Maria Inácia¹ Thiago Augusto Costa de Oliveira²
RESUMO
Este estudo teve por objetivo verificar os casos de bullying nas escolas e sugerir formas para combatê-lo. O método utilizado se trata de uma revisão bibliográfica através de artigos científicos. Os resultados obtidos tratam-se de que o bullying é um comportamento intimidador e agressivo, comum nas escolas, podendo seguir até a vida adulta caso não seja feito um tratamento e podendo acontecer muita coisa na vida dessa criança. Concluindo que é extremamente importante que família e escola andam juntas para educar e acompanhar as crianças, pois todos devem trabalhar juntos para o desenvolvimento integral dos mesmos, e não jogando a culpa de um no outro.
Palavras-chaves: Bullying, bullying na escola, violência escolar.
ABSTRACT
This study aimed to verify the cases of bullying in schools and suggest ways to combat it. The method used is not a literature review by scientific articles. The results, it is that bullying is an intimidating and aggressive behavior, common in schools may follow into adulthood if not made a treatment and can happen a lot in the life of that child.
Concluding that it is extremely important that family and school go together to educate and accompany the children, for all must work together for the integral development of the same, and not blaming of each other.
Keywords: Bullying, bullying at school, school violence.
(1) Graduanda em Educação Física (Licenciatura), Faculdades Network – Av. Ampélio Gazzetta, 2445, 13460-000, Nova Odessa, SP, Brasil (e-mail: [email protected]).
(2) Professor Mestre em Educação Física – Professor do curso de Educação Física, Faculdades Network – Av. Ampélio Gazzetta, 2445, 13460-000, Nova Odessa, SP, Brasil (e-mail: [email protected]).
Introdução
A prática do bullying se concentra na combinação entre a intimidação e a humilhação das pessoas, é uma forma de abuso psicológico, físico e social. Atualmente encontramos todas estas manifestações descritas acima nas escolas públicas ou privadas, rurais ou urbanas, envolvendo crianças e jovens que figuram como vítimas, agressores ou espectadores. Entre os efeitos sobre as vítimas podemos citar: depressão, ansiedade, estresse, dores não especificadas, perda de autoestima, problemas de relacionamento, abuso de drogas e álcool, entre outros. As vítimas são normalmente tímidas, fracas e frágeis, são incapazes de defender e de reagir. Geralmente são discriminadas por apresentarem algumas diferenças, como ser gorda, lenta, negra, deficiente física, alta, sotaque diferente, tirar boas notas e outras. Muitas transferem os maus tratos sofridos para outras pessoas mais fracas que elas (CHICOTE; MARTINS, 2009).
Essa forma de violência é difícil de ser identificada, uma vez que a vítima teme delatar os seus agressores, seja pela vergonha que irá passar diante dos demais amigos de classe, por medo de sofrer represálias, seja por acreditar que os professores ou seus próprios pais não lhe darão o devido crédito, e o fato de alguns professores acreditarem que tais agressões são apenas brincadeiras de crianças e que irão passar com o tempo, atitude essa que faz crescer mais ainda a violência nas escolas e banaliza o sofrimento da vítima (LEÃO, 2010).
O bullying é um ato que resulta em prejuízo, principalmente nas relações dessas crianças com outras pessoas, que tem como elo afetivo a escola e o contato com o grupo. Tal comportamento agressivo contribui para o aparecimento de dificuldades de concentração e a redução da capacidade de memorização. Quando não há intervenções eficazes contra o bullying, o espaço escolar torna-se totalmente corrompido, todas as crianças, são afetadas, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo.
Os alunos que sofrem bullying, dependendo de suas características individuais e dos meios em que vivem principalmente os familiares, poderão não ultrapassar os traumas sofridos na escola, poderão quando adultos apresentar sentimentos negativos, especialmente com baixa autoestima, tornando-se indivíduos com sérios problemas de relacionamento. Poderão adquirir, também, um comportamento hostil.
Para acabar com o bullying, os envolvidos tem que se manifestar e se informar, não pode ficar calados. As crianças podem sim pôr um fim a isso com a ajuda dos seus pais, professores e outros adultos, mas é preciso planejar, discutir, ter coragem e agir de maneira prática para lidar com o problema de forma eficiente.
Diante disto, o objetivo deste estudo foi verificar os casos de bullying nas escolas e qual a melhor forma de combatê-lo.
Revisão de literatura
ESTUDO SOBRE O FENÔMENO BULLYING E SUAS REPERCUSSÕES SÓCIO-EDUCACIONAIS.
Menezes e Branco (2009) realizaram um estudo com objetivo de tentar compreender o fenômeno bullying e verificar suas repercussões sócio educacionais.
Para elaboração deste artigo foi aplicada uma pesquisa bibliográfica. Os resultados mostram que o bullying é entendido como um processo que envolve todos os tipos de atitudes hostis, propositais e frequentes praticados a nível individual ou grupal sem uma motivação específica preconizada por uma relação de desigualdade entre agressores e
vítimas, resultando na intimidação magoa e angustia para aqueles que são alvos. Os pesquisadores concluem que o bullying é uma forma de violência oculta que chama atenção principalmente, pelo potencial de gerar consequências drásticas para suas vítimas, causando danos consideráveis ao psiquismo do indivíduo, trazendo prejuízos de ordem emocional e socioeducacional.
BULLYING NO AMBIENTE ESCOLAR.
No estudo de Ferreira e Tavares (2009) foi proposto a partir de observações informais do cotidiano e, também, de discussões intensas sobre o tema da agressividade e violência nas escolas como objetivo, conscientizar os pais, professores e demais profissionais da Educação sobre a importância da construção de ações preventivas, diagnósticas e de atuação à comportamentos de bullying nas escolas, transformando atitudes agressivas em companheirismo e solidariedade, respeito e amizade. A proposta foi de orientar os envolvidos quanto ao enfrentamento a esta violência, habilitando os agressores a uma convivência social sadia e segura. Os resultados apontam necessário que se estabeleça ações a serem desenvolvidas objetivando as ações do agressor e as consequências na vítima. Os autores sugerem que é importante, que os educadores e família, estejam atentos a qualquer sinal de ação agressiva, pois não há métodos diagnósticos prontos para se determinar o “bullyinista” é necessário que esteja todos cautelosos às crianças mais propensas a agredirem ou à comportamentos antissociais, a fim de se verificar qualquer prática de bullying.
BULLYING EM AMBIENTE ESCOLAR
Souza e Almeida (2011) estudam como ocorre o bullying em ambiente escolar.
Realizam uma revisão de literatura onde constatam que o bullying é um problema mundial e pode ocorrer em vários setores da atividade humana. Geralmente são verificadas duas formas de bullying: o praticado na escola e aquele praticado no ambiente de trabalho. Durante muito tempo, comportamentos como o de apelidar e/ou
“zoar” de alguém podem ter sido vistos como inofensivos ou naturais da infância e da relação entre as crianças e adolescentes na escola, mas é importante salientar que o bullying é um tipo de problema que se apresenta de forma diferente em cada situação.
Após análise dos dados os autores apontam que sua prevenção entre estudantes constitui-se em uma medida capaz de possibilitar o pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes, habilitando-os a uma convivência social sadia e segura.
BULLYING – A VIOLÊNCIA TOLERADA NA ESCOLA
O estudo de Ramos (2008) teve por objetivo refletir sobre a problemática do bullying nas escolas. Segundo o autor, esta expressão, de origem inglesa, define um tipo específico de violência que tem sido, de certa forma, tolerada pela comunidade escolar.
Qualquer pessoa que algum dia tenha frequentado uma escola, certamente já presenciou o fenômeno bullying. Para consolidar sua proposta de estudo, foi feito uma pesquisa junto aos alunos, através de um questionário. A análise dos dados permitiu concluir que nos relatórios finais escritos pelos alunos, vários assumiram sentirem-se inibidos diante dos demais, evitando por isso a oralidade, esquivando-se de apresentações de trabalho ou qualquer outro tipo de exposição nas aulas, com receio de serem vítimas de comentários depreciativos ou jocosos. Foi sugerido pelo autor que cabe ao professor,
nestas situações, estar atento a qualquer fato que impeça a manutenção de um clima amistoso na sala de aula, garantindo as condições de mais baixa ansiedade para o aluno.
O BULLYING ESCOLAR NO BRASIL: UMA REVISÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS.
Menegotto, Pasini e Levandowski (2013) realizaram uma pesquisa com o objetivo de destacar como o bullying se dá nas escolas do Brasil. Através de uma revisão de literatura foi possível apontar que o bullying é um fenômeno que se caracteriza por atos de violência física ou verbal, que ocorrem de forma repetitiva e intencional contra uma ou mais vítimas. No cenário brasileiro, foi, sobretudo, na década de 1990 que o bullying passou a ser discutido, mas foi, a partir de 2005, que o tema passou a ser objeto de discussão em artigos científicos. Os resultados destacaram a importância de preparar os professores, que, muitas vezes, não sabem identificar as situações de bullying nem lidar com elas. Além disso, os pesquisadores concluem que a escola como um todo precisa ser repensada, buscando praticar não somente os conteúdos mínimos das diretrizes curriculares, mas também um trabalho pautado na importância da constituição dos princípios de tolerância e de respeito.
VIOLÊNCIA NA ESCOLA: OS SINAIS DE BULLYING E O OLHAR NECESSÁRIO AOS SENTIMENTOS
O objetivo do artigo de Tognetta (2005) procurou relatar cenas de um cotidiano escolar onde a violência entre meninos e meninas tem nos estarrecido a cada dia.
Segundo o autor tal experiência nos faz compreender a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre a natureza humana, para então, pensar em propostas que nos auxiliem nas transformações das relações de violência explícita, as quais nossos meninos e meninas têm sido foco. Os achados mostram que explicações podem finalizar essa presente discussão e elucidar enfim a relevância dos sentimentos ao tratarmos da temática tão angustiante que é o bullying: meninos e meninas que se conhecem têm autoridade sobre si mesmos; têm condições de ter ao que aspirar. A conclusão sugere que se anteriormente afirmamos que uma virtude depende de uma disposição do sujeito, da aspiração por ser melhor, e, se queremos que nossos alunos e filhos vençam as situações de bullying, é preciso que lhes ajudemos a encontrar um novo “sentido para a vida”.
ESCOLA E BULLYING: A COMPREENSÃO DOS EDUCADORES Trevisol e Dresch (2011) fazem um estudo com objetivo de analisar a prática de bullying na escola a partir de dados coletados por meio de uma investigação realizada com profissionais de escolas públicas do município de Luzerna (SC). Para a coleta de dados, utilizou--se questionário e posterior análise do conteúdo das respostas. Como resultado foi verificado que os participantes possuem boa compreensão do assunto; as consequências do bullying atingem a todos os envolvidos, alterando a gravidade de acordo com a agressão ocorrida; os tipos de desrespeito mais frequentes são violência física e verbal; tanto a idade das vítimas como dos agressores ficou entre 11 a 15 anos;
confirma-se a relação de quem sofre bullying com a indisciplina e dificuldade de aprendizagem. Os autores concluíram que os envolvidos com as questões relacionadas ao bullying, vítimas, agressores e testemunhas terão consequências físicas e emocionais de curto e/ou longo prazo, o que pode causar dificuldades escolares, sociais e
emocionais. As crianças e adolescentes não são atacados de maneira igual, mas há uma relação direta com a frequência, duração e severidade dos atos de bullying. Os indivíduos que sofrem maus-tratos quando são crianças têm maior probabilidade de sofrerem depressão e baixa autoestima quando adultos. Da mesma maneira, quanto menos a criança for agredida, tanto maior será a predisposição de apresentar dificuldades associadas a comportamentos antissociais em adultos.
BULLYING – COMPORTAMENTO AGRESSIVO ENTRE ESTUDANTES
Neto (2005) teve por objetivo através deste estudo, alertar os pediatras sobre a alta prevalência da prática de bullying entre estudantes, conscientizando-os da importância de sua atuação na prevenção, diagnóstico e tratamento dos possíveis danos à saúde e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. Foram acessados bancos de dados bibliográficos. O comportamento agressivo entre estudantes é um problema universal, tradicionalmente admitido como natural e frequentemente ignorado ou não valorizado pelos adultos. Estudos realizados nas duas ̇últimas décadas demonstraram que a sua prática pode ter consequências negativas imediatas e tardias para todas as crianças e adolescentes direta ou indiretamente envolvidos. A adoção de programas preventivos continuados em escolas de educação infantil e de ensino fundamental tem demonstrado ser uma das medidas mais efetivas na prevenção do consumo de ·álcool e drogas e na redução da violência social. Concluiu-se que a prevenção do bullying entre estudantes constitui-se em uma necessária medida de saúde pública, capaz de possibilitar o pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes, habilitando-os a uma convivência social sadia e segura.
BULLYING E EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA:
CARACTERÍSTICAS, CASOS, CONSEQUÊNCIAS E ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO
Botelho e Souza (2007) realizaram um estudo com objetivo de discutir a problemática do bullying no âmbito escolar da educação física. Foi realizado um estudo exploratório que utilizou pesquisas bibliográficas. Os autores apontam que o bullying no âmbito escolar acontece em diversas escolas, diversos ambientes nas distintas idades da humanidade. Após analises dos resultados os pesquisadores concluíram que para que as estratégias de intervenção do bullying sejam eficazes, devem ser incluídos além dos próprios alunos, o corpo docente, funcionários da escola, familiares e a comunidade do entorno.
BULLYING NAS ESCOLAS
Os autores Santos e Santos (2005) investigaram na forma de encontros atender relações afetivas entre estudantes de séries diferentes; aproximação dos pais e da comunidade em busca de informações sobre o fenômeno e fortalecimento de ideais dos envolvidos com o projeto. A metodologia utilizada para o trabalho baseia-se numa pesquisa do tipo levantamento de dados, em busca de sublevar as determinações pré- concebidas sobre o tema para criar uma nova compreensão, de forma que no primeiro contato todos tiveram oportunidade de contar suas histórias contextualizando com o tema. Sob a forma de questionário de pesquisa, os resultados apresentaram que todos os alunos indiscutivelmente convivem cotidianamente com atos de bullying, o que
comprova a urgência do estudo desse assunto com eles. Pode-se dizer que palestras com professores e relatos de pessoas que sofreram bullying na escola colaboraram com a execução desse projeto, e está sendo importante para os alunos esse enriquecimento cultural que posteriormente chegará a toda a sociedade, tornando o mundo escolar mais justo e formando cidadãos com responsabilidade.
Atualmente o bullying é reconhecido como problema que vem de longas datas nas escolas, e com consequências sérias, tanto para vítimas, quanto para agressores.
Os estudos tiveram por objetivo tentar compreender o fenômeno bullying e verificar suas repercussões sócio educacionais e de discutir a problemática do bullying no âmbito escolar da educação física, como mencionam os autores Menezes e Branco (2009), Ramos (2008), Menegotto, Pasini e Levandowski (2013), Trevisol e Dresch (2011), Botelho e Souza (2007), Souza e Almeida (2011).
Já Ferreira e Tavares (2009), propuseram como objetivo, conscientizar os pais, professores e demais profissionais da Educação sobre a importância da construção de ações preventivas, diagnósticas e de atuação à comportamentos de bullying nas escolas.
Segundo Tognetta (2005), procurou relatar cenas de um cotidiano escolar onde a violência entre meninos e meninas tem nos estarrecido a cada dia.
Os estudos de Menezes e Branco (2009), Ferreira e Tavares (2009), Souza e Almeida (2011), Menegotto, Pasini e Levandowski (2013), Botelho e Souza (2007), Santos e Santos (2005), coletaram os dados através de uma pesquisa bibliográfica.
Já Ramos (2008) e Trevisol e Dresch (2011), para consolidar suas propostas de estudo, foi feito uma pesquisa junto aos alunos, através de um questionário.
Neto (2005) teve por objetivo através deste estudo, alertar os pediatras sobre a alta prevalência da prática de bullying entre estudantes.
Tognetta (2005) apresentou suas conclusões através de relatórios sobre o comportamento dos alunos com observações nas aulas e levantou questões para pensar em propostas que auxiliem nas transformações das relações de violência explícita, as quais os alunos sofrem.
Os autores Santos e Santos (2005) investigaram na forma de encontros atender relações afetivas entre estudantes de séries diferentes; aproximação dos pais e da comunidade em busca de informações sobre o fenômeno e fortalecimento de ideais dos envolvidos
Os resultados obtidos pelos autores Menezes e Branco (2009), Souza e Almeida (2011), Ramos (2008), Trevisol e Dresch (2011), Neto (2005), Santos e Santos (2005), mostram que o bullying é entendido como um processo que envolve todos os tipos de atitudes agressivas, propositais e frequentes praticados a nível individual ou grupal sem uma motivação específica preconizada por uma relação de desigualdade entre agressores e vítimas, resultando na intimidação magoa e angustia para aqueles que são alvos, além de além de contribuir para a produção, em larga escala, de cidadãos estressados, deprimidos, com baixa autoestima, baixa capacidade de auto aceitação e resistência a frustração, reduzida capacidade de autoafirmação e de auto expressão, além de outras sintomatologias como doenças psicossomáticas e psicopatologias graves.
Botelho e Souza (2007) apontam que o bullying no âmbito escolar acontece em diversas escolas, diversos ambientes nas distintas idades da humanidade e foi verificado que os participantes possuem boa compreensão do assunto.
Ferreira e Tavares (2009) revelaram que é necessário que estabeleça ações a serem desenvolvidas objetivando as ações do agressor e as consequências na vítima.
Já os autores Menegotto, Pasini e Levandowski (2013) destacam a importância de preparar os professores, que, muitas vezes, não sabem identificar as situações de bullying nem lidar com elas.
Para Tognetta (2005), cabe a comunidade educativa, discutir o que se pode fazer para transformar essas relações conflitantes tanto entre as pessoas como com nós mesmos.
Após análise dos dados os autores apontam que sua prevenção entre estudantes constitui-se em uma medida capaz de possibilitar o desenvolvimento de crianças e adolescentes, habilitando-os a uma convivência social sadia e segura.
Ramos (2008) sugere que cabe ao professor, em situações de bullying, estar atento a qualquer fato que impeça a manutenção de um clima amistoso na sala de aula, garantindo as condições de mais baixa ansiedade para o aluno.
Resumindo os autores sugerem que é de extrema importância que os educadores e família, estejam atentos a qualquer sinal de ação agressiva, pois não há métodos diagnósticos prontos para se determinar o bullying, é necessário que esteja todos cautelosos às crianças mais propensas a agredirem ou a comportamentos antissociais, a fim de se verificar qualquer prática de bullying. Além disso, os pesquisadores concluem ainda que a escola como um todo precisa ser repensada, buscando praticar não somente os conteúdos mínimos das diretrizes curriculares, mas também um trabalho pautado na importância da constituição dos princípios de tolerância e de respeito.
Objetivo
Investigar através de uma revisão de literatura a ocorrência do fenômeno bullying no âmbito escolar, verificando os efeitos que pode causar na vida da criança.
Método
Foi realizada uma pesquisa qualitativa concretizada através de uma revisão de literatura. Inicialmente o tema foi pesquisado em livros, dissertações e teses e posteriormente em base de dados e em periódicos. O método de análise dos textos e dos artigos foi influído pela literatura (NELSON; THOMAS, 2012; CERVO; BERVIAN, 2007), seguindo a ordem de literatura de reconhecimento, leitura crítica ou reflexiva e por fim a leitura interpretativa.
Resultados e conclusão
De acordo com as pesquisas, o Bullying é um ato caracterizado pela violência física e/ou psicológica de forma intencional e contínua, de um indivíduo ou grupos, sem nenhum motivo. Trata-se de um comportamento intimidador e agressivo, infelizmente comum nas escolas, podendo seguir até a vida adulta caso não seja feito um tratamento e podendo acontecer muita coisa na vida dessa criança. Ela pode encontrar bons exemplos capazes de fazê-la mudar, pode amadurecer e com o tempo observar que esse tipo de comportamento não é legal.
Os autores em suma apontam que, o bullying se trata de um problema muito complexo e de causas múltiplas, portanto, cada escola deve desenvolver sua própria estratégia para reduzi-lo. Sendo assim, A única maneira de se combater o bullying é através da cooperação de todos os envolvidos: professores, funcionários, alunos e principalmente os pais. As medidas tomadas pela escola para o controle do bullying
bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar e família da criança, contribuirão positivamente para a formação de costumes de não violência nas escolas e na sociedade.
Considerações finais
A análise de dados deste estudo mostrou que o bullying ocorre por meio de violência verbal, física e psicológica realizados diariamente e que continuavam por meses, gerando sentimentos diversos e opostos como, raiva, baixa autoestima, isolamento social, desanimo abandono e depressão.
A escola é um dos principais locais onde acontece o bullying, por isso é de extrema importância os professores estarem atentos e quando identificado, o primeiro passo é chamar os pais para comparecerem a escola, pois é importante conversar e revisar as regras de comportamento e os limites dentro de casa para que pais e professores possam entrar num consenso e encontrar a melhor forma de mudar a situação que a criança vive na escola e ajudá-la a reparar seu erro.
Nunca se deve fechar os olhos para o problema, a família precisa escutar e fazer uma parceria com a escola, buscar respostas pelo motivo deste comportamento a apoiar essa criança, pois ela precisa de ajuda. Claro que o autor do bullying deve receber uma punição pelos seus atos, mas também ele tem que receber apoio e respeito. Nenhuma família ou escola quer uma situação indesejável dessa, mas o bullying pode ser evitado tanto dentro de casa quanto na escola, com a capacitação de professores para a detecção precoce desse tipo de situação e possivelmente o diálogo com os pais.
O maior desafio se encontra em conscientizar à todos a incentivar nas crianças a criação de valores éticos e a capacidade psicológica para sentir o que sentiria caso estivesse sofrendo as agressões que ela mesma proporcionava ao outro, isso é primordial para a criança identificar o quão mal está fazendo à outras crianças. Sendo assim, é muito importante que família e escola devem andar juntas para educar e acompanhar as crianças, pois todos devem trabalhar juntos para o desenvolvimento integral dessas crianças e não jogando a culpa de um no outro. Para evitar que a criança se torne um agressor, é educá-lo, ensinar sempre a respeitar o outro, principalmente quando esse outro possui algum aspecto diferente, é importante dar esse exemplo à criança.
Ninguém jamais se deve calar diante deste problema, a sala de aula pode sim ser o melhor lugar do universo, pois é lá onde todos podem aprender a se divertir juntos, independentemente de suas diferenças.
Referências
BOTELHO, R.G.; SOUZA, J.M.C. Bullying e Educação Física na Escola:
Características, Casos, Consequências e Estratégias de Intervenção, Revista de Educação Física; v.139, p.58-70, 2007.
CHICOTE, I.P.M.; MARTINS, M.S.A. Bullying: O Pesadelo das Escolas, Nucleus, v.6, n.2, outubro 2009.