T ÉCNICAS DE M OLDAGEM
5.1. C OM H IDROCOLÓIDE R EVERSÍVEL
O hidrocolóide reversível pode ser empregado com duas técnicas: a convencional, onde o hidrocolóide é
P R Ó T E S E F I X A
usado tanto na moldeira como na seringa, e a técnica mista ("sanduíche"), onde o hidrocolóide é usado na seringa e o alginato na moldeira.
5 . 1 . 1 . TÉCNICA CONVENCIONAL:
Com o hidrocolóide reversível é indispensável o uso de um condicionador com controle de temperatu- ra, para fluidificação e armazenagem do material e moldeiras especiais (Figs. 7.2A e 7.2B).
O condicionador de hidrocolóide possuí três com- partimentos, preenchidos com água e com controle de temperatura, diferentes para cada fase de tratamento do material.
A primeira etapa consiste na fluidificação do gel, que é feita com água na temperatura de 100°C, por um tempo mínimo de 10 minutos. Após sua fluidifi- cação, deve ser armazenado no segundo comparti- mento do condicionador, a uma temperatura entre 63 e 69°C. Em temperatura inferior, o material pode so- frer geleificação prematura, que é caracterizada por viscosidade excessiva e indesejável do material. Após o preenchimento da moldeira, esta deve ser mantida no terceiro compartimento, com a temperatura da água regulada em 46°C. Nesta fase, faz-se a colocação do fio retrator no sulco gengival.
Após os procedimentos de anestesia, remoção das coroas provisórias e limpeza dos dentes preparados, procede-se o afastamento gengival com fio retrator, que deve ter sido selecionado com um diâmetro com- patível com as características do sulco gengival, e com um tipo de vasocontrítor em função do estado de saúde geral do paciente. (Fig. 7.2C)
Após o isolamento do campo com rolos de algo- dão, corta-se um pedaço de fio suficiente para cir-
cundar todo o dente, adaptando-o sobre o término cervical do dente preparado. Com um instrumento de ponta romba tipo espátula de inserção n° 2, intro- duz-se cuidadosamente o fio retrator no sulco, co- meçando por lingual ou palatino e, contorna-se todo o dente. Como o tecido gengival nessa área é mais fibroso, o trauma causado pela pressão, durante a superposição das duas extremidades do fio, será me- nor. (Fig. 7.2D)
O fio deve ser mantido em posição pelo tempo determinado pelo fabricante, durante o qual, a mol- deira com o material e a seringa devem permanecer no compartimento, com a temperatura da água em 46°C.
A remoção do fio deve ser feita com muito cuida- do, toda a superfície lavada com água e, em seguida, o material deve ser injetado no sulco gengival (Fig. 7.2E). Neste momento, a moldeira já carregada com hidrocolóide é posicionada sobre os preparos e, per- mite-se que água seja conduzida para o interior da moldeira através da borracha condutora, para que ocorra o resfriamento e geleificação do hidrocolóide.
Após a geleificação do hidrocolóide, que ocorre entre 5 e 8 minutos, procede-se a remoção da moldei- ra, que deve ser realizada com um movimento único e rápido, e avalia-se o molde, buscando-se a reprodução de todos os detalhes dos dentes preparados (Fig. 7.2F). Após a remoção da moldeira, o molde deve ser mergulhado em solução de sulfato de potássio a 2%, por um tempo de 5 minutos, para que a presença do bórax no hidrocolóide não retarde a presa do gesso. Devido à baixa estabilidade dimensional deste material de moldagem, o molde deve ser vazado imediata- mente, prevenindo-se assim alterações dimensionais dos modelos de gesso. (Fig. 7.2G)
■ FIGURA 7.2A Condicionador de hidr
■ FIGURA 7.2B
M O L D A C E M E M O D E LO DE T R A B A LH O
A 7.2C ■ FIGUR
Fios para afastamento.
M FIGURA 7.2D
Fio dentro do sulco gengival.
■ FIGURA 7.2E ■ FIGURA 7.2F
Colocação do hidrocolóide com seringa Molde de hidrocolóide.
■ FIGURA 7.2G Modelo de trabalho.
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5 . 2 - MOLDAGEM COM SILICONAS 5 . 2 . 1 .
TÉCNICA DO REEMBASAMENTO
Esta técnica consiste em realizar uma moldagem preliminar com o material pesado para, em seguida, realizar a segunda moldagem com o material com consistência mais fluída.
Para a moldagem preliminar, as pastas base e catalizadora do material pesado (massa) são medi- das em proporções iguais, usando os dosadores que acompanham o produto. A manipulação deve ser
.2. TÉCNICA MISTA
Também conhecida por técnica "sanduíche", pois combina os hidrocolóides reversíveis com os irreversí- veis. Como na técnica anterior, é utilizada para mol- dagem de todos os tipos de preparos, mas sua maior indicação está na obtenção dos moldes para confecção das próteses adesivas.
A única diferença desta técnica para a anterior é o emprego do alginato na moldeira. As seringas já con- tém hidrocolóide que, para ser fluidificado, é armaze- nado em um condicionador com água regulada à tem- peratura de 46°C.
Após a remoção do fio retrator, injeta-se o hidroco- lóide no sulco gengival e leva-se em posição uma mol-
feita manualmente até se conseguir uma mistura homogénea e, como comentado anteriormente, a manipul
deira tipo Vernes carregada com alginato. A temperatu- ra mais baixa do alginato promove a solidificação do hidrocolóide reversível. Devido à baixa estabilidade di- mensional dos dois materiais usados, preconiza-se o vazamento imediato do molde. (Figs. 7.3A a 7.3D).
ação desses materiais com luvas de látex aceleram no seu processo de polimerização e suas propriedades. O tempo de mistura, em média, é de trinta a quarenta segundos e a manipulação deve ser realizada a uma temperatura aproximada de 25°C.
■ FIGURA 7.3A
Condicionador de hidrocolóide.
■ FIGURA 7.3B
Hidrocolóide colocado sobre os dentes.
■ FIGURA 7.3C
Remoção do hidrocolóide com alginato.
■ FIGURA 7.3D Modelo de trabalho.
M O L D A G E M E M O D E L O D E T R A B A L H O
A moldeira tipo Vernes é preenchida e levada à boca, procurando-se centralizá-la de modo a se conseguir uma impressão uniforme dos dentes e regiões adjacentes. Aguarda-se o tempo de polimerização (5 a 6 minutos) e remove-se da boca com um movimento único. Tem-se desta maneira, uma impressão com um material pesado que servirá de guia, para o reembasamento com o mate- rial de consistência fluida. Para isso, promove-se um pe- queno alívio na região dos dentes, criando-se espaço para o segundo material (Figs. 7.4A a 7.4D).
Para o reembasamento, as pastas base e catalizadora são proporcionadas igualmente e misturadas em um bloco de espatulação, com movimentos circulares con- tínuos, até se conseguir uma mistura homogénea. A área aliviada do molde é coberta com uma fina camada do material, a seringa é carregada, o fio de afastamento removido e injeta-se o material com movimentos circu- lares, preenchendo toda região do sulco gengival e den- tes preparados. Em seguida, leva-se a moldeira em posi- ção sem pressioná-la (Figs. 7.4E a 7.4F).
Algumas siliconas apresentam-se acondicionadas em cartuchos especiais, contendo as pastas base e cata- lisadora que são acopladas em um dispositivo próprio, tipo revólver, que, quando pressionado, promove a mistura das duas pastas em uma ponteira própria que serve para levar o material já homogenizado, direta- mente para a seringa. Enquanto se injeta o material no interior do sulco gengival, a auxiliar preenche a moldeira com o restante do material fluído, que é novamente introduzida na boca. Após a polimerização do material, faz-se a remoção da moldeira de uma só vez e o molde é lavado e seco com jatos de ar.
Com as siliconas de condensação o molde deverá ser vazado imediatamente e, com as siliconas de adição, espe- ra-se uma hora antes do vazamento. (Figs. 7.4G a 7.41)
5 .2 . 2 . TÉCNICA DE DUPLA MISTURA:
E também conhecida como técnica de um só
tempo, múltipla mistura ou técnica laminada. E as-
■ FIGURA 7.4A Dente preparado.
li FIGURA 7.4B
Manipulação do material pesado.
FIGURA 7.4C
Molde obtido com o material pesado.
■ FIGURA 7.4D Alívio interno do molde.
P R Ó T E S E F I X A
■ FIGURA 7.4E
Fios colocados nas faces proximais do dente preparado.
■ FIGURA 7.4F
Aplicação do material leve no sulco gengival.
FIGURA 7.4G Molde reembasado.
■ FIGURA 7.4H
Vista aproximada do molde.
■ FIGURA 7.41
O L D A C E M E M O DE L O D E T R A B AL H O
sim chamada pois os materiais pesado e leve são manipu- lados e usados simultaneamente; o leve é colocado na seringa e injetado no sulco gengival, e a moldeira preen- chida com o pesado é levada à boca, forçando o material mais fluído a penetrar dentro do sulco gengival.
Após a remoção dos fios de retração, faz-se o proporcionamento e manipulação do material pesa- do, que é levado à moldeira e sobre o qual aplica-se
uma pequena camada do material leve, que tam- bém é colocado sobre os dentes preparados (Figs. 7.5A e 7.5B).
O fio de retração é removido, o material injetado no sulco e a moldeira individual, carregada com o material pesado, é levada em posição. Após sua polin- merização, a moldeira é removida com movimento rápido (Figs. 7.5C a 7.5F)
FIGURA 7.5A ■ FIGURA 7.5B
Aplicação do material leve sobre o pesado. Moldeira carregada com material pesado.
■ FIGURA 7.5C
Colocação do material leve na boca.
■ FIGURA 7.5D