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Rev. Bras. Anestesiol. vol.65 número3

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Academic year: 2018

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RevBrasAnestesiol.2015;65(3):235---236

REVISTA

BRASILEIRA

DE

ANESTESIOLOGIA

PublicaçãoOficialdaSociedadeBrasileiradeAnestesiologia www.sba.com.br

CARTA

AO

EDITOR

O

que

falta

para

o

manejo

de

via

aérea

difícil

no

século

21

What

is

missing

for

difficult

airway

management

in

the

21st

century

CaroEditor,

OalgoritmodaSociedadeAmericanadeAnestesiologiapara o manejo de via aérea difíciltem diminuído significante-menteamorbimortalidaderelacionadaaomanejodasvias aéreas.1 Tal algoritmo, bastante difundido em diferentes

países,forneceumaestruturaracionaleefetivaparaa abor-dagemdoanestesiologistanessecenárioclínico.Omesmo apresentasuanovaversãodestacandoautilizac¸ãode dispo-sitivossupraglóticosedavideolaringoscopia.2

Osalgoritmosde‘‘viaaéreadifícil’’têmsetornadoum pilardosprogramasdetreinamentoemanestesiaeprática clínica.Suaeficáciadependedaproficiência deseus usuá-rios,eotreinamentoemváriastécnicasdemanejodevias aéreas émandatório. Apesar disso,nem todososusuários em treinamento, ou até médicos experientes, têm com-pletacompetêncianosatuaisalgoritmosoutécnicasdevia aéreadifícil.EmrecenteestudonoReinoUnido,aincidência decomplicac¸õesatingeacasade1:5000casos.Aprincipal causaéahipoxemia,quetrazsequelas desastrosas,como paradacardíaca,danocerebralemorte.3Infelizmentenão

temoscomparativoscomaatualrealidadebrasileira.Entre ascausasapontadasparaestesdesfechos,podemoscitara inabilidadedeavaliac¸ãodasviasaéreasdemaneira predi-tiva,ausênciadetreinamentoadequadoedeequipamentos essenciais.3

No intuito de garantir, com sucesso, diferentes apresentac¸ões de vias aéreas, o médico deve possuir habilidades psicomotoras que podem ser obtidas apenas através de treinamento e experiência. Neste quesito,

por meio do Advanced Airway Management Program,

da Universidade de Stanford, liderado pelo Dr. Vladimir Nekhendzy, foram treinados mais de mil anestesiologis-tas brasileiros nas varias técnicas de manejo das vias aéreas.Esteéfrutodeumtrabalhorealizadoemconjunto com várias sociedades estaduais de anestesiologia desde 2007(comunicac¸ãopessoal).Ofatodevivereconheceras duasrealidades(BrasileEstadoUnidos)nospermitelanc¸ar

DVM Díficil ventilação sob

máscara

Máscara laríngea

Sucesso prosseguir cirurgia sob

ML Intubar por Fibroscopia

Falha – reverter para máscara facial Díficil ventilação sob

máscara Cricotireoidotomia

Figura1 Difícilventilacãosobmáscarafacial(DVM).

umdesafioatodososcolegasparadiminuirestadiferenc¸a encontrada, principalmente em relac¸ão à disposic¸ão de equipamentosessenciais.

Obougie4 e a máscaralaríngea5 têmmostrado ser

efi-cientes no manejo da maioria dos cenários de via aérea difícilnãoantecipada;noentanto,hojeem dia, dispositi-vosópticostêmsidousadoscomfrequência.Infelizmente, muitosprogramasde treinamentonãotêmacesso aesses dispositivos.

Nós propomos um novo e simplificado algoritmo de manejodevia aéreadifícil.Nossoobjetivoéproporcionar uma abordagem padronizada no manejo de via aérea difícilquefocaemproblemasinstitucionais(porexemplo, acessibilidade, materiais e treinamento) e que possa ser amplamenteaplicada.Baseadonaestratégiaorganizacional recomendada por Schmidt e Eikermann, nós propomos um modelo de manejo de via aérea difícil que conduza ao aprendizado e, uma vez dominado, à forte aderên-cia. Simplificamos o organograma de decisão para três situac¸ões:(1)ventilac¸ãocommáscaradifícil(VMD,fig.1); (2) laringoscopia direta (LD) mal-sucedida com Cormack--Lehane/Yentis6,7 Grau I ou II (fig. 2); e (3) laringoscopia

direta (LD) malsucedida com C-L/Y Grau III ou IV (fig. 3).

Numesforc¸oparasimplificarestaabordagem,enquantose maximizaacompetênciatécnica,nossaabordagemincluiu apenascincoequipamentosdeviaaérea:obougie,a más-caralaríngea(que podeservirparaventilac¸ãoouconduto paraintubac¸ão),o videolaringoscópio,obroncofibroscópio eoaparelhomoduladordefluxodeoxigênio(Enk®).

http://dx.doi.org/10.1016/j.bjan.2013.11.008

(2)

236 CARTAAOEDITOR

LD

Sucesso

Falha

C-L /Y 3 and 4

C-L /Y 1 and 2a, 2b

LD falha C-L/Y 1 ou 2a, 2b

- Sucesso -Falha (considerar como Classe

3 e 4 GEB

Figura2 Falhanalaringoscopiadireta(LD)comvisãoGrausIe IIdeacordocomaclassificac¸ãodeCormack-Lehanemodificada

porYentis(C-L/1e2).

LD falha C-L /Y 3 ou 4

Broncofibroscopia Videolaringoscopia Máscara laríngea

Figura3 Falhanalaringoscopiadireta(LD)comvisãoGraus

IIIeIVdeacordocomaclassificac¸ãodeCormack-Lehane

modi-ficadaporYentis(C-L/Y3e4).

Umestudopilotoincluindopreceptoreseresidentesde anestesiologia em duas instituic¸ões acadêmicas foi reali-zadoem Recife, Pernambuco,no períododesetembrode 2012 a setembro de 2013. Cada local recebeu um dia de instruc¸ão como parte do programa, o qual incluiu um modulodidáticoeoutrocomestac¸õesdehabilidades.Apos estetreinamento,houvetambémacompanhamentodentro doblococirúrgico.Sabemosque,paravalidarumalgoritmo, centenas ou até milhares de pacientes são necessários.8

Estapropostaincluiferramentasqueestãoàdisposic¸ãodo anestesiologista e já foram validadas na literatura. Res-saltamosquecada dispositivoapresentaindicac¸ões únicas quepodemservantajosasemcertassituac¸õeselimitantes emoutras.Nãoexisteumasoluc¸ãooudispositivoúnicoque permita a soluc¸ão definitiva para o manejo de via aérea difícil. A lic¸ão que tiramos é que, com um investimento relativamente baixo para a administrac¸ão dos hospitais, é possível capacitar nossos anestesiologistas e centros cirúrgicos de maneira adequada. Estamos analisando a

viabilidadedarealizac¸ãodeumvastoestudoprospectivono futuro.

Iniciativascomoestaserãocapazesdeajudara identifi-carasnecessidadeslocaisespeciais easuaviabilidadede implementac¸ão, e também de fornecer uma variedade de soluc¸ões para esses problemas encontrados na prática clínica diária em comunidades com baixo poder socio-econômico. Não podemos permitir que nossos pacientes continuemasofrerpelafaltabásicadeequipamentos.Fica aquionossoapelo:complicac¸ãoZEROpelafaltadematerial essencialnomanejodeviasaéreas!

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

Referências

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2.ApfelbaumJL,HagbergCA,CaplanRA,etal.,AmericanSociety of Anesthesiologists Task Force on Management of the Diffi-cultAirway.Practiceguidelinesformanagementofthedifficult airway:anupdatereportbytheAmerican Societyof Anesthe-siologists Task Force on Management of the Difficult Airway. Anesthesiology.2013;118:251---70.

3.CookTM,WoodallN,FrekC,FourthNationalAuditProject.Major complicationsofairwaymanagement intheUK:resultsofthe FourthNationalAuditProjectoftheRoyalCollegeofAnaesthesia andtheDifficultAirwaySociety.PartI:anesthesia.BrJAnaesth. 2011;106:617---31.

4.LattoIP, StaceyM, MecklEnburgh J, etal. Surveyof theuse of the gum elastic bougie in clinical practice. Anaesthesia. 2002;57:379---84.

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7.YentisSM,LeeDJ.Evaluationofanimprovedscoringsystemfor thegradingofdirectlaryngoscopy.Anaesthesia.1998;53:1041---4.

8.Combes X, Jabre P, Margenet A, et al. Unanticipated dif-ficult airway management in the prehospital emergency setting:Prospectivevalidationofanalgorithm.Anesthesiology. 2011;114:105---10.

PedroPauloTanakaa,∗,RafaelaPessoab,

RaphaellaFernandesbe JayBrodskyb

aStanfordUniversitySchoolofMedicine,Stanford,CA,

EstadosUnidos

bHospitaldasClínicas,UniversidadeFederalde

Pernambuco(UFPE),Recife,PE,Brasil

Autorparacorrespondência.

Imagem

Figura 1 Difícil ventilacão sob máscara facial (DVM).
Figura 2 Falha na laringoscopia direta (LD) com visão Graus I e II de acordo com a classificac ¸ão de Cormack-Lehane modificada por Yentis (C-L/1 e 2).

Referências

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