VII PROCESSOS DE ORDEM SF
SF-1899/2014 ORLANDO CARLOS CANOAS GUIMARÃES
Trata o seguinte processo de denúncia apresentada pelo Engenheiro Eletricista Antonio Lima de Souza contra o Engenheiro Eletricista Orlando Carlos Canoas Guimarães, referente a laudo emitido por este profissional.
O denunciado foi oficiado e em sua defesa informa que “A Cold é uma indústria de Luminárias de LEDs, onde realizamos a venda de algumas luminárias para a iluminação de um trecho da pista de caminhada da Avenida Comendador Alfredo Maffei, onde terceirizamos os serviços para ELF – Comércio e Serviços Elétricos Ltda situada em São Carlos para a execução da obra de instalação de luminárias”, e também que “Com relação a parte técnica da Instalação o Sr. Antonio Carlos Marques responsável técnico pela obra, acompanhou e assegurou que todos os procedimentos normativos formas garantidos durante a instalação da iluminação”.
O processo foi pautado na Reunião nº 585 da CEEE, que decidiu Decisão CEEE/SP nº 290/2019 que DECIDIU: aprovar o parecer do Conselheiro vistor. VOTO 1. Por acatar a “Análise Preliminar de Denúncia”, que tem como interessado o Sr. Orlando Carlos Canoas Guimarães”, por indícios de falta ética com relação ao inciso “I” do Artigo “2⁰” e inciso “II” do Artigo 3⁰, ambos da Resolução 1.090/2017 do Confea, a demais leis e resoluções aplicáveis ao exercer atividades da Engenharia Elétrica, desde o ano 2004, sem os devidos pagamentos das anuidades, a este Conselho, em 2004 e 2005, ter, portanto, o seu registro cancelado neste Conselho em 2006 pelo Artigo 64 da Lei 5.194/66 e ter sido autuado em 2010 por
incidência (Fl. 44), notificado em abril de 2014 por reincidência (Fl. 44) e, neste processo, de novembro de 2014, por novamente reincidir contra o § Único do Artigo 64 da Lei 5.194/66, ao emitir “laudo técnico” de Engenharia Elétrica (de Fls. 16 a 19). Que sejam tomadas as providências para a remessa dos autos para a Comissão de Ética Profissional. 2. Que o processo ao retornar à UGI sejam também tomadas as
seguintes providências: 2.1. Notificar e autuar o Engenheiro Eletricista Orlando Carlos Canoas Guimarães por infração ao § Único do Artigo 64, por reincidência, da Lei 5.194/66; 2.2. Atualizar e enviar para vista desta Câmara Especializada de Engenharia Elétrica os autos do Processo SF-000057/2014 citado à Fl. 44; 2.3. Solicitar por Ofício ao CREA-GO os resultados das providências relativas ao Ofício n⁰ 7800/2014- UGISCARLOS, de 20/11/2014 que tem como referência a Empresa “Cold Led Light Indústria, Comércio e Serviços Ltda. e se delas não constar verificar a situação profissional do Sr. Orlando Carlos Canoas Guimarães, autodeclarado sócio e diretor daquela Empresa, se exerce ou não funções afetas à
Engenharia. 2.4.Em processo(s) próprio(s) apurar as atividades da Empresa DIRECTLIGHT INDÚSTRIA, COMÉRCIO DE PRODUTOS ELETRÔNICOS LUMINESENTES LTDA. – ME (Registro: n⁰ 0916423-SP) e do Engenheiro Eletricista Luis Fernando Bettio Galli (Registro n⁰ 5061771389-SP), inclusive, em ambos os casos diligenciar, entre outros contratos, notas fiscais e recibos ou comprovantes de recebimentos, aqueles constantes da ART 92221220141147375, de 11/09/2014.(Fl.10); 2.5. Em processo(s) próprio(s) apurar as atividades da Empresa ELF– COMÉRCIO E SERVÇOS ELÉTRICOS LTDA (Registro: n⁰ 1226578-SP) e do Engenheiro Eletricista Antônio Carlos Marques (Registro n⁰ 5060507544-SP), inclusive, em ambos os casos diligenciar, entre outros contratos, notas fiscais e recibos ou comprovantes de recebimentos, aqueles constantes da ART 92221220141143424, de 11/09/2014, em especial quanto à data de emissão e o valor do contrato informado de R$ 1.000,00 e tomar as devidas providências. (Fl. 11); 2.6.A partir do disposto nos autos, oficiar a Prefeitura do Municipal de São Carlos – SP, para orientá-la da importância e
estabelecimento de procedimentos para o atendimento dos artigos 68 e 69 da Lei 5.194/66, se realmente a empresa contratada para a execução dos serviços em tela foi a COLD LED LIGHT Indústria, Comércio e Serviços Ltda., sem obrigatório registro no Sistema Confea-CREA.
Em função da Decisão da Câmara a fiscalização procedeu conforme Informação de folha 102 e Despacho de folha 103, em resposta a Prefeitura de Descalvado se manifestou atrvés do ofíci nº 515/19/SMOP/Gab, de folhas 106 a 119.
ANTONIO CARLOS CATAI
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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem126
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O processo, foi então encaminhado a CEEE para “nova análise”. II – Dispositivos legais:
II.1 – Lei 5.194/66, que regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro-Agrônomo, e dá outras providências, da qual destacamos:
Art. 6º - Exerce ilegalmente a profissão de engenheiro, arquiteto ou engenheiro-agrônomo:
a) a pessoa física ou jurídica que realizar atos ou prestar serviços, públicos ou privados, reservados aos profissionais de que trata esta Lei e que não possua registro nos Conselhos Regionais:
b) o profissional que se incumbir de atividades estranhas às atribuições discriminadas em seu registro; c) o profissional que emprestar seu nome a pessoas, firmas, organizações ou empresas executoras de obras e serviços sem sua real participação nos trabalhos delas;
d) o profissional que, suspenso de seu exercício, continue em atividade;
e) a firma, organização ou sociedade que, na qualidade de pessoa jurídica, exercer atribuições reservadas aos profissionais da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, com infringência do disposto no parágrafo único do Art. 8º desta Lei.
Art. 45 - As Câmaras Especializadas são os órgãos dos Conselhos Regionais encarregados de julgar e decidir sobre os assuntos de fiscalização pertinentes às respectivas especializações profissionais e infrações do Código de Ética.
Art. 46 - São atribuições das Câmaras Especializadas:
a) julgar os casos de infração da presente Lei, no âmbito de sua competência profissional específica; (...)
Art. 77. São competentes para lavrar autos de infração das disposições a que se refere a presente lei, os funcionários designados para esse fim pelos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia nas respectivas Regiões.
II.2 – Resolução Nº 1008/04 do CONFEA, que dispõe sobre os procedimentos para instauração, instrução e julgamento dos processos de infração e aplicação de penalidades, da qual destacamos:
Art. 2º Os procedimentos para instauração do processo têm início no Crea em cuja jurisdição for verificada a infração, por meio dos seguintes instrumentos:
I – denúncia apresentada por pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado; II - denúncia apresentada por entidade de classe ou por instituição de ensino;
III - relatório de fiscalização; e
IV – iniciativa do Crea, quando constatados, por qualquer meio à sua disposição, indícios de infração à legislação profissional.
Parágrafo único. No caso dos indícios citados no inciso IV, o Crea deve verificá-los por meio de fiscalização ao local de ocorrência da pressuposta infração.
Art. 5º O relatório de fiscalização deve conter, pelo menos, as seguintes informações: I – data de emissão, nome completo, matrícula e assinatura do agente fiscal;
II – nome e endereço completos da pessoa física ou jurídica fiscalizada, incluindo, se possível, CPF ou CNPJ;
III - identificação da obra, serviço ou empreendimento, com informação sobre o nome e endereço do executor, descrição detalhada da atividade desenvolvida e dados necessários para sua caracterização, tais como fase, natureza e quantificação;
IV – nome completo, título profissional e número de registro no Crea do responsável técnico, quando for o caso;
V – identificação das Anotações de Responsabilidade Técnica – ARTs relativas às atividades desenvolvidas, se houver;
VI – informações acerca da participação efetiva do responsável técnico na execução da obra, serviço ou empreendimento, quando for o caso;
VII - descrição minuciosa dos fatos que configurem infração à legislação profissional; e
VIII – identificação do responsável pelas informações, incluindo nome completo e função exercida na obra, serviço ou empreendimento, se for o caso.
Parágrafo único. O agente fiscal deve recorrer ao banco de dados do Crea para complementar as informações do relatório de fiscalização.
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penalidade. (...)
§ 2º Em caso de dúvida na análise da situação apresentada, o relatório de fiscalização deverá ser submetido à câmara especializada relacionada à atividade desenvolvida que determinará, se cabível, a lavratura do auto de infração e a capitulação da infração e da penalidade.
II.3 – ANEXO DA RESOLUÇÃO Nº 1.004, DE 27 DE JUNHO DE 2003, da qual destacamos: CAPÍTULO III
DO INÍCIO DO PROCESSO
Art. 7º O processo será instaurado após ser protocolado pelo setor competente do Crea em cuja jurisdição ocorreu a infração, decorrente de denúncia formulada por escrito e apresentada por:
I – instituições de ensino que ministrem cursos nas áreas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea; II – qualquer cidadão, individual ou coletivamente, mediante requerimento fundamentado;
III – associações ou entidades de classe, representativas da sociedade ou de profissionais fiscalizados pelo Sistema Confea/Crea; ou
IV – pessoas jurídicas titulares de interesses individuais ou coletivos.
§ 1º O processo poderá iniciar-se a partir de relatório apresentado pelo setor de fiscalização do Crea, após a análise da câmara especializada da modalidade do profissional, desde que seja verificado indício da veracidade dos fatos.
§ 2º A denúncia somente será recebida quando contiver o nome, assinatura e endereço do denunciante, número do CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, se pessoa jurídica, CPF – Cadastro de Pessoas Físicas, número do RG – Registro Geral, se pessoa física, e estiver acompanhada de elementos ou indícios comprobatórios do fato alegado.
Art. 8º Caberá à câmara especializada da modalidade do denunciado proceder a análise preliminar da denúncia, no prazo máximo de trinta dias, encaminhando cópia ao denunciado, para conhecimento e informando-lhe da remessa do processo à Comissão de Ética Profissional.
Do exposto, e em atendimento ao despacho de fl. 621, recebemos por encaminhamento do presente processo a esta Câmara Especializada de Engenharia Elétrica, que em ato continuo o COORDENADOR DA CEEE SP solicita análise e manifestação.
Assim sendo, em exame minuncioso do processo, encontramos no histórico fatos relevantes também informados, e anteriormente foi o mesmo processo julgado o voto do VISTOR e aprovado o parecer do conselheiro vistor, pela câmara como transcrevo abaixo,
“ VOTO
1.Por acatar a “Análise Preliminar de Denúncia”, que tem como interessado o Sr. Orlando Carlos Canoas Guimarães”, por indícios de falta ética com relação ao inciso “I” do Artigo “2⁰” e inciso “II” do Artigo 3⁰, ambos da Resolução 1.090/2017 do Confea, a demais leis e resoluções aplicáveis ao exercer atividades da Engenharia Elétrica, desde o ano 2004, sem os devidos pagamentos das anuidades, a este Conselho, em 2004 e 2005, ter, portanto, o seu registro cancelado neste Conselho em 2006 pelo Artigo 64 da Lei 5.194/66 e ter sido autuado em 2010 por incidência (Fl. 44), notificado em abril de 2014 por reincidência (Fl. 44) e, neste processo, de novembro de 2014, por novamente reincidir contra o § Único do Artigo 64 da Lei 5.194/66, ao emitir “laudo técnico” de Engenharia Elétrica (de Fls. 16 a 19).
Que sejam tomadas as providências para a remessa dos autos para a Comissão de Ética Profissional. 2.Que o processo ao retornar à UGI sejam também tomadas as seguintes providências:
2.1.Notificar e autuar o Engenheiro Eletricista Orlando Carlos Canoas Guimarães por infração ao § Único do Artigo 64, por reincidência, da Lei 5.194/66;
2.2.Atualizar e enviar para vista desta Câmara Especializada de Engenharia Elétrica os autos do Processo SF-000057/2014 citado à Fl. 44;
2.3.Solicitar por Ofício ao CREA-GO os resultados das providências relativas ao Ofício n⁰ 7800/2014- UGISCARLOS, de 20/11/2014 que tem como referência a Empresa “Cold Led Light Indústria, Comércio e Serviços Ltda. e se delas não constar verificar a situação profissional do Sr. Orlando Carlos Canoas Guimarães, autodeclarado sócio e diretor daquela Empresa, se exerce ou não funções afetas à Engenharia. 2.4.Em processo(s) próprio(s) apurar as atividades da Empresa DIRECTLIGHT INDÚSTRIA, COMÉRCIO DE PRODUTOS ELETRÔNICOS LUMINESENTES LTDA. – ME (Registro: n⁰ 0916423-SP) e do
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casos diligenciar, entre outros contratos, notas fiscais e recibos ou comprovantes de recebimentos, aqueles constantes da ART 92221220141147375, de 11/09/2014.(Fl.10);
2.5.Em processo(s) próprio(s) apurar as atividades da Empresa ELF– COMÉRCIO E SERVÇOS ELÉTRICOS LTDA (Registro: n⁰ 1226578-SP) e do Engenheiro Eletricista Antônio Carlos Marques (Registro n⁰ 5060507544-SP), inclusive, em ambos os casos diligenciar, entre outros contratos, notas fiscais e recibos ou comprovantes de recebimentos, aqueles constantes da ART 92221220141143424, de 11/09/2014, em especial quanto à data de emissão e o valor do contrato informado de R$ 1.000,00 e tomar as devidas providências. (Fl. 11);
2.6.A partir do disposto nos autos, oficiar a Prefeitura do Municipal de São Carlos – SP, para orientá-la da importância e estabelecimento de procedimentos para o atendimento dos artigos 68 e 69 da Lei 5.194/66, se realmente a empresa contratada para a execução dos serviços em tela foi a COLD LED LIGHT Indústria, Comércio e Serviços Ltda., sem obrigatório registro no Sistema Confea-CREA.
Botucatu, 07 de abril de 2019. “
1.CONSIDERANDO, TANTO O HISTÓRICO COMO A DECISÃO DA CEEE SP, EM REUNIÃO
ORDINÁRIA 585 decisão 290/2019 em 16/05/2019 , como podemos OBSERVAR no voto do conselheiro vistor solicitando várias ações conforme itens do VOTO. “ 1 Por acatar a “Análise Preliminar de
Denúncia”, que tem como interessado o Sr. Orlando Carlos Canoas Guimarães”, por indícios de falta ética com relação ao inciso “I” do Artigo “2⁰” e inciso “II” do Artigo 3⁰, ambos da Resolução 1.090/2017 do Confea, a demais leis e resoluções aplicáveis ao exercer atividades da Engenharia Elétrica, desde o ano 2004, sem os devidos pagamentos das anuidades, a este Conselho, em 2004 e 2005, ter, portanto, o seu registro cancelado neste Conselho em 2006 pelo Artigo 64 da Lei 5.194/66 e ter sido autuado em 2010 por incidência (Fl. 44), notificado em abril de 2014 por reincidência (Fl. 44) e, neste processo, de novembro de 2014, por novamente reincidir contra o § Único do Artigo 64 da Lei 5.194/66, ao emitir “laudo técnico” de Engenharia Elétrica (de Fls. 16 a 19).
Que sejam tomadas as providências para a remessa dos autos para a Comissão de Ética Profissional “ 2.CONSIDERANDO TAMBÉM OS DEMAIS ITENS, DO VOTO DO CONSELHEIRO VISTOR, QUE NESTE MOMENTO SE DIZ RESPEITO A PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS,
“ A partir do disposto nos autos, oficiar a Prefeitura do Municipal de São Carlos – SP, para orientá-la da importância e estabelecimento de procedimentos para o atendimento dos artigos 68 e 69 da Lei 5.194/66, se realmente a empresa contratada para a execução dos serviços em tela foi a COLD LED LIGHT Indústria, Comércio e Serviços Ltda., sem obrigatório registro no Sistema Confea-CREA. “
COMO PODEMOS OBSERVAR NO PROCESSO FOI NO CARACTER DE ORIENTAÇÃO , e esta nos remeteu toda a documentação pertinente ao processo licitatório com a devida regulamentação interna de seu regimento, CONSIDERANDO QUE A UGI PROCEDEU CONFORME SOLICITADO PELA DECISÃO DA CEEE SP À EPOCA; .
Voto,
SEJA MANTIDO O DO VOTO DO VISTOR, NO TOCANTE AOS ITENS QUE AINDA ESTÃO PENDENTES, CONFORME DECISÃO DA CEEE-SP, DA REUNIÃO ORDINÁRIA Nº 585 decisão 290/2019 em 16/05/2019, E REMETER O PROCESSO PARA A COMISSÃO DE ÉTICA POR HAVER INDICIOS DE IRREGULARIDADE POR PARTE DO PROFISSIONAL ORLANDO CARLOS CANOAS GUIMARÃES,
QUANTO A PREFEITURA MUNICIPAL, DAR POR CONCLUIDO O PROCESSO, VISTO QUE A PREFEITURA SE MANIFESTOU ENVIANDO OS DOCUMENTOS CONSTANDO COMO CIENTE DO PROCESSO, POIS NOSSA MANIFESTAÇÃO FOI NO CARACTER ORIENTATIVO NADA MAIS.