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Rev. LatinoAm. Enfermagem vol.17 número2

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Academic year: 2018

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(1)

FACTORES ASOCI ADOS A LA NO ADHESI ÓN DE LOS PACI ENTES AL TRATAMI ENTO

DE HI PERTENSI ÓN ARTERI AL

1

Cam ila Dosse2 Clau dia Ber n ar di Cesar in o3 José Fer nando Vilela Mar t in4 Mar ia Car olina Andr ade Cast edo5

El m ayor desafío de la hiper t ensión ar t er ial sist ém ica ( HAS) es la adhesión de los pacient es a su t r at am ient o, así, est e est udio t uv o com o obj et iv os det er m inar la fr ecuencia a las consult as y el por cent aj e de adhesión al t r at am ient o m edicam ent oso y no m edicam ent oso, adem ás de ident ificar los pr incipales m ot iv os r efer idos por los pacient es hipert ensos para la no adhesión. Se t rat a de est udio descript ivo, realizado con 68 hipert ensos en un am bulat orio escuela, con 64,71% de m uj eres ( prom edio de edad de 63,9 años) . Los inst rum ent os ut ilizados par a r ecolección de dat os fuer on: for m ular io de at ención del equipo m ult ipr ofesional, la pr ueba de Mor isk y -Green y la búsqueda a t ravés del t eléfono. Los result ados: m uest ran que 61,76% eran asiduos a las consult as, 86,76% no pr esent ar on adhesión al t r at am ient o m edicam ent oso y 85,29% al t r at am ient o no m edicam ent oso, r ef ir ien do, por lo m en os, u n h ábit o de v ida n o salu dable. En t r e los m ot iv os par a la n o adh esión , el f act or em ocion al f u e el m ás r elat ado ( 6 9 , 1 2 % ) . Se con clu y e qu e est e est u dio pu ede pr opor cion ar su bsidios par a int ervenciones sobre la asist encia a los pacient es con HAS, con la finalidad de aum ent ar las t asas de adhesión y calidad de v ida.

DESCRI PTORES: h iper t en sión ; edu cación en salu d; cooper ación del pacien t e; calidad de v ida; t er apéu t ica; negat iv a del pacient e al t r at am ient o; enfer m er ía

FATORES ASSOCI ADOS À NÃO ADESÃO DOS PACI ENTES AO TRATAMENTO

DE HI PERTENSÃO ARTERI AL

O m aior desafio da hiper t ensão ar t er ial sist êm ica ( HAS) é a adesão dos pacient es ao seu t r at am ent o, sendo assim , est e est u do t ev e com o obj et iv os det er m in ar a fr equ ên cia às con su lt as e o per cen t u al de adesão ao t r at am en t o m edicam en t oso e n ão m edicam en t oso, além de iden t if icar os pr in cipais m ot iv os r ef er idos pelos pacient es hiper t ensos par a a não adesão. Tr at a- se de est udo descr it ivo, r ealizado com 68 hiper t ensos em um am bulat ór io escola, com 64,71% de m ulher es ( m édia de idade - 63,9 anos) . Os inst r um ent os ut ilizados par a colet a de dados for am : for m ulár io de at endim ent o da equipe m ult ipr ofissional, o t est e de Mor isk y - Gr een e a busca fonada. Os r esult ados: m ost r am que 6 1 , 7 6 % er am assíduos às consult as, 8 6 , 7 6 % não apr esent ar am adesão ao t r at am ent o m edicam ent oso e 8 5 , 2 9 % ao t r at am ent o não m edicam ent oso, r efer indo, pelo m enos, um hábit o de vida não saudável. Dent r e os m ot ivos par a a não adesão, o fat or em ocional foi o m ais r elat ado ( 69, 12% ) . Conclui- se que est e est udo pode pr opor cionar subsídios par a int er v enções sobr e a assist ência aos pacient es com HAS, com a finalidade de aum ent ar as t ax as de adesão e qualidade de v ida.

DESCRI TORES: h iper t en são; edu cação em saú de; cooper ação do pacien t e; qu alidade de v ida; t er apêu t ica; r ecusa do pacient e ao t r at am ent o; enfer m agem

FACTORS ASSOCI ATED TO PATI ENTS’ NONCOMPLI ANCE W I TH

HYPERTENSI ON TREATMENT

The great est challenge posed by Syst em ic Hypert ension ( SH) is relat ed t o pat ient s’ com pliance wit h t reat m ent . Thus, t his st udy aim ed t o det erm ine at t endance of t hese pat ient s t o m edical appoint m ent s and t he percent age of adh er en ce t o m edicat ion an d n on - m edicat ion r egim en s, an d also iden t ify t h e m ain r eason s h y per t en siv e pat ient s r epor t for non- adher ence. This is a descr ipt iv e st udy w it h 68 hy per t ensiv e pat ient s ( 64. 71% w om en wit h average age of 63.9 years) at a t eaching out pat ient clinic. The inst rum ent s used for dat a collect ion were: m ult iprofesional t eam care report form , t he Morisky- Green t est and t elephone int erview . The result s show t hat 61.76% at t ended t he m edical consult at ions, 86.76% did not com ply w it h t he m edicat ion r egim en and 85.29% did not com ply w it h t he non- m edicat ion r egim en, r epor t ing at least one non- healt hy life habit . The em ot ional fact or w as t he m ost r epor t ed ( 69. 12% ) am ong pat ient s’ r easons for non- adher ence t o t r eat m ent . The st udy can support int ervent ions in care delivery t o pat ient s wit h syst em ic hypert ension, wit h a view t o im proving t heir lev el of adher ence and qualit y of life.

DESCRI PTORS: h y per t en sion ; h ealt h edu cat ion ; pat ien t com plian ce; qu alit y of lif e; t h er apeu t ics; t r eat m en t r efu sal; n u r sin g

(2)

I NTRODUCCI ÓN

L

a hipert ensión art erial sist ém ica ( HAS) es u n p r o b l e m a d e s a l u d p ú b l i c a q u e a c o m e t e , aproxim adam ent e, de 22,3 a 43,9% de la población brasileña urbana adult a y a m ás de la m it ad de los ancianos en el m undo( 1). Es considerado uno de los

f a c t o r e s d e r i e s g o m á s i m p o r t a n t e s p a r a e l d e s a r r o l l o d e u n a e n f e r m e d a d c a r d i o v a s c u l a r, cau sad or a d e 4 0 % d e las m u er t es p or accid en t e v ascu lar en cef álico y de 2 5 % de las m u er t es por enferm edad de la art eria coronaria( 2). Ent re el 40 y

8 3 % d e l a p o b l a ci ó n h i p e r t e n sa d e sco n o ce su diagn óst ico, sien do qu e de 7 5 a 9 2 % de aqu ellos qu e est án en t r at am ien t o n o con t r olan la pr esión ar t er ial ( PA)( 3).

La ad h esión al t r at am ien t o es d ef in id a y car act er izada cuando el consej o m édico o de salud r ecom en dado coin cide con el com por t am ien t o del i n d i v i d u o , e n r e l a c i ó n a l h á b i t o d e u s a r m edicam en t os, es decir, segu ir los cam bios en el est i l o d e v i d a p r eco n i za d o s y co m p a r ecer a l a s co n su l t a s m é d i ca s( 4 ). Esa d e f i n i ci ó n e x p r e sa e l

sent ido de com p lian ce, en el idiom a inglés, lo que i m p l i ca en l a co n co r d an ci a d el p aci en t e co n l as r ecom endaciones, pr esuponiéndose que el pacient e conozca las alt er nat ivas t er apéut icas y par t icipe de las decisiones sobr e su t r at am ient o( 3).

Varias son las form as de evaluar la adhesión al t rat am ient o. Ent re ellas se dest acan la frecuencia a las consult as y el com por t am ient o fr ent e al uso d e l o s f á r m a co s p r e scr i t o s. En e st e se n t i d o , l a prueba de escala de aut o relat o de Mor isk y - Gr een( 5), com p u est o p or cu at r o p r eg u n t as, p ar a id en t if icar a c t i t u d e s y c o m p o r t a m i e n t o s e n r e l a c i ó n a l s e g u i m i e n t o d e l a s r e c o m e n d a c i o n e s , s e h a m ost r ado út il par a ident ificar pacient es adher ent es o no al t r at am ient o m edicam ent oso.

Los m ot ivos relat ados por los pacient es, en lo que se refiere al cont rol de la presión art erial, se co n st i t u y e n e n o t r o s f a ct o r e s p a r a co m p r e n d e r m e j o r l a a d h e si ó n a l t r a t a m i e n t o . Est o s d a t o s p u e d e n a y u d a r a o p t i m i z a r e l r e s u l t a d o d e l a a ct u a ci ó n d e l e q u i p o d e sa l u d , p e r m i t i e n d o l a ident ificación de los fact or es par t icipant es en la no adhesión al t r at am ient o( 6).

De esa f or m a, el con t r ol d e la HAS est á dir ect am ent e r elacionado al gr ado de adhesión del pacient e al régim en t erapéut ico( 7). Por lo t ant o, est e

e s t u d i o t i e n e c o m o o b j e t i v o s d e t e r m i n a r e l p o r ce n t a j e d e p r e se n ci a e n l a s co n su l t a s y d e a d h e s i ó n a l t r a t a m i e n t o m e d i c a m e n t o s o y n o m e d i c a m e n t o s o , a d e m á s d e i d e n t i f i c a r l o s principales m ot ivos referidos por los pacient es para su no adhesión al t rat am ient o de la HA.

MÉTODO

La i n v est i g aci ó n co n si st i ó en u n est u d i o descr ipt iv o ex plor at or io en el cual fuer on incluidos 327 pacient es hipert ensos del grupo de hipert ensión a r t e r i a l d e l h o sp i t a l e scu e l a d e l a Fa cu l t a d d e Medicina de San José del Rio Pr et o, SP, Brasil.

Después de aprobado por el Com it é de Ét ica e n I n v e s t i g a c i ó n d e l a FA MERP, s e i n i c i ó l a recolección de dat os que fue dividida en dos et apas. En l a p r i m e r a e t a p a , se r e a l i zó u n levant am ient o de dat os en el form ulario de at ención de enferm ería de los 327 pacient es regist rados en el am b u lat or io, d u r an t e u n p er íod o d e seis m eses, i d en t i f i cán d o se el p o r cen t aj e d e asi d u i d ad a l as co n su l t a s, e l t r a t a m i e n t o m e d i ca m e n t o so y n o m edicam ent oso. En t ot al, fuer on seleccionados 123 p a ci e n t e s q u e , e n l a s ú l t i m a s t r e s co n su l t a s, pr esent ar on un pr om edio de PA igual o super ior a 140/ 90m m Hg, y un prom edio de PA m ayor que 130/ 80m m Hg durante el m onitoreo, en el am bulatorio, de la presión art erial ( MAPA) de 24 horas, realizada en los 12 m eses previos. Los valores fueron establecidos p o r l as V Di r ect r i ces Br asi l eñ as d e Hi p er t en si ó n Arterial y I V Directrices para el uso del Monitoreo en el Am bulat orio de la Presión Art erial( 8- 9).

(3)

De acuer do con el pr ot ocolo de la pr ueba, se co n si d e r a co m o a d h e r e n t e a l t r a t a m i e n t o a l pacient e que obt enga una punt uación m áxim a de 4 punt os y no adherent e a aquel que obt enga 3 punt os o m en os.

Para analizar la adhesión al t rat am ient o no m ed icam en t oso, los p acien t es f u er on clasif icad os en 5 g r u p os: g r u p o 0 - aq u ellos q u e m an t en ían h áb it os salu d ab les; g r u p o 1 – m an t en ían , p or lo m enos, un hábit o no saludable; grupo 2 - m ant enían 2 h áb it os n o salu d ab les; g r u p o 3 - m an t en ían 3 hábit os no saludables y grupo 4 – no t enían hábit os s a l u d a b l e s . Lo s h á b i t o s a n a l i z a d o s f u e r o n : t abaquism o, et ilism o, realización de ej ercicios físicos y d iet a ad ecu ad a ( h ip o sód ico) . Se con sid er ó n o a d h e s i ó n a l t r a t a m i e n t o n o m e d i c a m e n t o s o a aqu ellos qu e pr esen t ar on por lo m en os u n h ábit o de v ida no saludable.

La pr esencia de diabet es y a diagnost icada ( p o r h i s t o r i a m é d i c a o p o r e l u s o d e h i p o g l u ce m i a n t e s) y o b e si d a d , e v a l u a d a p o r l a r azón cin t u r a/ cad er a ( n or m al h ast a 0 , 8 5 cm p ar a m uj er es y 0, 95cm par a hom br es( 8) t am bién fuer on

fact or es analizados en los pacient es est udiados. De los 123 pacient es seleccionados, apenas 68( 55,3% ) fueron localizados a t ravés del t eléfono, la m ay or ía ( 6 4 , 7 1 % ) er a com pu est a por m u j er es. El prom edio de edad fue de 63,9 años ( int ervalo de confianza ( I C) 95% : 60,3–67,5 años) par a el sex o fem enino y 55,7 años ( I C 95% : 48,9–62,5) para el m ascu lin o.

Para analizar los dat os, fueron ut ilizados el

soft w ar e Ex cel ( Micr osoft R) y el soft w ar e Gr aph pad

I n st at. Las t ablas de f r ecu en cias cr u zadas f u er on analizadas por la pr ueba chi- cu adr ado de Pear son y p or la p r u eb a ex act a d e Fish er. Par a d ef in ir el g r ad o d e lib er t ad f u er on u t ilizad as los p r u eb as t u n i- am ost r al ( on e- sam p le T) y t b i- am ost r al ( t w

o-sam p le T – t est ). En el análisis de v ar iancia, par a cr i t e r i o d e cl a si f i ca ci ó n , f u e u t i l i za d o o n e - w a y ANOVA. La est im at iva de la frecuencia de porcent aj e fue realizada por la prueba t y se ut ilizó un int ervalo de confianza de 95% par a una pr opor ción. Cuando n o f u e e n co n t r a d a l a d i st r i b u ci ó n d e Ga u ss, e l análisis no fue het erogéneo en la variancia, se ut ilizó la pr u eba de Mo o d par a m edian as ( Mo o d m ed i an t est ) , el cual subst it uye la prueba t bi- am ost r al o el an álisis de v ar ian cia. Se con sider ó sign if icat iv o el v alor de p< 0,05.

RESULTADOS

Con relación a la asiduidad a las consult as, d e los 6 8 p acien t es in v est ig ad os, 6 1 , 7 6 % f u er on asiduos, 38, 24% falt ar on en por lo m enos una de las t r es ú lt im as con su lt as. No f u er on ob ser v ad as aso ci aci o n es en t r e asi d u i d ad y sex o ( p = 0 , 9 2 7 ) , asiduidad y edad ( p= 0,452) y asiduidad y la prueba de Mor isk y - Gr een ( pr egunt a 1 p= 0,245; pr egunt a 2 p = 0 , 9 7 6 ; p r e g u n t a 3 p = 0 , 3 0 9 ; p r e g u n t a 4 p= 0 , 1 9 8 ) .

La sum a de los punt os, de acuer do con lo preconizado en la prueba de Mor isk y - Gr een, m ost ró q u e 8 6 , 9 3 % d e l o s p a ci e n t e s p r e se n t a r o n u n a punt uación m enor o igual a 3, car act er izándose la n o ad h esión al t r at am ien t o m ed icam en t oso( 5 ). La

r e l a c i ó n p r u e b a d e M o r i s k y - G r e e n y s e x o n o p r e s e n t a r o n u n a d i f e r e n c i a e s t a d ís t i c a m e n t e significat iv a ( p= 0,895) ( Figur a 1) .

Figura 1 - Dist ribución de los pacient es en lo que se refiere a la adhesión al t rat am ient o m edicam ent oso de acuerdo con el sexo. San José del Rio Pret o, SP

(4)

s o v i t o

M Femenino Masculino Valor

o i c n a s n a

C N° % N° % p

i

S 2 4.55 0 0 **

o

N 42 95.45 24 100

l a n o i c o m E i

S 37 84.09 10 41.67 ** o

N 7 15.91 14 58.33

a z e t s i r T i

S 3 6.82 0 0 0.191

o

N 41 93.18 24 100

o v it o m l e e b a s o N i

S 1 2.27 6 25 0.006*

o

N 43 97.73 18 75

n ó i c a t n e m il A i

S 3 6.82 3 12.5 0.43

o

N 41 93.18 21 87.5

r o l a C i

S 2 4.55 0 0 **

o

N 42 95.45 24 100

) o ( a s o i s n A i

S 1 2.27 1 4.17 **

o

N 43 97.73 23 95.83 s a d a i c o s a s e d a d e m r e f n E i

S 1 2.27 4 16.67 0.049* o

N 43 97.73 20 83.33 o t n e m a c i d e m l e d a tl a F i

S 1 2.27 0 0 **

o

N 43 97.73 24 100

o m s i u q a b a T i

S 0 0 1 4.17 **

o

N 44 100 23 95.83

o m s il o h o c l A i

S 0 0 4 16.67 0.013*

o

N 44 100 20 83.33

s a g o r D i

S 0 0 1 4.17 **

o

N 44 100 23 95.83

o i r a t i d e r e H i

S 0 0 2 8.33 **

o

N 44 100 22 91.67

o j a b a r T i

S 0 0 1 4.17 **

o

N 44 100 23 95.83

Figura 2 - Dist ribución de los pacient es hipert ensos, según la cant idad de m edicam ent os ut ilizados y el sex o. San José del Rio Pr et o, SP

En lo que se r efier e a los hábit os de v ida r elacionados al t r at am ient o no m edicam ent oso, se v er if icó q u e 8 5 , 2 9 % m an t ien en p or lo m en os u n hábit o de vida no saludable ( Figur a 3) .

Figu r a 3 - Dist r ibu ción de los su j et os de acu er do con el núm er o de hábit os de v ida no saludables y el percent il de no adhesión. San José de Rio Pret o, S P

A pesar de que no fue el obj et iv o de est e e s t u d i o , s e o b s e r v ó u n a r e l a c i ó n s i g n i f i c a t i v a ( p= 0,049) ent re los port adores de diabet es m ellit u s y la relación cint ura/ cadera ( RCC) , siendo que 82% de los pacient es pr esent ar on RCC alt er ada, o sea, hom br es con RCC> 0 , 9 5 y m uj er es > 0 , 8 5 cm y, de est os, 25% er an por t ador es de d iab et es m ellit u s.

En lo que se refiere a los m ot ivos de la no a d h e s i ó n a l t r a t a m i e n t o m e d i c a m e n t o s o y n o m edicam en t oso en la opin ión de los pacien t es, el fact or em ocional r ecibió dest aque en am bos sex os. En t r e l as m u j er es, 8 4 , 0 9 % r esp o n d i er o n q u e el fact or em ocional int erfería en el cont rol de la presión ar t er ial, y en t r e los h om b r es ese n ú m er o f u e d e 41,67% . Se puede obser v ar, t am bién, una r elación e st a d íst i ca m e n t e si g n i f i ca t i v a e n t r e h o m b r e s y m uj eres, en lo que se refiere a las respuest as. Ent re ellas no saben el m ot iv o ( p= 0,006) , enfer m edades asociadas ( p= 0,049) y alcoholism o ( p= 0,013) ( Tabla 1) .

Tabla 1 - Mot ivos de la no adhesión al t rat am ient o m edicam ent oso y no m edicam ent oso en la opinión de los pacient es, de acuerdo con el sexo. San José del Rio Pret o, SP

* Valor de p por la prueba exata de Fisher; * * no fue posible encontrar valor de p

DI SCUSI ÓN

(5)

La adhesión al tratam iento de HAS es un factor prim ordial para el control adecuado de la PA, entre tanto, es difícil detectarla y, sobre todo, cuantificarla(10-11). En

un estudio realizado con 60 universitarios de la ciudad de Lubango, Angola, que reconocieron ser portadores de hipertensión arterial, apenas 16(26,7% ) hacían algún t ip o d e t r at am ien t o con t r a la en f er m ed ad( 1 2 ). Es

im p or t an t e con sid er ar ese con cep t o com o sien d o m ult idim ensional, ya que de él part icipan diferent es aspectos. A pesar de que se debe considerar al portador de hipert ensión com o el foco cent ral del proceso, la ocurrencia de la adhesión no depende únicam ente de él, y sí del conj unt o de elem ent os const it uyent es del proceso, o sea: port ador de hipert ensión, profesional de salud y sistem a de salud. El esfuerzo desarrollado por un elem ento aislado de ese conj unto ciertam ente no conducirá a buenos resultados, siendo necesaria la acción conj unt a para que la “ adhesión al t rat am ient o antihipertensivo” sea alcanzado( 7).

Fu er on id en t if icad as alg u n as lim it acion es im portantes en la realización de este trabajo. La prim era fue la falta de inform aciones contenidas en las fichas de at ención de enferm ería, que se present aban casi siem pre incom pletas. Entretanto, la m ayor dificultad que se encont ró fue la localización de los pacient es en la búsqueda a través del teléfono. Entre los 123 pacientes seleccion ados par a la in v est igación , 5 5 n o f u er on co n t act ad o s p o r f al t a d e i n f o r m aci o n es o d e inform aciones equivocadas contenidas en las fichas. Esto dem uestra la falla del sistem a de salud que no m antiene su sistem a actualizado.

Se obser v ó que la m ay or ía de la población est udiada se encont raba en el int ervalo de edad de m ayor riesgo, o sea, edad m ayor de 60 años. Hecho en co n t r ad o p o r l as V Di r ect r i ces Br asi l eñ as d e Hipertensión Arterial(8), la cual estim ó que m ás de 60%

de los ancianos son hipertensos. Otro dato im portante es q u e, an t i g u am en t e, l o s h o m b r es t en ían m ás probabilidad de desarrollar HA debido a los hábitos de vida, entre tanto, con la m ujer actuando cada vez m ás en el m ercado de trabajo y los cam bios en los hábitos de vida ocurrió un aum ent o del núm ero de m uj eres hipert ensas( 13). En est e est udio, el sexo fem enino se

m o st r ó p r ed o m i n an t e, r esu l t ad o sem ej an t e f u e encont r ado en una invest igación sobr e adhesión de hipertensos al tratam iento m édico(14). Algunos estudios

sugieren que la act ividad de t rabaj o ext ra dom iciliar, puede haber influenciado lo encontrado. Sin em bargo, eso s ar g u m en t o s n o est án co n si st en t em en t e est ablecidos en la lit erat ura debido a la dificult ad de

definición de grandes est udios, sobre t odo, debido a los sesgos que pueden presentar(3,14).

La presencia en las consultas puede ser un de l o s p ar ám et r o s p ar a ev al u ar l a ad h esi ó n al tratam iento(15). Algunas investigaciones verificaron, en

program as de acom pañam ient o de hipert ensos, que los individuos m ás asiduos a los encuent ros t uvieron una m ayor reducción de los niveles de tensión(16). Así,

la pr esencia del pacient e en la unidad de salud es determ inante para el control de la hipertensión, ya que m otiva al individuo y esa, a su vez, conduce a ciertas act it u des qu e con t r ibu y en par a r edu cir la PA. Los encuent ros frecuent es favorecen un m ej or m onit oreo de los niveles de presión, así com o la oportunidad de tener m ás acceso a las inform aciones, pudiendo servir de base par a el cum plim ient o de las or ient aciones d el an t e d el t r at am i en t o m ed i cam en t o so y n o m edicam entoso(17). Uno de los principales beneficios del

núm ero m ayor de visit as es la posibilidad de realizar ajustes terapéuticos y acom pañam iento de la ocurrencia de efect os colat erales. Las visit as frecuent es t am bién proporcionan cam bios m ás efectivos en el estilo de vida y bienestar de los pacientes, con posible reducción de la ansiedad y del estrés(18). En el presente estudio, la

asiduidad a las consultas y al grupo de hipertensión, se m ost r ó sat isfact or ia, una v ez que fue analizada la frecuencia de aquellos pacient es que no seguían las recom endaciones del tratam iento m edicam entoso o no m edicam ent oso, y que, confor m e las r ut inas de la institución, retornan a las consultas a cada 90 días. Un est udio dem ost ró una caída m ayor en los niveles de presión en grupos de pacientes con visitas a cada 15 d ías, cu an d o co m p ar ad o s a o t r o g r u p o , cu y o s encuentros se realizaban a cada 90 días(18). Adem ás de

eso, en el grupo donde los encuentros eran frecuentes, se m anutuvo la reducción de los niveles de tensión a lo lar go del t r at am ien t o, lo qu e dem u est r a el efect o favorable de las visit as frecuent es para garant izar el com portam iento de adhesión y m antener la eficacia de la terapéutica.

Varios son los fact ores que int erfieren en la adhesión al tratam iento (sexo, edad avanzada, asiduidad a las consultas, entre otros), entre ellos se destaca el com portam iento frente al uso de los m edicam entos(19).

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tratam iento. Un trabajo realizado con 130 pacientes en San Pablo present ó result ados sem ej ant es, 77% con una punt uación m enor o igual a 3, por lo t ant o, no adherentes(19). Según algunos autores, a pesar de que

ese m étodo es bastante utilizado en estudios, pueden ocurrir algunos problem as en lo que se refiere a las au t o in f or m acion es, t ales com o om isión , f allas de m em oria y fallas en el proceso de com unicación(15).

En condiciones de vida diaria, la adhesión al t r at am i en t o an t i h i p er t en si v o se h a d em o st r ad o insuficiente. Algunos estudios m ostraron que cerca de 2/ 3 de los casos de hiper t ensión no obt uv ier on las r ed u ccion es d e PA p r ev ist as con la m on ot er ap ia; delant e de ese hecho, nuevos m edicam ent os fueron i n t r o d u ci d o s en l a t er ap éu t i ca, d i f i cu l t an d o su seguim iento(8). Delante de la necesidad de realizar un

control m ás riguroso de la PA, la tendencia actual es la introducción m ás precoz de una terapéutica com binada de ant ihipert ensivos en un solo m edicam ent o com o prim era m edida m edicam entosa, facilitando la adhesión. Est o puede no encuadr ar se par a pacient es de est e estudio, una vez que los m edicam entos utilizados son ofrecidos por el servicio público, que no dispone de presentaciones com binadas de antihipertensivos en una única m edicina.

Un gran desafío en el diagnóstico y control de la hiper t ensión ar t er ial es conocer el im pact o de la en f er m ed ad y su t r at am i en t o so b r e l a v i d a d el paciente(9). En el presente estudio, fueron analizados 4

de los diversos hábitos de vida de los pacientes: 85,29% t enían hábit os de vida no saludables. La ocurrencia si m u l t án ea d e h áb i t o s p o co sal u d ab l es co m o el t abaquism o, sedent arism o y consum o de alcohol con la ausencia de un tratam iento fue relatada tam bién en otro estudio(7).

CONCLUSI ONES

Lo s r e su l t a d o s o b t e n i d o s e n e st a investigación sobre adhesión de pacientes hipertensos al t rat am ient o m edicam ent oso y no m edicam ent oso perm it ieron las siguient es conclusiones:

61,76% dem ost r ar on asiduidad a las consult as; -8 6 , 7 6 % n o p r esen t ar on ad h esi ón al t r at am i en t o m ed i ca m en t o so d e a cu er d o co n el p r o t o co l o d e Mor isk y - Gr een; - 8 5 , 2 9 % t ien en por lo m en os u n h ábit o de v ida n o salu dable, o sea, n o adh ir ier on t ot alm en t e al t r at am ien t o n o m edicam en t oso; los p r i n ci p a l e s m o t i v o s r e f e r i d o s p o r l o s p a ci e n t e s hiper t ensos par a no adher ir al t r at am ient o fuer on: em ocion al ( 6 9 , 1 % ) , n o su pier on r elat ar el m ot iv o ( 10,3% ) y alim ent ación ( 8,8% ) .

CONSI DERACI ONES FI NALES

En este estudio, se verificó un porcentaj e de adhesión m ayor que el descrito en la literatura actual, pudiendo ser explicado por la at ención recibida por los pacient es por part e de un equipo m ult idisciplinar. La lucha cont ra la no adhesión a los t rat am ient os de la HA constituye un gran desafío tanto para el Estado com o para los profesionales de salud, ya que depende de la im plem entación de program as m ultidisciplinares en t od os los n iv eles d e at en ción a los p acien t es hiper t ensos, par a que las int er v enciones sean m ás ef icaces.

Lo encont rado puede proporcionar subsidios par a r ealizar in t er v en cion es en la asist en cia a los pacient es con HAS con el obj et ivo de aum ent ar las t asas de adhesión y calidad de vida.

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Imagem

Figura 1 -  Dist ribución de los pacient es en lo que se refiere a la adhesión al t rat am ient o m edicam ent oso de acuerdo con el sexo
Figu r a  3   -   Dist r ibu ción   de  los  su j et os  de  acu er do con el núm er o de hábit os de v ida no saludables y el percent il de no adhesión

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