base no supracitado, o ativo será classificado como i) custo amortizado, ii) valor justo através do resultado ou iii) valor justo através do patrimônio líquido. A IFRS 9 estabelece outras opções de designar um instrumento a valor justo através de resultado sob certas condições.
O Banco Santander tem como atividade principal a concessão de operações bancárias comerciais e não concentra sua exposição em torno de produtos financeiros complexos e atualmente, o Banco está analisando suas carteiras com o objetivo de associar os instrumentos financeiros com sua correspondente carteira de acordo com a IFRS 9, além de identificar os modelos de negócios existentes.
Com base na análise em andamento, o Banco não passui expectativas de que podem produzir variações relevantes na composição da carteira até 2018, se considerar que não existem mudanças significativas referentes a classificação que vinha sendo realizada sob as normas existentes:
• Os Ativos Financeiros classificados como Empréstimos e Recebíveis e Mantido até o vencimento sob a IAS 39 seguirá geralmente a custo amortizado; • Os Instrumentos de dívida disponíveis para a venda seguirão a classificação de valor justo através de outros resultados abrangentes, salvo se as características de seus fluxos garantir a classificação em outra carteira;
• Os Instrumentos de Capital disponíveis para a venda serão classificados como valor justo, e dependendo da sua natureza de investimento, suas variações serão registradas no resultado do exercício ou em outros resultados abrangente (de maneira irrevogável);
• Os Instrumentos financeiros classificados atualmente pelo valor justo através do resultado seguirão geralmente classificados nesta categoria, não se espera, portanto, reclassificações.
Os principais aspectos que contém a nova normativa são:
1.a) Classificação de Instrumentos Financeiros
1.b) Modelo de impairment por risco de crédito
A principal novidade em relação às regras atuais é que a nova norma contábil introduz o conceito de perda esperada frente ao modelo atual (IAS 39) com base na perda incorrida.
Perímetro de aplicação
O modelo de impairment de Ativos da IFRS 9 aplica-se sobre os Ativos Financeiros classificados nas categorias mensurados a custo amortizado, instrumentos de dívida mensurados ao justo valor através de outros resultados abrangentes, contraprestação de arrendamento, bem como os riscos e compromissos contingente não mensurados ao justo valor e disponibilidade de linhas de crédito.
Classificação de instrumentos financeiros por estágios
A carteira de instrumentos financeiros sujeitos a impairment será dividida em três categorias, com base no estágio de cada instrumento relacionado ao seu nível de risco de crédito:
- Estágio 1: Entende-se que um instrumento financeiro nesta fase não tenha um aumento significativo no risco desde seu reconhecimento inicial. A provisão sobre este Ativo representa a perda esperada resultante de possíveis não cumprimentos no decorrer dos próximos 12 meses da data do reporte.
- Estágio 2: Se houver um aumento significativo no risco desde o reconhecimento inicial, sem ter materializado deterioração, o instrumento financeiro será enquadrado dentro deste estágio. Neste caso, o valor referente à provisão para perda esperada por default reflete a perda estimada da vida residual do instrumento financeiro. Para a avaliação do aumento significativo do risco de crédito, serão utilizados os indicadores quantitativos de medição utilizados na gestão normal de risco de crédito assim como outras variáveis qualitativas, tais como a indicação de ser uma operação não deteriorada se considerada como refinanciada, ou operações incluídas em um acordo especial.
- Estágio 3: Um instrumento financeiro é catalogado dentro desta fase, quando ele mostra sinais de deterioração eficazes como resultado de um ou mais eventos que já ocorreram e que se materializam em uma perda. Neste caso, o valor referente à provisão para perdas reflete as perdas esperadas por risco de crédito ao longo da vida residual esperada do instrumento financeiro.
Metodologia de estimação de impairment
- Probabilidade de inadimplência (PD) é definido como a probabilidade de que a contraparte pode cumprir as suas obrigações para pagar o principal e/ou juros. Para efeitos da IFRS 9 serão considerados ambos: PD-12 meses, que é a probabilidade de que o instrumento financeiro entre em default durante os próximos 12 meses bem como a PD - Lifetime , que considera a probabilidade de que a operação entre em default entre a data do balanço e a data de vencimento residual da operação. A norma exige que informações futuras relevantes para a estimação desses parâmetros devem ser consideradas.
- Perda por inadimplência (LGD) é a perda resultante no caso de incumprimento, ou seja, a porcentagem de exposição que não podem ser recuperados em caso de inadimplência. Depende, principalmente, da atualização das garantias associadas à operação, que são considerados mitigação de riscos associados a cada ativo financeiro de crédito e os fluxos de caixa futuros esperados a ser recuperado. Conforme estabelecido na normativa, deve ser levada em conta informação futura para sua estimação.
- Taxa de desconto: é a taxa aplicada aos fluxos de caixa futuros estimados durante a vida esperada do ativo, igual ao valor presente líquido do instrumento financeiro ao seu valor de livro. Em geral, não se deve levar em conta ao calcular a taxa de desconto, as perdas esperadas por default quando da estimativa de fluxos de caixa futuros, exceto nos casos em que o ativo é considerado não recuperável, no qual a taxa de juros aplicada levará em consideração tais perdas e a taxa efetiva de juros é ajustada pelo risco de crédito.
Para a estimativa dos parâmetros supracitados, o Banco tem aplicado a sua experiência no desenvolvimento de modelos internos para o cálculo dos parâmetros tanto para fins do ambiente regulatório bem como para gestão interna.
A mensuração da perda esperada se realiza através dos seguintes fatores:
- Exposição à inadimplência ou (EAD): é o valor da transação exposta ao risco de crédito, incluindo a relação de saldo atual disponível que poderiam ser fornecidos no momento da inadimplência. Os modelos desenvolvidos incorporam suposições sobre as mudanças no cronograma de pagamento das operações.
c) Estimativas utilizadas
Atualmente, o Banco está em fase de implementação de modelos e requisitos definidos. O objetivo do Banco nesta etapa é assegurar uma implementação eficiente, otimizando seus recursos, bem como projetos desenvolvidos em etapas anteriores.
Uma vez finalizada a fase de implementação, o Banco irá testar o funcionamento eficaz do modelo através de várias simulações e assegurar que a transição para o novo modelo de operação cumpre os objetivos estabelecidos nas fases anteriores. Esta última etapa compreende a execução paralela dos cálculos de provisões.
• IFRS 15 - Receitas de contratos com clientes: Foi emitido em maio de 2014 e é aplicável para relatórios anuais com início em 1 de janeiro de 2018. A norma em IFRS específica como e quando será reconhecida a receita, bem como a exigência de que as Entidades forneçam aos usuários, em suas demonstrações financeiras, maior nível de informação e com notas explicativas relevantes. A norma traz cinco princípios básicos a serem aplicados a todos os contratos com clientes, sendo eles: i) identificar o contrato com o cliente; ii) identificar as obrigações de execução estabelecidas no contrato; iii) determinar o preço de transação; iv) alocar o preço de transação às obrigações de execução; e v) reconhecer a receita no momento em que (ou à medida em que) a entidade cumprir uma obrigação de execução.
• Alteração da IFRS 16 - Contratos de Leasing – Emitida em janeiro de 2016, com data de aplicação obrigatória a partir de janeiro de 2019. Esta norma contém uma nova abordagem para os contratos de leasing, que requere ao arrendador reconhecer ativos e passivos pelos direitos e obrigações criados pelo contrato.
• Alteração da IFRS 2 – Pagamento baseado em ações – Emitida em junho de 2016, com data de aplicação obrigatória a partir de janeiro de 2017. Esta norma tem o objetivo de esclarecer a contabilização de um acordo de pagamento baseado em ações com funcionários em situações em que o prêmio de liquidação financeira é cancelado e é substituído por um novo prêmio que seu valor de mercado é maior do que o inicial.
Os possíveis impactos decorrentes das alterações vigentes a partir de 2017 estão sob a análise do Banco, que deverá ser concluída até a data de entrada em vigor da norma.
Os resultados consolidados e a apuração do patrimônio consolidado são impactados por políticas contábeis, premissas, estimativas e métodos de mensuração utilizados pelos administradores do Banco na elaboração das demonstrações financeiras. O Banco faz estimativas e premissas que afetam os valores informados de ativos e passivos dos períodos futuros. Todas as estimativas e premissas requeridas, em conformidade com o IFRS, são as melhores estimativas de acordo com a norma aplicável.
Nas demonstrações financeiras consolidadas, as estimativas são feitas pela Administração do Banco e das entidades consolidadas em ordem para quantificar certos ativos, passivos, receitas e despesas e divulgações de notas explicativas.
O Banco, uma vez finalizado as análises das vantagens e desvantagens das propostas, tomará sua decisão para a contabilidade de coberturas de acordo com a IFRS 9.
2. Estratégia de implantação da IFRS 9
O Grupo Santander Espanha em conjunto com suas subsidiárias estabeleceu um projeto abrangente e multidisciplinar, a fim de adaptar os seus processos às novas regras de classificação de instrumentos financeiros, contabilidade de Hedge e estimar o impairment de instrumentos de risco de crédito, de modo que estes processos sejam aplicados de forma homogênea para todas as unidades do Banco e, ao mesmo tempo, adaptado às particularidades de cada unidade.
Para este fim, o Banco está trabalhando na definição de um modelo interno com o objetivo de analisar todas as alterações necessárias para adaptar as classificações e modelos contábeis bem como estimar o impairment do risco de crédito existente em cada unidade ao anteriormente definido.
Em princípio, a estrutura de governança atualmente implantada tanto no nível corporativo como em cada uma das unidades, cumpre os requisitos dos novos regulamentos.
Principais estágios e marcos do projeto
Durante este ano, o Banco concluiu com êxito a fase de desenho e desenvolvimento do plano de implementação. Os principais marcos alcançados incluem a definição dos requisitos funcionais e de concepção de um modelo operacional adaptado às exigências da IFRS 9. No campo de sistemas, foi identificado as necessidades do ambiente tecnológico e os ajustes necessários para o quadro controle existente.
No entanto o Banco (neste momento) decidiu manter suas coberturas de Hedge Accouting alinhadas com as diretrizes contábeis estabelecidas na IAS 39, haja visto o pronunciamento previsto pelo Board do IASB.
Utilização de informação presente, passada e futura
Além de usar a informação atual e passada, o Banco atualmente utiliza informações futuras sobre processos regulatórios e gestão interna, incorporando vários cenários. A este respeito, o Banco reaproveitará sua experiência na gestão de informações futuras e manterá a consistência com as informações usadas em outros processos.
1.c) Contabilização de Hedge
A IFRS 9 introduz novos requerimentos para a contabilização de hedge , cujo duplo objetivo é simplificar os requisitos atuais e alinhar a contabilidade de cobertura com a gestão de risco, permitindo uma maior variedade de instrumentos financeiros derivativos que podem ser considerados como instrumentos de cobertura.
Para detalhes adicionais ver nota 2.aa
As notas 2 & 23.iii apresentam a analise de sensibilidade e prática contábil para Benefícios pós-emprego, respectivamente.
Os ativos e passivos financeiros são posteriormente mensurados, no fim de cada período, mediante o uso de técnicas de avaliação. Esse cálculo é baseado em premissas, que levam em consideração o julgamento da Administração com base em informações e condições de mercado existentes na data do balanço.
O Banco Santander classifica as mensurações ao valor justo usando a hierarquia de valor justo que reflete o modelo utilizado no processo de mensuração, segregando os instrumentos financeiros entre os Níveis I, II ou III.
c.1) Estimativas críticas
As estimativas e premissas críticas que apresentam impacto mais significativo nos saldos contábeis de certos ativos, passivos, receitas e despesas e nas divulgações de notas explicativas, estão descritas abaixo:
i. Provisão para perdas sobre créditos
O valor contábil de ativos financeiros não recuperáveis é ajustado através do registro de uma provisão para perda a débito de “Perdas com ativos financeiros (líquidas) - Empréstimos e recebíveis” na demonstração consolidada do resultado. A reversão de perdas previamente registradas é reconhecida na demonstração consolidada do resultado no período em que a redução ao valor recuperável diminuir e puder ser relacionada objetivamente a um evento de recuperação.
Para determinar o saldo de “Provisão para perdas por não recuperação (impairment )”, o Banco Santander avalia primeiro se existe evidência objetiva de perda no valor recuperável individualmente para ativos financeiros que sejam significativos, e individual ou coletivo para ativos financeiros que não sejam significativos.
Para medir individualmente a perda por redução ao valor recuperável de empréstimos avaliados quanto a redução ao valor recuperável, o Banco considera as condições do mutuário, tais como sua situação econômica e financeira, nível de endividamento, capacidade de geração de renda, fluxo de caixa, administração, governança corporativa e qualidade de controles internos, histórico de pagamentos, experiência no setor, contingências e limites de crédito, bem como características de ativos, como sua natureza e finalidade, tipo, suficiência e garantias de nível de liquidez e valor total de crédito, e também com base na experiência histórica de redução ao valor recuperável e outras circunstâncias conhecidas no momento da avaliação.
Para medir a perda por redução ao valor recuperável de empréstimos avaliados coletivamente quanto a redução ao valor recuperável, o Banco separa os ativos financeiros em grupos levando em consideração as características e similaridades de risco de crédito, ou seja, de acordo com o segmento, tipo de ativos, garantias e outros fatores associados à experiência histórica de redução ao valor recuperável e outras circunstâncias conhecidas no momento da avaliação.
Para detalhes adicionais ver nota 2.i.
ii. Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
A despesa de imposto sobre a renda é obtida através da soma do imposto de renda, contribuição social, pis e cofins. O imposto de renda e a contribuição social corrente é resultado da aplicação das respectivas alíquotas ao lucro real, e as alíquotas de pis e cofins aplicadas sobre a respectiva base de cálculo prevista na legislação específica, somada também com as mutações de ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração consolidada do resultado.
Ativos e passivos fiscais diferidos incluem diferenças temporárias, identificadas como os valores que se espera pagar ou recuperar sobre diferenças entre os valores contábeis dos ativos e passivos e suas respectivas bases de cálculo, e créditos e prejuízos fiscais acumulados. Esses valores são mensurados às alíquotas que se espera aplicar no período em que o ativo for realizado ou o passivo for liquidado. Ativos fiscais diferidos somente são reconhecidos para diferenças temporárias na medida em que seja considerado provável que as entidades consolidadas terão lucros tributáveis futuros suficientes contra os quais os ativos fiscais diferidos possam ser utilizados, e os ativos fiscais diferidos não resultem do reconhecimento inicial (salvo em uma combinação de negócios) de outros ativos e passivos em uma operação que não afete nem o lucro real nem o lucro contábil. Outros ativos fiscais diferidos (créditos fiscais e prejuízos fiscais acumulados) somente são reconhecidos se for considerado provável que as entidades consolidadas terão lucros tributáveis futuros suficientes contra os quais possam ser utilizados.
Os ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos são reavaliados na data de cada balanço patrimonial a fim de determinar se ainda existem, realizando-se os ajustes adequados com base nas constatações das análises realizadas. A expectativa de realização dos créditos tributários do Banco está baseada em projeções de resultados futuros e fundamentada em estudo técnico.
iii. Avaliação do valor justo de determinados instrumentos financeiros
Os instrumentos financeiros são inicialmente reconhecidos ao valor justo, que é considerado equivalente, até prova em contrário, ao preço de transação e os que não são mensurados ao valor justo no resultado são ajustados pelos custos de transação.
O valor presente de obrigação de benefício definido é o valor presente sem a dedução de quaisquer ativos do plano, dos pagamentos futuros esperados necessários para liquidar a obrigação resultante do serviço do empregado nos períodos correntes e passados.
v. Provisões, ativos e passivos contingentes
As provisões para os processos judicias e administrativos são constituídas quando o risco de perda da ação judicial ou administrativa for avaliado como provável e os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança, com base na natureza, complexidade e histórico das ações e na opinião dos assessores jurídicos internos e externos.
As provisões são constituídas quando o risco de perda da ação judicial ou administrativa for avaliado como provável e os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança, com base nas melhores informações disponíveis. São total ou parcialmente revertidas quando as obrigações deixam As notas 2.e & 48.c8 apresentam a analise de sensibilidade e prática contábil para os Instrumentos Financeiros, respectivamente.
iv. Benefícios pós-emprego
Os planos de benefício definido são registrados com base em estudo atuarial, realizado anualmente por empresa especializada, no final de cada exercício, com vigência para o período subsequente e são reconhecidos na demonstração consolidada do resultado nas linhas de Despesas com juros e similares e Provisões (líquidas).
Para detalhes adicionais ver nota 14. d) Gestão do capital
2. Práticas contábeis e critérios de apuração
a) Moeda funcional e de apresentação
- ativos e passivos são convertidos pela taxa de câmbio da data do balanço.
- receitas e despesas são convertidas pela taxa de câmbio média mensal.
b) Base para consolidação
i. Subsidiárias
As práticas contábeis e os critérios de apuração utilizados na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas foram os seguintes:
A fim de gerir adequadamente o capital do Banco, é essencial estimar e analisar futuras necessidades, em antecipação das várias fases do ciclo de negócio. Projeções de capital regulatório e econômico são feitos baseados em projeções financeiras (Balanço Patrimonial, Demonstrações do Resultado, etc.) e em cenários macroeconômicos estimados pelo serviço de pesquisa econômica. Estas estimativas são utilizadas pelo Banco como referencia para o plano de ações gerenciais (emissões, securitizações, etc.) necessários para atingir seus objetivos.
A gestão do capital considera os níveis regulatórios e econômicos. O objetivo é alcançar uma estrutura de capital eficiente nos termos de custos e compliance , cumprindo os requerimentos do órgão regulador e contribuindo para atingir as metas de classificação de agências de rating e expectativas dos investidores. O gerenciamento de capital inclui securitização, venda de ativos, aumento de capital através da emissão de ações, dívidas subordinadas e instrumentos híbridos.
Quando o Banco perde o controle de uma controlada, o ganho ou a perda é reconhecido na demonstração do resultado e é calculado pela diferença entre: (i) a soma do valor justo das considerações recebidas e do valor justo da participação residual; e (ii) o saldo anterior dos ativos (incluindo ágio) e passivos da controlada e participações não controladoras, se houver. Todos os valores reconhecidos anteriormente em “Outros resultados abrangentes” relacionados à controlada são contabilizados como se o Banco tivesse alienado diretamente os correspondentes ativos ou passivos da controlada (ou seja, reclassificados para o resultado ou transferidos para outra conta do patrimônio líquido, conforme requerido ou permitido pelas IFRSs aplicáveis). O valor justo de qualquer investimento detido na antiga controlada na data da perda de controle é considerado como o valor justo no reconhecimento inicial para contabilização subsequente pela IAS 39 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração ou, quando aplicável, o custo no reconhecimento inicial de um investimento em uma coligada ou joint venture .
As demonstrações financeiras consolidadas do Banco Santander estão apresentadas em Reais, moeda funcional e de apresentação destas demonstrações.
A consolidação de uma subsidiária começa quando o Banco obtém o controle sobre a subsidiária e termina quando perde o controle. Especificamente, as receitas e despesas de uma controlada adquirida ou alienada durante o exercício são incluídas na demonstração do resultado e outros resultados abrangentes a partir da data em que o Banco obtém o controle até a data em que deixa de controlar a subsidiária.
Qualquer mudança nas participações do Conglomerado Santander em controladas que não resultem em perda do controle sobre as controladas são registradas como transações de capital. A diferença entre o valor com base no qual as participações não controladoras são ajustadas e o valor justo das considerações pagas ou recebidas é registrada diretamente no patrimônio líquido e atribuída aos proprietários da Companhia.
O resultado e cada componente de outros resultados abrangentes são atribuídos aos controladores do Banco e às participações não controladoras mesmo se o efeito for atribuído as participações não controladoras. O resultado abrangente total das controladas é atribuído aos proprietários do Banco e às participações não controladoras, mesmo se isso gerar saldo negativo para as participações não controladoras. Todas as transações, saldos, receitas e despesas entre as empresas do Conglomerado Santander são eliminados integralmente nas demonstrações financeiras consolidadas.
- ganhos e perdas de conversão do investimento líquido são registrados na demonstração de resultado abrangente, na linha de "variação cambial de investidas localizadas no exterior".
vi. Ágio
Do ponto de vista econômico, o gerenciamento de riscos procura otimizar a criação de valores no Banco e nas diferentes unidades de negócios. Para este fim, a gestão do capital, RORAC (retorno no risco ajustado do capital) e dados da criação de valores para cada unidade de negócio são gerados, analisados e enviados trimestralmente para o comitê de gerenciamento. Dentro da estrutura do processo interno de avaliação da adequação do capital (Acordo da Basileia II), o grupo utiliza um modelo de mensuração do capital econômico com o objetivo de afirmar que tem capital disponível suficiente para suportar todos os riscos da atividade em diferentes cenários econômicos, com os níveis de solvência acordado pelo Banco.
Para cada subsidiária, entidade sob controle conjunto e investimento em empresa não consolidada, o Banco Santander definiu a moeda funcional. Os ativos e passivos destas entidades com moeda funcional diferente ao Real são convertidos como segue:
O ágio registrado está sujeito ao teste de recuperabilidade, pelo menos uma vez por ano ou em menor período, no caso de alguma indicação de redução do valor recuperável do ativo.
A base utilizada para o teste de recuperabilidade é o valor em uso e, para este efeito, é estimado o fluxo de caixa para um período de 5 anos. O fluxo de caixa foi preparado considerando vários fatores, como: (i) projeções macroeconômicas de taxa de juros, inflação, taxa de câmbio e outras; (ii) comportamento e estimativas de crescimento do sistema financeiro nacional; (iii) aumento dos custos, retornos, sinergias e plano de investimentos; (iv) comportamento dos clientes; e (v) taxa de crescimento e ajustes aplicados aos fluxos em perpetuidade. A adoção dessas estimativas envolve a probabilidade de ocorrência de eventos futuros e a alteração de algum destes fatores poderia ter um resultado diferente. A estimativa do fluxo de caixa é baseada em avaliação preparada por empresa especializada independente, anualmente ou sempre que houver indícios de redução ao seu valor de recuperação, a qual é revisada e aprovada pela Diretoria Executiva.
"Subsidiárias" são definidas como entidades sobre as quais o banco tem o controle. O controle é baseado: i) poder sobre a investida; ii) exposição, ou direitos a retornos variáveis de seu envolvimento com a investida, e iii) capacidade de usar o seu poder sobre a investida para afetar a quantidade de retornos, conforme estabelecido na lei, estatutos ou contrato.
ii. Participações em joint ventures (entidades sob controle conjunto) e coligadas
iii. Fusões, aquisições e alienações de empresas
A nota 4, possui uma descrição das transações mais significativas ocorridas em 2016, 2015 e 2014.
iv. Fundos de Investimento
c) Definições e classificação dos instrumentos financeiros
i. Definições
As transações a seguir não são tratadas como instrumentos financeiros para fins contábeis: • Investimentos em subsidiárias, entidades controladas em conjunto e coligadas (nota 3&12). • Direitos e obrigações em virtude de planos de benefícios para funcionários (nota 23).
ii. Classificação dos ativos financeiros para fins de mensuração
Os ativos financeiros são incluídos, para fins de mensuração, em uma das seguintes categorias:
• Ativos financeiros para negociação (mensurados ao valor justo por meio do resultado): essa categoria inclui os ativos financeiros adquiridos para gerar lucro a curto prazo resultante da oscilação de seus preços e os derivativos financeiros não classificados como instrumentos de hedge .
“Instrumentos de patrimônio” é qualquer contrato que represente uma participação residual no ativo da entidade emissora depois de deduzida a totalidade de seu passivo.
“Derivativo financeiro” é o instrumento financeiro cujo valor muda em resposta às mudanças de uma variável de mercado observável (tais como taxa de juros, taxa de câmbio, preço dos instrumentos financeiros, índice de mercado ou rating de crédito), no qual o investimento inicial é muito baixo, em comparação com outros instrumentos financeiros com resposta similar às mudanças dos fatores de mercado, e geralmente é liquidado em data futura.
• Outros ativos financeiros ao valor justo no resultado: essa categoria inclui os ativos financeiros híbridos não mantidos para negociação e totalmente mensurados ao valor justo e os ativos financeiros não mantidos para negociação que são incluídos nessa categoria para obtenção de informações mais relevantes, seja para eliminar ou reduzir significativamente as inconsistências de reconhecimento ou mensuração (“divergências contábeis”) derivadas da mensuração de ativos ou passivos ou do reconhecimento dos ganhos ou das perdas com eles em bases diversas, seja porque há um grupo de ativos financeiros ou passivos financeiros ou ambos que é gerido e cujo desempenho é avaliado com base no valor justo, de acordo com uma estratégia documentada de gestão de risco ou de investimento, e as informações sobre o Banco são fornecidas aos profissionais-chave da Administração do Banco Uma combinação de negócios significa a união de duas ou mais entidades individuais ou unidades econômicas em uma única entidade ou grupo de entidades, contabilizada de acordo com o IFRS 3 - “Combinações de Negócios”.
“Instrumento financeiro” é qualquer contrato que dê origem a um ativo financeiro em uma entidade e simultaneamente a um passivo financeiro ou participação financeira em outra entidade.
Inclui os Fundos de Investimento nos quais o Banco e suas controladas possuem participação substancial ou a totalidade de suas cotas e sobre os quais o Banco está exposto, ou tem direito, a retornos variáveis e têm a capacidade de afetar esses retornos através do poder decisório, de acordo com o IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas, portanto são consolidadas nestas Demonstrações Financeiras Consolidadas.
• O Banco calcula o custo da combinação de negócios, definido como o valor justo dos ativos oferecidos, os passivos incorridos e os instrumentos de participação societária emitidos, se for o caso.
• O excedente do custo de aquisição sobre o valor justo do ativo líquido identificável adquirido é reconhecido como ágio (nota 14). O excedente do valor justo dos ativos líquidos identificáveis sobre os custos de aquisição é considerado como uma compra vantajosa e reconhecido no resultado na data de aquisição.
Joint ventures são participações em entidades que não são subsidiárias, mas que são controladas em conjunto por duas ou mais entidades não relacionadas. Isso se reflete em acordos contratuais nos quais duas ou mais entidades(“empreendedoras”) adquirem participações em entidades (“entidades sob controleconjunto”) ou possuem operações ou detêm ativos, de modo que as decisões financeiras e operacionais estratégicas que afetem a joint venture dependem da decisão unânime das empreendedoras.
Coligadas são entidades nas quais o Banco tem condições de exercer influência significativa (influência significativa é o poder de participar das decisões de politicas financeiras e operacionais da investida) mas não controla nem detém controle conjunto.
“Instrumentos financeiros híbridos” são contratos que incluem simultaneamente um contrato principal não derivativo e um derivativo, conhecido como derivativo embutido, que não pode ser transferido separadamente e tem o efeito de fazer com que parte dos fluxos de caixa do contrato híbrido varie de forma similar à de um derivativo isolado.
• Os valores justos dos ativos, passivos e passivos contingentes da entidade ou do negócio adquirido, incluindo os ativos intangíveis que não tenham sido reconhecidos pela entidade adquirida, são estimados na data de aquisição e reconhecidos no balanço patrimonial consolidado.
As combinações de negócios são efetuadas de modo que o Banco obtenha o controle de uma entidade e são reconhecidas contabilmente como segue:
Nas demonstrações financeiras consolidadas, as participações em entidades sob controle conjunto e os investimentos em coligadas são contabilizados pelo método da equivalência patrimonial, ou seja, a participação do Banco nos ativos líquidos da investida, levando em conta os dividendos recebidos das eliminações de capital e de outros derivados. No caso de operações com uma coligada, os resultados relacionados são eliminados de acordo com o investimento do Banco na coligada. Informações relevantes sobre as empresas contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial pelo Banco são fornecidas na nota 12.
Os ativos financeiros são classificados inicialmente nas diversas categorias utilizadas para fins de gestão e mensuração, salvo quando é obrigatória sua apresentação como “Ativos não correntes mantidos para venda” ou se forem referentes a “Disponibilidades e reservas no Banco Central do Brasil”, “Derivativos utilizados como hedge ” e “Investimentos em coligadas”, os quais são contabilizados separadamente.