• Nenhum resultado encontrado

Rev. esc. enferm. USP vol.15 número1

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Rev. esc. enferm. USP vol.15 número1"

Copied!
3
0
0

Texto

(1)

INTEGRAÇÃO DA DISCIPLINA ENFERMAGEM PEDIÁTRICA NO

CURRÍCULO DO CURSO DE GRADUAÇÃO DA ESCOLA DE

ENFERMAGEM DA USP *

Esther Moraes**

Dyrce Maria Rocha Martins*** Margare th Angelo ****

Tânia Regina Storto Moleiro *****

M O R A E S , E.; M A R T I N S , D . M . R.; A N G E L O , M . ; M O L E I R O , T. R. S. A integração da disciplina Enfermagem Pediátrica no currículo do Curso de Graduação da Escola de Enfermagem da USP. Rev. Esc. Enf. USP, São Paulo, 7 5 ( 1 ) : 6 9 - 7 1 , 1981.

As autoras apresentam a realidade do ensino de Enfermagem Pediátrica, na Escola de Enfermagem da USP, apresentando as diretrizes dos professores determinando o caráter da disciplina em diferentes períodos.

Oferecemos ao I Encontro Nacional de Educação em Enfermagem,

promo-vido pela Associação Brasileira de Educação em Enfermagem, a nossa realidade

de ensino de Enfermagem Pediátrica na Escola de Enfermagem da USP.

Propomos aos colegas docentes atenção para refletirem sobre as

implica-ções das diretrizes do professor no ensino da enfermagem.

0 sentido desta proposição é, expondo

a

nossa experiência para os

participan-tes deste encontro, criar um clima favorável

a

fim de encontrarmos um forte

ele-mento integrador para a assimilação de Enfermagem Pediátrica pelos estudantes.

Neste trabalho pretendemos focalizar as opiniões e sugestões das alunas e as

nossas crenças e tomadas de consciência que surgiram no período de 1969 a 1978.

Assim, apresentamos no quadro I os fatores que, temos consciência, influíram nas

programações da disciplina neste período.

As diretrizes centrais das docentes da diciplina em Enfermagem Pediátrica,

no período de 69 a 78, em relação ao ensino, foram:

— reconhecer onde estavam as maiores dificuldades para os alunos:

compreen-são e aceitação das manifestações da criança, dos pais e dos estudantes;

— identificar as unidades do programa com as: atribuições da função

assisten-cial da enfermeira em pediatria;

— organizar experiências e tarefas adequadas aos: fenômenos predominantes

num campo de prática de enfermagem, para estimular nos alunos a

CON-DUTA refletida.

* Trabalho apresentado n o I Encontro Nacional de Educação em Enfermagem promovido pela Associação Brasileira de Educação e m Enfermagem, de 27 a 30 de abril de 1979, e m São Paulo. ** Professor Assistente Doutor da disciplina Enfermagem Pediátrica da EEUSP.

*** Professor Assistente da disciplina Enfermagem Pediátrica da EEUSP. Mestre e m Enfermagem. * * * * Auxiliar de Ensino da Disciplina Enfermagem Pediátrica da EEUSP.

(2)

Concluindo, esclarecemos que o intuito de nossa apresentação não é buscar

um julgamento mas convidar os colegas a refletirem sobre as implicações no

en-sino de enfermagem, a partir do que o professor pensa.

Propomos, então, a seguinte indagação:

"Quando você ensina, qual a sua maior preocupação?" A nossa é tornar viva

a satisfação de viver.

QUADRO I

FATORES QUE DETERMINARAM O CARÁTER DA DISCIPLINA NO PERÍODO 69-78

Época Fatores

FATOR DESENCADEANTE

1967 e 1968 Levantamento entre as estudantes das DIFICULDADES encontradas no cuidado da criança, semana por semana ( 8 ) .

CRENÇAS DAS DOCENTES DA DISCIPLINA

— Que as estudantes não apresentavam dificuldade em compreender a patologia própria da criança.

— Que a CRIANÇA representava u m tema de estudo complexo para ser ENTEN-DIDO e ACEITO em todos o s seus aspectos.

— Que a programação deveria favorecer a associação entre teoria e prática. — Que os estudos de enfermagem pediátrica careciam de sistematização.

DIRETRIZ

1969 Programar EXPERIÊNCIAS DE CAMPO que refletissem dificuldades e cuja solução dependesse mais de MUDANÇAS de ATITUDE d o que de aquisição de c o -nhecimentos e habilidades. MORAES (1969).

FATOR DESENCADEANTE

1970 e 1971 Leitura da bibliografia americana sobre enfermagem pediátrica, especialmente pes-quisas.

Experiências das docentes na assistência de crianças hospitalizadas.

TOMADA DE CONSCIÊNCIA DAS DOCENTES

— Importância dos problemas psicológicos enfrentados pela criança e por seus familiares, resultantes da hospitalização.

— Possibilidade de dar OBJETIVIDADE às atividades das estudantes, graças aos parâmetros sobre manifestações de crianças, pais e enfermeira, aos métodos e abordagens encontrados na bibliografia.

DIRETRIZ

1972 Oferecer GUIAS de ESTUDO aos estudantes para CONDUZIR a observação, re-flexão, interpretação, decisão, interação e avaliação de enfermagem c o m OBJE-TIVIDADE.

Facilitar a orientação das professores nas atividades de campo MORAES (1972).

FATOR DESENCADEANTE

1973 Leitura de "Saúde e Sistemas" de CHAVES (1972). TOMADA DE CONSCIÊNCIA DAS DOCENTES

— A análise das unidades do Programa de Enfermagem Pediátrica mostrou ser ele não representativo d o sentido REAL DAS EXPERIÊNCIAS CENTRAIS DA DISCIPLINA.

— Dúvida quanto à validade d o programa d o ponto de vista de capacitar os estu-dantes para sua ADAPTAÇÃO PROFISSIONAL.

DIRETRIZ

1974 Necessidade de organizar as unidades em torno de ASSUNTOS REAIS DOMI-MINANTES DA DISCIPLINA — ATRIBUIÇÕES RELEVANTES DA ENFERMEIRA dentro da FUNÇÃO ASSISTENCIAL. MORAES (1974).

TOMADA DE CONSCIÊNCIA E DIRETRIZ

1974 a 1977 As EXPERIÊNCIAS centrais d o programa deveriam estar adequadas aos FENÔ-MENOS REAIS e PREDOMINANTES, existentes nos campos de prática. As TAREFAS deveriam integralizar o maior número possível de aspectos e

(3)

MORAES, E.; M A R T I N S ,D. M . R.; A N G E L O , M . ; MOLEIRO, T. R. S. The integraüon of Pediatric Nursing in basic course of Nursing School of São Paulo University. Rev. Esc. Enf. USP, São Paulo, 15(1) :69-71, 1981.

The authors describe the development of the teaching of Pediatric Nursing at the University of São Paulo, School of Nursing, as well as the teachers' beliefs which de-termined the system of teaching in diferent chronological periods.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MORAES, E. Programações de experiências de alunos em enfermagem pediátrica. Rev. Esc. Enf. USP, São Paulo, 3 ( 2 ) : 3-32, 1969.

MORAES, E. Guias de estudo de enfermagem pediátrica. Rev. Esc. Enf. USP, São Paulo, 6(1-2): 7-128, 1972. MORAES, E . Atividades discentes e docentes organizadas a partir das funções da enfermeira de pe

Referências

Documentos relacionados

Face a importância da participação do enfermeiro nos serviços de saúde, como em um programa de controle das doenças sexualmente transmissíveis, o presente trabalho tem por

Estudo preliminar sobre as deficiências na satisfação de necessidades psico-sociais bá- sicas percebidas pelos pacientes de hepatite infecciosa internados em Unidades de Isola-

Frances Stolie refere ser muito difícil definir a Enfermagem, cuja prática exige de quem a exerce, qualidades excepcionais, tais como a bondade, a compreensão, o calor humano,

2.2 — Condições de locomoção — Muitas vezes, na sala de operações, o paciente é solicitado para passar à mesa cirúrgica, assim como sentar-se para lhe ser administrada

Obedecendo o modelo integrado de organização o Ser- viço de Educação Continuada utiliza os resultados do trabalho de enfermagem na Unidade de Ensino e Pesquisa no treinamento

Não é difícil perceber as dificuldades que a enfermeira de reabilitação en- contra no seu dia-a-dia, mas é a perseverança, a união, o espírito de equipe, que nos impulsiona rumo

As principais sugestões para a melhoria desses problemas são referentes à ela- boração de atribuições, descentralização adquada de ações, previsão e provisão de recursos

Quando andava manti- nha os braços flexionados com as mãos na altura do abdome; raramente respondia às solicitações e quando o fazia era apenas um aceno de cabeça ou com