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Braz. j. . vol.83 número5

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Academic year: 2018

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(1)

www.bjorl.org

Brazilian

Journal

of

OTORHINOLARYNGOLOGY

ARTIGO

ORIGINAL

Hearing

handicap

in

patients

with

chronic

kidney

disease:

a

study

of

the

different

classifications

of

the

degree

of

hearing

loss

Klinger

Vagner

Teixeira

da

Costa

a,∗

,

Sonia

Maria

Soares

Ferreira

a

e

Pedro

de

Lemos

Menezes

a,b

aHospitalVida,CentroUniversitárioCesmac,ProgramadePós-Graduac¸ão,Maceió,AL,Brasil bUniversidadeEstadualdeCiênciasdaSaúdedeAlagoas,Maceió,AL,Brasil

Recebidoem17dejunhode2016;aceitoem7deagostode2016 DisponívelnaInternetem10dejunhode2017

KEYWORDS Chronickidney disease; Hearingloss; Audiometry

Abstract

Introduction:Theassociationbetween hearinglossandchronickidney disease and hemodi-alysishasbeenwelldocumented.However,theclassificationusedforthedegreeoflossmay underestimatetheactualdiagnosisduetospecificcharacteristicsrelated tothemost affec-tedauditoryfrequencies.Furthermore,correlationsofhearinglossandhemodialysistimewith hearinghandicapremainunknowninthispopulation.

Objective:To compare the results of Lloyd’s and Kaplan’s and The Bureau Internacional d’Audiophonologieclassificationsinchronickidneydiseasepatients,andtocorrelatethe ave-ragescalculatedbytheirformulaswithhemodialysistimeandthehearinghandicap.

Methods:This isan analytical, observationaland cross-sectional study with 80 patients on hemodialysis.Tympanometry,speechaudiometry,puretoneaudiometryandinterviewof pati-entswith hearinglossthrough HearingHandicapInventoryforAdults. Caseswere classified accordingtothedegreeofloss.Thecorrelationsoftoneaverageswithhemodialysistimeand thetotalscoresofHearingHandicapInventoryforAdultsanditsdomainswereverified.

Results:86 ears(53.75%) hadhearingloss inatleastoneofthetonal averagesin48 pati-ents who responded to Hearing Handicap Inventory for Adults. The Bureau Internacional d’Audiophonologieclassificationidentifiedagreaternumberofcases(n=52)withsomedegree ofdisabilitycomparedtoLloydandKaplan(n=16).Inthegroupwithhemodialysistimeofat least2years,therewasweakbutstatisticallysignificantcorrelationofTheBureau Internaci-onald’Audiophonologieclassificationaveragewithhemodialysistime(r=0.363).Therewere moderatecorrelations ofaverageThe BureauInternacionald’Audiophonologie classification (r=0.510)and tritone 2(r=0.470)with the total scoresof HearingHandicapInventory for Adultsandwithitssocialdomain.

DOIserefereaoartigo:http://dx.doi.org/10.1016/j.bjorl.2016.08.008

Comocitaresteartigo:CostaKV,FerreiraSM,MenezesPL.Hearinghandicapinpatientswithchronickidneydisease:astudyofthe differentclassificationsofthedegreeofhearingloss.BrazJOtorhinolaryngol.2017;83:580---4.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](K.V.Costa).

ArevisãoporparesédaresponsabilidadedaAssociac¸ãoBrasileiradeOtorrinolaringologiaeCirurgiaCérvico-Facial.

(2)

Conclusion: TheBureauInternacionald’Audiophonologieclassificationseemstobemore appro-priatethanLloyd’sandKaplan’sforuseinthispopulation;itsaverageshowedcorrelationswith hearinglossinpatients withhemodialysistime≥2yearsanditexhibitedmoderatelevelsof correlationwiththetotalscoreofHearingHandicapInventoryforAdultsanditssocialdomain (r=0.557andr=0.512).

© 2016 Associac¸˜ao Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C´ervico-Facial. Published by Elsevier Editora Ltda. This is an open access article under the CC BY license (http://

creativecommons.org/licenses/by/4.0/).

PALAVRAS-CHAVE Doenc¸arenalcrônica; Perdaauditiva; Audiometria

OHandicapauditivoempacientescomdoenc¸arenalcrônica:umestudo dasdiferentesclassificac¸õesdograudaperdaauditiva

Resumo

Introduc¸ão: Aassociac¸ãoentreperdaauditivaedoenc¸arenalcrônicaehemodiálisetemsido bemdocumentada.Porém,aclassificac¸ãousadaparaograudaperdapodesubestimaroreal diagnósticodevidoacaracterísticasespecíficasemrelac¸ãoàsfrequênciasauditivasmais aco-metidas.Alémdisso,correlac¸õesdaperdaauditivaedotempodehemodiálisecomohandicap auditivopermanecemdesconhecidasnessapopulac¸ão.

Objetivo: Compararosresultadosdasclassificac¸õesdeLloydeKaplanedoBureauInternacional d’Audiophonologieempacientescomdoenc¸arenalcrônicaecorrelacionarasmédiascalculadas porsuasfórmulascomotempodehemodiáliseecomohandicapauditivo.

Método: Estudoanalítico,observacionaletransversalcom80pacientesemhemodiálise.Todos ospacientesforamsubmetidosatimpanometria,logoaudiometria,audiometriatonallimiare ospacientescomperdaauditivaforamentrevistadosatravésdoHearingHandicapInventory forAdults.Aclassificac¸ãodoscasosfoifeitadeacordocomograudaperda.Foramverificadas ascorrelac¸õesdasmédiastonaiscomotempodehemodiáliseecomaspontuac¸õestotaisdo

HearingHandicapInventoryforAdultseseusdomínios.

Resultados: Em 48 pacientes que responderam ao Hearing Handicap Inventory for Adults, 86 orelhas (53,75%)apresentaram perdaauditiva em pelomenos uma dasmédias tonais.A classificac¸ão doBureau Internacionald’Audiophonologie identificoumaiornúmero decasos (n=52) que apresentavam algum grau de deficiência do que a classificac¸ão de Lloyd e Kaplan(n=16).Nogrupocomtempodehemodiáliseapartirdedoisanos,houvecorrelac¸ão fraca, masestatisticamentesignificante,damédia daclassificac¸ão doBureau Internacional d’Audiophonologiecomotempodehemodiálise(r=0,363).Houvecorrelac¸õesmoderadasdas médias da classificac¸ão do Bureau Internacional d’Audiophonologie (r=0,510) e tritonal 2 (r=0,470)compontuac¸õestotaisdoHearingHandicapInventoryforAdultsecomseudomínio social.

Conclusão:A classificac¸ão do Bureau Internacional d’Audiophonologie mostra-se mais ade-quada doqueadeLloyd eKaplannessapopulac¸ão,suamédiaapresentou correlac¸ões com perdasauditivasempacientescomtempo dehemodiálise≥2anosemanteveníveis mode-radosdecorrelac¸ão comapontuac¸ão totaldoHearingHandicap Inventoryfor Adultseseu domíniosocial(r=0,557er=0,512).

© 2016 Associac¸˜ao Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C´ervico-Facial. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Este ´e um artigo Open Access sob uma licenc¸a CC BY (http://

creativecommons.org/licenses/by/4.0/).

Introduc

¸ão

Existem várias escalas de classificac¸ão do grau de perda auditiva e suas fórmulas consideram frequências audi-tivas diferentes para o cálculo da média tonal. Não há ainda consenso sobre qual escala melhor se adequa ao padrão de perdas auditivas que ocorrem em paci-entes com doenc¸a renal crônica (DRC) e hemodiálise (HD).

Aassociac¸ãoentreDRCeperdaauditivamaisconhecida é a síndrome deAlport com causagenética.1 Contudo, a

maioria das perdas auditivas que ocorrem na DRC não é genéticaesedeveasemelhanc¸asanatômicas,fisiológicas, patológicasefarmacológicasentreonéfroneaestria vas-cular da cóclea.2 A prevalência da deficiência auditiva é maiorna DRCdoque napopulac¸ãoem geral,3 mesmo em crianc¸as,4---7eédotiposensorioneural maisacentuadanas altasfrequências.8---10

(3)

emdiálisenoBrasilfoide112.004,91,4%emHDe8,6%em diáliseperitoneal.12

Adeficiênciaauditivaé capazdeafetaraqualidadede vida,umavezquegeralimitac¸õesdeatividadesourestric¸ão de participac¸ão das atividades do cotidiano. Segundo a Organizac¸ão Mundial de Saúde (OMS), handicap auditivo (restric¸ão departicipac¸ão) serefere ao envolvimento nas situac¸õesdevidaedemonstraaadaptac¸ãodoindivíduoao meiocomoresultadodaperdaauditivaedaincapacidade.13 Danosemocionaisesociaisdecorrentesdeuma deficiên-ciaauditivasãovariáveisedependemdasexperiênciasde vida,das expectativas relacionadasà saúdee até mesmo da capacidade adaptativa do indivíduo. Dessa forma, pessoascomperdasauditivassemelhantespodemvivenciar diferentesdificuldadescomunicativas,sociaiseemocionais nocotidianoeterpercepc¸õesdiferentesdasuaqualidade devida.14

O questionário HHIA (Hearing Handicap Inventory for Adults) é uminstrumento capazde avaliar o impacto da perdaauditivaaosebasearnapercepc¸ãodohandicap audi-tivo e dentre suas utilidades na prática clínica estão a capacidadedeavaliaro impactodeumamedida terapêu-tica(ex.protetizac¸ãoauditiva)edeidentificarnecessidades específicasdetratamento.15

Comoaperdaauditivaassociadaà DRCé mais acentu-adanasaltasfrequências,afórmulausadaparaocálculoda médiatonalpodelevaradiferentescategorizac¸ões.Devido àimportância dasaltas frequências na inteligibilidade da fala,faz-senecessáriaumamelhorcompreensãodafórmula que,possivelmente,apresentaassociac¸õescomotempode hemodiáliseecomohandicapauditivo.Nãoforam encon-tradosnaliteraturaestudosqueavaliemohandicapauditivo em pacientes em HD. Assim, os objetivos deste estudo foram:(1)compararosresultadosdasclassificac¸õesdeLloyd eKaplaneBIAP;(2)correlacionarasmédiastonais calcula-daspelasfórmulasusadasporessasduasclassificac¸õesea fórmulatritonaldealtasfrequênciascomotempode hemo-diálise(TH)emgruposdepacientescommenosdedoisanos eapartirdedoisanos;e(3)correlacionartaismédiascom ohandicapauditivo.

Método

Estudo analítico, observacional e transversal. A amostra foi composta por 80 pacientes em HD havia pelo menos trêsmeses,entre14e54anos.

O protocolo desta pesquisa é baseado na resoluc¸ão n◦ 466/12doConselhoNacionaldeSaúdedoMinistérioda Saúdeparapesquisascomsereshumanosefoiaprovadopelo ComitêdeÉticaemPesquisacomon◦1.290.310/2015.

Foramselecionadosospacientesemtratamentoregular de hemodiálise no centro de nefrologia de um hospital com atendimentos público e privado. Os critérios de inclusãoforam:pacientescomDRCcommenosde55anos e havia pelo menos três meses em HD. Os critérios de exclusão foram: perdas auditivas de qualquer etiologia com inícioanterior à DRC, transplantes, infecc¸ão crônica otológica, exposic¸ão a ruídos, deficiência mental e uso de drogas ototóxicas por mais de uma semana. Os paci-entes com otoscopia normal fizeram timpanometria com imitanciômetro da marca Interacoustics®, modelo at235 XP,númerodesérie206331,fonecontralateraltdh39,fone

ipsilateral clinical. Os pacientes com timpanograma do tipo Adaclassificac¸ãode Jerger (1970)fizeram a logoau-diometria e a audiometria tonal limiar (ATL) em cabine audiométrica2×2m,paraavaliarasfrequênciasde0,25; 0,5; 1; 2; 4; 6 e 8 kHz com audiômetro Interacoustics®, modelo ac33, número de série 185994 com vibrador ósseob-71e fonesdireitoe esquerdoTDH-39devidamente calibrados segundo os padrões ISSO 389-1 e ISSO 389-3. Os exames de ATL, logoaudiometria e imitanciometria foram feitos pelo mesmo profissional. Foram calculadas as seguintes médias, com as fórmulas: média tritonal 1-Lloyd e Kaplan (0,5; 1 e 2 kHz), média quadritonal-BIAP (0,5;1;2e4kHz)emédiatritonal2(4;6e8kHz).Foram consideradasperdas auditivasquando olimiar dasmédias tritonaisestavaacimade25dBNAenamédiaBIAPquando acima de 20 dBNA, de acordo com as classificac¸ões de Lloyd e Kaplan (1978) e BIAP (1997), respectivamente. Os pacientes que apresentaram perda em uma dessas médiasforamentrevistadosparaopreenchimentodoHHIA, compostopor25questõesquequantificamosefeitossociais (12 questões) e emocionais (13 questões) decorrentes da deficiênciaauditivaemindivíduoscommenosde65anos.O entrevistadoerasolicitadoaresponder‘‘sim’’,‘‘àsvezes’’ ou ‘‘não’’. Resposta ‘‘sim’’ valia 4 pontos, ‘‘às vezes’’, 2pontos;e‘‘não’’,zeroponto.Apontuac¸ãopodiavariarde 0a100.Aclassificac¸ãoobedeceuàpontuac¸ãototaldoHHIA: sem percepc¸ão do handicap auditivo (0---16%), percepc¸ão leve/moderada(18---42%)esevera(acimade42%).

Foramcriadosdoisgrupos depacientes,deacordocom oTH:GrupoI(menosdedoisanos)eGrupo II(apartirde doisanos).

Foramverificadasascorrelac¸õesdastrêsmédias tonais comotempodehemodiálisenosGruposIeII.Foram testa-dasascorrelac¸ões,também,dastrêsmédiastonaiscomas pontuac¸õestotaisdoHHIAeseusdomínios.

Aanáliseestatísticafoiconduzidacomopacote Statisti-calPackagefortheSocialSciences---SPSSversão21.0para Windows®.Operfildaperdaauditivaeapercepc¸ãodo han-dicapauditivoforam estabelecidospor meiodaaplicac¸ão detécnicasdeestatísticadescritivae osresultadosforam expressosnaformadetabelasegráficoilustrativo.Oteste denormalidadeusadofoiodeShapiro-Wilk.Ascorrelac¸ões foram feitas com aplicac¸ão do teste de correlac¸ão biva-riada, com grau de relacionamento linear analisado pelo coeficientedeSeparam.As diferenc¸asforamconsideradas significantesparaovalordoerro␣<0,05.

Resultados

Aamostrafoicompostapor80pacientes(160orelhas)em HD, 39 homens (48,75%) e 41 mulheres (51,25%); 86 ore-lhas(53,75%)apresentaramperdaauditivaempelomenos umadasmédiastonaisem48pacientes(perdasunie bila-terais). Os48pacientesresponderam ao HHIA,28 (58,3%) delesdosexomasculino.OtempomédiodeHDfoide50,50 (± 41,25)mesesdaamostrae odos pacientescomperda auditiva foi de 54,25 (± 52) meses. O tipo da perda foi sensorioneural em todososcasos,comummaior compro-metimentodealtasfrequências(fig.1).

(4)

Tabela1 Totaldeorelhascomperdaauditivaegraus,deacordocomasclassificac¸õesdeLloydeKaplanedoBIAP

Médiastonais Orelhascomperdaauditiva Grauleve Graumoderado Grausevero Grauprofundo Cofose

Tritonal1(0,5;1e2kHz) 16 13 2 0 1 0

MédiaBIAP(0,5;1;2e4kHz) 52 47 4 0 1 0

Tritonal2(4,6e8kHz) 57 25 26 5 1 0

Tabela2 Correlac¸õesentreasmédiastonaiseotempodehemodiálisedosGruposIeII

Médias GrupoI GrupoII

TH TH

Médiatritonal1(0,5;1e2kHz) p=0,511;r=0,156 p=0,335;r=0,163 MédiaBIAP(0,5;1;2e4kHz) p=0,801;r=0,060 p=0,027;r=0,363 Médiatritonal2(4;6e8kHz) p=0,644;r=0,110 p=0,134;r=0,251

Tabela3 Númerodecasos,percentagens,médiatotaledosdomíniosemocionalesocialdeacordocomograudepercepc¸ão dohandicapauditivomedidopeloHHIA

Percepc¸ão n % MédiaHHIA MédiaHHIA(e) MédiaHHIA(s)

Sempercepc¸ão 27 56,25 6,00(± 7,65) 3,5(± 4,12) 9,00(± 8,24)

Percepc¸ãoleve/moderada 17 35,41 30,50(±11,12) 15,50(±9,00) 15,00(±2,58) Percepc¸ãosevera 04 8,34 63,00(± 7,57) 30,50(± 2,51) 32,50(± 5,98)

Total 48 100

HHIA,HearingHandicapInventoryforAdults;HHIA(e),domínioemocional;HHIA(s),domíniosocial.

Tabela4 Correlac¸õesentreasmédiastonais(dBNA)comaspontuac¸õestotaisdoHHIAedeseusdomínios

Médias HHIA HHIA(e) HHIA(s)

Médiatritonal1(0,5;1e2kHz) p=0,108;r=0,344 p=0,468;r=0,159 p=0,025;r=0,466 MédiaBIAP(0,5;1;2e4kHz) p=0,013;r=0,510 p=0,066;r=0,389 p=0,006;r=0,557 Médiatritonal2(4;6e8kHz) p=0,024;r=0,470 p=0,072;r=0,382 p=0,013;r=0,512

HHIA,HearingHandicapInventoryforAdults;HHIA(e),domínioemocional;HHIA(s),domíniosocial.

0

10

20

30

40

50

60

70

0.5 1 2 4 6 8

Limiar auditivo (dBNA)

Frequência (kHz)

Figura1 Perfildaperdaauditivadeacordocomolimiar audi-tivomédioporfrequências.

Foi feito o teste de correlac¸ão entre as médias trito-naiseBIAPcomoTHnosGruposIeII. NoGrupoInãofoi observada correlac¸ão das médias com o TH.No Grupo II,

houvecorrelac¸ãofraca,masestatisticamente significante, damédiaBIAPcomoTH(tabela2).

Foram preenchidos 48 questionários do HHIA e 43,75% apresentaramalgumgrau depercepc¸ão dehandicap,com médiatotalentre30,50a63(tabela3).

Houvecorrelac¸õesmoderadasedamédiatritonal1coma pontuac¸ãododomíniosocialdoHHIAecorrelac¸ãomoderada dasmédias quadritonaletritonal 2compontuac¸õestotais doHHIAecomseudomíniosocial(tabela4).

Discussão

Houve discreto predomínio do sexo feminino na amostra (51,25%),porém,omasculino(58,3%)predominouentreos pacientescom alguma perdaauditiva. O tempomédiode HDdospacientescomperda(54,25meses)foisuperiorao tempomédiodaamostra(50,50meses).

(5)

deficiênciadoqueaclassificac¸ãodeLloydeKaplan(n=16), quesubestimouo númerodecasos.Observou-se que esse númeroseriaaindamaiorsefossemaplicadososparâmetros deLloydeKaplanparaamédiatritonalalta(4;6e8kHz). AperdaauditivanaDRCapresentouamesmacaracterística das perdas em idosos quando ocorria um maior acometi-mentodasaltasfrequências;aclassificac¸ãoBIAPmostrou-se comoaquemelhorrepresentaograudeperdaauditivana populac¸ãocomperdascomessacaracterística.16

Comoocomprometimentoauditivomaisacentuadoem altasfrequênciasdestaca-secomo característicadaperda nessapopulac¸ão, a fórmula usada pela classificac¸ão BIAP mostrou-semaisapropriadadoqueadeLloydeKaplan,por considerarasaltasfrequênciasnoseucálculo.

No Grupo I não foi observada qualquer correlac¸ão das médiastonaiscomoTH;porém,noGrupoII(TH≥2anos)as perdasnamédiaBIAPapresentaramcorrelac¸õescomoTH. Deduz-seque,a partirdedoisanosdetratamento,houve maiorimpactodosfatoresrelacionadosàDRC/hemodiálise nafunc¸ãoauditiva,oqueconcordacomoutrostrabalhosque evidenciaramqueaperdaauditivapodeocorrer deforma maisfrequenteapósosdoisanosdeHD.17,18

Ohandicapauditivomostrou-sedegrauleve/moderado namaioriadoscasoscomgrandesemelhanc¸adeescoresnos seusdomínios.

Não foi observado nível de correlac¸ão da média tri-tonal 1 com o handicap auditivo. Lima et al. (2011)19 testaram as correlac¸ões da média tritonal 1 com o HHIA totaleencontraramcorrelac¸õesfracas,porémsignificantes (r = 0,30);taisdadossugeremqueaclassificac¸ãodeLloyd eKaplanélimitada,poisnãorefleteoprejuízono desem-penhocomunicativo gerado por tais perdas nesse tipode populac¸ão.OHHIAtotalapresentoumoderadascorrelac¸ões comasmédias que consideramasaltas frequências (BIAP etritonal 2) àcusta dodomínio social(Chias)e mostra a importância das altas frequências na inteligibilidade das palavras, especialmente para o convívio social. Pielinen etal.(1990)20 identificaramcorrelac¸õesfracasdasmédias audiometrias com o handicap auditivo(r = 0,41),que se intensificavamcom asmédias que incluíam 4 kHzem sua fórmula (r = 0,55). Stewart et al. (2002)21 encontraram maior correlac¸ão da média audiométrica das frequências de1-4kHzcomohandicapauditivo(r = 0,678)doqueda média das frequências de 0,5; 1 e 2kHz (r = 0,550). Os mesmosautoresafirmamqueprofissionaisqueusammédias tonaiscalculadasapartirdefrequênciasmaisaltastendem a intervir mais precocemente em populac¸ões com perda auditivaem altas frequências com o uso de amplificac¸ão sonoraououtrosprocedimentosdereabilitac¸ãoauditivado queaquelesqueusamfórmulascom0,5kHz.

Conclusão

Em pacientes com perda auditiva associada à DRC/ hemodiálise, a classificac¸ão BIAP mostra-se mais ade-quada,porpossibilitarmelhorcategorizac¸ãoquantoaograu de comprometimento. Sua média calculada pela fórmula quadritonalapresentoucorrelac¸õescomotempode hemo-diáliseempacientescomdoisanosoumaisdetratamentoe manteveníveis moderadosdecorrelac¸ãocomapontuac¸ão totaldoHHIAeseudomíniosocial.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

Referências

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Imagem

Figura 1 Perfil da perda auditiva de acordo com o limiar audi- audi-tivo médio por frequências.

Referências

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