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5 C USTEIO PARA FINS GERENCIAIS OBJETIVOS

5.1   Custeio direto

5.1.3   Importância do custeio direto

Uma das vantagens do uso do sistema de custeio direto é a possibilidade da apuração da m de contribuição, informação importante para se conhecer a rentabilidade de cada produto.

 Não restam dúvidas de que o grande desafio do contabilista de custos está exatam atribuição correta dos custos indiretos aos produtos.

O custo de fabricação resulta da soma dos custos diretos com os custos indiretos. A atribui custos diretos aos produtos não causa embaraços, uma vez que podem ser facilmente ident em relação a cada produto fabricado.

O desafio, conforme comentado, está na alocação dos CIF, exatamente pelo fato de q independerem do volume de fabricação, são normalmente fixos e beneficiam a fabricação de t  produtos ao mesmo tempo. Por esse motivo, a sua atribuição aos produtos dependerá sem

adoção de critérios estimados ou arbitrados.

Sabe-se que grandes esforços partem do pessoal que cuida da área de custos nas em industriais, visando a diminuir o máximo possível o subjetivismo que sempre existe nas tom decisões para a escolha da melhor maneira de se alocar os CIF aos produtos.

A carga dos CIF atribuída a cada produto é influenciada pelo volume da produção e tamb  base de rateio escolhida.Menor margem de erro é alcançada no rateio dos custos indiretos aos produtos quando se

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custo departamental; e menor margem de erro ainda é alcançada quando o sistema de custeio for o ABC.

 No entanto, é preciso que os responsáveis pela área de produção mantenham-se sempre acompanhando e analisando os critérios adotados, pois um critério considerado ideal p  período nem sempre o será para o período seguinte.

Assim, ainda que se adote o custeio por atividades com ou sem departamentalização utilizados os controles internos mais rigorosos possíveis, nunca haverá uma forma perfe  propicie a atribuição dos CIF aos produtos sem que haja injustiça alguma.A substituição de um critério de rateio em uso por outro, poderá gerar custos u

completamente diferentes daqueles que vinham sendo professados anteriormente, repercut modo direto nas tomadas de decisões – quer em relação à atribuição de preços de venda, incrementação ou descontinuidade da fabricação deste ou daquele produto.

Além disso, o aumento no volume da produção provoca queda nos CIF por unidade, enq diminuição do volume de produção provoca aumento dos CIF por unidade.

Dessa forma, sempre que os interesses estiverem voltados para o conhecimento da rentab  proporcionada pelos produtos, o ideal será abandonar os dados contabilizados pelo sistcusteio por absorção, para aproveitar as informações extracontábeis obtidas pela aplica

sistema de custeio direto. Assim, os estudos deverão ser realizados com base na mar contribuição que cada produto pode oferecer para cobrir custos e despesas fixas, e não n unitário que é conhecido por meio do sistema de custeio por absorção.

Assim, conforme já dito, os custos a serem considerados para cada produto serão som variáveis (diretos), sendo os custos indiretos tratados com as despesas e de forma global.

Essa, sem dúvida, é a grande vantagem da adoção extracontábil do sistema de custeio direto Conforme já visto, é evidente que, no cálculo da margem de contribuição, além dos variáveis, devem ser consideradas também as despesas variáveis. Esse procedimento fundam no fato de que a finalidade da margem de contribuição é proporcionar à empresa o conhecim capacidade que cada produto tem para contribuir com a cobertura dos custos e despesas fix como com a formação do lucro.

Como o produto é fabricado para ser vendido, além dos gastos variáveis gerados com fabricação, também gerará gastos com a venda (comissões, fretes e seguros, impostos etc.),  pelo qual, para fins de cálculo da margem de contribuição, além dos custos variáve

consideradas também as despesas variáveis.

Pelo sistema de custeio direto, os custos indiretos são tratados com as despesas, não integ custo dos produtos fabricados.

Então, para conhecer a rentabilidade de cada produto, devem ser analisados os se elementos:

a)  Receita bruta da venda de produtos – corresponde ao montante auferido pela ve  produtos. Ao se fixar o preço de venda de um produto, deve-se esperar que seja suficie cobrir os custos de fabricação, as despesas fixas e variáveis da empresa e a margem de l evidente que as empresas industriais não produzem e vendem uma só unidade de um

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 produto. Durante o exercício social, são fabricados vários tipos de produtos e muitas u deles. É, portanto o somatório das receitas de cada unidade que deverá cobrir o cus despesas totais da empresa em cada exercício social. No entanto, ao atribuir o preço d  para cada unidade, a empresa deverá estar prevendo que a receita auferida pela venda unidade deverá ser suficiente para cobrir, conforme visto, não só os custos v necessários para a fabricação daquela unidade, mas também gerar um excedente finance  possa contribuir com a amortização dos custos fixos e das despesas fixas e variáveis,

contribuir com a formação do lucro.

b)  Custos variáveis – compreendem os custos com materiais, mão de obra e gastos g fabricação aplicados no processo de fabricação que podem ser facilmente identifica relação a cada produto fabricado. Os custos variáveis permanecem fixos em relação unidade fabricada, porém, o seu montante varia em função do volume (número de u fabricadas) da produção. Você já sabe que a empresa somente será onerada pelos variáveis se houver fabricação. Não havendo fabricação no período, não teremos também variáveis.

c)  Despesas variáveis – compreendem as despesas que são geradas em função da  produção e venda dos produtos. Essas despesas não existiriam se os produtos não  produzidos e vendidos. São exemplos: os tributos incidentes sobre as vendas, as co  pagas a vendedores, o material utilizado na embalagem, exceto aqueles oriundos da  produção, os fretes e seguros para entrega dos produtos etc.

d) Custos indiretos – compreendem os gastos necessários para a operacionalização da  produção. Esses custos possuem uma parte fixa e uma parte variável. A parte fixa é aqu

ocorrerá independentemente de haver ou não fabricação – como é o caso do alugu salários dos mensalistas etc. A parte variável é aquela gerada em decorrência da prod  por exemplo, a energia gasta nas máquinas e equipamentos de produção. Sempre  possível identificar o acréscimo dos custos fixos em função dos produtos fabricado

acréscimos deverão integrar o montante dos custos variáveis.

e)  Despesas fixas – compreendem os gastos incorridos com o consumo de bens e utilização de serviços nas áreas administrativa e comercial. Esses gastos se repetem mê e independem de haver ou não produção.

f)  Margem de contribuição unitária – corresponde à diferença entre a receita bruta d unitária diminuída dos custos e despesas variáveis também unitários.

g) Margem de lucro – compreende a parcela da receita bruta de vendas que deverá remu capital investido na empresa pelos proprietários. Essa parcela é exatamente a parte da  bruta de vendas que sobra depois de deduzidos os custos e as despesas totais.

 Na fixação do preço de venda, então, a empresa deverá ter como valores a serem recuper custos e as despesas reais, enquanto a margem de lucro estará sujeita às oscilações do mercad Se a empresa ao vender um produto não conseguir obter por ele um valor capaz de cobrir o e as despesas necessárias à sua fabricação e venda, o melhor será optar pela descontinuidade  produção. No entanto, a margem de lucro poderá oscilar conforme o próprio mercado.

O que as empresas industriais buscam sempre é produzir com o menor custo, com a m qualidade e a maior lucratividade possível.

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 evidente que, nas duas pontas – custo e preço de venda –, as decisões sempre esbarra fatos externos, especialmente em relação às flutuações do mercado (concorrência, inflação aquisitivo do consumidor etc.). No entanto, o estudo para se buscar o conhecimento dos p mais rentáveis deve ser feito continuamente.

Assim, quando se considera como custo para fins decisórios aquele apurado fora do sist custeio direto, pode-se incorrer em erros indesejáveis, resultantes da própria sistemá atribuição de custos indiretos derivada do sistema de custeio por absorção.

Menores riscos ocorrem quando se analisa a rentabilidade em função da capacidade q  produto tem para gerar recursos que sejam suficientes para cobrir custos e despesas fixas.

A adoção do custeio direto, ainda que extracontabilmente, favorece esses cálculos, ofe maior segurança para as tomadas de decisões.

Daí a grande importância da adoção do sistema de custeio direto e do conhecimento da mar contribuição proporcionada por produto.

5.1.4

 

Exemplo prático

Suponha os seguintes dados extraídos do controle interno e da contabilidade de custos empresa industrial relativos ao mês de outubro de X1:

• Receita bruta total auferida na venda dos produtos A e B: $ 20.000

• Custos diretos para fabricação de 500 unidades do produto A: $ 2.200

• Custos diretos para fabricação de 500 unidades do produto B: $ 5.400

• Custos fixos totais: $ 3.000

• Despesas fixas totais: $ 1.000

• Despesas variáveis geradas para venda do produto A: $ 200

• Despesas variáveis geradas para venda do produto B: 600 Outras informações:

• A empresa produziu e vendeu durante o mês de outubro de X1 500 unidades do prod 500 unidades do produto B. Embora com custos de fabricação diferentes, a empresa alcan mercado preço de venda de $ 20,00 por unidade, igual para ambos os produtos.

Considerando que, para fins gerenciais, a empresa adote o sistema de custeio direto, veja, a como serão apuradas as margens de contribuição para cada produto e uma breve análise rentabilidade de cada produto.

Despreza-se, portanto, o lucro líquido por unidade para adotar a margem de contribuição un Vejamos, inicialmente, qual o resultado líquido apurado pela empresa:

Receita Bruta de Vendas: 20.000

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(=) Lucro Líquido: 7.000

Suponha agora que a empresa quer saber qual foi o mais rentável entre os dois produtos fab e vendidos.

 Não se pode esquecer que o produto mais rentável para a empresa será sempre aqu apresentar a maior margem de contribuição por unidade.

Então, vamos primeiro calcular a margem de contribuição de cada produto. Acompanhe:  Produto A

• Receita Bruta de Vendas: 500 unidades × $ 20 = $ 10.000 (−) Custos Variáveis: (2.800)

(−) Despesas Variáveis: (200) (=) Margem de Contribuição: 7.000

MCU = $ 7.000/500 unidades = $ 14 por unidade

 Produto B

• Receita bruta: 500 × $ 20 = $ 10.000 (−) Custos Variáveis: (5.400)

(−) Despesas Variáveis: (400) (=) Margem de Contribuição: 4.000

MCU = $ 4.000/500 unidades = $ 8 por unidade.

Analisando as ocorrências, podemos concluir que:

a) os dois produtos geraram para a empresa receitas brutas idênticas no montante de $ 1 unitária de $ 20; e

b) o produto A é o mais rentável para a empresa, uma vez que o montante da receita que após cobrir os custos e as despesas variáveis, proporcionou para a empresa uma mar contribuição de $ 7.000, que contribuirá para cobrir despesas e custos fixos e ainda fo lucro, enquanto o produto B, embora tenha gerado receita idêntica, por ter seus custos maiores que o produto A, ofereceu uma margem de contribuição menor, igual a $ 4.000. Portanto, dentre os produtos fabricados pela empresa industrial em estudo, deve-se ince  produção em maior escala do produto A por ser o que oferece a maior margem de contr

unitária.

Observe que os custos fixos, por não poderem ser identificados facilmente em relação  produto, para evitar que a sua distribuição gerasse cargas de custos indevidas, não

considerados para fins de se conhecer a rentabilidade que cada produto oferece.

É importante esclarecer que, adotando tanto o sistema de custeio por absorção quanto o sis custeio direto, os resultados bruto e líquido da empresa não serão alterados. O que muda é so valor do custo unitário – informação imprescindível para as tomadas de decisões.

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Por fim, é importante salientar que as decisões tomadas com base nos lucros unitários a quando se adota o sistema de custeio por absorção podem não ser as mais corretas, dev subjetivismo que existe na alocação dos CIF aos produtos – motivo pelo qual, para fins ger deve-se desprezar o lucro líquido por unidade para adotar a margem de contribuição unitária.

 Nota

 Na solução do exemplo prático desta seção, dissemos que o produto A deverá fabricação incentivada por apresentar a maior margem de contribuição unitária. Entre  preciso considerar que a decisão sobre o incentivo ou a descontinuidade do proc

fabricação desse ou daquele produto não pode ser tomada com base somente na mar contribuição. É preciso que a decisão resulte da análise conjunta de vários fatores, c  própria margem de contribuição unitária e total; as reações do mercado (concorrê  procura do produto que se pretende incentivar ou descontinuar, custo dos insumos e limitações na capacidade de produção da empresa, o acréscimo no custo unitário total  produto decorrente da redistribuição dos custos fixos em função da paralisação da fab

de um ou mais produtos etc. Portanto, um produto que ofereça maior margem de contr unitária pode ser menos interessante que outro que ofereça uma MCU menor, considerados outros fatores na análise.