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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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As questões surgiram a partir desta observação que norteou inicialmente esta pesquisa: As manifestações de violência identificadas nos alunos da turma 603 constituíram bullying. Procuramos também refletir sobre a linguagem e seu impacto nas práticas sociais, focando na interação entre os alunos por meio de atividades e trabalhos em grupo.

Faces da violência escolar

Incivilidades – As microviolências no ambiente escolar

Por exemplo, desordem, insultos verbais, atitudes rudes, enfim, o que geralmente é caracterizado como “falta de respeito”. No que diz respeito à escola, por não cumprir as tarefas escolares, por não sentar no local designado pelo professor ou por se recusar a participar de determinada atividade, etc.

Bullying – Uma preocupante face da violência escolar

Não há dúvidas de que a interação entre os sujeitos é um elemento fundamental para a formação do indivíduo e, portanto, o equilíbrio entre as relações interpessoais no ambiente escolar será essencial para que possa ser oferecido aos alunos um ambiente que realmente promova a aprendizagem. Para ajudar no desenvolvimento do aluno, é importante que o professor conheça e entenda suas necessidades emocionais, dependendo do estágio de desenvolvimento em que se encontra.

A pesquisa-ação e a prática exploratória

Foi justamente a vontade de ouvir os alunos e conectar o trabalho nas aulas de língua materna com a realidade e necessidades da turma para melhorar a qualidade de vida na turma que norteou meu estudo e planejamento de leitura e escrita. atividades e uso da linguagem utilizada em sala de aula 603. Segundo os pesquisadores, “a qualidade de vida em sala de aula afeta diretamente a qualidade do afeto criado interacionalmente e, consequentemente, a qualidade do processo de construção coletiva da compreensão”.

O contexto da pesquisa

Assim, a escola torna-se o principal espaço de interação social disponível para os alunos conviverem com os colegas. Percebi que os alunos ficaram muito tranquilos e encararam a atividade como um jogo e tiveram a oportunidade de pensar como se relacionam entre si. Os alunos sugeriram mais palavras para acordar do que para dormir (25 vs. 17);

É interessante que os alunos que mais se envolveram em situações de conflito na turma não responderam diretamente a esta questão, enquanto os restantes participaram ativamente. Poderíamos ajudar conversando com os pais dos alunos para que eles fossem punidos e aprendessem que bullying não é brincadeira.” Os alunos não usaram mais palavrões uns com os outros nem gritaram nas aulas.

Pude perceber que os alunos ficaram felizes com o resultado e que gostaram muito do curta-metragem. Tem gente que nem respeita os professores e outras pessoas da escola. Eles terão respeito pelos alunos? Imaginei alunos apresentando histórias caracterizadas por confusão e normalmente terminando com agressão verbal ou física.

Gráfico 1 – Atividades para as quais os alunos dedicam mais tempo após o horário escolar
Gráfico 1 – Atividades para as quais os alunos dedicam mais tempo após o horário escolar

A construção do material da pesquisa e procedimentos de análise

Os sujeitos da pesquisa: conhecendo a professora de Português e os

Procurei esclarecer se houve ou não convivência anterior entre os alunos, perguntando-lhes individualmente qual escola haviam estudado no ano anterior. Ao final de cada dia, o coordenador consultava os professores e confirmava se os alunos haviam concluído a tarefa. Neste ponto, os alunos já não estavam tão concentrados e a turma estava inquieta.

Duas semanas após a prova, os alunos fizeram a prova final, novamente sobre o tema bullying. Porém, ao manter o trabalho limitado aos momentos da sala de aula de português, não houve uma transformação efetiva que se refletisse em todos os espaços em que os alunos interagiam. Aprofundámos esta discussão e pedi aos alunos que descrevessem situações em que consideram que os apelidos podem ser entendidos como uma piada e situações em que podem ser ofensivos.

Pude observar que pelo menos naquele momento os alunos entenderam o que seria a incivilidade praticada no desenho e quais seriam as consequências no ambiente escolar. Porém, os alunos enfatizaram que as atitudes dos personagens dos desenhos eram egoístas e prejudicavam os amigos. Ao conversar com os alunos no ano seguinte, constatei que nenhum trabalho estava sendo desenvolvido especificamente com o objetivo de melhorar o relacionamento interpessoal ou combater o bullying.

Primeiros passos no enfrentamento do problema – reflexão,

Repensando as ações a partir das primeiras análises

Investindo na afetividade

Para a realização da atividade, os alunos foram orientados a permanecerem completamente silenciosos, muito atentos e sem interação com os colegas, pois ninguém conseguia ver a reação um do outro. Porém, o outro aluno vítima de bullying foi citado sete vezes como o colega de que os alunos menos gostavam, nove vezes como o mais perturbador da aula e cinco vezes como o mais chato. Ao mesmo tempo, os alunos tiveram a oportunidade de contar um pouco sobre si mesmos respondendo a perguntas sobre nome, família e local onde moravam.

Os alunos confeccionaram acrósticos nos quais deveriam colocar adjetivos por eles escolhidos para se caracterizarem e que posteriormente seriam colocados na primeira página do caderno. Ao final dos trinta dias, após todos os alunos terem a oportunidade de fazer o link e a turma concluir a tarefa, os alunos receberiam como prêmio uma viagem.

Figura 3 – Dinâmica “A hora da amizade”, parte 1
Figura 3 – Dinâmica “A hora da amizade”, parte 1

Grandes obstáculos no processo – dificuldades na execução das

O projeto, que envolveria todos os alunos e professores da turma e que pretendíamos ampliar para envolver toda a escola, não foi implementado. Antes de fazer a prova, desenhei o cartaz na lousa para que os alunos pudessem ler os gráficos e demais informações apresentadas em conjunto e sob minha orientação. As frases negativas foram elaboradas a partir de palavras e expressões que os alunos identificaram nos cartões como potencialmente ofensivas na atividade realizada no ano anterior.

Apesar de perguntarem por que normalmente não intervinham, os alunos eram tímidos e não sabiam explicar. Na despedida, os alunos leram as duas palavras para os colegas e colaram os corações que escreveram em um cartaz com o título “Só no meu coração cabe…”. Individualmente ou em duplas, os alunos deverão criar diálogos nos quais os personagens criados na atividade anterior se comportassem de forma que provocasse reações que pudessem causar conflitos no ambiente escolar, dependendo das características a eles atribuídas.

Tabela 6 - Comportamento que mais causa conflito na sala de aula, segundo os alunos Segundo o Total Alunos que conversam o tempo todo e atrapalham a aula. É muito importante quando alguém quer ouvir o que sentimos” - O que disseram os alunos nas entrevistas. O desenvolvimento de atividades que visam a melhoria da qualidade de vida no ambiente escolar pressupõe, portanto, o estabelecimento de vínculos afetivos com e entre os alunos.

Figura 10 – Atividades a partir do poema Receita de espantar a tristeza
Figura 10 – Atividades a partir do poema Receita de espantar a tristeza

Planejamento a partir do novo contexto

O reencontro

Oficina 1

Como percebi que a maioria dos alunos era tímida, comecei com uma dinâmica criada com dados da atividade “Palavras que abraçam X Palavras que machucam”. Na ocasião, os alunos registravam em uma folha palavras que gostavam e, em outra, palavras que consideravam ofensivas ou desagradáveis ​​de ouvir. Quando a bomba “explodia” em sua mão, o aluno tinha que abri-la e tirar uma frase, que poderia ser lida em voz alta ou não, e dizer se as palavras daquela frase eram palavras que “abraça” ou.

Em seguida, o aluno deverá colar a frase em um dos cartazes disponíveis, escolhendo conforme o título: “Palavras que abraçam” ou “Palavras que machucam”. Rapidamente conversamos sobre as possibilidades de advérbios que apresentam dimensão ou valor afetivo, dependendo do contexto, e os alunos dividiram as palavras que escrevi no quadro em palavras abraçáveis ​​e palavras ofensivas.

Figura 23 – Dinâmica Palavras que abraçam e palavras que machucam
Figura 23 – Dinâmica Palavras que abraçam e palavras que machucam

Oficina 2

Nesta dinâmica pudemos falar um pouco mais sobre o isolamento e a exclusão como forma de bullying, e também sobre o cyberbullying, que os alunos explicaram como o bullying que acontece online através de insultos nas redes sociais e da criação de perfis falsos. O que me chamou a atenção foi a forma como os alunos rotulavam Cyril, o único negro da turma, e falavam dele como se fosse inferior às outras crianças. Como todos os alunos conheciam a série “Todo mundo odeia o Chris”, aproveitei para relembrar a sinopse e refletir sobre o bullying que o personagem principal sofreu na escola.

Os alunos identificaram facilmente Chris como a vítima, o personagem Caruso como o agressor e os colegas como testemunhas, incluindo o melhor amigo de Chris, chamado Greg. A atividade demorou muito, pois havia muitos alunos participando e, talvez por isso, depois de um tempo os alunos aparentemente perderam o interesse pela atividade, com muitas distrações.

Figura 29 – Dinâmica Leitura de Imagens
Figura 29 – Dinâmica Leitura de Imagens

Oficina 3

A oficina teve que ser interrompida para liberar espaço para aperfeiçoamento de todos os professores, e os alunos levaram para casa uma última atividade, na qual tiveram que registrar individualmente 05 atitudes que acreditam poder atrapalhar o bom relacionamento no ambiente escolar, e 05 posicionamentos . o que pode ajudar a promover um ambiente de sala de aula mais harmonioso. Como atitudes positivas, os estudantes apontaram: gentileza/educação, falar baixo, respeito aos professores, não intimidação e silêncio. Se tomarmos alguns exemplos em que os alunos relataram conflitos que teriam sido resolvidos em aula, entre os envolvidos, foi possível observar que as críticas e os insultos foram seguidos do reconhecimento do erro cometido ou de um pedido de desculpas.

Mais uma vez pudemos perceber que os alunos têm consciência da importância da resolução de conflitos por meio do diálogo, mesmo que nem sempre consigam agir dessa forma nas situações que vivenciam na escola. Os alunos que queriam ler suas histórias para a turma. A turma foi então dividida em grupos de 4 a 6 alunos para que pudessem reler as histórias e escolher uma para encenar.

Figura 34 – Compilação de fotografias das apresentações dos alunos
Figura 34 – Compilação de fotografias das apresentações dos alunos

Oficina 5

Tem algum aluno que você acha que sofre mais que os outros, que é mais oprimido, que não consegue se defender. Luiza, você acha que o problema de relacionamento interpessoal e bullying na sua turma melhorou ou piorou do ano passado para este ano? Você acha que tem aluno que sofre mais com isso, tem aluno que é mais perseguido em sala de aula.

Você acha que o comportamento em sua sala de aula melhorou em relação ao ano passado, piorou ou é o mesmo? Você acha que ajuda falar sobre problemas de relacionamento na sala, falar sobre essas coisas. Você acha que as pessoas reagem? Por exemplo, se alguém jogar uma bola de papel em você, você geralmente reagirá.

Você acha que as conversas que tivemos no ano passado ajudaram algum aluno?

Figura 35 – Texto Construindo Pontes
Figura 35 – Texto Construindo Pontes

Imagem

Gráfico 1 – Atividades para as quais os alunos dedicam mais tempo após o horário escolar
Gráfico 3 – Escolas em que os alunos estudaram no ano de 2015
Figura 2 – Fábula O leão e o ratinho
Figura 3 – Dinâmica “A hora da amizade”, parte 1
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Referências

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