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J. Pediatr. (Rio J.) vol.90 número5

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JPediatr(RioJ).2014;90(5):431---436

www.jped.com.br

EDITORIAL

Rheumatic

and

other

musculoskeletal

manifestations

and

autoantibodies

in

childhood

and

adolescent

leprosy:

significance

and

relevance

,

夽夽

Manifestac

¸ões

reumáticas

e

outras

manifestac

¸ões

musculoesqueléticas

e

autoanticorpos

em

crianc

¸as

e

adolescentes

com

hanseníase:

significado

e

relevância

Arvind

Chopra

CenterforRheumaticDiseases,Pune,Índia

Ahanseníaseéumadoenc¸atransmissívelimportante. Ape-sar de programas intensivos de controle e erradicac¸ão e daeconomia em avanc¸adodesenvolvimento, paísescomo aÍndiaeoBrasilcontinuamasergrandesreservatóriospara adisseminac¸ãodadoenc¸a.

A hanseníase em crianc¸as representa cerca de10% de todososcasosem regiões endêmicas.Em 2010, o coefici-entededetecc¸ãodahanseníasenoBrasilfoi18,3/100.000 napopulac¸ãogerale1,3/100.000emcrianc¸as(<15anosde idade).1Aproporc¸ãodecrianc¸as(<15anosdeidade)foide

12,9%dentretodososcasosdehanseníaseem umrecente estudoprospectivofeitonaÍndia.2 Dentreascrianc¸as com

hanseníase,53%tinham10anosdeidadeoumenos,segundo

DOIssereferemaosartigos:

http://dx.doi.org/10.1016/j.jpedp.2014.05.005, http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2014.06.003

Comocitaresteartigo:ChopraA. Rheumaticand other

mus-culoskeletal manifestations and autoantibodies in childhood and

adolescentleprosy:significanceandrelevance.JPediatr(RioJ).

2014;90:431---6.

夽夽VerartigodeNederetal.naspáginas457---63.

E-mail:[email protected]

umestudo feito na Colômbia.3 Apesar de rara e

normal-mentepassardesapercebida,estadoenc¸atemsidorelatada em neonatos.4 Para entender o envolvimento

musculoes-quelético (MSK), vale avaliar hanseníase em crianc¸as e adolescentes(tabela1).2,5---8 Asestatísticasdeprevalência

sãoconfundidascompequenostamanhosdeamostras,local deestudoemetodologia.

Vários aspectos do início da doenc¸a na infância e na adolescênciaprecisamserreconhecidos,eestespodemser únicos. A hanseníase em crianc¸as é uma reflexão crítica daextensãodatransmissão (bactéria)na comunidade. As crianc¸assãotidascomoogrupomaisvulnerávelàinfecc¸ão porMycobacteriumlepra.Operíododeincubac¸ãoda han-seníase geralmente é longo (varia de 2-7 anos), e, para contraira doenc¸a,ascrianc¸as precisam estar em contato intenso com um caso contagioso (normalmente na famí-lia). Vários adolescentes e adultos jovens provavelmente contraíram a doenc¸a quandocrianc¸a. O espectro da han-seníasecomoumtodotambémpodeservistoemcrianc¸as, apesarde asproporc¸ões de tipos poderem variar. As for-mastuberculoide, dimorfa e indeterminada predominam. Oenvolvimento articularmusculoesquelético (MSK) signifi-cativoé visto predominantemente na forma virchowiana,

(2)

Chopra

A

Tabela1 Estudosepidemiológicosselecionadossobrehanseníase,comreferênciaespecialaoiníciodadoenc¸anainfância

Estudo Tipo Localdoestudo Populac¸ão

deteste

Tamanhoda amostrade crianc¸as

Idade(anos) Distribuic¸ãogeraldos tiposdehanseníaseem crianc¸as(porcento)

Observac¸ão/algumadescric¸ão doiníciodahanseníasena infância

Imbiriba5

1998-2005 (Brasil)

AT PNEH,urbano 474 <15 Maiscomum:

tuberculoide;seguidada

dimorfa(PB=71%)

10,4%decasosinfantisde

todososcasosdehanseníase;

2,9%deinvalidez;

Vara6

1999-2002 (Índia)

EP Faculdadede

Medicina---Pelee

Hanseníase ---Ambulatório

800novos

pacientes com hanseníase

67 4-14 DT=36;HD=25;DV=19;

TP=9;VP=6;HNP=5

[LUP=18%;MB>50%]RH

nãodescrita

15%decontatonafamília;70%

denervodegrossocalibre;

10,4%comdeformidadede

grauII;6%deformidadeulnar;

3%comparalisiafacial;1,5%

compécaído;46%deBAAR+na

baciloscopia

Moreira7

2001-2009 (Brasil)

ER,AT(base

dedados)

Salvador,bd

SINAN, comunidade urbana

3226 290 <15 66%paucibacilar(tipos

individuaisnãodescritos

emcrianc¸as)

3milhõesdepessoasda

populac¸ãourbanaexaminadas

e3229casosdehanseníase

identificados

[tTuberculoide=32;

indeterminada=17;

virchowiana=18;dimorfa=29;

inclassificável=4];18%das

crianc¸ascomdeficiência

Chaitra2

2005-2013 (Índia)

ER,RC Faculdadede

Medicina---Pelee

Hanseníase ---Ambulatório

280novos

casosde

hanseníase

36 0-14(75%

entre11-14

anos)

TP=50;DT=38;

Indet.=6;DV=3;

Histoide=3;VP=0;

[LUP=61%;PB=75%]3%

deRHTipo1eENHcada

47%denervodegrossocalibre;

5casoscomdeficiênciamínima

(1pécaído);8%deBAAR+na

baciloscopia;75%de

histopatologiaconclusiva;

Shetty8

2014(Índia)

Pesquisapor

Ddomicílio

Clínicas

comunitáriasdo

governo

0,8milhões 69 <15 DT=59;Indet.=23;

DV=9;HD=2;NC=7

[PB=73.5;LUP=49%]

Estudodapopulac¸ão;

PrevalênciaInfantil(exame

clínico):urbana=1,5;

rural=10,5(acada10.000)

(clinico+baciloscopia+

histopatológico)

Osestudossãodenaturezageral eincluem,em suamaioria,populac¸ãomistade adultosecrianc¸as(exceto oestudodeImbiriba etal.),enãosãodirecionadosaoenvolvimento musculoesquelético/articular.

(3)

Rheumaticandothermusculoskeletalmanifestationsandautoantibodiesinchildhood 433

além de reac¸ões hansênicas, que são, de certa forma, menosvistasnapediatria.9,10Aslesõesdepelehipoestéticas

individuais, formas paucibacilares e baixa positividade da baciloscopia(bacilo álcool-ácidoresistente-baar)parecem sermarcaregistradadecasosnainfância.

OenvolvimentoMSKéfrequenteevariável(tabela2).9---14

A extensão é, em grande parte, influenciada pelos fato-res geográficos e endêmicos e pelos locais do estudo, e esta variou consideravelmente.9,10,13 Surge depois das

manifestac¸ões cutânease neurológicas em estados come semreac¸ões.AmaioriadosestudosMSKnahanseníasefoi feita no Brasil e na Índia (tabela 2). Em geral, os dados MSKsãoescassoselamentavelmenteignoradosemcrianc¸as (tabela 2). A antiguidade da hanseníase na infância foi recentementeestabelecidapeladescobertadedoiscasosda deonac¸ana infância,comenvolvimentoósseo,em antigos restosdeesqueletos.15

As comparac¸õesdetalhadasdecasuísticaconstantesna

tabela2nãoestãoadequadasdevidoaosdiferentesmétodos usadoseaváriasoutrasquestõesproblemáticas.Opadrão geraldasdoenc¸as MSKpodenãodiferirmuitoemcrianc¸as eadolescentes.Váriosestudos9,10,12confirmaramanatureza

nãoerosivadahanseníaserelacionadaàartriteinflamatória. Ahanseníaseétratadapredominantementepor derma-tologistas. É provável que somente uma proporc¸ão com afetac¸ão MSK significativa seja vista por reumatologistas (tabela2).Ahanseníasecomartritesignificativanainfância parecenãoser frequente.O autor(AC)visitoua fonteda base dedadosdeumrelatório casuístico(tabela2).10 Um

casorelatadofoiodeumindivíduode19anosdeidadedo sexomasculino(históricoanteriordepsoríase depeleaos 10 anos deidade), que foi examinado devido a uminício febrilagudode artritereumatoide (RA),assimcomo poli-artrite(soronegativoparafatorreumatoide,FR),lesõesde pele atípicase algunsnódulos suspeitos, tendosido final-mentediagnosticadocomeritemanodosohansênico(ENH). Um médiade 1.700 pacientes reumáticosem encaminha-mento(crianc¸aseadolescentes)foramavaliadosduranteo períododeestudo(1998-2013).Umaproporc¸ãosignificativa dehanseníaserelacionadaàartriteinflamatóriaexaminada porreumatologistasemumestudo9baseadonahanseníase

clínicafoirelatadacomointimamentesemelhanteàARou àespondilartrite(SSA).

Écontrárioaessepontodevistaqueoestudo14recente

realizadoporNederetal.detenhaomérito.Apesardeum tamanhodeamostrarelativamentepequeno, o estudo foi bem projetado. Foram envolvidos dermatologistas e reu-matologistaspediátricos.Oestudoforneceualgumasideias importantes.Diferentementedeoutrosestudos(tabela2), esteesteveverdadeiramentefocadonoMSKenaartriteem crianc¸as eadolescentesque sofrem dehanseníase.A pre-valênciadadisfunc¸ãoMSKarticular(comdurac¸ãomédiade 12meses)foide14%.Cincopacientes,predominantemente comhanseníasedimorfa,apresentaramumapoliartrite assi-métricacrônica(nasmãos).Apesar daforte dorarticular, nenhumadascrianc¸asfoidiagnosticadacomsíndromesde dor MSK (como a fibromialgia). Uma destruic¸ão funcional expressivafoiregistrada.Asreac¸õeshansênicas(apenasdo Tipo1)eumaneuropatiasignificativa(normalmente silen-ciosa) foram (p<0,05) observadas no grupo MSK. Embora as formas paucibacilares tenham sido predominantes, os pacientesMSKforam,emsuamaioria,diagnosticados com

hanseníasemultibacilar.A prevalênciade FRe anticorpos antinucleares (ANA) foi baixa (tabela 2), exceto o anti-corpo anticardiolipina imunoglobulina M (IgM) (casos=8, controle=6),eváriosoutrosautoanticorpos(AAb)estiveram ausentesouforaminsignificantes(<2%).

Em um sentido mais amplo, com base na experiência pessoaleem análisedaliteratura,oenvolvimento articu-lar MSKna hanseníase podeser classificadonas seguintes categorias: (i)artrite inflamatória, normalmente aguda e comumentevistaemreac¸õeshansênicasequepode mime-tizaraAR(artriteidiopáticajuvenilemcasodecrianc¸as)ou aSSA;(ii)inchac¸oinflamatóriodasmãose/oudospés (seme-lhante à síndrome de ‘‘Sinovite Simétrica Soronegativa RemitentecomEdemaPuntiforme’’);(iii)artrite neuropá-tica ouarticulac¸ões de Charcot e geralmente vista como artrite crônica; (iv) artrite séptica; (v) artralgias e mial-giasnãoespecíficas;(vi)tendênciaaoreumatismodepartes moles,incluindotenossinoviteeentesite;(vii)envolvimento inflamatório sistêmico semelhante à doenc¸a vascular do colágeno---incluindovasculite,miosite,púrpura tromboci-topênicatrombótica,fenômenodeLúcio,crioglobulinemia, vasculite/gangrenadigital;(viii)formascrônicas coexisten-tesdeartrite, queincluemAR,SSA, osteoartritee outras disfunc¸õesreumatológicas,quenormalmentesãodifíceisde diferenciartotalmentedaartriterelacionadaàhanseníase. Com o passar do tempo, os pacientespodem apresen-tarumasobreposic¸ãodecategoriasouexpressardiferentes disfunc¸õesMSK. Diversosestudos10,12,16 de clínicas

reuma-tológicasmostraram,inequivocamente,queumaproporc¸ão significativadepacientescomhanseníasepodeapresentar, pelaprimeiravez,artriteinflamatóriaaguda,normalmente umcomponente dareac¸ãohansênica eerroneamente tra-tadaporperíodosprolongadoscomdrogasantirreumáticas (com consequências possivelmente desastrosas). O envol-vimentoarticular normalmente é ignorado em crianc¸as e adolescentescomhanseníase,eodiagnósticodiferenciado depoliartritecrônica incluiartriteidiopáticajuvenil, leu-cemiaagudaelúpuseritematososistêmicoinfantil.14 Para

resumir,ahanseníase éuma grandeimitadora do sistema articularMSKepodeapresentarmanifestac¸õesmultiformes queexigemumaltoíndicedesuspeitaclínicaparafazerum diagnósticocorretoeoportuno.10,12

Ébemsabidoquepacientesdehanseníasepodemestar cheios de anticorpos. De um ponto de vista reumatoló-gico, é importante reconhecer os AAb falsos positivos, queincluemFR,ANA,anticorposcontrapeptídeoscíclicos citrulinados(a-CCP),anticorposcontraantígenos citoplas-máticosdeneutrófilos(ANCA)eanticorposantifosfolípides (AAF)/anticorposanticardiolipina(ACL).AfrequênciadeFR soropositivo(tabela2)variouconsideravelmente,eissose devea métodos deensaio, selec¸ão depacientes e outras razões.Emumestudocontroladosobrehanseníase,1735%e

55,8%dospacienteseramsoropositivosparaFReANA, res-pectivamente;15,8%eramsoropositivosparaambososAAb. Nãohouvecorrelac¸ãoentreFR/ANAeartrite(prevalênciade 68%)nosegundoestudo.17 Foirelatado11 que afrequência

deFRsoropositivovariaconsideravelmenteem tipos dife-rentesdehanseníase(virchowiana>dimorfa>tuberculoide >indeterminada).

Ribeiroetal.13(tabela2)demonstraramumamenor

(4)

Chopra

A

Tabela2 Estudosselecionadosdehanseníaseemcrianc¸aseadolescentescomreferênciaaoenvolvimentoarticularmusculoesquelético(MSK)

Estudo Tipo Localdo

estudo Tamanho da amostra Prev. MSK (%) Idadeem anos

Distribuic¸ãodostipos dehanseníaseem MSK(%)

FR ANA PerfilMSK(por cento)

Observac¸ão

Vengadakrishnan11

2003(Índia)

EP,AT Hospitalde

hanseníase ---ambulatório (ensino)

70 61,4 9

casos<20

HD=39;Indet.=17;

tuberculoide=23;

virchowiana=21

34,9% (21% MSK)

NR PA(parecida

comAR)=44;

OLA=10;

RPM=17;

Artralgias=8;

En=3

82%denervosdegrossocalibre;indet.

maiscomumnaidade<20anos

(inexistênciadevirchowiana);47%deRH

(inexistênciadeENH)comartriteem

55%

Ribeiro13

2004-2006(Brasil)

EP,AT,

acompa-nhamento

Clínica

comunitáriade

hanseníase

158 48% médiade

39,88±

15,77

VP=38;DT=21;

DV=20;HD=16;

TP=3;Indet.=3

3% - Artralgia=20;

PA=80

82pacientesdecontrolecomhanseníase

semMSK;69pacientesdecontrolecom

AR;89controlessaudáveis

Pereira92004

(Brasil)

EP,AT,

acompa-nhamento Clínica comunitáriade hanseníase 1257 (i) 9,1c (ii)6,3c médiade

40±16

VP=34;DV=23;DT

=20;HD=17;

Indet.=3,8;TP=2,5

4,5% - PA=57;

OLA=36;MA=7

*70%dehomens;nenhumdosquetinham

artritetiveramasformastuberculoide

ouindet.;91%apresentaramRH(em

grandeparte,ENH)

Salvi101998-2012

(Índia)

ER,AT,

acom-panhamento Clínica comunitáriade encaminha-mentode artrite

33a ND mediana

de49

(19-72)

virchowiana=67;

tuberculoide=27;

polineurítica=6

27%d 38%d RA=21;

ANE=12;

vasculite=3;

AI-I=64

67%comneuropatiaclínica;38%dos

casosapresentarampelaprimeiravez

(AIe,geralmente,ENH);5casosde

deformidadeulnar;taxade

casos=0,08/100casosdereum.

Prasad12

2001-2010(Índia)

ER,AT Hospitalde

Reumatismo

---ambulatório (ensino)

44b ND médiade

40 (16-71)

ENH=64%;HNP=18;

VP=9;Charcot=2;

Lúcio=2;Outros=5

4,5% 2% PA=32;

parecidocom

SpA=16;

SMPI=25;

Charcot=2;

TS=20;PI=20;

Artralgias=16

70%denervosdegrossocalibre;PAera

parecidacomAR;5%dedeformidade

ulnar;50%dehanseníasecomAIaguda

Neder14

2010-2012(Brasil)

EP,AT,

acompa-nhamento

Hospitalde

pele

---ambulatório (universidade)

50 7 mediana

de12

(3-18)

94%delesõesda

pele;MB=48;PB=52

(86%MSKeraMB;58%

nãoMSKeraPB);

4% 2% MSK=14

(artrite=8;

artralgias=2;

mialgia=6);

47controlessaudáveis;RHTipo1=10%

(semENH);22%deneurite

Prev.,prevalência;FR,fatorreumatoide; ANA,anticorpoantinuclear; EP,estudoprospectivo; AT,análise transversal;ER,estudoretrospectivo;TP,tuberculoidepolar;DT,dimorfa tuberculoide;HD,dimorfa/borderline;DV,dimorfavirchowiana;VP,virchowianapolar;HNP,hanseníaseneuríticapura;Indet.,indeterminado;MB,multibacilar;PB,paucibacilar;RH, reac¸ãohansênica;ENH,eritemanodosohansênico;AI,artriteinflamatória;I,indiferenciada;SpA,parecidocomespondilartrite,membroinferiordominante;TS,tenossinovite;SMPI, síndromedasmãosepésinchados;OLA,oligoarticular;PI,pésinchados;En,entesite;RPM,reumatismodaspartesmoles;Reum.,reumatologia;AR,artritereumatoide;PA,poliartrite; ND,nãodisponível;MA,monoartrite;NR,nãorealizado;ANE,artralgiasnãoespecificadas.

a 41.000registrosdecasodereumatologiaexaminadosparaidentificarcasosdehanseníase;. b númeroderegistrosdepacientesexaminadosdesconhecido;.

(5)

Rheumaticandothermusculoskeletalmanifestationsandautoantibodiesinchildhood 435

significativadea-CCPem5,9%dospacienteseFRem16,8% deles;ospacientescomhanseníasevirchowianapolar(VP) apresentaramníveisdea-CCPeFRmaioresqueaquelescom hanseníasetuberculoidepolar(TP).Abaixasoropositividade dea-CCPpodeserútilparadiferenciaraARdehanseníases relacionadasàartriteinflamatória.

Um ANCA, um indicador de vasculite, foi relatado na hanseníase,19 e o p-ANCA (31% na virchowiana, 16% na

dimorfa,0%natuberculoide)teveumafrequênciamaiorque oc-ANCA(5%apenasnavirchowiana).Umestudoindiano20

(crianc¸asincluídasnogrupodadimorfatuberculoide[DT]) demonstrouumamploespectrodeAAb,incluindoANA,DNA de cadeia dupla (dsDNA) e ANCA em diferentes tipos de hanseníase. Aalta prevalênciadeanticorpos ANCA (62,5% c-ANCA)nesseestudofoidefatointrigante.

Uma associac¸ão deanticorpos AAFcom ahanseníaseé bemdocumentada. Vários pacientesapresentaram fenóti-postípicosdetrombosearterialeraramenteasíndromedo anticorpoantifosfolipídeoeraconfundidacomofenômeno deLúcioevice-versa.21

Umestudodeassociac¸ãogenômicaampladaChinacom muitasamostrasdemonstrouumaassociac¸ãoinequívocado locus NOD2, HLA-DRB1, LRRK2, TNFSF15 (molécula pare-cida com o fator de necrose tumoral [TNF]), PARK2 com ahanseníase.22 Apatogênesedeenvolvimentoarticularna

hanseníaseaindanãoestácompletamenteclara.Éevidente que uma inflamac¸ão imunomediada intensa motivada por uma única configurac¸ão genética e pelo meio interno de citocinaemumhospedeirosuscetívelestánocernede sín-dromes reumatoides inflamatórias e surtos reacionais em hanseníase. Diversascitocinasinflamatóriasdesempenham um papel fundamental: citocinas Th1 na reac¸ão Tipo I e citocinas Th2 e fator de necrosetumoral alfa no ENH. A infiltrac¸ãodiretadamembranasinovialeaneuropatia sen-sorialperiféricalevamàartritemutilante(dasarticulac¸ões de Charcotou neuropáticas). Algunsmecanismos molecu-lares de inflamac¸ão imunológica parecem ser comuns às disfunc¸õesinfecciosasouautoimunes.Aconcentrac¸ãosérica dasproteínasmieloide-relacionadapró-infalatórias(MRPs)8 e14foramrelatadasrecentementecomoelevadasnos paci-entescomartriteidiopáticajuvenil(>40vezesnotipoinicial sistêmico)einfecc¸ões(quasesetevezesnasreac¸ões hansê-nicasTipoII),emcomparac¸ãoaoscontrolessaudáveis.23

O diagnóstico precoce é essencial. A histopatolo-gia da pele é diagnosticada, sendo, porém, de alguma forma,negligenciadanapráticaclínica.Recentemente,um novo teste sorológico para a detecc¸ão de anticorpos do fosfoglicolipídio-1específicodoM.lepraefoivalidado,não tendosidoaindausadonapráticarotineira.24Outrasnovas

ferramentasvalidadasempacientespediátricoscom hanse-níaseincluemadetecc¸ãodesequênciasdeácidonucleico específicas por meio de sondas genéticas e técnicas de amplificac¸ão(reac¸ãoemcadeiadapolimerase[PCR]), imu-nocitoquímica e hibridizac¸ão in situ (que utiliza tecido epitelial).25

Um estudo26 retrospectivo recente de 99 registros de

pacientes (incluindo várias crianc¸as e adolescentes) com hanseníase com ENH concluiu que, em pelo menos dois pacientes, o ENH foi a causa direta do óbito. Apesar de nãoteremsidodescritosemdetalhes,quase70%doscasos pareceramtersofridodecaracterísticasextracutâneas sig-nificativas,queincluemfebre,neurite,artralgias,artrite,

tenossinovite, osteíte, dactilite, orquite, linfadenopatia, epistaxeeproteinúria(>70%apresentaramneurite;outras características foram registradas em < 15% dos casos). Emboraahanseníasesejaendêmicaemalgumaspartesdo mundo,elacontinuasendoumproblemaglobal.Um impor-tantefatorcontribuinte é ogrande númerodeimigrantes queprocuram abrigoem países desenvolvidos.O diagnós-ticopode serum desafio maiorem paísesnãoendêmicos devidoàbaixaconscientizac¸ão.Porfim,osprimeiros sinto-masdahanseníaseinfantildevemsoaralarmes apontando quehá algode erradocom os programasde prevenc¸ão e erradicac¸ãodadoenc¸a.

Conflitos

de

interesse

Oautordeclaranãohaverconflitosdeinteresse.

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Referências

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