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T ABELA 5.1.1 O QUE O P ROFESSOR E STAGIÁRIO B USCA ?

No documento DOUTORADO EM EDUCAÇÃO (CURRÍCULO) (páginas 109-112)

5 1 Módulo Situacional : Unidade Fase e CA-Busca O

T ABELA 5.1.1 O QUE O P ROFESSOR E STAGIÁRIO B USCA ?

Ação Técnico-Estratégica

e18 <<Ele não vai à escola>> P5 – Razões [1,1]

Interpretou-se a enunciação “e18” como uma Busca de Razões para o desenvolvimento do atendimento escolar ao aluno-paciente. Empreendeu-se essa busca nas razões enunciadas para o não atendimento escolar ao aluno naquele dia. A razão se dá em função da posição assumida pela escola de origem. Assim, para legitimação da ação, esta enunciação pauta-se em um elemento exterior à relação ali estabelecida.

No início da atuação na Escolar Hospitalar, essa atitude de trazer formas de entender as relações escolares por meio de atitudes de natureza objetiva é recursiva em outras enunciações. São itinerários prontos de resolução de problemas. Existe uma relação direta entre estudar e ir à escola, mesmo em uma realidade hospitalar em que o elemento comum é a ausência escolar.

Ou ainda,

e77 << Expressão numérica, disse que não lembrava. P2 >>

a enunciação “e77” fica também interpretada como Busca de Razões, uma vez que o significado do contexto da enunciação leva a atitudes objetivantes. Ou seja, o desenvolvimento da situação de ensino na aula hospitalar se dá pelo componente curricular enviado pela escola. Desses componentes foi retirado um que o aluno não sabe. Compreende-se, com isto, que a mobilidade do processo de ensino e de aprendizagem se dá pela falta.

Como o núcleo desse movimento está na lista de conteúdos a serem estudados, existe um distanciamento do processo de construção do conhecimento a partir do que o aluno já sabe. Quando, no decorrer da aula, é observado que a relação de ensino e aprendizagem não se estabelece, buscam-se razões no conjunto dos números negativos, como em:

ou seja, partiu-se de uma análise da situação pela falta e chegou-se também naquilo que não é sabido. A aproximação entre o que o professor sabe e o que o alunosabe, não se dá pelo contexto de ensino e sim por uma ação objetivante: o conteúdo de ensino legitima a fala.

Ação Normativa

e46 << Precisa fazer aquilo lá? P5 >> - Coordenação das Ações [2,1]

A presença do questionamento na “e46” é interpretada como Busca de Coordenação das Ações. A Busca agora contrasta-se com as posições assumidas anteriormente pelas razões objetivas, no sentido de que aqui põe-se à crítica a proposta do professor da escola de origem, enquanto lá um agente externo assume a condução das ações. Assim, nestes momentos de ação Normativa, confronta-se a norma. Entretanto, na proposta da atividade de ensino, reconstrói-se uma norma para esses primeiros encontros de atuação no hospital. Explicita-se: é deslocada para a relação aluno/família/contexto hospitalar a coordenação das ações. Como em:

<<e55 - Ele tem irmãs mais velhas, achamos que é muito paparicado, ainda mais

com a doença. P5>>.

Entendemos que a proximidade do acompanhante e da equipe hospitalar estabelece uma pré-concepção normativa que limita a ação escolar no sentido de busca de soluções para a crítica inicialmente estabelecida.

Ação Interpretativa

e420 << mas eu não consegui trabalhar direito com ele. P2 >> - Intenções [3,1]

O movimento de Busca da “e420” está interpretado como de compreensão da Intenção subjetiva da ação. Está posto no texto da transcrição que a situação de ensino desenvolveu-se com

<<coisas simples de transformação de volumes, e419>>.

Esta intencionalidade é significada como aquilo que é bom para todos, em função da necessidade de acomodar a situação do aluno à forma como a mãe conduz a relação com a escola. O momento de angústia pessoal vivido durante a enunciação é observado pela intervenção da coordenação, que assume a contextualização por meio de históricos de vida dos envolvidos (mãe, escola e aluno).

Ação Comunicativa

e60 << E agora, o que vai fazer? P8 >> - Consenso [4,1]

Interpretamos a enunciação “e60” como uma busca de Consenso. Ao propor a situação de ensino, encontra-se uma brecha para o aprendizado “do novo”. Um problema é proposto, no sentido de aproximar o que o professor sabe do que o aluno já sabe, desse modo tanto o aluno poderia responder como convencionalmente vinha fazendo, como também poderia acrescentar novos procedimentos, promovendo alteração do conhecimento que já estava estabelecido.

O movimento constante da “e60” é de crítica-reconstrutiva: parte de um questionamento a uma ação Técnico-Instrumental

e56 & e57 << Fui fazer as continhas como você disse, com os pauzinhos que ele

está acostumado. P8 >>,

depois reflete a reconstrução da ação

e58 << fez, depois disse para tirarmos os pauzinhos, não queria. P8>> e, por fim, reconstrói o conhecimento

e61 << Aí parou, me escutou e veja, fez . P8 >>

Ludicamente, o professor ficou com os pauzinhos, anteriormente utilizados no cálculo, transformados agora em pipa

e64 << Veja, essa é a pipa que desenhou, disse que adora desenhar. Deu para

mim. P8>>

Dissemos anteriormente que as demais interpretações para as significações das ações enunciativas na modulação Fase estão no Anexo II – CATEGORIA DE ANÁLISE

BUSCA. Com o rol de Temas elencados nesse anexo, construíram-se gráficos dos

ritmos das enunciações no percurso do tempo.

Esses gráficos têm na horizontal a seqüência das enunciações e, na vertical, os eixos de análise. Chamamos de (1) ao eixo de análise da ação Técnico- Instrumental, de (2) ao eixo de análise da ação Normativa, de (3) ao eixo de análise da ação Interpretativa e de (4) àquele da ação Comunicativa. A intervenção da coordenação está marcada, nos gráficos, pelo corte na seqüência das enunciações, como pode ser observado, entre outras, na enunciação (e11), do GRÁFICO 5.1 – TEMAS DO DIA 1.

No documento DOUTORADO EM EDUCAÇÃO (CURRÍCULO) (páginas 109-112)