3.3 Práticas territoriais dos atores relevantes
3.3.1 Polícias militares
Neste ponto, é interessante discorrer sobre a distribuição territorial das forças policiais, dado que, conforme visto acima, é um dos fatores de uso do território que mais impacta a questão da segurança pública, uma vez que as polícias não podem estar em todos os locais, e os criminosos sempre buscarão atuar onde não houver policiamento, de acordo com a teoria que busca justificar a atuação criminosa a partir de uma análise racional de custo benefício (Rational
Desse modo, o planejamento de uso do território deve também contemplar os fatores referentes à segurança pública, dentre os quais a distribuição das forças policiais.
Como já dito acima, deu-se ênfase, no presente estudo, à distribuição das forças das polícias militares estaduais, já que compete a essas, através do patrulhamento ostensivo, impedir a ocorrência do delito, ou seja, a ação preventiva.
O efetivo das polícia militares (PM) que, conforme o art. 144, §5º da Constituição Federal, possui como missão realizar o policiamento efetivo e manter a ordem pública, é disposto de acordo com a população, ficando os Batalhões, ou seja, unidades de maior efetivo e com capacidade de reforçar ações em situações emergenciais, em cidades de mais populosas. Verifica-se, portanto, que as polícias militares, na sua gestão do território, utilizam-se da prática espacial denominada seletividade espacial, isto é, no processo de ocupação do território, as PM agem seletivamente, buscando ocupar locais que apresentam maior população, atributo julgado como de maior relevo pela corporação (CORRÊA, 1992).
Isso acarreta diretamente uma concentração do efetivo policial militar nas áreas litorâneas pois, como observado por Brandão et al. (2017), há uma grande concentração populacional próximo à costa brasileira.
A fim de permitir a visualização de tal afirmação, elaborou-se um mapa (Figura 22) representando os Batalhões de Polícia Militar dos estados estudados. Optou-se por representar os Batalhões pois eles são a unidade policial capaz de enviar reforços suficientes para fazer frente à ameaça representada pelas organizações criminosas de roubos a bancos, já que essas são fortemente armadas e extremamente violentas.
Figura 22 – Mapa dos Batalhões de Polícia Militar dos estados de PE, PB, RN e CE
Fontes: IBGE e polícias militares estaduais
Em cidades com menor população, existem tão somente os Destacamentos de Polícia Militar, isto é, unidades de efetivo extremamente reduzido e incapaz não só de enfrentar emergências, mas também de atuar reforçando qualquer outra unidade.
Como se verifica na Figura 22, à medida que se afasta do litoral, a distância entre cada um dos Batalhões vai aumentando claramente, bem como aumenta a área e o número de municípios submetidos à sua responsabilidade.
3.3.2 Polícias civis
Assim como as polícias militares, também as polícias civis empregam como principal prática espacial a seletividade, já que decidem sobre a forma de uso do território a partir de determinados critérios, instalando ou não unidades a partir de critérios de escolha julgados de interesse.
Contudo, dada a sua natureza de Polícia Judiciária, ou seja, aquela polícia com atribuição de investigar os possíveis crimes ocorridos com a finalidade de descobrir a verdade,
inocentando possíveis acusados sem fundamentos e identificando os autores para levá-los a responder perante o Poder Judiciário, sua distribuição busca acompanhar aquela do Poder Judiciário, ou seja, buscando seguir sua distribuição em comarcas, que é a região instrumental do exercício da Justiça, ou seja, “o território sob a jurisdição de um juiz ou de um grupo de juízes” (JUNIOR, 2005, p. 27).
Assim, os critérios de seleção estabelecidos pelas polícias civis são aqueles que se coadunam com os critérios de escolha do Poder Judiciário.
Desse modo e, segundo o mencionado autor, a criação de uma comarca e a consequente criação de uma circunscrição de Polícia Judiciária (parte do território de responsabilidade de uma delegacia de polícia) é delimitada segundo alguns fatores sociais, dentre os quais o número mínimo de habitantes, a receita tributária, o movimento forense, definidos em lei de organização judiciária.
Essa relação entre delegacias de polícia e comarcas chega até mesmo a ser prevista em lei, como é o caso de Minas Gerais, onde se estabelece um número de 291 fóruns, com um mínimo de 291 juízes e um mesmo número de delegacias de polícia (ibidem).
Essa presença de comarcas e delegacias reflete diretamente na capacidade de exercício de controle do Estado sobre o território (ibidem).
Neste ponto é interessante esclarecer a existência de uma relação dialética entre sociedade e território no processo de criação de comarcas e, por conseguinte, de delegacias, uma vez que os legisladores não congelam a existência de uma comarca criada, prevendo sua dissolução caso os quesitos sociais apontados nas leis de organização judiciária cessem, considerando-se, pois, nesse caso, o território como norma (ibidem).
A relação entre comarca e delegacia de polícia é estreita, uma vez que a atuação da Polícia Civil é peça fundamental para que o Poder Judiciário possa exercer a chamada Jurisdição Criminal, ou seja, julgar a existência ou não de crimes. Ou seja, a seleção de locais aptos a receber unidades de Polícia Judiciária Estadual acompanha a divisão do território em comarcas judiciais.
A fim de apresentar a distribuição no território, elaborou-se a Figura 23, na qual constam as divisões em comarcas dos estados que compõem o recorte geográfico da presente pesquisa.
Figura 23 – Divisão de comarcas judiciárias estaduais nos estados de PE, PB, RN e CE9
Fontes: <www.tj.ce.jus.br>, <www.tj.rn.jus.br>, <www.tj.pb.jus.br> e <www.tj.pe.jus.br>
Interessante observar que, como já dito anteriormente, a análise sobre o uso do território pelas forças policiais e sua relação com a ação dos criminosos será baseada, em especial, no estudo do posicionamento das polícias militares, já que são as ações dessa força policial que mais impactam no planejamento das organizações criminosas. Isso ocorre porque, pela própria natureza de seu trabalho, qual seja, a investigação criminal, o efetivo, mesmo de uma delegacia especializada de grande porte, raramente ultrapassa duas dezenas de policiais, enquanto um Batalhão de Polícia Militar possui várias centenas de homens.
Desse modo, a ação da Polícia Civil, embora relevante na repressão ao crime já ocorrido, tem pouco impacto no iter criminis, ou seja, no caminho do crime, na preparação e seleção de ações a serem realizadas pelas organizações criminosas.
Isso não quer dizer que sua ação é irrelevante no processo estudado. Ao contrário: como se demonstra adiante, quando analisarem-se as ações possíveis para o enfrentamento do
crime estudado, verificou-se a importância do trabalho não só da Polícia Civil, mas também da Polícia Federal, ou seja, das polícias judiciárias, para a repressão qualificada. No entanto, essa ação se dá muito mais pelo uso adequado da técnica do que pela presença física no território, ao contrário do policiamento ostensivo, que busca, através da melhor técnica, colocar-se no espaço geográfico de forma mais eficiente.
3.3.3 Polícia Federal
A Polícia Federal, assim como as polícias civis, é uma Polícia Judiciária, o que significa que tem como atribuição principal a identificação da autoria e da materialidade das infrações penais. Difere-se das demais em razão do sujeito passivo dos crimes que investiga: sua atribuição, no que interessa para este estudo, são os crimes contra bens, serviços e interesses da União, suas autarquias e empresas públicas. No caso de roubos a bancos, compete-lhe apurar delitos contra a Caixa Econômica Federal (CEF), empresa pública federal.
No entanto, não existe organização criminosa especializada em roubar uma única instituição financeira. Quem comete um assalto contra a CEF também assalta outros bancos. Desse modo, as informações e ações da Polícia Federal somam-se às das polícias civis no enfrentamento dos delitos em tela.
Quanto à sua topologia, à semelhança das polícias civis, também busca aproximação em relação às seções e subseções judiciárias federais, como são chamadas as comarcas na Justiça Federal, sem, contudo, haver previsão legal expressa, como ocorre em alguns casos nos estados.
Embora busque a já mencionada aproximação, a correspondência entre delegacias de Polícia Federal e unidades da Justiça Federal não é exata. A Lei nº 12.011/2009, conhecida como Lei da Interiorização da Justiça Federal, criou 230 Varas em cidades do interior de todo o Brasil. A Polícia Federal, com o seu orçamento, não foi capaz de acompanhar essa nova demanda, em especial porque a necessidade de material e pessoal de uma delegacia de Polícia Federal é, em muito, superior a de uma Vara Federal, pois é necessário para a unidade policial um efetivo significativamente maior do que o adequado para uma representação da Justiça Federal, além de mais meios como viaturas caracterizadas e descaracterizadas, equipamentos de informática e de investigação etc.
Desse modo, embora em sua origem houvesse esse acompanhamento entre Polícia Federal e a Justiça Federal desde a promulgação da mencionada lei, há delegacias de Polícia Federal responsáveis pelo atendimento de mais de uma seção ou subseção judiciária federal.
A fim de demonstrar a relação acima mencionada, elaborou-se as Figuras 24 e 25. Na Figura 24 pode-se verificar as seções e subseções da Justiça Federal nos estados do recorte geográfico estudado, enquanto na Figura 25 apresenta-se a topologia da Polícia Federal:
Figura 24 – Divisão da Justiça Federal nos estados de PE, PB, RN e CE10
Fonte: Sítio do TRF da 5ª Região
Figura 25 – Divisão territorial da Polícia Federal nos estados de PE, PB, RN e CE
Fonte: Polícia Federal
10 Figuras extraídas diretamente de sítio eletrônico. Sem rigor cartográfico. Universidade Federal do Rio Grande do Norte PPGeo
Verifica-se, pois, o anteriormente afirmado quanto à relação entre o uso do território pela Polícia Federal e pela Justiça Federal. Há, por exemplo, no Rio Grande do Norte, cinco unidades da Justiça Federal, enquanto há somente duas unidades da Polícia Federal: a Superintendência Regional (SR/DPF/RN), em Natal, e a Delegacia de Polícia Federal em Mossoró (DPF/MOS/RN). A situação se repete em todos os estados estudados, pois há em Pernambuco onze seções ou subseções judiciárias federais e somente três unidades da PF. No Ceará, são nove representações do judiciário federal para somente duas da Polícia Federal, enquanto na Paraíba existem oito seções ou subseções judiciárias federais e três delegacias da PF.
Vislumbra-se, pois, a pouca capilaridade que tanto as polícias civis quanto a Polícia Federal possuem. Todavia, em razão de suas atribuições constitucionais de investigação criminal e repressão aos delitos, é fundamental no enfrentamento do problema que ora se propõe adotar medidas que superem ou minimizem essa dificuldade. Mesmo o uso do território pelas polícias militares, organizações com maior efetivo e mais bem distribuídas no território, está longe do adequado. A busca pela superação dessas dificuldades é a própria razão de ser desta pesquisa, busca essa que partirá, então, das limitações das organizações policiais e de uma descrição detalhada da realidade que somente pode ser obtida através da Geografia para apontar caminhos que visem tornar mais eficiente o combate ao roubo de bancos, crime que tantos prejuízos causa à sociedade.
Porém, não é somente a distribuição territorial das forças policiais o único fator relacionado à gestão do território com fortes reflexos na segurança pública. O crime, como ação humana, é indissociável dos sistemas de objetos e das outras ações que constituem o sistema de ações, constituindo, pois, o espaço geográfico, como definido por Milton Santos (2006), esse mesmo espaço geográfico que tanto impacta na ocorrência do delito, como já visto anteriormente, e que pelo crime é impactado.
Passemos, pois, a analisar e detalhar a tipologia dos roubos a bancos nos estados sob análise.
3.3.4 Organizações criminosas
Como já dito anteriormente, uma das principais contribuições modernas à gestão policial é o fato da substituição do modelo de policiamento tradicional, baseado tão somente na distribuição aleatória dos recursos no território, por modelos de gestão mais modernos, baseados na análise de dados criminais, como os baseados na Criminologia do Ambiente, já
analisados anteriormente, em que as decisões são baseadas em profundos estudos das informações disponíveis, principalmente em uma tentativa de identificar padrões que auxiliem no emprego mais eficiente dos recursos escassos.
Desse modo, ao se deparar com um fenômeno criminoso a ser analisado, o gestor policial deve se perguntar se há padrões temporais, espaciais ou de atuação que auxiliem a sua tarefa. É a essa primeira fase da análise criminal que se dedica o presente tópico. Em outras palavras, deve-se buscar identificar a lógica das práticas espaciais dessas organizações criminosas.
Buscou-se expor, a partir de dados fornecidos pela Polícia Federal tendo como base os anos de 2014 e 2015 nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, os padrões temporais – se é que eles existem – de modo de atuação e espaciais das organizações criminosas que atuam naquelas unidades da federação.
Assim, explanou-se os dados referentes aos dias do mês, aos horários e aos meses em que há uma maior concentração das ocorrências estudadas, bem como quais são as formas de atuação mais comuns, além de se perquirir se há ou não um alto índice de reincidência.
Ademais, o estudo das ações de cada um dos atores é fator de suma relevância no estudo geográfico pois, como preconizado por Milton Santos, o objeto de estudo da Geografia é o espaço geográfico, considerado como o híbrido indissociável composto pelos sistemas de ações e de objetos enquanto totalidade.
Por óbvio, também se identificou em mapa as ocorrências estudadas, e utilizou-se, ainda que de forma inicial, estatísticas espaciais como forma de identificação de clusters, isto é, locais com maior incidência de roubos a bancos.
Contudo, deixou-se análise mais complexa, envolvendo mais de uma variável ou ator, para um momento seguinte na presente pesquisa.
Figura 26 – Distribuição das ocorrências de roubos a bancos ao longo do mês nos estados de PE, PB, RN e CE
Fonte: Polícia Federal
Verifica-se, pois, uma concentração de ocorrências ao longo dos primeiros e dos últimos dias do mês. Tal constatação vem ao encontro da posição, comum aos órgãos policiais, de que crimes contra instituições financeiras costumam ocorrer no início ou fim do mês, pois esses são períodos em que há um maior acúmulo de dinheiro nos bancos, devido a uma maior concentração de pagamentos.
Como se verifica na figura 27, há uma concentração de crimes nos períodos iniciais e finais do ano, com uma sensível redução nos meses maio até agosto de cerca de até 40%:
Figura 27 – Distribuição das ocorrências de roubos a bancos ao longo do ano nos estados de PE, PB, RN e CE
Fonte: Polícia Federal
36%
26% 38%
Distribuição dos Roubos a Bancos por dia do
Mês - Anos 2014 e 2015
6 a 15 16 a 24 25 a 5 ,00% 2,00% 4,00% 6,00% 8,00% 10,00% 12,00%JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
Percentual de Roubo a Bancos por
Mês - Anos 2014 e 2015
Segundo informações levantadas junto a fontes policiais ao longo desta pesquisa, tal concentração é atribuída, também, a uma maior circulação de moeda relacionada às festas de fim de ano, bem como em razão dos pagamentos referentes ao 13º salário dos empregados e aposentados. Na Figura 28 apresenta-se a distribuição dos roubos a bancos nos períodos do dia:
Figura 28 - Distribuição das ocorrências de roubos a bancos por período do dia
Fonte: Polícia Federal
Como esperado, há uma forte concentração de crimes no período da madrugada, ou seja, entre a meia-noite e as seis horas da manhã. Tal concentração é facilmente compreendida por ser um momento com menos circulação de pessoas e, por conseguinte, de forças policiais.
Isso ocorre porque o planejamento dos órgãos policiais privilegia uma maior concentração de efetivo nos locais e momentos de maior concentração de população, já que esses momentos apresentariam uma elevada possibilidade da ocorrência de delitos. Embora tal análise seja verdadeira para muitos crimes como furtos e roubos a pedestres, certos tipos de delitos, como o ora analisado, se beneficiam de uma redução no policiamento, já que costumam ser delitos de execução razoavelmente demorada.
Outro fator que também influencia tal concentração é o menor risco de detecção do deslocamento das organizações criminosas até o local do crime, graças à já mencionada menor circulação de pessoas e à maior escuridão.
Assim, no tocante ao aspecto temporal, pode-se afirmar que há uma maior concentração de roubos a bancos no período da madrugada e nos dias iniciais e finais do mês, mas também nos meses de outubro a março.
Apresenta-se, a seguir, na Figura 29, a distribuição espacial dos roubos a banco no recorte geográfico estudado.
53% 17%
14% 16%
Roubo a Bancos por Período do Dia
- Anos 2014 e 2015
De 0 hs até 6 hs De 7 hs até 12 hs De 12 hs até 19 hs De 19 hs até 0 hs
Figura 29 – Distribuição das ocorrências de roubos a bancos nos estados de PE, PB, RN e CE em 2014 e 2015
Fonte: Polícia Federal
Dado o grande número de ocorrências, a análise do mapa exposto na Figura 29 não é tarefa fácil, em especial na busca por padrões que auxiliem o trabalho policial. Tal dificuldade é bastante comum em análise criminal e, para superá-la, a principal ferramenta utilizada é a estatística espacial.
Através do uso dessa técnica é possível, de forma mais simples, a identificação de padrões espaciais que auxiliam sobremaneira o trabalho de gestão policial. Ao longo da presente pesquisa, por diversas vezes utilizou-se tal ferramenta. Contudo, reservou-se análises mais complexas multivariadas para momentos posteriores, quando se analisou, de forma conjunta, os impactos recíprocos de mais de um dos atores estudados, em especial a Polícia Militar e as organizações criminosas.
Neste momento, contudo, até mesmo para exemplificar o acima mencionado e permitir uma análise espacial da Figura 29, emprega-se uma das técnicas de estatística espacial denominada clusterização, como pode se verificar na Figura 30:
Figura 30 – Mapa de clusters de ocorrências de roubos a bancos nos estados de PE, PB, RN e CE em 2014 e
2015
Fonte: Polícia Federal
A criação de clusters tem como finalidade reunir em grupos aquelas ocorrências que mais se assemelharem entre si. Existem diversos algoritmos de clusterização, e que devem ser empregados conforme melhor se adequarem ao caso concreto.
Na Figura 30 empregou-se como variável a ser comparada a distância entre as ocorrências e utilizou-se o algoritmo mais adequado ao que se pretende, bem como a variável estudada, qual seja, a clusterização hierárquica através do vizinho mais próximo que, no caso concreto, apresentou os sete clusters que se vislumbra, facilitando sobremaneira a análise da distribuição espacial do roubo a bancos.
Clusterização (clustering, em inglês) é um método de aprendizagem não
supervisionada, isto é, não necessita, para o treinamento do modelo, de um conjunto de dados sobre os quais já se conhece o valor da variável alvo ou dependente, ou seja, aquela que se quer conhecer. Tem como objetivo agrupar os pontos, cada observação, a partir de suas
características, reunindo-os ou dividindo-os conforme essas características se assemelhem ou se diferenciem.
O exemplo acima, como já dito, organizou os clusters a partir de um divisão hierárquica, em uma abordagem bottom-up (de baixo para cima) a partir do vizinho mais próximo, também conhecida como single linkage, que constrói os clusters tendo como base o