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Brazilian
Journal
of
OTORHINOLARYNGOLOGY
ARTIGO
ORIGINAL
Intrasphenoid
septations
inserted
into
the
internal
carotid
arteries:
a
frequent
and
risky
relationship
in
transsphenoidal
surgeries
夽
Clauder
Oliveira
Ramalho
a,b,∗,
Horacio
Armando
Marenco
a,b,
Francisco
de
Assis
Vaz
Guimarães
Filho
c,
Marcos
Devanir
Silva
da
Costa
a,
Bruno
Fernandes
de
Oliveira
Santos
a,
Rodrigo
de
Paula
Santos
de
Samuel
Tau
Zymberg
a,baUniversidadeFederaldeSãoPaulo(UNIFESP),DepartamentodeNeurocirurgia,SãoPaulo,SP,Brazil
bUniversidadeFederaldeSãoPaulo(UNIFESP),ProgramadePós-graduac¸ãodoDepartamentodeOtorrinolaringologiaeCirurgia
deCabec¸aePescoc¸o,SãoPaulo,SP,Brazil
cUniversidadeFederaldeSãoPaulo(UNIFESP),SãoPaulo,SP,Brazil
dUniversidadeFederaldeSãoPaulo(UNIFESP),DepartamentodeOtorrinolaringologia,SãoPaulo,SP,Brazil
Recebidoem7dejaneirode2016;aceitoem19defevereirode2016 DisponívelnaInternetem20defevereirode2017
KEYWORDS
Sphenoidsinus; Sphenoidseptations; Skullbase;
Transsphenoidal surgery;
Expandedendonasal approach
Abstract
Introduction:Whenanexpandedendonasaltranssphenoidalsurgicalapproach isperformed, intrasphenoidseptations must be completely resected.If these structures areclose tothe internalcarotidartery(ICA),thentheirmanipulationmightcausevascularinjury.
Objective:Theobjectiveofthisstudyistodescribethefrequencyofintrasphenoidseptations intheinternalcarotidarteryprotuberance(ICAp).
Methods:Computedtomography(CT)scansof421patientswereanalysed.Intrasphenoid septa-tions(classifiedasintersphenoidoraccessory)andtheirrelationshiptotheICApweredescribed. Additionally,asphenoidsinusclassificationwasperformedbasedontheirdegreeof pneuma-tisationtodeterminewhetheradifferenceexistsinthefrequencyofintrasphenoidseptations insertedintoICApwithregardtosinustype.
DOIserefereaoartigo:http://dx.doi.org/10.1016/j.bjorl.2016.02.007
夽 Comocitaresteartigo:RamalhoCO,MarencoHA,GuimarãesFilhoFA,daCostaMD,deOliveiraSantosBF,dePaulaSantosR,etal. Intrasphenoidseptationsinsertedintotheinternalcarotidarteries:afrequentandriskyrelationshipintranssphenoidalsurgeries.BrazJ Otorhinolaryngol.2017;83:162---7.
∗Autorparacorrespondência.
E-mail:[email protected](C.O.Ramalho).
ArevisãoporparesédaresponsabilidadedaAssociac¸ãoBrasileiradeOtorrinolaringologiaeCirurgiaCérvico-Facial.
Results:Thepatientmeanagewas39±21.4years.Overall,219patients(52%)hadseptations intheICAp;359patients(85.3%)hadintersphenoidseptations;ofthelatter,135(37.6%)had septationsintheICAp.Thisfrequencywashigheramongpatientswithsphenoidsinustype4 or5(44.7%and43.5%,respectively).Accessoryseptationswerefoundin255patients(60.6%); 140 oftheseseptations (54.9%)wereintheICAp. Among 351patients withtypes 3, 4or5 sphenoidsinuses(i.e.,onlywell-pneumatisedsphenoidsinuses),219(62.4%)hadseptationsin theICAp.Thesefrequenciesarehigherthanthosereportedinmostpreviousstudies.
Conclusion: Thefrequency ofintrasphenoid septationsinthe ICApfoundis considerable.It ishigheramongpatientswithmorepneumatisedsinuses.Thisfindingjustifiesanappropriate pre-operativestudy,andcarefulattentionmustbepaidduringtranssphenoidalsurgery. © 2016 Associac¸˜ao Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C´ervico-Facial. Published by Elsevier Editora Ltda. This is an open access article under the CC BY license (http:// creativecommons.org/licenses/by/4.0/).
PALAVRAS-CHAVE
Seioesfenoidal; Septac¸ões esfenoidais; Basedocrânio; Cirurgia transesfenoidal; Abordagemendonasal ampliada
Septac¸õesintraesfenoidaisinseridasnasartériascarotídeasinternas:umarelac¸ão frequenteearriscadanascirurgiastransesfenoidais
Resumo
Introduc¸ão: Quando uma abordagem cirúrgica transesfenoidal endonasal ampliada é feita, septac¸õesintraesfenoidaisdevemsercompletamenteressecadas.Seessasestruturasestiverem próximasàartériacarótidainterna(ACI),amanipulac¸ãopodecausarlesãovascular.
Objetivo: Oobjetivodesteestudofoidescreverafrequênciadeseptac¸õesintraesfenoidaisna protuberânciadaartériacarótidainterna(pACI).
Método: Examesdetomografiacomputadorizada(TC)de421pacientesforamanalisados.As septac¸õesintraesfenoidais(classificadascomointeresfenoidaisouacessórias)esuarelac¸ãocom apACIforamdescritas.Alémdisso,umaclassificac¸ãodoseioesfenoidalfoifeitacombaseno seugraudepneumatizac¸ãoparadeterminarseexisteumadiferenc¸anafrequênciadeseptac¸ões intraesfenoidaisinseridasempACIemrelac¸ãoaotipodeseio.
Resultados: Pacientescomidademédiade39±21,4anosforamincluídos.Nogeral,219 pacien-tes(52%)apresentavamseptac¸õesnapACI;359(85,3%)septac¸õesinteresfenoidais;135(37,6%) septac¸õesnapACI.Essafrequênciafoimaiorentreospacientescomseioesfenoidaltipo4ou 5(44,7e43,5%,respectivamente).Asseptac¸õesacessóriasforamencontradasem255doentes (60,6%);140dessasseptac¸ões(54,9%)estavamnapACI.Entre351pacientescomseios esfenoi-daistipos3,4ou5(istoé,apenasseiosesfenoidaisbempneumatizados),219(62,4%)tinham septac¸õesnapACI.Essasfrequênciassãosuperioresàsrelatadasnamaioriadosestudos.
Conclusão:A frequênciadeseptac¸õesintraesfenoidaisnapACIencontradaéconsiderável,é maiorentrepacientescomseiosmaispneumatizados. Esseachado justificaum estudo pré--operatórioadequadoeumaatenc¸ãoespecialdeveserdadaduranteacirurgiatransesfenoidal. © 2016 Associac¸˜ao Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C´ervico-Facial. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Este ´e um artigo Open Access sob uma licenc¸a CC BY (http:// creativecommons.org/licenses/by/4.0/).
Introduc
¸ão
Acirurgiatransnasaltransesfenoidaldesenvolveu-se signifi-cativamentenasúltimas décadas.O trabalhocolaborativo entre neurocirurgiões, otorrinolaringologistas e cirurgiões de cabec¸a e pescoc¸otem sido essencial paraesse desen-volvimento.A introduc¸ão do endoscópio foi outro marco. Comparado com o microscópio, o endoscópio possibilitou a expansão adicional dessa técnica cirúrgica, aumentou assim a possibilidade de ressecc¸ão de lesões que habi-tualmente não seriam elegíveis para cirurgia transnasal transesfenoidal.1 Com o surgimento da abordagem endo-nasalendoscópica expandida,áreas comoo clívus, oosso pétreo, a fossa craniana média e a fossa infratemporal
tornaram-seacessíveis.2Umaesfenoidotomiaextensacom ressecc¸ãodaseptac¸ãoénecessáriaparacriarumcorredor cirúrgicoadequado.3
As septac¸ões intraesfenoidais são estruturas ósseas encontradas no seio esfenoidal com várias conformac¸ões anatômicas.Pelo fatode estarlocalizadas nasparedesdo seio,frequentemente são adjacentes a estruturas circun-dantes,especialmenteaartériacarótidainterna(ACI),oque podeaumentaroriscodecirurgiastransesfenoidais expan-didasdurantearessecc¸ãodaseptac¸ão(fig.1).
Figura1 a,IncidênciaaxialdeTCdeumaseptac¸ãointeresfenoidalnapACIesquerda;b,Incidênciaintraoperatória(endoscópio 0◦)quemostraamesmaseptac¸ãonapACIesquerda.
énecessárioavaliarradiologicamentedeformaadequadao seioesfenoidaleseusseptosnoperíodopré-operatório.
Os artigos anteriores descreveram a frequência de septac¸ões intraesfenoidais na protuberância da ACI (pACI).1---5 A maioria desses artigos encontrou menos septac¸ões intraesfenoidais do que os nossos achados cirúrgicos e pré-operatórios. O presente artigo descreve a frequênciade septac¸ões intraesfenoidais na pACI entre uma amostra de 421 pacientes analisados com o uso de tomografiacomputadorizada(TC)ecomparaessesachados comosdeestudosanteriores.
Método
Amostraecritériosdeselec¸ão
Procuramosobancodedadosdodepartamentoderadiologia deumainstituic¸ãohospitalar,dejaneirode2010aabrilde 2013,parapacientessubmetidosatomografiasdebase do crânio.Foramexcluídososindivíduoscomhistóriapréviade doenc¸ados seios paranasais oucirurgia endonasal. Foram selecionados 421 pacientes. Consentimento informadofoi obtido de todos os participantes individuais incluídos no estudo.
Todos os pacientes foram submetidos a TC com cor-tes na base do crânio que usam o sistema Brilliance
CT64(Philips,2004).Oexamefoifeitocomcolimac¸ãode 20×0,625,umpitchde0,348,umamatrizde512;200mm de campode visão. Aespessura de cortevariou de 0,6 a 1mm. Osdados obtidos foram transferidos parao Exten-dedBrillianceWorkspace(PhilipsMedicalSystem),ondeas imagens foramreconstruídasnos planosaxiais,coronaise sagitais.
Definic¸ãodotipodeseptac¸ãoesuarelac¸ão
compACI
Asseptac¸õesintraesfenoidaisforamclassificadascomo inte-resfenoidais quando (1) eram longitudinais e em uma localizac¸ãomedianaouparamedianae(2)separavama cavi-dadeemdoiscompartimentosnãocomunicantesapartirda paredesinusalanterioratéaposterior.Aseptac¸ãofoi defi-nidacomoacessóriaquandonãoseguiatodosospadrõesdo seiointeresfenoidal(fig.2).
Paraconsideraraverdadeirarelac¸ãoentreaseptac¸ãoe a pACI,umcortede CTteriademostrarclaramente uma septac¸ãonessaestrutura(fig.2).
Classificac¸ãodoseio
Osseiosesfenoidaisforamclassificadosdeacordocomseu graudepneumatizac¸ão,oquefoiestabelecidopelarelac¸ão
Figura3 Classificac¸ãodoseio.ImagenssagitaismédiasobtidasdasimagensdeTC.a---e,Seiosesfenoidestipos1a5, respectiva-mente.
espacial da parede posterior do seio e as paredes ante-rioreposteriordaselatúrcica.Osseiosforamclassificados daseguintemaneira:aquelescomausênciadeaerac¸ãoou aerac¸ão mínima foram classificados como tipo 1; aqueles com a parede posterior em uma posic¸ão rostral à parede anterior dasela foramclassificados como tipo 2; aqueles comaparedeposteriorentreasparedesanteriore poste-riordaselaforamclassificadoscomotipo3;aquelescoma paredeposteriorquealcanc¸avaaparedeposteriordasela foramclassificadoscomotipo4;eaquelescomaerac¸ão cli-noideaposteriorforamclassificadoscomotipo5.Oobjetivo dessaanálisefoiavaliarseafrequênciadeseptac¸ãonapACI diferiuentreospacientescomosdiferentestiposdeseios (fig.3).
Análiseestatística
As variáveis categóricas foram descritas por números de casos e percentuais. Os grupos foram comparados com o teste z para proporc¸ões e o teste do qui-quadrado ou o exato deFisher, conforme apropriado. As variáveis contí-nuas foram caracterizadas como a média±desvio padrão ouamediana e avariac¸ão interquartil, dependeuda nor-malidade; comparac¸ões entre grupos foram feitas com o testetdeStudentoudeKruskal-Wallis, respectivamente. Umresultadofoiconsideradosignificativoquandop<0,05. AsanálisesestatísticasforamfeitascomoprogramaSPSS17 (Chicago,IL,EUA).
Protocolodepesquisa
Ocomitêdeéticaaprovouoprotocolodepesquisa(número dodocumento186.717).
Resultados
Foram identificados 189 pacientes do sexo masculino e 232 do feminino (idade média de 39±21,4 anos). O tipo maisfrequentedeseiofoio4(61%doscasos)(tabela1).
Apresentaramseptac¸õesinteresfenoidais 359pacientes (85,3%). Dessas, 135 (37,6%) foram encontradas na pACI. Ostotais de44,7 e43,5% dospacientescom seiostipos 4 e5tinhamseptac¸õesinteresfenoidaisdapACI, respectiva-mente;apenas14,1%dospacientescomseiostipo3tinham essasseptac¸õesempACI.Ospacientescomosseiostipos1 ou2nãotinhamseptosadjacentesàpACI.
Asseptac¸õesacessóriasforamencontradasem255 paci-entes(60,6%).Essasseptac¸õesestavampresentesemapenas 25% dos pacientes com seios tipo 2, enquanto a maioria daqueles com seios tipos 3, 4 ou 5 tinha septac¸ões. As septac¸õesforamlocalizadasnapACIde140pacientes(54,9% dos que apresentavam septac¸ões acessórias; 25,4, 42,8 e 52,2%paraostipos 3,4 e 5,respectivamente).Os núme-rosmáximosencontradosforam2,3,5e4paraostipos2, 3,4e 5,respectivamente;enquantoosnúmeros máximos encontradosnapACIforam2,3e3paraostipos3,4e5, respectivamente.
Tabela1 Septac¸õesinteresfenoidaiseacessóriasdeacordocomotipodeseio
Tipodeseio
1 2 3 4 5
Total(%) 26(6,2) 44(10,5) 71(16,9) 257(61) 23(5,5) Idademédia(variac¸ãointerquartil) 4(8)a 35(51) 43(34) 42(30) 46(28)
Homens 14(53,8) 24(54,5) 33(46,5) 104(40,5) 14(60,9)
Septac¸ãointeresfenoide --- 37(84,1) 66(93) 237(92,2) 19(82,6)
Septac¸ãointeresfenoideempACI --- --- 10(14,1) 115(44,7) 10(43,5)
Septac¸ãoacessória --- 11(25) 45(63,4) 181(70,4) 18(78,3)
Septac¸ãoacessórianaspACI --- --- 18(25,4) 110(42,8) 12(52,2)
aMedianadiferesignificativamentedosoutros(p<0,05).
Tabela2 Septac¸ãoesfenoidalnoPACIdeacordocomotipo deseio
Total %
Tipo1 ---
---Tipo2 ---
---Tipo3 23 32,4% a
Tipo4 179 69,6% b
Tipo5 17 73,9% b
Proporc¸ões identificadascom letrasdiferentessão significati-vamentediferentes,deacordocomotestezparaproporc¸ões (p<0,05).
erammais velhos do que aqueles sem septac¸ões (43±18
vs.34±23;p<0,0001);nãofoiobservadadiferenc¸a signifi-cativaemrelac¸ãoaosexo(sexofemininoabrangeu55%de todososcasosemambososgrupos,p=0,963).Ospacientes comseiosesfenoidaistipos4e5erammaiscomunsdoque aquelescomtipo3(tabela2).
Dos351pacientescomseiosesfenoidaistipos3,4ou5, 219(62,4%)tinhamseptac¸õesnapACI;322pacientes(91,7%) tiveram septac¸ões interesfenoidais; desses, 135 (41,9%) tinham septac¸ões na pACI. Dos 244 pacientes com pelo menos uma septac¸ão acessória, 140 (57,4%) tinham uma septac¸ãonapACI.
Discussão
Aabordagemendonasaltransesfenoidal expandidamarcou umavanc¸onacirurgiadebasedocrânio.Comoseu desen-volvimento,lesõesanteriormenteinacessíveisqueusavama viaendonasalconvencional(p.ex.,lesõesdoseiocavernoso, planoesfenoidal,fossacranianamédia,cavernadeMeckel, região suprasselar e clívus) puderam ser acessadas.2 Para obter a exposic¸ão adequada e acomodar os instrumentos endoscópicos cirúrgicos, uma abertura de seio esfenoi-dalamplaé necessária,inclusive aressecc¸ão deseptac¸ão intraesfenoidal.3
As septac¸ões intraesfenoidais são estruturas ósseas de ocorrêncianaturaldentrodoseioesfenoidalqueodividem emcompartimentos.Elassãodivididosemseptac¸ões inte-resfenoidaiseacessórias.Aassociac¸ãocomlinhasdefusão entrecentrosdeossificac¸ão(sincondrose)easposic¸õesde septac¸ãopodemexplicarasuaorigem.6,7Deummodogeral,
uma ou mais septac¸ões interesfenoidais estão presentes. Elasmostram grande variabilidade;portanto, tipicamente criamdoiscompartimentosassimétricos:direitoeesquerdo. As septac¸õesacessóriasocorrem em posic¸ões diferentese também são comuns. Ambas podem ser encontradas em estruturas adjacentes ao seio esfenoidal, o que aumenta orisco dedanosneurovascularesduranteacirurgia, espe-cialmente quando eles estão localizados na pACI. Cope descreveuessacomplicac¸ãoem1917.6
Em nosso estudo, os exames de TC revelaram que 219pacientes(52%)tinhamseptac¸õesnapACI.Entreos paci-entescomseiostipo3,4ou5(ouseja,seiosesfenoidaisbem pneumatizados),essaprevalênciafoiaindamaior(62,4%).
Nossos dadoscontrastam com os detrabalhos anterio-res,quemostramumaprevalênciamenor.5,8---12Noentanto, Fernadez-Mirandaetal.mostraramprevalênciaradiológica de85%entreospacientescompelomenosumaseptac¸ãono pACI.3
Renn e Rhoton encontraramseptac¸õesinteresfenoidais próximasdocanaldaACIem32%doscadáveres.5Sethi des-creveu septac¸õesinteresfenoidais na pACI em 40% dos 30 cadáveresavaliadosemumestudoendoscópico,em1995.8 Unaletal.eAbdullahetal.relataram30e31%dasseptac¸ões doseioesfenoidalligadasàparededaACI,respectivamente, comousodeTC.10,12
Em um estudo endoscópico com 93 cadáveres, Elwany constatouque12,9%dospacientesapresentaramseptac¸ões noosso quecircundaa pACI.9 Hamidmostrou frequências de4,7e6,75%paraseptac¸õesinteresfenoidaiseacessórias napACI,respectivamente.11 Ambososestudosapresentam asfrequênciasmaisbaixasnaliteratura.
Osachadosatuaisdãoapoioànecessidadedeumestudo pré-operatório em septac¸ões intraesfenoidais. O conhe-cimento adequado sobre a sua posic¸ão e relac¸ão com estruturascircundantespodediminuirsignificativamenteo riscodecatástrofesnacirurgiadevidoalesõesvasculares.
Os exames de TC pré-operatórios são a avaliac¸ão radiológica de escolha,uma vez que eles visualizam ade-quadamente as estruturas ósseas. A análise dos planos axial, coronal e sagital, bem como a sua capacidade de reconstruc¸ão tridimensional, possibilita que os radiologis-tas determinemcomprecisão se aseptac¸ãoestá próxima dasestruturasaoredordoseioesfenoidal(porexemplo,a ICA).3,13---16
doquepacientescomseiostipo3.Oprocessodeaerac¸ão peloqualpassaocorpodoesfenoideexplicaesseresultado. QuandoaACIé pronunciada,elapodesobressair substan-cialmente no seio pneumatizado, aumenta assim a área sensívelaumainserc¸ãodeseptac¸ão.13
Ofatodequeosseiossãomaispneumatizadosem pes-soasmaisvelhaspodeexplicaramaiormédiadeidadedos pacientesqueapresentaramumarelac¸ãoentreseptose a pACI.17
Opresenteestudodescreveuosachadosanatômicosde umapopulac¸ãograndeemultiétnica.Atéondesabemos,é amaiorsériequeabordaessaquestão.
Conclusão
A alta frequência de septac¸ões intraesfenoidais na pACI requerumestudopré-operatório adequado.Além disso,é necessárioespecialatenc¸ãoduranteacirurgia transesfenoi-dal,parareduzirlesõesvascularespotencialmentegraves.
Conflitos
de
interesse
Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.
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